Café & Preparos

5 mitos e verdades sobre o café

Muitos falam da cachaça como a bebida mais marcante do país, mas a verdade é que o café é a bebida mais consumida pelas famílias brasileiras — e esse caso de amor até se mistura à própria história de desenvolvimento nacional.

Presente na maioria das rotinas dos brasileiros, nas manhãs, após o almoço, no lanchinho da tarde e até madrugadas (para quem precisa ficar acordado), o café é nosso chamego, embora às vezes tentem fazer passá-lo como vilão. Um café de qualidade pode mudar nosso dia. Aqui elencaremos alguns mitos e verdades sobre a bebida mais consumida no Brasil.

1- Café ajuda a emagrecer

Verdade. Mas vamos com calma. O café passa longe de medicamentos ou suplementos que prometem emagrecimento, mas, por ser termogênico, aumenta a velocidade em que as reações metabólicas do organismo ocorrem. Alimentos como o café, chá verde, pimenta vermelha, mostarda e couve ajudam o emagrecimento por acelerarem o metabolismo, mas não são determinantes na hora de emagrecer.

2- Café dá dor de cabeça

Mito. Porém, é preciso esclarecer algumas situações em que o café pode desencadear dor de cabeça em pessoas com enxaqueca ou ansiedade intensa. O café age como estimulante do sistema nervoso. Embora tenha efeitos vasodilatadores no corpo, no cérebro ele age como vasoconstritor. E, embora em algumas pessoas a vasoconstrição cerebral possa diminuir dores de cabeça, em pessoas pré-dispostas (que possuem enxaqueca, por exemplo) o excesso de café pode, sim, desencadear cefaleia.

Como diria o ditado: a diferença entre o remédio e veneno é a dose. Caso tenha enxaqueca, ansiedade ou síndrome do pânico, converse com seu médico sobre a quantidade de café segura para você.

3- Café gera ansiedade

Mito. O café não gera ansiedade, mas a cafeína em excesso pode gerar taquicardia (um sintoma comum da ansiedade). A ansiedade é um estado natural de sobreaviso, mas que pode se tornar um quadro clínico de distúrbio psicológico e se manifestar de forma psicossomática.

A taquicardia é um dos sintomas comuns entre as pessoas que têm ansiedade, mas o café não está ligado a isso. O que pode acontecer, sim, é uma taquicardia gerada pelo consumo excessivo de cafeína, mas as chances de que isso aconteça por tomar café são mínimas — para não falar inexistentes. Vamos explicar.

A OMS recomenda no máximo 400mg de cafeína por dia, sendo que uma xícara de café (coado) de 200ml tem entre 80g e 100mg de cafeína apenas. Considerando a meia-vida da cafeína no corpo de 5-6 horas, seria necessário tomar aproximadamente meio litro de café puro e forte em um curto intervalo de tempo para que o limite fosse alcançado. Sua xícara de café pela manhã ou o expresso após o almoço não são capazes de desencadear uma taquicardia.

4- Café ajuda a curar ressaca

Verdade. Se um dia você acordar de ressaca e uma pessoa oferecer uma xícara de café puro, aceite. Não é mera tradição popular sem fundamento. Como falamos, o café possui efeito vasoconstritor nos vasos sanguíneos cerebrais e isso pode auxiliar a diminuir a dor de cabeça. Vale lembrar que a ressaca é também sintoma de desidratação, mas o café possui propriedades diuréticas. Combine o café preto com muita água e sua ressaca diminuirá sensivelmente.

5- Café envelhece

Mito. Pelo contrário: o café possui substâncias antioxidantes que combatem radicais livres, os quais, ao reagirem com outras células, promovem sua degradação. A maneira saudável de combater envelhecimento é aumentando a quantidade de alimentos e bebidas antioxidantes. Não à toa, o café se tornou, inclusive, um grão muito utilizado na indústria da beleza, presente em produtos cosméticos antienvelhecimento, especialmente para a região das olheiras.

FOTO Matt Hoffman

Mercado

Café bom, limpo e justo: Encontro italiano debate sobre produção e consumo da bebida

Nesta quinta-feira (22/04), data em que é celebrado o Dia da Terra, aconteceu a “Coalização do Café Slow Food: Juntos para um café bom, limpo e justo para todos”, iniciativa virtual criada pelo Slow Food e o Grupo Lavazza.

Com o objetivo de debater sobre a cadeia produtiva do café, abordando temas como biodiversidade, segurança alimentar, direitos sociais, inclusão, transparência, rastreabilidade e conservação da natureza, o encontro foi conduzido por Massimo Giannini, diretor da La Stampa, e contou com a participação de Carlo Petrini, presidente do Slow Food, e Giuseppe Lavazza, vice-presidente do Grupo Lavazza. 

Segundo Petrini, por muito tempo houve uma separação entre a produção e a distribuição do grão, o que fez com que muitos consumidores desconhecessem a cultura cafeeira. Para ele, é necessário acabar com essa lacuna: “Gostaria que toda a questão da produção agrícola e alimentar fosse um patrimônio comum a todas as cadeias de abastecimento. É hora de juntar as duas coisas porque o conhecimento dos produtos alimentícios é a primeira coisa a desempenhar um papel de liderança nas compras e nas escolhas ambientais”.

O presidente do Slow Food também destacou que não se pode imaginar a cultura alimentar separada da cultura ambiental e dos direitos dos trabalhadores. “Ainda há uma lacuna entre os agricultores e outros beneficiários da cadeia de abastecimento. Precisamos passar de uma sociedade baseada na competitividade para uma baseada na cooperação”, disse.

Sobre o assunto, Giuseppe Lavazza explica que ao longo dos anos a empresa tem trabalhado para solucionar grandes questões como as mudanças climáticas, desigualdades, problemas de gênero e fluxos migratórios, e que agora também precisa lidar com outro inimigo perigoso que desacelerou tudo que vinha sendo colocado em prática: a pandemia. 

“Agora há a necessidade de cooperar. Hoje, essa necessidade é ainda mais forte, mais pronunciada. É absolutamente indispensável criar um espaço em que todos os operadores da cadeia de abastecimento possam dar a sua contribuição para a melhoria geral do sistema e atingir os famosos objetivos de um produto bom, limpo e justo, mas também para criar, neste caso, prosperidade ao longo da cadeia de abastecimento”, explicou o vice-presidente do Grupo Lavazza.

O evento on-line também contou com vídeos de cafeicultores da Guatemala e do México, entre eles Osvaldo Zucchino, de Chiquimula, na Guatemala, que cultiva o grão junto de sua família a uma altitude de aproximadamente 1.700 metros. “Ao longo do tempo tivemos que enfrentar uma série de desafios, como crises de preços, infestações de pragas, doenças, o impacto das mudanças climáticas, e sempre conseguimos nos adaptar a esses desafios, embora tenhamos consciência de que para superá-los precisamos reforçar a rede de distribuição de café, com parceiros estratégicos que nos permitam neutralizar os impactos das mudanças climáticas, proteger a biodiversidade que define nossos ecossistemas e conscientizar o consumidor final de como é necessário trabalhar para produzir uma único xícara de café”, explicou.

“Na situação em que nos encontramos hoje, se não trabalharmos na formação de alianças, na partilha, na concepção de todos os componentes, não iremos nos recuperar”, alertou o presidente do Slow Food. “Essa é a competitividade que muda de rumo e se transforma em cooperação. Como disse Petrini, a Terra é de todos”, finalizou Massimo Giannini.

Clique aqui para conferir o bate-papo completo.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Esteban Benites / Café Editora

Cafezal

Cientistas da Nestlé desenvolvem variedades de café de baixo carbono e resistentes à seca

Cientistas da Nestlé desenvolveram uma nova geração de variedades de café com baixo teor de carbono, por meio do melhoramento clássico sem OGM e aproveitando a biodiversidade natural da planta.

Em comparação com as variedades padrão, as duas novas variedades de robusta oferecem rendimentos até 50% mais altos por planta. Como mais café pode ser produzido usando a mesma quantidade de terra, fertilizante e energia, o resultado é uma redução de até 30% na pegada de CO2e (equivalência em dióxido de carbono) dos grãos de café verde. Como os grãos verdes respondem por 40% a 80% das emissões de CO2e de uma xícara de café, essas variedades reduzem significativamente a pegada de carbono associada ao consumo da bebida.

Uma das novas variedades já foi testada com sucesso em campos e agora está sendo cultivada por agricultores na América Central. Em última análise, a Nestlé disse que essas novas variedades ajudarão os agricultores a ganharem uma vida melhor, permitindo-lhes cultivar mais café de alta qualidade na mesma quantidade de terra, de forma sustentável e com menor pegada de carbono.

Da mesma forma, a Nestlé está desenvolvendo novas variedades de arábica de maior rendimento, que também são cultivadas para serem mais resistentes à ferrugem do café, doença vegetal que leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Gui Gomes

Mercado

Brasil propõe modernização na emissão de certificados de origem da Organização Internacional do Café

O Conselho Internacional do Café aprovou na última sexta-feira (16) a proposta da delegação brasileira, estruturada pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que pretende modernizar o regulamento referente à emissão dos certificados de origem da Organização Internacional do Café (OIC), requeridos nas exportações do produto.

Embasada na existência de diversos modelos avançados de gestão tecnológica de documentos, envolvendo assinaturas eletrônicas, certificações digitais, armazenamento virtual dos dados e harmonização de datas de exportação, a sugestão do Brasil objetiva dar celeridade ao processo, reduzir a burocracia, ampliar a transparência e estar alinhada às propostas do Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial das Aduanas (OMA).

Na explanação ao principal colegiado da cafeicultura mundial, o Cecafé recordou que o conceito e as instruções contidas no atual Regulamento de Estatística – Certificados de Origem da OIC se baseiam, majoritariamente, em modelos e processos antigos aplicados ao período das cotas de exportação, quando a Organização tinha a necessidade de monitorar e controlar os embarques dos países produtores, e que as novas tecnologias permitirão um processo de emissão mais moderno, célere e menos burocrático.

Entre as diversas alterações propostas, destaca-se a implementação da assinatura eletrônica dos certificados, o armazenamento eletrônico dos documentos, a utilização da Referência Única de Carga (RUC) e a leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Cinco vidas dedicadas ao seu café

Um dia desses, estava falando com um amigo sobre uma influencer e, no final da fofoca, eu me surpreendi com o tanto que eu sabia sobre aquela pessoa mesmo sem acompanhar o trabalho dela. Fiquei pensando em quantas histórias anônimas nós deixamos de saber: será que falta quem nos conte essas histórias, ou nos falta interesse por elas? Essa dúvida me motivou a escrever sobre pessoas que fazem a diferença, em especial, no café.  Para isso, conversei com cinco cientistas que dedicaram sua vida ao café brasileiro.

Nosso ponto de partida é o Instituto Agronômico de Campinas, fundado em 1887. Por trabalhar na fazenda Daterra, que é parceira de pesquisa do IAC, já tive a oportunidade de visitá-lo algumas vezes e é sempre emocionante: lá podemos ver espécies únicas, cruzamentos que talvez nunca mais se repitam, variedades de café que só vamos beber daqui a muitos anos. Os cientistas do IAC, por sua vez, também nos visitam bastante na Daterra – dedicamos vários hectares a eles para que façam as pesquisas que quiserem, do jeito que quiserem. Com essa parceria, o IAC consegue expandir suas pesquisas e nós conseguimos aprender com eles.

“Ao degustar uma xícara de café brasileiro, exalte com orgulho a importância da pesquisa para ter um produto de qualidade em sua mesa” – diz o doutor Luiz Carlos Fazuoli, hoje com 79 anos, um dos maiores nomes da pesquisa da cafeicultura no Brasil. Ele começou no IAC como estagiário, em 1970, participando de um projeto de melhoramento genético para tornar as plantas mais resistentes à ferrugem, uma devastadora doença do cafeeiro. Desde então, Fazuoli publicou 122 artigos científicos, e participou da experimentação de variedades importantíssimas para o Brasil, como os catuaís vermelho e amarelo, mundo novo e acaiá – tenho certeza de que você se lembra de ter provado cafés feitos com essas variedades. Ao ser perguntado sobre qual é o seu maior orgulho durante essa longa carreira, doutor Fazuoli respondeu que foi ter trabalhado com outras mentes brilhantes da ciência brasileira. Isso me chamou atenção: ao entrevistar esses pesquisadores, notei que todos foram inspirados por outros cientistas. Olhe aí, a tal da influência…

Talvez o maior influencer para os cientistas do IAC seja o doutor Alcides Carvalho (1913-1993). Seu nome e seu rosto nos recepcionam assim que chegamos ao Centro de Estudos do Café do IAC, eternizado por meio de sua imagem à frente do instituto ao qual dedicou meio século. Ainda hoje, ele é reconhecido como o maior geneticista de café do mundo: seus 52 anos de carreira foram dedicados a tornar o café brasileiro melhor, mais resistente e mais competitivo. Visionário, começou a estudar a ferrugem do cafeeiro na década de 1950, em parceria com o Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro, de Portugal – naquela época, doutor Alcides previa que a doença chegaria ao Brasil, e chegou mesmo: na década de 1970, o grupo de pesquisas de que o doutor Fazuoli participou já estava preparado para contornar a situação. Esse time também teve a participação da bióloga Masako Toma Braghini, a “Mako” para os amigos do café. Ela nasceu no Japão e veio para o Brasil aos 10 anos. Aqui,  dedicou-se ao café do nosso país através do Consórcio Pesquisa Café, do qual o IAC faz parte. Masako explica que se interessou por pesquisa já na faculdade, quando foi técnica de laboratório na Unicamp. Logo depois de se formar, ela foi convidada a fazer parte da equipe. Ela me contou que, após doze anos como pesquisadora, Masako decidiu dar uma pausa no trabalho para se dedicar a seus filhos, e retornou oito anos depois para continuar participando do desenvolvimento de cultivares.  leia mais…

TEXTO Juliana Sorati - assessora de marketing na Daterra Coffee • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Café & Preparos

Organização Internacional do Café aposta em aumento do consumo mundial da bebida

Dados do relatório de março da Organização Internacional do Café (OIC) apontam que o consumo de café, em nível mundial, previsto para o ano-cafeeiro 2020/2021 (outubro a setembro), deverá ultrapassar 166 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 1,3% quando comparado com o consumo mundial do ano anterior.

Em relação aos países importadores de café, o consumo deverá atingir o equivalente a 115,96 milhões de sacas neste ano-cafeeiro 2020/2021. Já o consumo interno dos países exportadores de café deverá ser o equivalente a 50,66 milhões de sacas.

Em nível mundial, houve incremento no consumo de café no período da análise: Europa apresentou aumento de 1,2%, com 54,35 milhões de sacas; Ásia & Oceania com 36,50 milhões de sacas (+1,4%); América do Norte com 30,99 milhões (+1,4%); América do Sul com 27,18 milhões (+1%); África com 12,24 milhões (+1,8%); e México e América Central com 5,64 milhões (+0,2%).

Neste contexto, a OIC aponta que o aumento do consumo dentro de casa continua compensando a redução do consumo fora do lar, em decorrência de medidas de isolamento social adotadas em diversos países do mundo para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19.

Com relação às exportações globais, a OIC destaca que o volume acumulado nos cinco primeiros meses do presente ano-cafeeiro, ou seja, de outubro de 2020 a fevereiro de 2021, atingiu 52,81 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 2,5% se comparado com o mesmo período passado.

É possível verificar que a exportação de café do continente africano apresentou queda de 12,2% ao registrar 4,9 milhões de sacas. Uganda, maior produtor africano, teve um aumento de 9,6% nas exportações, mas, em contrapartida, a leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Joshua Glass

Mercado

illycaffè recebe certificação B Corp por impacto positivo social e ambiental

A illycaffè se tornou a primeira empresa italiana de café a obter a certificação B Corp, concedida a empresas que atendem aos mais altos padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade. As empresas certificadas pela B Corp operam para otimizar seu impacto positivo sobre os funcionários, as comunidades e o meio ambiente.

A torrefadora italiana afirma que a ética e a sustentabilidade fazem parte do seu DNA: desde a sua fundação em 1933, a illycaffè tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em 2019, a illy reforçou seu compromisso de operar como uma empresa interessada ao adotar o status de Empresa Beneficente. Com isso, a empresa reafirmou sua opção em buscar a continuidade do crescimento atuando de forma sustentável para as comunidades com as quais se relaciona, integrando formalmente esse compromisso ao estatuto social.

A sustentabilidade sempre foi um princípio operacional na illycaffè. É aplicado em toda a cadeia de abastecimento da empresa, que se constrói em um sistema de relacionamento direto com os fornecedores a partir de quatro pilares: selecionar e trabalhar diretamente com os melhores produtores de café arábica; transferir conhecimento e experiência para os produtores, treinando-os na Universidade de Café da illycaffè (UdC); e, por meio do trabalho direto e prático nos campos de café com agrônomos especializados, alcançar uma produção sustentável e de alta qualidade, respeitando o meio ambiente.

A illycaffè combina essas ações com a premiação dos cafeicultores pela qualidade que alcançam, pagando preços premium, superiores à média do mercado, ao mesmo tempo em que promove a melhoria contínua leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Divulgação

Mercado

Mantissa apresenta cafés que receberam luz solar em diferentes momentos do dia durante o cultivo

Um dos últimos lançamentos da Mantissa, o kit Sunset é composto por duas variedades de café: catuaí amarelo e mundo novo. Ambas foram cultivadas a 1.250 metros de altitude na Fazenda Mantissa, em Campestre (MG), passaram por processo natural no pós-colheita e foram secas em terreiro suspenso.

O que diferencia a novidade dos demais grãos está no processo de produção: assim como diz o nome do kit (na tradução, pôr-do-sol), os frutos receberam interferência solar em diferentes momentos do dia, reagindo de maneiras distintas na xícara.

De acordo com a marca, este processo tem relação direta com o resultado final, uma vez que interfere no metabolismo da planta, que se modifica e forma cadeias de ácidos e açúcares. Essa alteração faz com que a bebida apresente notas cítricas e frutadas.

O Sunset Yellow, por exemplo, traz grãos de catuaí amarelo que ficaram expostos à luz solar no período da manhã. Com isso, carrega, no sensorial, aroma doce e cítrico de tangerina, sabor de mamão, mel e caramelo, com corpo licoroso. Já o Sunset Red é feito de grãos da variedade mundo novo, que foram contemplados com maior incidência de sol à tarde. Na xícara, é possível sentir aroma doce, acidez cítrica, sabor de passas e ameixa com um toque de mel, e corpo licoroso.

“O conceito do Sunset foi elaborado a partir de análises da incidência do sol. Ainda utilizamos de outros artifícios, como os significados das palavras para sedimentar a nossa escolha. Sunset significa pôr-do-sol. Além de fazer parte da dinâmica solar, ainda consideramos o significado. Portanto, sol significa luz, vitalidade, paixão”, explica Tais Verena, analista de Marketing Pleno da Agro Fonte Alta e responsável pela elaboração do conceito do produto.

Para contemplar não só os métodos filtrados, mas também o espresso, os cafés receberam uma torra média, feita pelos mestres de torra José Antônio dos Santos e Leonardo Custódio. Por ser feito com grãos de microlote, o kit Sunset é uma edição limitada e está à venda no site da marca por R$ 79,90.

A sugestão da Mantissa é extrair os cafés na Hario v60, acompanhados de bolo de chocolate, no caso do Sunset Yellow, e bolo de laranja, se o escolhido for o Sunset Red. Abaixo você confere dicas de preparo em outro método filtrado, a Clever!

Mais informações: www.cafemantissa.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Melitta lança cápsulas biodegradáveis e compostáveis compatíveis com máquinas Nespresso

Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental, a Melitta anunciou o lançamento das novas cápsulas biodegradáveis e compostáveis, compatíveis com sistema Nespresso. Produzidas a partir de materiais de fontes renováveis e livres de transgênicos, bisfenol A e alumínio, as cápsulas possuem certificados internacionais (OK Biobased e OK Compost) e barreira ao oxigênio, ou seja, não necessitam de dupla embalagem. Após o processo de compostagem, podem retornar à natureza como composto nutriente para o solo.

Rosiane Wang, coordenadora de marketing da Melitta, explica que o lançamento das novas cápsulas faz parte do compromisso da empresa com a sustentabilidade: “como pilares importantes do negócio, a inovação e a sustentabilidade permeiam nossas estratégias e tomadas de decisão para trazer aos consumidores produtos diferenciados, que ofereçam uma experiência sensorial no consumo de café, aliado ao compromisso com o meio ambiente”.

A linha conta com cinco versões de blends – Ristretto, Marcato, Staccato, Audacce e Tenuto –, com diferentes perfis aromáticos e intensidades. De acordo com a empresa alemã, as cápsulas são produzidas com grãos sustentáveis, que passam por um processo de torra que busca preservar as características da bebida.

O produto será comercializado em todo o País, ampliando, assim, a presença da marca no Brasil, e chegará ao mercado em novas embalagens.

Descarte correto

Para proporcionar o descarte correto das cápsulas, outra iniciativa da Melitta é o programa nacional de reciclagem em parceria com a empresa TerraCycle, companhia especializada na gestão de resíduos sólidos.

O consumidor pode armazenar as cápsulas usadas em uma caixa e, assim que atingir o mínimo de 50 cápsulas Melitta, realizar um cadastro no site da TerraCycle e imprimir uma etiqueta que poderá ser utilizada para despachar a caixa em qualquer agência dos Correios, sem nenhum custo. Na TerraCycle, os itens passam por um processo de compostagem industrial para serem transformados em adubo orgânico.

Além disso, as cápsulas coletadas são convertidas em doações a instituições de caridade ou escolas públicas escolhidas pelos consumidores. Quanto mais cápsulas enviadas, maiores serão os valores doados.

Para mais informações, clique aqui.

TEXTO Redação • FOTO Adi Goldstein

Café & Preparos

Café das Amoras lança curso on-line com dicas para melhorar os cafés filtrados em casa

Destinado a consumidores de café que buscam melhorar a bebida em casa, profissionais que precisam ampliar o cardápio e melhorar as técnicas, e pessoas que buscam capacitação para abrirem seus negócios, o Café das Amoras disponibilizou o curso “Escola do Brazza – Domine as técnicas de preparo e beba todos os dias os melhores cafés da sua vida”.

Ministrado por Felipe Brazza, cafeicultor, mestre de torra e barista, o curso conta com 3 horas de conteúdo, divididas em 22 aulas que ficarão disponíveis para os participantes assistirem quando quiserem. Confira alguns dos temas que serão abordados:

  • Características dos cafés filtrados
  • As variáveis da extração
  • Técnicas de preparo
  • O principal componente de uma xícara de café
  • A melhor forma de armazenar o café
  • A relação do café especial com a gastronomia
  • Os cafés gelados (cold brew)
  • Como conservar o seu café
  • Como escolher o seu café especial
  • Etapas da manufatura do café especial
  • Os defeitos da semente do café
  • As estatísticas do café pelo mundo
  • As lendas do café
  • Como o perfil de torra influencia na sua bebida

“Eu vou ensinar com o que você tem em casa. Vamos filtrar com leiteira, usar Melitta. Vamos fazer uma série de coisas que vai mudar o seu dia a dia com os cafés”, explicou Felipe. 

Além dos vídeos, o pacote do curso on-line também conta com um e-book (com dicas, técnicas de preparo de cafés filtrados e as receitas feitas nas aulas), informações sobre modelos de cafeterias to go (take away) e uma comunidade exclusiva de pessoas também interessadas no assunto, com a oportunidade de tirar todas as dúvidas via WhatsApp.

O pacote completo está disponível por R$ 97 e as inscrições devem ser feitas clicando aqui.

Mais informações: www.escoladobrazza.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy
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