Mercado •

Com a chegada do inverno, Octavio Café lança chás

A Octavio Café, em parceria com a loja Talchá, lançou uma seleção de chás e infusões com 14 sabores. Com opções como banana tropical, gengibre fresh, hibisco e limão orgânico e frescor de capim limão, as novidades estão distribuídas entre as linhas Chá Verde, Chá Preto, Infusão, Chá Branco, Oolong, Rooibos e Chá Mate.

“A proposta com a Talchá é abraçar o setor de chás, uma bebida tão apaixonante quanto o café”, disse o diretor da Octavio Café, Jonas Picirillo, sobre a parceria entre as duas marcas.

Com opções entre cítricos, descafeinados, doces, tropicais e versões tradicionais, como o chá verde, preto ou mate, as combinações de ingredientes abrangem outras culturas, como de países como Alemanha, China e África do Sul.

As caixinhas dispõem de folhas trituradas que rendem até oito xícaras e podem ser usadas diretamente na água ou em infusores próprios para chás. Com valor de R$ 22, as novidades estão disponíveis em todas as unidades da Octavio Café.

Mais informações: www.octaviocafe.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado •

Bom até a casca

A infusão preparada com a casca do café cereja desponta como novo sucesso em cafeterias

Em geral, quando alguém fala em “chá de café”, é porque está se referindo, de maneira até um pouco pejorativa, ao café mais diluído em água. No entanto, acredite: chá de café existe, sim – e é muito saboroso.

O chá de café é conhecido no exterior como “cascara tea” ou “coffee cherry tea”. Ele é preparado a partir das cascas e da polpa das cerejas do café, devidamente desidratadas ao sol e processadas. Essa matéria-prima, em geral descartada durante o processo de produção do café, rende uma infusão adocicada e frutada.

“O sabor não parece depender da variedade de café, mas sim da secagem e do preparo”, explica James Hoffmann, da torrefação inglesa Square Mile Coffee Roasters, uma das primeiras empresas a trabalhar com o chá de cáscara na Europa. “O gosto tem notas de frutas cozidas, rosa-mosqueta, morangos e figos, entre outras”.

Na Square Mile, as cáscaras são de El Salvador, graças ao empenho da produtora local Aida Batlle, que começou a trabalhar com o produto em 2008. “Ele tem sido popular na loja desde quando começamos a vendê-lo”, diz James. “As pessoas têm preparado a bebida como se fosse chá, mas também utilizam as cáscaras para produzir cerveja ou fazer comida. Alguns chefs têm testado a bebida em pratos nos últimos anos”, conta ele.

Pouca cafeína, muito sabor
Comparado com o café, o chá de cáscara tem pouca cafeína. Pesquisas encomendadas pela Square Mile mostram que a infusão mais longa do chá rendeu 111.4 mg de cafeína por litro, contra os cerca de 800 mg por litro encontrados em um café coado.

Por causa de seu sabor, o chá de cáscara tem seus fãs mundo afora. Na Bolívia, o chamado “té de sultana” tem um apelido infame – “café de pobre” ou “café do Exército” –, devido à origem pretensamente inferior do produto. Apesar do nome, a bebida é muito apreciada.

Já no Iêmen, a bebida atende pelo nome de qishr. A casca do café cereja é misturada com grandes quantidades de açúcar e gengibre, às vezes com adição de canela. Por sua vez, na Etiópia, o exterior das cerejas é levemente tostado e misturado com água, o que rende um chá de tom escuro e sabor mais profundo.

De todo jeito
A bebida é preparada como um chá comum: em infusão com água fervente. As quantidades de chá e de água para produzir uma xícara ficam ao gosto do freguês. A Square Mile, por exemplo, sugere utilizar uma colher de chá das cascas para um copo de 235 ml de água fervida. Usar uma cafeteira francesa ou filtros de chá também pode ajudar na hora da infusão.

O chá pode ser servido ainda gelado ou preparado como “cold brew”, como no caso da cafeteria e torrefação norte-americana Verve, que também comercializa o produto. Por lá, o preparo leva seis colheres de sopa de cáscara para 295 ml de água fria. A receita sugere deixar a mistura na geladeira por 24 horas, filtrar e servir.

Embora a cáscara já seja naturalmente doce, quem preferir pode adoçar a bebida com açúcar ou mel. O chá também aceita especiarias muito bem, como no tradicional qishr iemenita (ver o quadro ao lado). O importante é, como no café, experimentar aos poucos, para encontrar o equilíbrio de sabor que mais agrada.

Qishr
Rende: 
3 porções

Ingredientes
– 1 xícara (chá) de cascas de café desidratadas
– 3 xícaras (chá) de água
– 2 colheres (chá) de gengibre picado
– 1/2 colher (chá) de canela em pó
– 1/2 colher (chá) de kummel
– Açúcar a gosto

Preparo
Em uma chaleira, aqueça a água. Adicione os ingredientes e deixe ferver por cerca de 10 minutos, ou até a bebida ficar com uma coloração marrom-escura. Retire do fogo, filtre e sirva quente.

(Texto originalmente publicado em 2015 na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Anna Fagundes • FOTO Roberto Seba

Mercado •

Kombucha

O polêmico chá que se transforma por meio de um processo de fermentação conquista fãs

Nas geladeiras de lojas antenadas nos Estados Unidos, um nome diferente surge entre as garrafas de chá gelado: kombucha. A bebida traz consigo algumas polêmicas e um jeito diferente de encarar o modo como preparamos aquilo que bebemos com tanta frequência.

Levemente efervescente, azedinho e com gosto doce, mas sem perder o sabor do chá utilizado, o kombucha é preparado a partir da fermentação de diferentes ervas com a ajuda de probióticos (bactérias e fungos) e açúcar. Originalmente criada na China, a bebida ganhou o mundo e atualmente é vendida como um drinque com propriedades saudáveis nos mercados ocidentais.

Ao contrário do que pode parecer, o kombucha é um tipo de infusão relativamente recente: seus primeiros registros são da década de 1910, quando ele foi importado da China para a Rússia, onde a bebida tem o nome de chainyy grib. Nos anos de 1950 e 1960, ele era considerado parte importante de uma dieta saudável na China – mais ou menos como é visto hoje por alguns norte-americanos.

A bebida em geral é consumida fria – acredita-se que, ao aquecer demais o líquido, algumas das características probióticas são eliminadas. No entanto, não há problema em beber a infusão morna. Seus fãs acreditam que ela pode ajudar a melhorar o sistema imunológico e até retardar o envelhecimento, mas não há comprovação científica para tanto.

Nos Estados Unidos, onde o kombucha ganhou popularidade, a Federal Drug Administration (FDA), Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, em português, alertou sobre as “versões caseiras desse chá que, fabricadas em condições não estéreis, podem ser propensas a contaminação microbiana”, podendo comprometer a saúde. Entretanto, estudos que se seguiram, feitos pelo órgão, não apontaram evidência de contaminação.

Bicho de estimação
O produto final pode ser saboroso, mas é preciso ser honesto: a produção de kombucha é qualquer coisa, menos bonita. Afinal, a base da infusão é uma esponja de bactérias e fungos, conhecida como cultivo-mãe, de aparência emborrachada, que promove a fermentação do chá misturado com açúcar.

O chá adoçado que vai alimentar essa esponja necessariamente precisa ser de Camellia sinensis, podendo ser verde, preto, branco ou pu-erh. Muitas pessoas relatam bons resultados sem o uso de chá, apenas utilizando infusões de ervas ou sucos de fruta. No entanto, no livro A Arte da Fermentação, o autor Sandor Ellix Katz adverte: “Fique longe do Earl Grey e de outros chás condimentados ou fortemente aromatizados, já que óleos essenciais adicionados podem inibir a fermentação”. Segundo Katz, produtores de kombucha também acrescentam, para uma fermentação secundária, toques especiais, como ervas, frutas ou condimentos vegetais para dar mais sabor. Essa adição se dá seguida da fermentação primária que, de acordo com Katz, consiste apenas no chá com açúcar e o cultivo-mãe.

O Kombucha não vem em saquinhos: quem faz a bebida em casa precisa “alimentar” a base, chamada de scoby*, constantemente com líquido açucarado, como se fosse um bicho de estimação.

A outra função da colônia é servir de “rolha” para impedir que a bebida seja invadida por outros tipos de bactéria, que podem alterar o sabor ou causar problemas. Os fungos também não podem ser armazenados em geladeira – do contrário, o frio acaba retardando o processo de fermentação.

O único impedimento para a preparação de kombucha em casa é justamente adquirir a colônia de fungos. Há quem produza a partir de bebida industrializada – hoje, dezenas de empresas no exterior fabricam e vendem kombucha –, ou ainda quem compre pela internet ou receba a colônia como doação de quem já produz a infusão em casa. Um ponto de encontro dos produtores caseiros é o fórum do site Kombucha Brasil.

Seja como for, é preciso comprometimento para cuidar da produção, mas quem bebe garante que o esforço vale a pena.

*A MÃE DA MATÉRIA
O uso de fungos exige cuidados
A massa de fungos que produz o kombucha, chamada de scoby (sigla para “colônia simbiótica de fungos e fermentos”, em inglês) ou de “mãe”, é um organismo que demanda cuidados. A colônia é adicionada ao chá adoçado e já resfriado, em um recipiente de vidro, de boca larga, não completamente cheio, para o desenvolvimento do processo de fermentação, que ocorre na superfície, em contato com o oxigênio. É preciso monitorar a quantidade de líquido, a temperatura e o tempo de fermentação. Se a mistura ficar sem chá, a colônia pode secar e morrer.

A fermentação deve ocorrer entre sete e trinta dias, podendo variar de acordo com a temperatura do ambiente. Os sinais de uma produção saudável são a formação de uma “nuvem” branca gelatinosa acima do scoby (é uma nova colônia de fungos) e a alteração do sabor, de doce para um pouco mais ácido. A coloração ideal, no caso do chá-preto, lembra o guaraná.

(Texto originalmente publicado em 2015 na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Anna Fagundes • FOTO Roberto Seba

Mercado •

Chá Yê! organiza viagem para China e leva entusiastas para conhecer produção de chá

chá yê chá china

Uma viagem dos sonhos para quem gosta de chá. É o que planeja a marca brasileira Chá Yê! para os dias 12 a 24 de abril. A empresa, especializada em chás chineses, está organizando o Tour Chá Yê! 2016, que pretende visitar os jardins de chá do leste da China.

Durante o roteiro, os fãs da bebida terão contato com mestres do ramo, visitarão montanhas, templos, museus e parques, terão a oportunidade de provar dezenas de chás direto do produtor, conhecerão os diferentes processos de produção da folha e irão aprender mais sobre a história da bebida.

chá yê chá china

A visita é conduzida pelos sócios da marca, João Campos e Caio Barbosa (foto acima), experientes na área e em viagens ao país. O tour custa US$3.350,00* e o valor inclui: todos os deslocamentos internos na China, refeições, acomodação (em quartos duplos) e entradas para parques, eventos e museus durante o período do roteiro.

Mais detalhes sobre valores e itinerário em: chaye.com.br

Abaixo, confira um vídeo que mostra uma das viagens da Chá Yê!.

*Os valores serão convertidos em reais com base na cotação da moeda na data do processamento do pagamento.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Chá Yê

Cafeteria & Afins •

Gelateria promove workshop de chás e degustação

Seguindo com a sua proposta de workshops mensais – o primeiro foi uma degustação de cafés com sorvetes – a Gelato Boutique promove agora em setembro uma nova experiência para os clientes da casa, desta vez com chás. Marcia Garbin, chef gelatiere e proprietária da marca, convidou a jornalista Paula Moura para uma degustação de chás e gelatos especiais. Paula viveu um ano no Japão onde aprendeu a amar os chás. Ao todo, são três workshops em que Paula irá apresentar diferentes chás ao público. No primeiro, já realizado, a jornalista falou sobre uma carta de chás harmonizada com receitas de gelatos preparados para a data. Entre os sabores exclusivos de sorvete está o matcha, chá verde japonês moído, conhecido por seu uso na cerimônia japonesa do chá. Além dele, Márcia preparou um gelato de arroz torrado, um gelato de feijão azuki e um outro de gergelim preto. Na carta de chás da casa, elaborada por Paula, há um sencha produzido no Brasil, um genmaicha japonês, e um Chá da Obaatian – chá preto Assam produzido por senhora de 88 anos em Registro (SP). Para os próximos dias, Paula e Márcia preparam mais duas aulas. No dia 21 de setembro, o tema será “Vamos tomar mais chá preto?”, com apresentação de três tipos da bebida. Já no dia 28 de setembro, o tema será “Vamos tomar chás especiais?”, com apresentação de três chás importados de alta qualidade. Cada workshop tem custo de R$ 100 e as inscrições podem ser feitas por e-mail. Serviço Gelato Boutique – Workshop de chás e degustação Local: Rua Pamplona, 1023 – Jardins – São Paulo (SP) Data: 21 de setembro, às 18h30; 28 de setembro, às 18h30 Valor: R$ 100 Inscrições: pelo e-mail contato@gelatoboutique.com.br Mais informações: www.gelatoboutique.com.br ou pelo telefone (11) 3541-1532

TEXTO Da redação • FOTO Tiago Queiroz

Cafeteria & Afins •

Os preparos de chá mais fofos que você já viu

Cada um tem um ritual para o preparo do chá ou do café e aquele momento de espera, enquanto a bebida está em infusão, muitas vezes serve de contemplação, de parar um pouco e respirar da correria do dia a dia. Mas dois escritórios de design resolveram deixar esse tempo ainda mais prazeroso e até divertido para os pequenos e até para os mais crescidinhos.

O suporte de chá Shirokuma, desenvolvido pela empresa Necktie, de Tóquio, no Japão, tem um urso polar na tampa, feito em cerâmica, como se estivesse pescando. Neste caso, pescando um saquinho de chá.

PolarbearTeaBag PolarbearTeaBag2  

Já o PuppeTeaBag, desenvolvido pelo escritório Naoto Fukasawa, também é um bom jeito de colocar um pouco de entretenimento no preparo. O formato de marionete do saquinho responde ao movimento que muitas pessoas fazem quando estão fazendo a infusão do chá. Mais divertido, impossível.

PuppeTeaBag

TEXTO Redação • FOTO Divulgação/Courtesy