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Starbucks Brasil comemora 100 lojas com microlote

Na última quarta–feira (29/4), a Starbucks reuniu a imprensa para comemorar as 100 lojas espalhadas pelo Brasil. Para celebrar, todas as lojas estão servindo o Brasil Blend, um café vendido desde 2006. A novidade, no entanto, fica por conta do lançamento Brazil Nova Resende, um microlote selecionado em 74 pequenas propriedades do sul de Minas Gerais e torrado na Starbucks Reserve Roastery & Tasting Room, localizada em Seattle, no Estados Unidos.
O Brasil Blend é um café voltado para o público da América Latina (100% brasileiro), de torra média, com baixa acidez, processamento lavado e com notas de chocolate. Já o Brazil Nova Resende é elaborado com grãos de Minas Gerais, de torra escura, com baixa acidez, processamento natural e notas de ameixas vermelhas e figo seco, segundo a marca.
Para o gerente de marketing da Starbucks Brasil, Renato Grego, essas novidades caminham ao lado da estratégia global da empresa, que é a de oferecer produtos adaptados ao paladar e costumes de cada país. Para a elaboração desse novo blend foi feita uma pesquisa que, segundo Renato, constatou que o consumidor brasileiro gosta da experiência do momento, a experiência enquanto está tomando o café. Por isso, no Brasil, o café é servido com um acompanhamento. Para o espresso preparado com grãos da linha Brasil Blend será o mini muffin de chocolate. “O brasileiro gosta de ficar na loja, sentar e ser bem servido, por isso, a nossa estrutura para ter um espaço acolhedor. As comidas são típicas daqui, desenvolvidas para o brasileiro. Você não encontra pão de queijo e brigadeiro nas lojas dos Estados Unidos, por exemplo,” completa.

O evento contou com a presença de Chad Moore, Starbucks Global Coffee Engagement. Segundo ele, o café brasileiro é especial, com sabores complexos e exclusivos. Norman Baines, diretor geral da Starbucks Brasil, também esteve no local e afirmou que são quatro décadas compartilhando café com milhões de clientes. “Hoje, temos o orgulho de oferecer aos clientes uma xícara de espresso preparado exclusivamente com o Brasil Blend, uma oportunidade de apreciar um dos melhores e mais raros cafés brasileiros da Starbucks Reserve”, disse.

O Brazil Nova Resende da Starbucks vem de um microlote e, portanto, está disponível em quantidades limitadas por um curto período. Cada pacote de café em grãos é vendido por R$ 29,90 e pode ser moído ao gosto do cliente, sem custo adicional, em qualquer loja da rede.

A final da 6° edição do campeonato Xícara de Ouro, organizado pela Shell Select, em parceria com a Vitale Café, Ideal Work e Italian Coffee, aconteceu nesta última quarta-feira (29/4), no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo, para eleger o barista campeão nacional da rede de lojas de conveniência dos postos Shell. O evento, que tem como objetivo promover os baristas da rede e estimular bons preparos de café, foi palco para a disputa das finalistas Antonia Fagna, de São Paulo (SP), e Andrea Santana, representando a cidade de Recife (PE) e eleita a campeã do torneio. As baristas foram avaliadas pela preparação de espresso longo, macchiato, cappuccino e mocha, além da bebida especial de assinatura, no tempo limite de 10 e 5 minutos, respectivamente. 






Sasa Sestic, da Ona Coffee, na capital australiana Camberra, é o novo barista campeão mundial da categoria. O anúncio foi feito durante a feira norte-americana da Specialty Coffee Association of America (SCAA), realizada em Seattle, Estados Unidos, em 12 de abril. O barista disputou pela primeira vez o campeonato mundial e desbancou baristas veteranos como Maxwell Colonna-Dashwood, do Reino Unido, Charles Babinski, dos Estados Unidos e Soren Stiller Markussen, da Dinamarca, somente para citar alguns. Com apresentação impecável, Sasa, que é nascido em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina, foi treinado pela atual campeão mundial, o japonês Hidenori Izaki. Desde novembro o barista vinha treinando pesado para conquistar o topo do principal concurso do mundo, promovido pela World Coffee Events. Ele usou café colombiano, da Fazenda Inmaculada, de Camilo Merizalde, na região do Vale de Cauca. É o segundo barista australiano da história a vencer a competição, o primeiro foi Paul Bassett, em 2003.
Para chegar ao World Barista Championship, o barista precisa primeiro conquistar o título no seu país e depois compete com mais de 50 profissionais do mundo pelo título. Nas semifinais classificam 12 baristas, que neste ano foram dos países: República Tcheca (Adam Neubauer, EMA Espresso Bar), Canadá (Ben Put, Monogram Coffee), Cingapura (John Ryan Ting, ARC Coffee), Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room), Noruega (Alexander Hansen, Collaborative Coffee Source), França (Charlotte Malaval), Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger), Japão (Yoshikazu Iwase, Rec Coffee), Finlândia (Kalle Freese, Freese Coffee Co.), Itália (Giacomo Vanelli, Pasticceria Vanelli), Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) e Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee). O Brasil, com o barista Thiago Sabino, do Octavio Café, de São Paulo (SP), apresentou-se no segundo dia de competições e ficou em 38º lugar, com 444,5 pontos. O brasileiro usou um blend de café da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Mogiana Paulista, e da Etiópia, torrado pela norte-americana Madcap.
Finais Os seis finalistas do torneio mundial e suas respectivas classificações foram: 1° lugar = Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee) 2° lugar = Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger) 3° lugar = Canadá (Ben Put, Monogram Coffee) 4° lugar = Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room) 5° lugar = Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) 6° lugar = França (Charlotte Malaval) Neste ano nenhum país produtor foi para as semifinais e finais do mundial de baristas, feito que vinha acontecendo já há alguns anos. A qualidade dos profissionais que foram às finais mostrou que, além do bom café escolhido, é preciso muito treinamento, uma torra precisa do grão e também apoio de baristas que já estiveram competindo em um mundial. Na próxima edição da Revista Espresso leia a entrevista com o barista campeão mundial Sasa Sestic, da Austrália.
A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Durante os meses de abril e maio você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Ensei Neto, consultor em Marketing e Qualidade de Cafés Especiais. Como é o seu método de torra? Cada lote de café é único, como são todas as coisas da Natureza, por isso que, também, no momento de torrar ele deve ter suas características respeitadas, sendo, portanto, definido um perfil de torra específico. A primeira etapa é a avaliação do comportamento desse lote ao longo do tratamento térmico e como isso se traduz sensorialmente. Depois, sim, defino os pontos que gostaria de ressaltar na xícara para, então, definir como torrar. O primeiro tratamento ou teste é feito para compreender o comportamento do café, pois isso só é possível quando você mantém um ou mais parâmetros constantes. Torrar café, a grosso modo, é um processo que envolve energia e avaliar como esse energia é absorvida ou dispendida revela o caráter do café e como deve ser sua bebida. Como você vê a evolução da torra e das torrefações no Brasil? O movimento das micro e pequenas torrefações começou no final dos anos 1990, sendo a Fazenda Ipanema a pioneira ao ter a operação de torrefação. Isso estimulou os produtores, que no início de 2000 passavam pelas agruras de um ciclo perverso de baixos preços, a procurarem formas de adicionar valor à sua produção. Com o desenvolvimento do mercado de cafés especiais no Brasil, que fez do nosso café um produto de moda, uma nova leva de produtores vem se interessando. Quanto maior o mercado, melhor. Mais competição, mais variedade, mais opções para os consumidores poderem comparar diferentes características e tipos de produtos e serviços. E no exterior? Acredita que novos conceitos têm sido aplicados aos estudos de torra? Ao conversar com meus amigos no exterior, vejo uma preocupação crescente na obtenção de dados com maior precisão (muitos gadgets geeks vem sendo desenvolvidos) e no controle de parâmetros. Isso significa que há consenso de que controlar o processo é muito importante! Ainda é possível falar em torra clara, média e escura ou quando se trabalha com perfil de torra isso não é possível? Costumo dizer que é importante se saber qual é, tecnicamente, o ponto correto. Um exemplo: uma pasta tem seu ponto de cozimento ideal “al dente”. Tecnicamente, este é o ponto correto! No entanto, a partir disso, se alguém gosta de uma pasta molenga, vai deixar mais tempo na água, enquanto que tem pessoas que gostam de pasta levemente cruas, apresentando os pontos brancos. Veja que aqui entra o componente pessoal ou preferência. No caso da torra do café o ponto de torra é exatamente isso: existe um ponto que tecnicamente é o correto. Mais escura ou mais clara é apenas uma escolha por tonalidade de cor. Até porque, necessariamente, a tonalidade externa corresponde à coloração interna das sementes torradas. Quando você torra um café com um perfil e técnicas que aplicamos, a coloração é uma simples consequência.






