Mercado

“Café especial não custa mais, vale mais”. Confira o lançamento do projeto Adote Uma Micro Torrefação

Na última quarta-feira (12), o Instagram da Espresso realizou uma live com a participação de Georgia Franco, proprietária da cafeteria Lucca Cafés Especiais, em Curitiba (PR). O intuito foi lançar o projeto Adote Uma Micro Torrefação, parceria entre Georgia e Paula Dulgheroff, da Mundo Café, torrefação de Uberlândia (MG). A apresentação da live foi da diretora de conteúdo da Espresso e do CaféPoint, Mariana Proença.

Georgia contou como surgiu a ideia deste projeto: “com a pandemia, começamos a conversar mais e entender o que estava acontecendo no mercado. Eu e Paulinha escutamos que alguns torrefadores pensaram em diminuir a qualidade dos cafés para oferecer um produto mais barato e suspostamente mais fácil de vender. Isso me deixou preocupada”.

A partir dessa preocupação, a dupla lembrou da ação dos vouchers disponibilizados pela Nestlé e Ambev (no qual você comprava um voucher e ajudava uma cafeteria ou restaurante), e assim começaram leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Barista

Projeto Fazedores de Café forma sua 6ª turma em São Paulo

No último sábado, 30 de março, aconteceu a formatura da 6ª turma do Fazedores de Café, na unidade do Sofá Café Pinheiros. A ocasião contou com a presença dos organizadores do projeto, ex-alunos, apreciadores da bebida e conhecidos dos participantes.

Durante o dia, a cafeteria funcionou normalmente, mas o diferencial foi o atendimento ao público, que foi todo realizado pelos quatro formandos: Diva Dornelas e Letícia Reis, moradoras do bairro paulistano Grajaú; e Rajana Olba e Abdrahamane, refugiados da Síria e do Mali, respectivamente.

Após três meses de curso teórico e prático, os alunos estagiaram por um mês em diferentes perfis de cafeterias paulistanas para aprender na prática as lições e desafios da profissão de um barista. Além da oportunidade de uma vivência enriquecedora, o projeto funciona como uma boa porta de entrada para a carreira, já que os participantes têm altas chances de saírem com propostas de emprego.

“É um processo demorado, mas quando chega ao final você entende a necessidade de fazer um projeto tão longo assim. Nós queremos garantir a base, a formação, para que vocês tenham dificuldade quase zero para conseguirem um emprego agora”, disse Diego Gonzales, fundador proprietário do Sofá Café e idealizador da iniciativa, em discurso na ocasião. “Esse é o objetivo do Fazedores, não é só ensinar, mas é garantir uma nova situação de emprego. É como se fosse uma formação técnica. Que agora vocês saiam diplomados para o mercado de trabalho”, finalizou.

Esta é a primeira edição que conta com a presença de alunos refugiados, mas desde 2014, ano de sua criação, o Fazedores de Café já formou mais de 30 jovens carentes da periferia de São Paulo, incluindo Paulo Gabriel, aluno da primeira turma do projeto. Hoje ele atua como barista e atual coordenador do curso.

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Cafezal

Projeto conecta produtores e cafeterias

Esta semana ocorreu o lançamento do projeto Cafés Autorais, uma parceria entre a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o Sebrae e a Mundo Café.

Com o intuito de fomentar o consumo de café com origem controlada e de alta qualidade, o projeto funciona da seguinte maneira: três cafeterias de Uberlândia (MG) são levadas a três fazendas da região, participando de todo o processo de colheita, seca e benefício dos grãos.

As cafeterias que partilharam dessa experiência foram a Café Calin, Cafeteria Pede Café e Café D’Casa, e as fazendas foram Serra Negra e Congonhas, ambas da cidade de Patrocínio, e Dona Neném, de Presidente Olegário.

No ano passado, os empreendedores dos estabelecimentos foram às fazendas para selecionar e colher os grãos manualmente juntamente com o produtor, escolhendo o processo de secagem e beneficiamento do café. Após isso, cada produtor junto com cada cafeteria colheu um microlote com 30 quilos do grão, resultando em três variedades com sabor e aromas exclusivos.

Após todo o processo de beneficiamento, as amostras foram enviadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado, onde ganharam o Selo de Origem e Qualidades dos lotes. Os três cafés pontuaram acima de 80 na escala SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais), recebendo a chancela da Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro.

Os cafés passaram por um desenvolvimento do perfil de torra para atingirem as melhores características de sabor, aroma e acidez. A responsável por esse processo foi a barista e mestre de torra Paula Dulgheroff, da Mundo Café. Segundo ela, o processo de torra será feito de acordo com a demanda, não torrando os 30 quilos de uma vez. Assim, conforme o café for sendo vendido para o consumo na loja ou para uso do cliente, ele vai sendo torrado, fazendo com que sempre fique fresco.

Na visão das cafeterias, o projeto acrescentou muito, visto que agora elas não levam apenas o café até seus clientes, mas sim toda a história e conhecimento por detrás dele. “Esse projeto nos proporcionou um conhecimento mais avançado sobre café, não fazia ideia do quão é delicado o processo de colheita e seleção”, disse Ana Lívia, do Café D’Casa.

Para as fazendas, a iniciativa foi aprovada. “Foi uma experiência incrível. Acreditamos que iniciativas como esta sugerem um pensamento diferente na cabeça do consumidor, ele encontra não só uma xícara de café, mas também as histórias e as experiências únicas”, afirma o produtor Gustavo Ribeiro, da Fazenda Congonhas.

De acordo com o Sebrae, a ação foi uma oportunidade para que cafeterias e consumidores tivessem acesso a cafés de alta qualidade, valorizando a origem e fazendo a integração dos elos da cadeia (produtores, cafeicultores, chegando ao consumidor final). Segundo a analista do Sebrae na região do Cerrado Mineiro, Naiara Marra, a entidade pretende expandir o projeto para todo o Brasil, tendo foco na geração de demanda e disseminação da denominação de origem do Cerrado Mineiro.

Uma nova edição do projeto será trabalhada para expandir nas cafeterias de todo o Brasil ainda em 2017, segundo os organizadores.

Cafés Autorais:

Café Calin (Fazenda Serra Negra – Patrocínio – produtor André Nakao): café da variedade IAC 125 RN (IBC 12). Os grãos ficaram armazenados por 24 horas, passando por um processo de fermentação a seco, posteriormente, foi feita uma seca lenta, em terreiro aberto.

Características da bebida
Fragrância: frutas amarelas maduras, papaia e mel
Sabor: notas de frutas amarelas tendendo a papaia
Finalização: longa e suave
Acidez: média
Corpo: acentuado

Cafeteria Pede Café (Fazenda Congonhas – Patrocínio – produtor Gustavo Ribeiro): café da variedade catuaí amarelo. Foi feita uma seca lenta, chamada “grão a grão”, que é quando eles ficam bem esparramados, em uma fina camada, em terreiro sem cobertura;

Características da bebida
Fragrância: notas de amêndoas tostadas
Sabor: doce, açúcar caramelizado e avelãs
Finalização: mediana e agradável
Acidez: baixa
Corpo: cremoso

Café D’Casa (Fazenda Dona Nenem – Presidente Olegário – produtor Eduardo Pinheiro Campos): café da variedade catuaí vermelho. O café foi seco com redução da intensidade solar protegido por um sombrite, em caixa de nanolotes.

Características da bebida
Fragrância: notas delicadas de chá de cidreira
Sabor: doce, castanhas e mel de flor de laranjeira
Finalização: longa e delicada
Acidez: cítrica e mediana
Corpo: denso e viscoso

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Cafezal

Rause Café na Estrada lança campanha de financiamento coletivo

rause_cafe_na_estrada O projeto Rause Café na Estrada, que vai levar conhecimento e café especial para as regiões produtoras de café de Minas Gerais, lançou uma página no site de crowdfunding Benfeitoria (espaço para financiamento coletivo) para arrecadar fundos e colocar o trabalho na estrada a partir de agosto. Ao final da campanha, Juca. Abaixo, assista o vídeo sobre o projeto:  

TEXTO Da redação • FOTO Reprodução/YouTube