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A italiana illycaffè realiza hoje seu Oscar em Nova York

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Desde a sua criação em 1933, a torrefação italiana Illycaffè tornou-se uma referência mundial no café espresso. Há 25 anos a empresa deu início ao Prêmio Illy de Qualidade do Café para Espresso, no Brasil, concurso que premia os melhores cafeicultores do país que fornecem os grãos para o blend da marca.

Nesses 25 anos, o filho do fundador Francesco, doutor Ernesto Illy, visitou o Brasil e manteve uma relação direta com os produtores do País. Desse contato foram desenvolvidas diversas pesquisas e ocorreu a pioneira aproximação entre a torrefação e os produtores, relação esta que hoje já é mais natural e presente nas empresas de café pelo mundo.

O investimento da marca italiana é forte no mercado de alimentação fora do lar, como restaurantes, hotéis e bares, que somam hoje mais de 100 mil pontos pelo mundo, depois passando também para o mercado de consumo em casa, com cápsulas e grãos e lojas próprias físicas e na internet, totalizando 7 milhões de cafés consumidos por dia mundialmente. Para formar seus blends, a illycaffè trabalha com nove tipos de café arábica e compra grãos de diferentes países, produtores e regiões.

Para incentivar os cafeicultores, este ano a marca lançou o Ernesto Illy International Coffee Award, concurso que irá premiar os nove melhores cafés do mundo em cerimônia a ser realizada nesta noite, 1º/11, (terça-feira), no prédio das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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Produtoras brasileiras que concorrem ao Ernesto Illy International Coffee Award: Daniella, Juliana e Arabela, com os provadores da illycaffè Aldir e Regina Teixeira.

São 27 finalistas de nove países: Brasil, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Honduras, Índia e Nicarágua, que concorrem cada um com três produtores representantes.

O Brasil está participando com três mulheres produtoras, que ganharam os três primeiros lugares do concurso nacional: Juliana Armelin (Fazenda Terra Alta, de Ibiá, MG, Região do Cerrado Mineiro); Daniella Pelosini (Sítio Daniella, de Pardinho, SP, Região de São Paulo) e Arabela Lima (Fazenda Nova Esperança, de Monte Santo de Minas, MG, Região do Sul de Minas).

Albert Scalla, Massimiliano Pogliani e Andrea Illy

Além da premiação, os produtores finalistas têm a oportunidade de participar do Seminário: O Mercado de Café e seus Desafios, com Andrea Illy (presidente da illycaffè), Massimiliano Pogliani (novo CEO da illycaffè) e Albert Scalla (vice-presidente da INTL FCStone).

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A seleção dos nove melhores cafés está sendo realizada por uma equipe multidisciplinar formada por nove jurados e coordenada por dois juízes: Mark Pendergrast e David Brussa. O objetivo do prêmio é encontrar os melhores cafés na opinião de chefs internacionais, coffee lovers e consumidores. O júri formado por Peter Giuliano (diretor da SCAA, nos Estados Unidos), Kerri Goodman (publisher da Coffee Talk, nos Estados Unidos), Corby Kummer (jornalista), Grace Hightower (filantropista), Adolfo Henrique Vieira Ferreira (presidente da BSCA, no Brasil), Suvir Saran (chef Michelin, de Nova Déli, na Índia), Viki Geunes (chef Michelin no tZelti, Antuérpia, na Bélgica), Luigi Taglienti (chef Michelin no Lume, Milão, na Itália) e Maria Loi (chef do Loi, em Nova York, e embaixadora da culinária grega) irá escolher os melhores cafés.

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As provas foram realizadas nesta tarde, no hotel One United Nations, com três tipos de preparo para cada café: cold brew, espresso e infusão. Os cafés que apresentarem notas mais altas para espresso levam vantagem no resultado.

Os Best of Bests serão anunciados hoje em cerimônia no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, EUA. A Revista Espresso está em Nova York, a convite da illycaffè, acompanhando a comitiva internacional para cobrir o evento.

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Café Editora

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Peet’s Coffee & Tea anuncia mais uma aquisição e forma time “peso pesado”

Intelligentsia Coffee

Serviço de “pour over” na Intelligentsia Coffee

As norte-americanas Peet’s Coffee & Tea e Intelligentsia Coffee anunciaram hoje, por meio de nota oficial, que a Peet’s adquiriu a participação majoritária na Intelligentsia. Uma das pioneiras da terceira onda no mundo, a Intelligentsia de Doug Zell, Emily Mange e Geoff Watts os terá ainda ativos no negócio, fundado há 20 anos. Hoje a marca nascida em Chicago mantém operação também em Los Angeles, São Francisco e Nova York e, além da torrefação e área educacional, opera 10 cafeterias. “Peet’s foi onde eu comecei minha carreira no café e estou muito contente por trabalhar com eles novamente”, declarou Doug.

A Intelligentsia é reconhecida mundialmente pelo programa de direct trade (comércio direto) com produtores de todo o mundo. Anualmente eles realizam um encontro entre esses fornecedores para que conheçam mais sobre toda a cadeia produtiva do café, o ECW (Extraordinary Coffee Workshop). Com a recente aquisição da Stumptown Coffee Roasters também pela Peet’s, a empresa está agora com um time “peso pesado” de grandes empreendedores do café.

Sobre isso Dave Burwick, presidente e CEO da Peet’s Coffee & Tea declarou: “Peet’s, Intelligentsia, juntamente com Stumptown, que recentemente assinou um acordo de aquisição, são marcas altamente complementares e empresas que satisfazem coletivamente os desejos do novo ‘coffee connoisseur’”.

Realmente há pouco tempo não era de se imaginar que estariam juntos no mesmo barco Doug Welsh (Peet’s), Doug Zell (Intelligentsia), Geoff Watts (Intelligentsia) e Duane Sorenson (Stumptown). “Não há pessoas no mundo que sabem mais sobre produto, torrefação, tendências e o consumidor de café do que a nossa atual equipe, e estamos entusiasmados por tê-los para nos ajudar a orientar o nosso crescimento nos próximos anos”, disse Burwick. Imaginamos que vêm muitas ideias boas e criativas por aí. A quarta onda do café vai surgir? Vamos aguardar e ficar de olho.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Intelligentsia