Café & Preparos •

A ovelha cafeicultora da família

 

Há nove anos, a advogada Cristiane Zancanaro descobriu que estava grávida – do terceiro filho e do sonho de trabalhar com café especial. O pequeno Felipe foi concebido durante uma viagem ao Chile, quando ela e o marido, Daniel, conheceram as famosas vinícolas do país. Ao ver o cuidado no processamento das uvas viníferas, ela teve um estalo: aquilo também deveria ser feito com os grãos de café colhidos na propriedade da família, a Fazenda Nossa Senhora de Fátima, em Cristalina (GO).

À época, Cristiane comandava o departamento de recursos humanos do negócio dos Zancanaro. “Queria ser advogada e atuei por alguns anos, mas logo percebi que a advocacia é dos homens, que a justiça não é de Deus. Muitas vezes uma pessoa ganhava causas sem prova ou perdia porque o empregador era mais esperto. Isso me desestimulou demais. Por isso vim para a empresa familiar, para deixar as coisas certas. Fomos a primeira empresa rural do Brasil a ter ponto eletrônico”, lembra. Com o embrião do café na cabeça, no entanto, foi difícil pensar em voltar para o escritório.

Durante a licença-maternidade, Cristiane mergulhou de cabeça no café especial: entre visitas à fazenda com os três meninos e cursos no Coffee Lab, em São Paulo (SP), ela estava decidida a mudar de carreira. “A maternidade faz você ficar com os sentidos mais aguçados, mas eu acho que, mesmo se não tivesse ido ao Chile, teria encontrado o caminho do café. A gravidez me trouxe a sensibilidade de encarar um projeto como esse”, afirma. leia mais…

TEXTO Clara Campoli • FOTO Rafaela Felicciano e Beto Barata

Cafezal •

Fermentação do café: saiba mais sobre a técnica em destaque no mercado

Fermentar café é um processo que gosto muito e já faz alguns anos que pratico. Podemos ter a fermentação negativa e a positiva, a qual irei explicar neste artigo. Para muitos produtores isto pode significar um risco demais na qualidade, para outros uma aventura em buscar diferentes aromas e sabores.

Muitos produtores me perguntam se vale a pena fazer fermentação. Sempre brinco e respondo: é um processo que fica entre o céu e o inferno. Temos que saber onde estamos e onde queremos chegar. Podemos ter bebidas extraordinárias e bebidas negativas com uma fermentação.

Mas vamos lá, o mercado está crescendo em busca dessa nova experiência sensorial que a fermentação oferece e o produtor correndo atrás das técnicas para conseguir entregar seu melhor produto.

Dentre os processos de fermentações estão as anaeróbicas (obtenção de energia sem a utilização do oxigênio) e as fermentações aeróbicas (com a utilização do oxigênio). Para mim, ela é leia mais…

TEXTO Leonardo Custódio, técnico em cafeicultura, supervisor de qualidade da empresa Agro Fonte Alta, Q-Grader e mestre de torra • FOTO Leonardo Custódio

Cafezal •

Aquarela mineira

Fazenda Mantissa

A Fazenda Mantissa, no Sul de Minas, mostra que produção de qualidade se faz com bons profissionais e natureza em equilíbrio.

Um lindo céu azul de anil. Foi ele que recebeu a nossa equipe na visita que fizemos à Fazenda Mantissa, na cidade de Campestre, Sul de Minas Gerais. Cercada por montanhas e verdes matas, a propriedade investe no cultivo de café desde 1998 e há cinco anos trabalha a marca própria para agregar valor ao grão, melhorar a qualidade e ser uma vitrine da produção. A fazenda faz parte dos negócios do Grupo Agro Fonte Alta, que em 1994 contratou o técnico agropecuário Evandro Vilas Boas de Carvalho, hoje responsável pela recepção dos cafés no pós-colheita, o benefício por via úmida, a secagem, o rebenefício e a classificação. Foi ele quem encontrou a área e disse para os sócios do grupo que ali seria um bom lugar para desenvolver a produção do grão. “Então, nós começamos a plantar os cafeeiros. Foram 200 mil pés e em 1998 começamos a operação e fomos expandindo até chegarmos às 580 mil plantas. Mudou muito”, conta ele.

Nascer do dia no Sul de Minas

Nascer do dia no Sul de Minas

Três anos depois, as colheitas começaram e Evandro, atento, percebeu que os cafés apresentavam notas de destaque. Correu para o grupo e disse que ali tinha coisa boa e que valia a pena investir. Com isso, toda a infraestrutura, desde o terreiro até os maquinários para processamento, secagem e benefício, foi renovada e com a chegada dos novos equipamentos o foco na qualidade se intensificou. A princípio, os grãos da Mantissa foram para uma cooperativa e, classificados, despertaram ainda mais interesse. “A partir daí a evolução foi natural e começamos a vender para a illy, ficando sempre entre os finalistas na premiação que eles fazem anualmente com os produtores, fornecedores da marca. Nós sabíamos que tínhamos um produto diferente”, diz Evandro.

José Roberto checa o termômetro instalado na lavoura. Ele conta com a ajuda da tecnologia para monitorar clima, incidência de chuva e altitude

José Roberto checa o termômetro instalado na lavoura. Ele conta com a ajuda da tecnologia para monitorar clima, incidência de chuva e altitude

Em harmonia O profissional é um dos elos que unem a forte cadeia de produção na fazenda. Ele está sempre conectado com o administrador José Roberto Silva – que hoje faz o trabalho que Evandro fazia na lavoura quando começou, entre controle de produção, gerenciamento de mão de obra, tratos culturais e fitossanitários – e com o supervisor de qualidade Leonardo Custódio dos Santos. A conversa entre esses três é um dos fatores que dão liga aos cafés Mantissa. “O que a gente tenta fazer é equilibrar a natureza. Ela tem seu curso próprio e é ela que dita o rumo que vamos dar ao café”, explica José Roberto. Para o plantio, Evandro optou por variedades mais resistentes a doenças e José Roberto dá continuidade ao trabalho. “A gente faz o mínimo possível de intervenção, fazendo o controle integrado, mapeando a lavoura para avaliar a incidência de praga e a necessidade de controle químico. Neste ano, por exemplo, não precisou”, afirma José Roberto,que está investindo cada vez mais na fertilização para diminuir a aplicação de agrotóxico na plantação. “Só tem uma aplicação de herbicida e em proporção menor. Existem os inimigos naturais da broca e temos as barreiras da natureza – mata, reserva – ao redor da fazenda que contribuem para esse trabalho”, diz Zé, como é conhecido entre os colegas. A propriedade não tem sistema de irrigação, mas, segundo o administrador, esse não é o problema. “No ano passado é que foi mais difícil por conta do déficit hídrico. Neste ano estamos mais tranquilos.”

Guiga e Nassime provam e aprovam o café da marca na cafeteria. Leonardo entre as sacas de café prontas para a torra

Guiga e Nassime provam e aprovam o café da marca na cafeteria. Leonardo entre as sacas de café prontas para a torra

Já Leonardo Custódio é, como ele mesmo diz, “o chato da empresa”. É ele quem conecta todo o trabalho realizado no campo à torrefação e às cafeterias e trabalha junto com o consultor em Marketing e Qualidade de Cafés Especiais, Ensei Neto, para melhorar ainda mais os grãos Mantissa. “A qualidade veio bastante com a chegada do Ensei. Ele nos ajuda a selecionar os cafés pré-classificados, a produzir um café melhor, a definir os perfis de torra e a identificar os microlotes”, diz Léo, mostrando o laboratório onde faz as análises dos grãos e onde chega a provar quinze ou vinte vezes por dia um mesmo café até se sentir satisfeito. Metódico e criterioso, ele prefere degustar os cafés em silêncio para conseguir se concentrar nas amostras. “Nós vendemos nosso café para cafeterias e eu guardo a amostra do que eu mandei para manter um controle do que comercializamos”, conta. Há cinco anos na Mantissa, Léo criou um projeto para trazer os donos de cafeterias até a fazenda a fim de que eles possam entender todo o processo de produção que envolve o café. “Isso é feito com cafeterias de todo o Brasil que usam o nosso café. Dessa maneira, as pessoas conseguem compreender o resultado final na xícara. De nada adianta um trabalho bem realizado na fazenda se for parado na ponta final que é a cafeteria. O café tem que ser bem extraído para você conseguir todo o potencial dele”, comenta Léo, que também prova os grãos da marca em diferentes métodos, como Hario V60 e espresso, para saber como eles estão se comportando em cada equipamento. “A proposta do café Mantissa é ser equilibrado. Ele é doce, com bom corpo, uma bebida limpa. Hoje o blend é composto das variedades catuaí vermelho, catuaí amarelo e bourbon amarelo, mas as proporções podem variar dependendo da safra.” Para breve, ele planeja um novo laboratório, maior, para oferecer cursos de degustação e classificação. Microlotes A safra, a propósito, chega a uma média de 4 mil sacas, na colheita que é feita de maio a setembro, manual e mecanizada. José Roberto explica que, por causa do valor e da escassez de mão de obra, a mecanização vem se tornando cada vez mais real na propriedade, mas que a colheita manual será mantida por haver áreas de difícil acesso ao maquinário e plantas mais jovens. Após colhidos, os grãos seguem para a Estância Fonte Alta, propriedade vizinha de apoio à fazenda, onde estão instalados o laborário de provas, as estruturas de secagem e benefício e a torrefação. Quem conhece Evandro Vilas Boas vai dizer que é por lá que a mágica acontece, literalmente, já que, entre uma olhada no café e outra, ele exibe os seus talentos de mago brincando um pouco com cartas e fazendo a alegria dos colegas de trabalho – e a dos repórteres. A mágica é um hobby de Evandro, mas com café não tem fantasia. “É o café que me diz o que eu vou fazer com ele”, nos conta o técnico agropecuário que também é degustador Q-Grader e participa como juiz de concursos da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA). “O que eu tenho percebido é que existe uma procura por cafés um pouco mais exóticos e, por esse motivo e para agregar valor ao produto, estamos com foco nos microlotes em alguns lotes que têm características diferentes. O futuro é aperfeiçoar a qualidade e manter o padrão. Quem não tiver produtividade e qualidade está fora do mercado”, completa. O mais recente microlote da Mantissa se chama Origem e traz a variedade bourbon amarelo, rastreada desde a lavoura. Além da área de beneficiamento, que guarda história com uma máquina de benefício de 1917 e que em breve deve ser restaurada, a secagem também chama atenção não só pelo conhecido terreiro pavimentado, mas também pelo terreiro suspenso de sistema basculante desenvolvido por Evandro, com uma inclinação que facilita a retirada dos grãos. A linha de secagem conta ainda com dois secadores mecânicos que utilizam a palha de sobra do café, que serve de matéria orgânica e fonte de energia calorífica na fornalha, substituindo a lenha em até 50%.

Evandro é um dos responsáveis pelo sucesso da Mantissa. Atento, ele identificou os bons cafés da propriedade e implementou sistemas de secagem e seleção dos grãos para aumentar a qualidade

Evandro é um dos responsáveis pelo sucesso da Mantissa. Atento, ele identificou os bons cafés da propriedade e implementou sistemas de secagem e seleção dos grãos para aumentar a qualidade

Após o benefício (retirada do pergaminho) e o rebenefício (separação por peneira, classificação por densidade e cor), os grãos vão para a sala de classificação física e sensorial ainda com Evandro. O trabalho continua com Léo e Ensei, que, depois de análises e definição de torra, enviam o café para a torrefação, área vizinha ao laboratório. Por lá, quem manda é José Antonio dos Santos, o Seu Zé. Ele toca o trabalho em um torrador Lilla de 45 quilos. Na Mantissa há muitos anos, ele começou na lavoura e foi conquistando reconhecimento até chegar a fazer cursos, aprimorar-se e ser o responsável pela torra. “Eu nunca pensei que iria conseguir fazer isso. É muito detalhe, muita atenção, muito cuidado. Eu torrava na classificação para prova, mas aqui, com esse maquinário e o volume, é muito diferente. Se você erra, você perde dinheiro. Tem que ter muita atenção”, conta ele. O futuro da região Os dois últimos elos dessa cadeia são Nassime Raydan e Regiane Source. Nassime é gerente comercial e Regiane, mais conhecida como Guiga, é responsável pela parte estratégica e pelo marketing, além de cuidar da exportação do café verde e do preparo para certificação. A dupla leva os cafés da marca para o mundo e sabe dos benefícios de uma cadeia de produção forte. “Você tem que atentar para o detalhe. Se uma peça cair, todos caem. É um efeito dominó. Todos os processos devem estar interligados”, diz Nassime. “Pelo trabalho que fazemos, podemos ver que o café está cada vez mais consolidado. Nós gostamos daquilo que fazemos e o grupo confia em nós, então, fica fácil”, completa Guiga.

José Roberto confere os cafés na lavoura

José Roberto confere os cafés na lavoura

A conexão vai além e, para este ano, o Grupo Fonte Alta está fazendo um investimento em um novo armazém. O espaço será totalmente automatizado e deve receber cafés de produtores da região que desejarem fazer o processamento, a secagem, o benefício e o rebenefício no local. A nova estrutura vai contar ainda com centro de degustação e pretende identificar microlotes, servindo de ponte entre cafeicultores e torrefações. “Nós queremos valorizar a região como um todo, porque aí o comprador vai olhar para essa área como boa produtora de cafés especiais”, finaliza Evandro.

Isaias José da Silva acerta os últimos detalhes nos secadores mecânicos e o responsável pela torra, José Antonio dos Santos

Isaias José da Silva acerta os últimos detalhes nos secadores mecânicos e o responsável pela torra, José Antonio dos Santos

Ficha técnica

Fazenda Mantissa Localização Campestre (MG) Região Sul de Minas Altitude média 1.200 metros Produção anual 4 mil sacas (média) Área total 170 hectares Área plantada 116 hectares Número de cafeeiros 580 mil Colheita manual (40%) e mecânica (60%) Período da colheita de maio a setembro Processamento via úmida (cereja descascado sem remoção de mucilagem) Secagem terreiro pavimentado, terreiro suspenso, secadores mecânicos Variedades catuaí vermelho, catucaí amarelo, icatu amarelo, mundo novo, acaiá, tupi, bourbon amarelo Selos Certifica Minas, Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), 4C (Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Lucas Albin / Agência Ophelia

Cafezal •

Produtores de café de Divinolândia apresentam a região

fazendas_divinolândia_café_cafezal Em sua nova edição, a revista Espresso traz uma reportagem sobre a produção de café na cidade de Divinolândia, interior de São Paulo. O município abriga pequenos agricultores que construíram sua história, encravada nas montanhas da região de Mogiana. Por lá, a agricultura familiar é marcante. Foi com a imigração de europeus, na maioria italianos, entre o fim do século XIX e o início do século XX, que a cafeicultura no lugar começou a tomar corpo. Hoje, a cidade produz até 120 mil sacas por ano. A equipe da Espresso esteve na região para conferir o trabalho intenso dos produtores que hoje estão focados na produção de café de qualidade. Confira os depoimentos de Francisco Sérgio Lange, ex-engenheiro eletricista, secretário da Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia (Aprod) e presidente do Sindicato Rural de Divinolândia, e Maria de Lourdes Cunha de Oliveira, produtora, proprietária do Sítio Recanto, ao lado do marido Adalto Batista de Oliveira. Para saber mais sobre a produção de café em Divinolândia, leia a reportagem completa na revista Espresso, edição impressa, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

TEXTO Da redação • FOTO Lucas Albin

Café & Preparos •

Cafeteria lança chás com casca e flor do café

Aproveitando a safra de cafés 2015 e o período de florada do cafezal, a Octavio Café lança três chás: um chá de flor do café (flor de lavoura orgânica, recolhida ao cair e seca em estufa por 4 dias) e dois chás de casca do café (bourbon amarelo- casca orgânica selecionada a partir de grãos descascados para produção de microlotes e seca em estufa por 8 dias e obatã vermelho – casca orgânica selecionada a partir de grãos descascados para produção de microlotes e seca em estufa por 10 dias), todos da região da Alta Mogiana, no interior de São Paulo.

Edgard Bressani, CEO do Octavio Café, sempre viaja em busca de inovações no mercado. Em uma dessas viagens para a Austrália conheceu os chás de casca e de flor de café e resolveu trazer essa ideia para a cafeteria. “Me encantei com o sabor dos chás e decidimos fazer a seleção de cascas e colheita das flores nas fazendas produtoras da empresa, para trazer essa experiência aos nossos clientes”, conta ele.

Sobre as flores, Edgard explica que após o período de colheita, que no Brasil, acontece entre agosto e outubro, inicia-se o primeiro estágio da safra seguinte: o nascimento de botões. Isso acontece uma vez no ano e as flores duram de dois a três dias. “É uma fase linda de se ver na plantação. O campo fica coberto de branco e com um aroma fantástico de jasmim”, destaca. Já as cascas de café orgânico passam pelo período de secagem e, segundo Tabatha Creazo, barista e gerente de qualidade e atendimento da cafeteria, ganham notas de sabor surpreendentes.

Os lançamentos podem ser encontrados, exclusivamente, na Octavio Café por R$ 12 a xícara. Também é possível adquirir o pacote com 100 gramas a R$ 35. O produto é limitado.

Saiba mais sobre o chá da casca de café também na nova edição da Espresso, já disponível nas melhores bancas, cafeterias e revistarias em todo o país.

Serviço
Chás de café – Octavio Café
Local: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.996 – Jd. Paulistano
Valor: R$ 12 (xícara da bebida na loja); R$ 35 (embalagem de 100 g)

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal •

Rause Café na Estrada lança campanha de financiamento coletivo

rause_cafe_na_estrada O projeto Rause Café na Estrada, que vai levar conhecimento e café especial para as regiões produtoras de café de Minas Gerais, lançou uma página no site de crowdfunding Benfeitoria (espaço para financiamento coletivo) para arrecadar fundos e colocar o trabalho na estrada a partir de agosto. Ao final da campanha, Juca. Abaixo, assista o vídeo sobre o projeto:  

TEXTO Da redação • FOTO Reprodução/YouTube

Cafezal •

Curso Da Semente à Xícara leva alunos para fazenda no interior de SP

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Entre os dias 8 e 12 de julho, o Octavio Café realiza o curso “Da Semente à Xícara”, em Pedregulho, interior de São Paulo.

As aulas contam com a supervisão de Tabatha Creazo (barista e gerente de qualidade e atendimento do Octavio Café), Denis Guilherme (coordenador de recepção) e equipe da fazenda. As aulas englobam todo o processo desde a semente até a degustação da bebida.

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Os participantes aprendem sobre plantio, planejamento da colheita, colheita seletiva, manual e mecânica, irrigação, preparo do café e secagem, técnicas de extração de espresso (máquina, moinho e compactação), degustação e controle das variáveis de 15 métodos de preparo (qualidade da água, temperatura, pré-infusão e granulometria), vaporização de leite para cappuccinos, o conceito de latte art, entre outros.

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O programa inclui hospedagem e pensão completa na Hospedaria Chapadão – aberta apenas para quem faz o curso – e translado da pousada à fazenda produtora. As vagas são limitadas a dez pessoas por turma e, caso não atinja o número mínimo de interessados, o curso é adiado e os inscritos têm reembolso total do valor pago.

Serviço
Da Semente à Xícara
Data: 8 a 12 de julho
Local: Fazenda Octavio Café – Pedregulho (SP)
Valor: R$ 2.100 (por pessoa para o quarto single); R$ 1.800 (por pessoa para quarto duplo ou triplo)
Inscrições e mais informações: (11) 3074-0110 ou cursos@octaviocafe.com

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Octavio Café

Barista • Cafezal •

Esperado documentário “A Film About Coffee” é lançado on-line

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Boa notícia para os amantes de café que estavam ansiosos para o lançamento do filme A Film About Coffee no Brasil. O trabalho agora pode ser conferido on-line, de qualquer lugar do mundo, no site Vimeo.

Com duração de pouco mais de 1 hora e disponível em seis idiomas (espanhol, francês, italiano, japonês, alemão e inglês – ainda sem legenda em português), o filme é uma “carta de amor ao café especial”, como dizem seus produtores.

Filmado em lugares como fazendas em Honduras e Ruanda, além de cafeterias em Tóquio, no Japão, e Portland, Seattle, São Francisco e Nova York, nos Estados Unidos, o documentário traz o relato de agricultores, baristas e outros profissionais do setor sobre processos, preparos, sabores, origens e tendências que levam a um melhor café na xícara. É possível alugar o vídeo pelo valor de $ 4.99 ou comprar por $ 12.99, no Vimeo.

Veja clicando aqui. Assista o trailer abaixo:

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos •

Galeria de fotos: baristas campeões visitam fazenda no Brasil

Hidenori Izaki, do Japão, vencedor do Campeonato Mundial da Baristas 2014, Christos Loukakis, da Grécia, 3º lugar na competição, e Lucas Salomão, vencedor do 3º Campeonato de Brewers – 2013, visitaram a Fazenda Daterra, em Patrocínio (MG).

O barista grego Christos Loukakis apreciando os grãos mineiros

O barista grego Christos Loukakis apreciando os grãos mineiros

 

Christos Loukakis e Hidenori Izaki selecionam grãos no terreiro suspenso

Christos Loukakis e Hidenori Izaki selecionam grãos no terreiro suspenso

 

O barista brasileiro, Lucas Salomão, vencedor do Campeonato de Brewers 2013, também participou da visita

O barista brasileiro, Lucas Salomão, vencedor do Campeonato de Brewers 2013, também participou da visita

 

Christos Loukakis preparando doses da bebida para serem provadas na conhecida prova de cupping

Terceiro colocado no mundial, Christos mostra sua arte de preparar espressos

 

Hidenori Izaki, campeão mundial de barista posa para a foto em cima do terreiro suspenso

Hidenori Izaki, campeão mundial de barista posa para a foto em cima do terreiro suspenso

 

Os três baristas brincam com grãos verdes nas peneiras

Os três baristas brincam com grãos verdes nas peneiras

 

Os campeões aproveitam um agradável piquenique na sombra do cafezal

Os campeões aproveitam um agradável piquenique na sombra do cafezal

TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Lucas Albin/Agência Ophelia/Café Editora

Café & Preparos •

El Salvador: café de detalhe

El Salvador

El Salvador, um pequeno país na América Central, há muitos anos vêm se destacando como produtor de cafés especiais. O diminuto território coberto por vulcões e montanhas contribui com topografia e clima para abrigar muito bem os cafezais que ali produzem grãos exportados para o mundo todo.

El Salvador

As regiões cafeeiras têm nomes que remetem às origens dos povos Maia. São elas: Alotepec, El Bálsamo, Chichontepec, Tecapa, Cacahuatique e Apaneca. Tudo lá é muito colorido, o que alegra cenários muito simples e de grande esforço da população, que caminha pelas estradas por longos trajetos, principalmente na zona rural.

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O país saiu de uma guerra civil há 22 anos e hoje vive uma democracia. A moeda oficial transformou-se em dólar americano após o Cólon perder valor. O país faz divisa com Guatemala, Honduras e Nicarágua.

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A Revista Espresso esteve por lá em busca de cafeicultores que tem como foco a qualidade e as diferentes experiências com o grão, com objetivo de ter uma bebida saborosa e exótica e, consequentemente, vendida a preço maior que o mercado tradicional.

(Trecho da matéria “El Salvador: café de detalhe”, publicada na seção Fazendas, da Espresso#43. Leia a matéria completa na revista)

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação