Café & Preparos

Café e vinho: qualquer semelhança não é mera coincidência

Há entre ambas as bebidas uma relação muito interessante e os produtos podem ser comparados quando o assunto passa por aromas e sabores, por maneiras de produzir e até pelo preparo no campo

Quando o homem descobriu o vinho, há milhares de anos, a bebida era tão-somente uma fermentação alcoólica do suco (mosto) de uvas frescas. As leveduras se alimentam do açúcar e liberam gás carbônico, energia e álcool. O tempo passou, a modernização chegou e o vinho começou a ser moldado de acordo com a preferência do mercado, adicionando-se leveduras que direcionam sabores e aromas, corretores de acidez, de cor, entre outras substâncias.

Paula Dulgheroff, especialista em cafés e apaixonada por vinhos, explica que o vinho é o produto da fermentação do suco da uva. A preocupação principal quando se vai fazer um bom vinho é ter uma uva muito madura. “Geralmente se colhe à noite para evitar oxidação. Esse é o cuidado com o fruto; o cacho da uva passa por um processo de remoção dos engaços dos grãos, esmagamento, depois fermentação, vinificação. A produção tradicional pode utilizar leveduras de indução de fermentação e alguns compostos químicos, principalmente o sulfito, para diminuir a oxidação. Cada vinho tem um estilo de vinificação diferente, é um produto pronto, engarrafado, que vem da fermentação do suco da uva.”

Quando falamos em vinho Malbec, Cabernet, Syrah, por exemplo, estamos tratando as variedades do vinho. As regiões em que as uvas são cultivadas, traz detalhes de como a bebida é preparada, o tipo de cepa utilizada leia mais…

TEXTO Janice Kiss e Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

De dentro para fora: conheça a roda de sabores do café

A roda de sabores é muito utilizada para categorizar e descrever cafés. Apesar de ser uma ferramenta conhecida, é considerada um desafio para muitos amantes da bebida. Nas próximas linhas vamos desmistificá-la, mostrando que ela pode ser uma aliada e tanto na hora da degustação!

Onde tudo começou…

Buscando elaborar um método que ajudasse os cientistas a realizar pesquisas de melhorias na qualidade do café, como a criação de novas variedades, a World Coffee Research (WCR) criou, entre 2014 e 2016, no Centro de Análises Sensoriais da Universidade do Kansas, o Léxico Sensorial. Uma vez que é o maior projeto colaborativo de aromas e sabores do café já inventado, o léxico permite identificar 110 sabores, aromas e texturas presentes na bebida, além de referências para medir a intensidade dessas características.

Do léxico à roda que conhecemos

A primeira roda de sabores foi criada em 1995 a partir das ideias de Ted Lingle, à época diretor executivo da Specialty Coffee Association of America (SCAA), hoje parte da Specialty Coffee Association (SCA). Vinte e um anos depois, em 2016, com a chegada do léxico, a ferramenta passou por um redesign, em parceria com a WCR, feito por provadores, cientistas, especialistas sensoriais leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz