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Cafeterias ganham apoio e você pode contribuir para mantê-las vivas

Se têm algumas atitudes que estão nos animando nessa quarentena são as ações coletivas. Na comunidade do café são muitas iniciativas que nos fazem acreditar que é possível atravessarmos, com muitas turbulências, esse momento sem precedentes no mundo.

Os vouchers chegaram com toda a força durante a quarentena no Brasil. A ideia de comprar de forma antecipada contribui com os estabelecimentos de forma imediata e também fazem bem para quem está ajudando, que pode ter um produto por um preço mais acessível e até descontos.

Uma iniciativa é o Apoie um Restaurante que além de bares e restaurantes, ampliou também para cafeterias e docerias. Na ação o consumidor compra o voucher e ganha o valor em dobro. O patrocínio nasceu com a Stella Artois e a Chefs Club e ganhou o apoio da Nestlé e Nespresso para as cafeterias. Cada consumidor pode ajudar com R$ 10 e ganhar um cupom de R$ 20 para usar na sua cafeteria predileta quando reabrir. O voucher poderá ser usado até 31 de dezembro de 2020.

Num total de 150 cafeterias em mais de 3.600 estabelecimentos foram cadastrados nessa plataforma. Cada consumidor pode escolher um local para contribuir, pois o cadastro é pelo CPF. leia mais…

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Allegra Events

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Movimento #VIVACAFE quer ajudar a fortalecer a cadeia de café e juntos atravessarem a crise da COVID-19

Com a crise sem precedentes da COVID-19, cafeterias e micro-torrefações tiveram que paralisar as atividades em todo o Brasil. Com as portas fechadas, o impacto nos negócios é enorme. Para ajudar a enfrentar essa realidade nasceu o movimento #VIVACAFE.

A iniciativa começou com uma executiva brasileira que trabalha em uma multinacional, apaixonada por café, que mora atualmente nos Estados Unidos e atua, há 20 anos, no varejo, além da experiência em consultoria e já tendo sido sócia de cafeteria. Frequentadora de cafeterias e consumidora de cafés especiais, ela liderou a ideia de apresentar soluções para os pequenos e médios negócios com o intuito de atravessarem a crise com menos impactos possíveis.

“Queremos ajudar as cafeterias com um melhor entendimento da crise, trazendo informações e conteúdo relevante ao negócio, mitigando o impacto, como possíveis demissões ou até o fechamento de cafeterias, além de fortalecer o ecossistema com uma voz única e mais unida”, explica a executiva que prefere não se identificar. O anonimato da ação tem o propósito de que o movimento seja abraçado por toda a cadeia do café especial e não uma iniciativa individual. leia mais…

TEXTO Redação

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Produtor do Vale do Café, no RJ, tem saca arrematada por mais de R$ 11 mil

Mariana Proença, diretamente do Rio de Janeiro

Em resgate histórico da região do Vale do Café, produtor tem lance recorde para o concurso que completou a terceira edição

Nesta tarde, 30 de novembro, foi anunciado o resultado do III Concurso de Cafés Especiais do Estado do Rio de Janeiro. Cafés das regiões produtoras fluminenses conquistaram as finais do certame e tiveram destaque na mesa de cupping realizada no Palácio Guanabara.

Às cegas, cafeterias, torrefações e indústrias locais e nacionais provaram os cafés e puderam dar lances em leilão durante o evento.

Em 1º lugar na categoria natural ficou o produtor Paulo Roberto dos Santos, da Fazenda Florença, coroando um trabalho de qualidade iniciado em 2014 na região do Vale do Café com as antigas propriedades que produziam café no Estado. Localizada em Conservatória, a Fazenda retomou o plantio de café em 2017, com variedades novas e sob orientação da Universidade Federal de Lavras (UFLA) com a coordenação do professor Flavio Borem.

O projeto coordenado pelo Sebrae RJ tem o objetivo de revitalizar o Vale do Café, região histórica que foi responsável pelo produção de 75% do café do mundo.

Com muita emoção o produtor recebeu o prêmio e teve sua saca arrematada por R$ 11.500 pela Café Capital – indústria e cafeteria da cidade – que disputou lance a lance com o Supermercado Zona Sul. No fim, Luciano Inácio, da Capital, deu o maior lance: 

“Extrema emoção pois a Fazenda Florença foi uma tradicional produtora de café no século XIX e ficou quase 80 anos sem produzir café. E agora foi coroada com essa premiação”, fala Paulo Roberto.

Com 36 amostras, os produtores da região Serrana, Noroeste e do Vale do Café tiveram seus cafés da safra 2019/2020 provados por um time de Q-Graders da Academia do Café, em Belo Horizonte, em seleção prévia. Os 10 melhores foram conhecidos em cerimônia no Palácio Guanabara e, os cafés, participaram de leilão com torrefações, cafeterias e indústrias locais.

Segundo Moacyr Carvalho, presidente da Associação de Cafeicultores do Rio de Janeiro (Ascarj), hoje são 2.600 produtores de café no Estado que já foi o maior produtor do mundo. Em média são 50 hectares de pequenos cafeicultores, familiares e que produzem um total de 386 mil sacas/ano. 

Todos destacaram o potencial de consumo de café do Estado do Rio de Janeiro e a importância do investimento em qualidade para ampliar o mercado e agregar valor ao produtor, inclusive citado pelo novo Secretário de Agricultura do Estado, Marcelo Queiroz.

Reforçando o perfil do cafeicultor do Estado, o 1º lugar da categoria Via Úmida foi Paulo Ricci, da região do Noroeste do Estado, da cidade de Porciúncula, a quinta geração da família no café no Sítio Santa Reginalda e Bom Jardim. Com 23 hectares, Paulo explica que está desde que nasceu no café e que agora passa para o filho, Tiago, a responsabilidade da produção de qualidade, que começou em 2003.

O produtor teve a saca arrematada por R$ 6.500 em um coletivo de cafeterias: Beco do Café, Ás Café Ipanema e Academia do Café, que ficarão cada um com 20 kg do grão premiado.

Para Bruno Souza, coordenador do concurso e proprietário da Academia do Café, os cafés estavam muito complexos e os finalistas tiveram notas acima de 82 pontos. “Os produtores do Rio de Janeiro estão de parabéns e esse é um trabalho muito importante. É prazeroso ter esses cafés expressivos e de qualidade excepcional”.

Os demais café finalistas foram leiloados com valores altos, com média de R$ 4.000 a saca. 

Resultado Final:

Via Úmida
1º lugar: Paulo Henrique Ricci (Sítio Santa Reginalda e Bom Jardim – Noroeste – Despolpado – 85,56 pontos)
2º lugar: Fabiano Antonio de Oliveira Rodolphi (Sítio Vai e Volta – Noroeste – Desmucilado – 84,81 pontos)
3º lugar: Enio Geraldo Marteline Neles (Fazenda São Mamede – Noroeste – Despolpado – 84,75 pontos)
4º lugar: Everaldo Tardin Erthal (Fazendinha Bela Vista 1 – Serrana – Descascado – 84,38 pontos)
5º lugar: Alyne Silva de Almeida (Sítio Vai e Volta – Noroeste – Desmucilado – 82,56 pontos)

Natural
1º lugar: Paulo Roberto dos Santos (Fazenda Florença – Vale do Café – Natural – 84,69 pontos)
2º lugar: Evando José Menim (Fazenda Boa Esperança – Noroeste – Natural – 84,25 pontos)
3º lugar: Geraldo Vargas de Moraes (Fazenda Ribeira e Soledade – Noroeste – 83,38 pontos)
4º lugar: Enio Geraldo Marteline Neles (Fazenda São Mamede – Noroeste – 83,31 pontos)

O leilão arrecadou em disputados lances o recorde de R$ 11.500 pela saca do produtor Paulo Roberto dos Santos, via natural, da Fazenda Florença, no Vale do Café, em cerimônia comandada pela diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vanusia Nogueira.

Na área externa do Palácio Guanabara foi realizada a feira de cafés especiais em que o público pode provar os grãos do Rio de Janeiro. Dentre as marcas presentes, os cafés dos finalistas e também o Café Iranita, o Café Monthal, dentre outros produtores de diferentes regiões.

*A jornalista viajou a convite da organização do Concurso de Cafés Especiais do Estado do Rio de Janeiro

TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Revista Espresso

Cafezal • Mercado •

Nos 20 anos do Cup of Excellence, produtor de Ibiraci é o grande campeão

Yuko Itoi, provadora japonesa, completando seu 50° concurso CoE no mundo

Por Mariana Proença, diretamente de Lavras (MG)

André Aguila, da Fazenda Pai e Filho, localizada no município mineiro de Ibiraci venceu, na tarde de sábado – 19 de outubro – o concurso Cup of Excellence 2019, realizado em Lavras (MG). A cidade do produtor – localizada a 40 km de Franca (SP) – está em um braço da Região da Alta Mogiana e em processo de reconhecimento oficial para entrar na Indicação Geográfica.

O feito de André coroou o país do café natural (seco com a casca no terreiro) e deu luz a um novo momento do café brasileiro: produtores que são provadores. Será que podemos afirmar que temos a nova geração de Farmer-Graders? Ele, atual campeão do certame nacional de provadores de café (Cup Tasters 2019) conseguiu o feito de alcançar a primeira posição também no principal e um dos mais antigos concursos do Brasil – o Cup of Excellence.

Com a média de nota de 92,23 pontos entre provadores internacionais, o café de André será leiloado em novembro junto com outros 26 cafés que conseguiram notas acima de 87 pontos no concurso e são considerados “CoE Winners”. Outros seis cafés também foram selecionados para o leilão na categoria “National Winners”, totalizando 33 cafés premiados. leia mais…

TEXTO Mariana Proença, de Lavras (MG) • FOTO Tony Chen e Mariana Proença

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Pesquisa revela crescimento de 25% no consumo brasileiro de cafés especiais

Número de cafeterias chega a mais de 13 mil no país e termo ‘especial’ ainda é um desafio de conceito para comunicar o consumidor

Levantamento da Euromonitor International encomendado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) foi realizado durante o ano de 2017 e traz resultados inéditos para o mercado de cafés especiais. A Revista Espresso teve acesso exclusivo aos dados da pesquisa que indicou como objetivo compreender o tamanho deste mercado no Brasil e projetar o crescimento para os próximos anos; analisar os principais segmentos e posicionamentos de cafés especiais e identificar os principais canais de venda (varejo e foodservice) bem como as tendências que impactam este mercado; além de compreender o mercado de cafeterias no Brasil.

Dentre os dados mais relevantes da pesquisa – que contou com visitas in loco a cafeteiras e varejos em geral e entrevistas – está a informação de que o mercado de especiais movimentou no varejo, em 2016, R$ 1,7 bilhões e que, embora ainda represente 2,8% em volume do total de cafés (varejo e foodservice), vem ganhando espaço ano a ano. Em número de sacas, o consumo nacional corresponde a 489,6 mil sacas do grão especial. Entre 2012 e 2016 o crescimento médio anual foi de 20,6% no consumo (volume) de café especial.

Para Rodrigo Augusto de Godoi, consultor da Euromonitor, a “grande variedade, qualidade e a busca por sabores e regiões diferentes de origem têm influenciado positivamente o crescimento desse mercado”. A projeção da pesquisa é de que, até 2021, o consumo no Brasil chegue a 1,063 milhão de sacas de especiais.

Quem mais irá influenciar o crescimento do varejo ainda são as cápsulas, que aumentam dois dígitos anualmente. A grande preocupação ambiental com o produto terá resposta em versões de cápsulas retornáveis e biodegradáveis que, segundo dados, ajudarão na expansão desta categoria.

Até 2020 o varejo de café especiais dobrará de tamanho em vendas, passando a movimentar R$ 3,9 bilhões. Mas o volume ainda ficará com o grão que, segundo a pesquisa, terá ainda mais relevância em cafeterias e é hoje responsável por de 40% a 50% do volume de vendas. De acordo com os resultados apurados, o principal uso do grão é pelo coffee lover que deseja replicar todo o processo de preparo do café em casa, desde a moagem até a realização do café.

Perfil do consumidor de especial
A pesquisa conseguiu identificar dois grupos de consumidor neste mercado que hoje são mais perceptíveis e que continuam em crescimento.
O grupo intitulado de coffee lovers, que além de frequentarem cafeterias, fazem o café em casa, usando acessórios e cafés especiais adquiridos principalmente nos próprios estabelecimentos e internet. Eles compram o produto em grãos para replicar a experiência no lar e são geralmente mais jovens.

O segundo grupo é o que aprecia cafés de maior valor agregado, porém compra no varejo (geralmente em empórios com produtos diferenciados) e em cápsulas, devido à conveniência e preparação rápida. Em valor, segundo a pesquisa, os gastos são similares entre os dois grupos, sendo o segundo grupo o que paga mais pelo café, devido às cápsulas terem um preço mais alto por quilo.

Outro ponto relevante da pesquisa é em relação ao baixo conhecimento do consumidor ainda sobre as certificações. Como são pouco valorizadas na embalagem, a melhor comunicação poderia auxiliar na decisão da compra. Para Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA: “Uma maior difusão de certificações é necessária para educar o consumidor no longo prazo sobre o que significam, seus benefícios e a diferença entre elas”.

Em contrapartida, as regiões produtoras são hoje mais conhecidas do que as certificações. Porém, segundo dados apurados, também é necessário um trabalho efetivo para mostrar ao consumidor o selo da região e qual é o diferencial em ser uma Indicação Geográfica.

Cafeterias no Brasil
Desde que iniciamos a cobertura deste mercado de cafés especiais, o desafio sempre foi de identificar o número de cafeterias pelo Brasil. De acordo com as definições adotadas pela Euromonitor, que dividiu o perfil de estabelecimentos em três categorias: especialistas, não especialistas e outras cafeterias premium, o número total de cafeterias no país é de 13.095.

Destes mais de 13 mil estabelecimentos identificados: 66% são independentes e 34% são franquias. Na definição da Euromonitor no grupo de especializadas estão estabelecimentos (franquias ou não) que possuem o café como seu principal produto, as não especializadas são estabelecimentos (franquias ou não) que não possuem o café como seu principal produto, porém obtém parcela significativa do faturamento com ele e outras cafeterias premium que são as que não possuem um produto específico como principal, por exemplo, padarias.

Neste levantamento identificou-se que os grandes potenciais para o crescimento das cafeterias são em cursos, presença de métodos diferentes de preparo do café e variadas origens do café. Porém, com o crescimento da oferta de cafés especiais em grandes redes, as cafeterias devem focar na experiência como diferencial. A pesquisa destaca que os tipos de preparos, origem, conhecimento do café, barista profissional e microlotes podem trazer diferenciais para o estabelecimento, assim como próprios cursos e outros conteúdos.

Na metodologia da Euromonitor foram realizadas visitas, dentre elas na Semana Internacional do Café 2017, em Belo Horizonte, em outubro. Para Caio Alonso Fontes, diretor da Café Editora, “é de grande importância realizar esse levantamento do mercado de cafés especiais para entendermos o futuro e pensarmos em como apresentar melhor e com mais eficiência este conceito ao consumidor final”.

Dentre as indicações da pesquisa também há a preocupação com o uso da palavra especial como adjetivo e a falta de clareza do consumidor do que é o termo correto. Para a BSCA identifica-se então que um trabalho de educação do consumidor seria importante para regulamentar o uso. A certeza é de que os dados desta primeira pesquisa sobre o setor auxiliarão em muito quem trabalha neste mercado a entender os próximos passos.

TEXTO Por Mariana Proença, da Revista Espresso • FOTO Fotos Felipe Gombossy e Roberto Seba/Café Editora

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Workshops e degustações na Coffee Week Brasil

kingofthefork

A Coffee Week Brasil começou e vai até 4 de setembro. Para quem estiver em São Paulo, Curitiba e Vitória, há opções de workshops e degustações durante a semana. Mais informações sobre as cafeterias participantes, veja aqui.

Workshops – R$ 30/pessoa

Métodos de preparo de café em casa
24/8, das 18h às 20h
Por: Regina Machado (barista do Sofá Café)
Local: Nano Cafés Especiais, na Vila Madalena , em São Paulo
Inscrições: no local, até 1 dias antes, ou via depósito.
Mais informações

Coado na base
25/8, às 16h30, com 1 hora de duração
Por: Lucas Salomão (barista da Libermac Espresso)
Local: KOF, em Pinheiros, em São Paulo
Inscrições: no local, até 1 dia antes, ou via depósito (email: workshop@kingofthefork.com.br)

Cold Brew – café extraído a frio
27/8, às 10h, com 2 horas de duração
Por: Ton Rodrigues (barista da True Coffee Brasil)
Local: Soul Café, no Baixo Augusta, em São Paulo
Inscrições: no local, até 1 dia antes

Degustação de diferentes águas e seus efeitos no preparo de café
29/8, das 18h às 20h
Por: Regina Machado (barista do Sofá Café)
Local: Nano Cafés Especiais, na Vila Madalena , em São Paulo
Inscrições: no local, até 1 dia antes, ou via depósito.
Mais informações

Aeropress na base
1/9, 16h30, 1 hora de duração
Por: barista campeão Lucas Salomão
Local: KOF, Pinheiros, em São Paulo
Inscrições: no local, até 1 dia antes, ou via depósito (email: workshop@kingofthefork.com.br)

Desafios Empreendedores de uma Cafeteria
24/8 e 25/8, das 18h às 20h
Por: Madelon Xavier (chef do Nougat Complexo Gastronômico)
Local: Nougat Complexo Gastrômico, Centro, em Curitiba
Inscrições: madelon@nougat.com.br

Como Consumir Cafés de Qualidade
3/9, das 9h30 às 12h
Por: Leandro Xavier (barista do Café Dugraum)
Local: Café Dugraum, Centro, em Curitiba
Inscrições

Workshops – R$35/por pessoa

Preparos de Coquetéis com Café
27/8, das 10h às 12h
Por: Eduardo Scorsin (barista consultor na Liquori Caffè Gourmet)
Local: Liquori Caffè Gourmet, Centro, em Curitiba
Inscrições: consultoria@liquori.com.br

Workshops – R$50/por pessoa

Métodos de Preparos de Café
26/8 e 2/9, das 16h às 18h
Por: Simoni Yamaguty (barista do Exprèx Caffè)
Local: Exprèx Caffè, Centro, em Curitiba
Inscrições: exprexcaffe@terra.com.br

Degustações Comparativas Gratuitas

São Paulo (SP)
23/8 e 30/8, às 16h
Realização: Gisele Coutinho, do Pura Caffeina
Local: The Little Coffee Shop, Pinheiros
Vagas: os 4 primeiros

31/8, às 18h
Realização: Wolff Café
Local : Nano Cafés Especiais, Vila Madalena
Vagas: 6 primeiros

Vitória (ES)
26/8, a partir das 8:30h
Realização: Trentino Cafés Especiais
Local: Kaffa Cafeteria
Vagas: 6 vagas por turma, 5 turmas no total, duração de cerca de 20 min cada.

Mais informações: www.coffeeweekbrasil.com.br

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Cafés especiais brasileiros são atração durante a Olimpíada do Rio

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Ações da BSCA promoverão grãos de 10 regiões produtoras. Os cafés especiais brasileiros serão servidos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) coordenará trabalhos de promoção dos cafés especiais nacionais, no Espaço Arte do Café, dentro da Casa Brasil, no Píer Mauá.

A BSCA estima que o Brasil produzirá até 8 milhões de sacas de 60 kg de cafés especiais em 2016, o que representa uma fatia de 35,5% da demanda mundial pelo produto, projetada pela Organização Internacional do Café (OIC) em 22,5 milhões de sacas. O principal mercado para os cafés especiais do Brasil são os Estados Unidos, mas os maiores valores pagos pelo produto são obtidos nas vendas para Japão, Coreia do Sul, Austrália e Taiwan. A ação nos Jogos será viabilizada através de parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sebrae Nacional.

O Espaço irá abranger história, origens produtoras, características e métodos de preparo. “Serão realizadas apresentações individuais dos métodos de preparo e o café selecionado para cada demonstração será oferecido ao público presente. Trata-se do mesmo modelo que utilizamos na Expo Milão, na Itália, também em parceria com a Apex-Brasil, que foi muito bem sucedido”, explica a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira.

Os cafés que serão apresentados são de associados da BSCA e dos pequenos produtores de cafés especiais apoiados pelo Sebrae. “Considerando a diversidade dos grãos, realizaremos apresentações distintas, com explicações sobre as características próprias da bebida e os produtos referentes a cada uma das regiões de produção e que estão à disposição no mercado”, completa. Veja, abaixo, as 10 regiões produtoras selecionadas:

Sul de Minas (MG): Características do café: Sudoeste – corpo médio, acidez alta, adocicado, com notas florais e cítricas; Montanhas – corpo aveludado, acidez alta, adocicado, com notas de caramelo, chocolate, amêndoa, cítricas e frutadas.

* Indicação de Procedência Mantiqueira de Minas (MG): Características do café: (i) Via úmida (cereja descascado/despolpado) – notas cítricas e florais, corpo cremoso e denso, acidez cítrica com intensidade média-alta, doçura alta, finalização longa; (ii) Via seca (café natural) – cítrico, floral, frutado, corpo cremoso e denso, acidez média-alta, doçura alta.

Matas de Minas (MG): a região surgiu para o mercado de cafés especiais após o início da produção dos grãos cerejas descascados. Características do café: corpo médio a encorpado, acidez média, doçura alta, com aroma achocolatado e sabor cítrico.

** Denominação de Origem Cerrado Mineiro (MG): Apresenta clima seco durante o período da colheita, o que faz com que o café sofra menos com a umidade depois de colhido. Conquistou a Denominação de Origem em 2013 e foi a primeira de café do País a receber este reconhecimento.

* Indicação de Procedência Alta Mogiana (SP): Características do café: aroma marcante, frutado com notas de chocolate e nozes, corpo cremoso aveludado, acidez média e muito equilibrada e finalização prolongada, com uma doçura de caramelo e notas de chocolate amargo.

Média Mogiana (SP): Características do café: boa acidez, doçura média, corpo médio, notas de chocolate, castanha e nozes.

Planalto Baiano (BA): Muitas propriedades realizam a colheita seletiva (apenas grãos maduros), o que favorece a produção do café cereja descascado. Características do café: encorpado e aveludado, adocicado, com acidez cítrica, notas de nozes, chocolate e final prolongado.

Montanhas do Espírito Santo (ES): Características do café: encorpado e com acidez de média a alta, doçura e boa complexidade de aromas.

* Indicação de Procedência Norte Pioneiro do Paraná (PR): Características do café: corpo médio, doce, com acidez média e notas de chocolate e caramelo.

Rio de Janeiro (RJ): A produção estadual gira em torno de 350 mil sacas por ano. Características do café: os grãos do Estado possuem características diversas e servem de base para blends de diversos produtos no Brasil.

Serviço
Espaço Arte do Café na Casa Brasil
Local: Píer Mauá, Av. Rodrigues Alves, n° 10, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Quando:
– 06 a 21 de agosto: entre 10h e 20h
– 22 de agosto a 06 de setembro: entre 14h e 20h
– 07 a 18 de setembro: entre 10h e 20h
Mais informações: (35) 3212-4705 / 3212-6302 / exec@bsca.com.br

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes e Tipuana Imagens Aéreas e Alexia Santi/Agência Ophelia - Café Editora

Café & Preparos •

O que é chemex?

e39_chemex Inventada em 1941 pelo químico Peter J. Schlumbohm, ainda é pouco conhecida no Brasil e parece um decanter de vinho. O formato marcado por um afunilamento no meio da peça, além de auxiliar na conservação da temperatura do café, é o encaixe para a colocação do filtro, feito de um papel mais grosso do que o de coadores comuns. Desenvolvido em forma circular para ser dobrado em um cone, o filtro, após encaixado e dobrado, apresenta uma parede tripla de filtragem em um dos lados, que atua como barreira para resíduos sólidos e proporciona um sabor mais leve ao café. Para comprar a chemex. FONTE: Revista Espresso – edição 34 – “Delícias com café” (Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Da Redação • ILUSTRAÇÃO Stefan Patorek