Cafeteria & Afins

Caffè Latte Piccolo – São Paulo (SP)

Em uma sexta-feira ensolarada, nosso time encontrou uma nova cafeteria na cidade de São Paulo. Ao buscar abrigo das altas temperaturas, entramos na galeria térrea do prédio comercial Edifício Barão do Serro Azul, na avenida Paulista, ao lado da estação Trianon Masp. Ali,em meio às lojas, está a nova unidade da Caffè Latte Piccolo.

O lugar é ideal para tomar um bom café em meio à correria do dia. Com opções para viagem e consumo local, a casa oferece cafés, torrados por Silvia Magalhães, no espresso, extraído em uma máquina Rocket, e outros grãos convidados. Em  nossa visita, o escolhido era o Tica Tica Bum, da torrefação paulistana Garagem do Café: um bourbon amarelo cultivado na Fazenda Sertão, na Mantiqueira de Minas, por Francisco Isidro. Se a escolha for um filtrado, há opções pelos métodos v60, french press, aeropress e clever.

O cardápio tem comidas para todos os gostos. Entre os salgados estão o clássico sanduíche de ovos, croissants (com ou sem recheio), pães de queijo e empanadas. Para adoçar o dia, brigadeiros, fatias de bolo, brownies de chocolate, cinnamon rolls, cookies e torta de limão. Pedimos o clássico croissant com um café coado na v60. Enquanto isso, conversamos com os baristas. 

A dupla de baristas Geisa Soares e Alan Costa contam que o movimento da casa – aberta há pouco mais de um mês – está crescendo, com picos por volta das 10h e após o almoço. A clientela, que já entende de café especial, escolhe frequentemente o filtrado extraído na Bunn – até pela praticidade e rapidez no preparo, já que a rotina na principal avenida de São Paulo não para. A casa opera em escala 5×2, acompanhando o ritmo do prédio comercial que a abriga. Para Geisa e Costa, essa escala é uma grande vantagem. 

O Caffè Latte Piccolo é boa opção para quem circula pelos arredores e deseja uma boa xícara de café e um lugar tranquilo e afastado da correria do centro comercial paulistano. 

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida Paulista, 1.159 loja 17
Bairro Bela Vista
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
Website http://https://www.instagram.com/caffelatteoficial/
TEXTO Equipe Espresso

Cafeteria & Afins

Espresso visita primeira loja da Juan Valdez no Brasil

A Espresso visitou a primeira unidade da rede colombiana Juan Valdez no Brasil, em Ribeirão Preto (SP). A loja-conceito, no interior do RibeirãoShopping, propõe um ambiente clean, decorado com tons pastel, com produtos da marca distribuídos por toda parte. A marca, de forte apelo, atrai o público da região: no dia da visita, as mesas, sempre lotadas, refletiam o alto giro na loja.

O cardápio conta com uma combinação interessante de comidas colombianas,  brasileiras e francesas. A empanada, feita à base de fubá e frita em vez de assada, figura ao lado de arepas de pernil e frango e de almojabanas (um tipo de pão de queijo colombiano), ao mesmo tempo que são servidos pão de queijo, pain au chocolat e croissants, tanto doces quanto salgados.

O filtrado do dia, feito em máquinas Bunn e com diluição alta (um para 18), era da região de Cumbre, e foi servido em famosas xícaras Loveramics. Com perfil de torra escura, ele entregou notas de chocolate amargo, nozes, acidez baixa e corpo leve. Na falta das empanadas e arepas  no dia da visita, optamos pela almojabana e por um pão de queijo. Levemente adocicada e de estrutura mais firme, a versão colombiana tem o sabor pronunciado da farinha de milho, mais do que o de queijo. Já o pão de queijo é leve e saboroso, mas ambos fizeram bom par com o coado – que apresentou resíduos de pó de café no fundo da xícara. 

O espresso, feito com grãos de Huila e extraído em máquina La Spaziale – a loja oferece duas opções de café diariamente – não foi melhor. Com notas de pêssego, apresentou pouco corpo e um amargor dominante, que se sobrepôs à doçura e à acidez média. A companhia para o espresso foi a típica sobremesa latina,  o tres leches,  que chega à mesa coberto com marshmallow, com textura cremosa mas calda pouco saborosa. 

O grão da casa, da região de Volcán e com perfil de torra escura, veio no cappuccino. Com latte art bem executado (o leite escolhido foi o tradicional, embora haja oferta de leite vegetal), apresentou textura leve e gosto doce, que remeteu a castanhas caramelizadas. 

A oferta de bebidas é ampla: há cafés gelados como o  grazinado (um sorbet à base de café e leite), lattes, smoothies de frutas e nevados (espressos aromatizados com chantilly), além de matchá e chai. Também é vasta a oferta de pacotes – os mesmo oferecidos globalmente –, com grãos de várias regiões produtoras tradicionais, como Cumbre, Collina e Huila, e um blend de cafés cultivados por mulheres. Neles, informações como descrição sensorial e perfil de torra escolhido (somente torra média e escura) facilitam a decisão dos clientes. Pena que não há menção às variedades, apenas à altitude em que o grão, “100% arábica de origem colombiana”, foi produzido. Há, ainda, uma linha de solúveis aromatizados para levar para casa, com diversos sabores (chocolate, doce de leite e avelãs) e doces em lata, como merengues feitos com café. 

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1.540
Bairro Jardim Califórnia
Cidade Ribeirão Preto
Estado São Paulo
Website http://www.instagram.com/juanvaldez.br
TEXTO Juarez Gomes

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Brim – São Paulo (SP)

Quase no cruzamento entre as famosas avenidas Ipiranga e São Luís está o Brim – um café e bar, como os donos da casa denominam o lugar. Repaginado no primeiro semestre do ano, o espaço, com uma fachada de vidro na frente, parece discreto à primeira vista, mas surpreende da porta para dentro. 

A casa é ampla e dividida em dois ambientes, ligados por um grande balcão. O ambiente logo na entrada tem ar contemporâneo, com sofás, poltronas e mobília modernos. Já as mesas estão dispostas no espaço mais ao fundo, decorado com plantas, paredes de cimento queimado e detalhes em estilo industrial. A música de fundo é baixa, o que permite uma boa conversa entre os visitantes.

Fomos atendidos pelo Felipe, que nos explicou a rotatividade dos grãos da casa. Segundo ele, o Brim tem de 5 a 6 opções, com diferentes perfis sensoriais, mas apenas um é escolhido pelo barista para ser o café do dia. Em nossa visita, o grão da vez era um catuaí vermelho cultivado na Mantiqueira de Minas e torrado pela torrefação paulistana Garagem do Café. Aumentar a escolha para 2 ou 3 grãos por dia, porém, daria ao cliente mais poder de escolha. 

Além do espresso, a cafeteria serve café em mais quatro métodos: v60, switch, aeropress e clever. Escolhemos um espresso duplo e um café na aeropress. Em ambas as xícaras a bebida apresentou corpo leve, sabor de chocolate e caramelo, acidez levemente cítrica e retrogosto limpo. Um café doce para qualquer hora do dia.

Como a casa funciona de manhã até o fim da tarde, o cardápio de comidas é variado, de pão de queijo a lanches, pratos e saladas. Para acompanhar os cafés, pedimos um sanduíche eggdrop (brioche, ovo mexido cremoso com queijo, bacon e molho especial da casa) e um tostex QXC (brioche na chapa e queijo derretido com cebola caramelizada). Os pedidos, bem servidos, chegaram rapidamente à mesa, com sabores que combinavam entre si e uma boa apresentação.

O clássico tiramisú, um dos destaques do menu do Brim, e minitorta de limão fecharam a refeição. O tiramisú estava equilibrado – sem doçura demais e com discreta presença de café. Uma boa sugestão, mas que não surpreende pelo sabor. Já a tortinha de limão tinha sabor marcante, com a doçura do merengue equilibrada pela acidez do limão sobre uma base de brownie de chocolate. 

Sanduíche eggdrop à esquerda e tostex de cebola caramelizada à direita

Com um ambiente agradável para colocar o papo em dia, o Brim é um estabelecimento que vale conhecer em qualquer dia e hora – além dos cafés, tem uma carta de drinques clássicos e autorais. Nossa experiência foi positiva e saborosa, e já pensamos em voltar para experimentar coisas novas.

Nossa conta: R$ 168,37 (com taxa de serviço)
Espresso duplo – R$ 15
Aeropress – R$ 20
Sanduíche eggdrop – R$ 36
Tostex QXC – R$ 26
Tiramisù – R$ 34
Minitorta de limão – R$ 18

A equipe da Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida São Luís, 84
Bairro República
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.instagram.com/brim_sp
Horário de Atendimento Todos os dias, das 9h às 18h
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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Doceria Fantasias inaugura loja conceito na alameda Lorena

Os apaixonados por doces têm um novo destino para adoçar o dia. A Doceria Fantasias, em funcionamento na capital paulista desde 1989, acaba de inaugurar sua mais recente unidade na alameda Lorena, 1.430, no Jardins – em frente ao tradicional Empório Santa Luzia. A nova loja chega como uma unidade-conceito, com ambiente mais amplo, decoração elegante e atmosfera aconchegante, pensada para receber com conforto quem deseja um momento de pausa entre um compromisso e outro.

Além das sobremesas clássicas da marca, o espaço oferece novidades no cardápio, como opções de tortas acompanhadas de salada, ideais para um almoço leve e rápido. A casa abre diariamente, das 9h às 20h (fase de ajuste).

Entre os destaques do menu de bebidas estão os grãos da Orfeu Cafés Especiais, disponíveis em versão tradicional e na linha Varietais. Produzido em Minas Gerais, os cafés passam por todas as etapas, do cultivo à torra, na própria fazenda, garantindo rastreabilidade e controle total de qualidade. “Todos os anos visitamos a propriedade para acompanhar a colheita e a torra, além de ver como estão os parâmetros de qualidade, para garantir que o café que os nossos clientes estão tomando seja sempre o melhor”, explica Vinícius Oliveira, sócio e segunda geração à frente do negócio, que destaca que o cuidado segue com os demais produtos do menu, produzidos da própria cozinha.

Na nova unidade, o café pode ser apreciado no espresso e no coador de pano, feito na mesa. Há também uma seleção de chás especiais, além de bebidas como matcha e cappuccinos, todos disponíveis com diferentes tipos de leite, conforme a preferência dos clientes. Itens como pacotes de café e métodos de preparo são vendidos na loja para quem quiser ampliar a experiência para casa.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Alameda Lorena, 1.430
Bairro Jardins
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.instagram.com/doceriafantasias
TEXTO #Publicidade

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Casa Castanho – Salvador (BA)

A Casa Castanho Barra, como ficou conhecida, abriu as portas em 2024 como um espaço aconchegante, com varanda e quintal. A decoração privilegia plantas, paredes de tijolos e chão de brita. As cores terrosas, por todo o lugar, criam harmonia com os tons verdes. No interior da casa há, também, uma lojinha, que vende pacotes de café e garrafas de espumante.

Apesar de dispor de três ambientes com mesas, as filas de espera são frequentes nos horários de pico. Nossa equipe chegou por volta das 9h da manhã e esperou cerca de 20 minutos para poder sentar e fazer o pedido. O atendimento é um dos pontos altos do lugar. O cardápio é extenso e variado, com diversidade de cafés, bebidas geladas e opções alcoólicas para acompanhar o brunch.

Escolhemos um coado (150 ml) feito com grãos catuaí cultivados pela família Viana de Andrade nas fazendas São Bernardo e Santa Rita, na região baiana do Planalto da Conquista. No cardápio não estava especificado qual seria o método de extração e, ao ser questionado, o atendente explicou que seria feito em uma máquina automática, sem mais detalhes. A xícara apresentou acidez equilibrada, corpo aveludado e aroma leve de chocolate. Um café fácil de beber.

Para acompanhar, um tostado de parma e um sanduíche de lombo defumado. O tostado, de pão macio de fermentação natural, burrata e molho pesto, foi bem executado e apresentado, e combinou muito bem com o coado. Em contrapartida, o sanduíche de lombo deixou a desejar na apresentação. No sabor, a mostarda de Dijon acabou por ofuscar os demais ingredientes.

Como sobremesa, nossa pedida foi um espresso longo harmonizado com a rabanada com sorvete e caramelo. O espresso veio sem crema e subextraído, enquanto o pão da rabanada estava seco e sem textura, com uma quantidade exagerada de canela e açúcar por cima.

Entre altos e baixos, saímos da Casa Castanho com a sensação de que há pontos a serem ajustados. A disponibilidade de cafés especiais, por exemplo, é um ponto alto. Se eles forem mais bem extraídos, podem elevar a experiência.

Nossa conta: R$ 146,30 + taxa de serviço
Coado – R$ 9
Tostado de parma – R$ 39
Sanduíche de lombo suíno defumado – R$ 38
Café espresso longo – R$ 9
Rabanada com sorvete e caramelo – R$ 39

A equipe da Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida Princesa Isabel, 48
Bairro Barra
Cidade Salvador
Estado Bahia
Website http://https://www.instagram.com/casa.castanho
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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Notthesamo Café – São Paulo (SP)

O Notthesamo foi a escolha de visita da equipe da Espresso nesta semana. Há três meses instalada na rua Doutor Vila Nova, no agitado bairro central da Vila Buarque, a cafeteria é braço de uma plataforma de mídia que tem como foco traduzir e fazer curadoria da cena urbana de moda, arte e lifestyle global para o público brasileiro. 

Com fachada de vidro, o ambiente atrai os olhares curiosos de quem passa na frente. Quem entra se depara com um espaço pequeno, de estética clean e com pé direito alto, animado por uma playlist de hiphop. O balcão à direita apresenta algumas das comidinhas rápidas, como croissant, pão de queijo, empanada, brigadeiro, banana bread e cookie. Os pacotes de café da casa também estão posicionados à venda.

É no mesmo balcão onde se faz e se pagam os pedidos. Entre as três opções de grãos disponíveis na casa, de sensoriais chocolate, limão siciliano e lavanda, escolhemos os dois últimos, filtrados no método gina. Cultivados pelo produtor Gabriel Lamounier, da Fazenda Guariroba, no Campo das Vertentes, e torrados pelo head barista da casa, Brenner Felipe, o de nota de limão siciliano era da variedade topázio, com dupla fermentação, enquanto que o de lavanda era um gesha natural, também fermentado. Na xícara, as bebidas eram leves e fáceis de tomar. O topázio era equilibrado e cítrico, com acidez média e corpo médio. Já o gesha era suave, aromático e nada enjoativo.

Para acompanhar, nossas escolhas foram o popular queijo quente, feito com um blend de queijos e finalizado com mel fermentado no alho, e o sanduíche na focaccia, composto por mortadela, ricota temperada e rúcula em uma focaccia feita na casa. O primeiro estava crocante e levemente salgado, mas foi balanceado pelo doce do mel. O segundo, equilibrado e refrescante, mostrou uma boa combinação entre a suavidade da ricota temperada e o sabor intenso da mortadela. A focaccia era leve e macia.

Entre os doces escolhemos o bolo de chocolate NTS e o brownie. Ideal para quem gosta de chocolate, o bolo veio cortado em uma fatia generosa, mas não enjoativa, que desmanchava na boca. O brownie estava macio e chocolatudo. Ambas as pedidas estavam doces na medida certa e foram harmonizadas com um espresso de corpo médio, acidez alta e finalização longa, com notas cítricas e de chocolate.

Em um bairro repleto de cafeterias, o Notthesamo Café se mostra um local agradável para quem busca uma pausa na rotina para tomar uma xícara de café em meio à correria de São Paulo.

Nossa conta: R$ 142
Coado limão siciliano – R$ 18
Coado lavanda – R$ 20
Queijo quente – R$ 32
Sanduíche na focaccia – R$ 30
Brownie – R$ 20
Bolo de chocolate NTS – R$ 22

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Doutor Vila Nova, 41
Bairro Vila Buarque
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.instagram.com/notthesamocafe/
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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Cafeteria Longão une café e corrida na Vila Buarque (SP)

Por Gabriela Kaneto

Por mais de meio século, o número 278 da rua Dr. Cesário Mota Júnior, na Vila Buarque, abrigou a farmácia do seu João, figura conhecida no bairro. Após a morte do proprietário, o espaço de balcões antigos e atmosfera de máquina do tempo deu lugar a uma cafeteria moderna, símbolo da nova fase da região.

Por trás do novo empreendimento está o fotógrafo e filmmaker André Dip. Maratonista e apreciador de cafés especiais, ele decidiu transformar as duas paixões em negócio e, há um mês, abriu a Longão. “Nossa ideia é que as pessoas saiam um pouco do centro de São Paulo, deem uma relaxada, venham com calma”, explicou Dip à Espresso

Balcão de preparo da Longão e André Dip (à direita)

O balcão e as prateleiras de cimento destacam as banquetas coloridas e a parede tomada por vinis ao lado da vitrola que embala o ambiente. No fundo, um jardim de inverno suaviza a estética brutalista. Há ainda uma arara com roupas esportivas e a balança original da antiga farmácia, lembrança da história do espaço. Quase escondida, uma sauna atende esportistas que querem desacelerar. 

A cafeteria usa grãos próprios, cultivados em diferentes regiões do país e torrados pela CA.OS Café, do interior paulista. O cardápio traz ainda opções internacionais rotativas — no dia da visita, México e Costa Rica, torrados pela brasileira Square Deal e pela dinamarquesa La Cabra. No espresso, a casa aposta em um blend de catuaí amarelo lavado do Sul de Minas com robusta amazônico natural do Acre.

“Temos uma pegada meio de laboratório”, conta Dip, referindo-se aos métodos de preparo, que variam entre v60, hario suiren, origami, clever, melitta, o dripper flatbed da Loveramics e o espresso, que pode ser extraído de uma Rocket ou manualmente na Bruta. Matcha, matcha latte, chá mate com limão e chá de hibisco, maracujá e gengibre enriquecem o cardápio.

Cafés do México e da Costa Rica filtrados na hario suiren (à esquerda) e pão de queijo, roll de queijo e cheesecake de chocolate (à direita)

O menu de comidas, enxuto, varia conforme o dia. Em nossa visita, havia pão de queijo, roll de queijo, sanduíche, cinnamon, cookie e cheesecake de chocolate e de frutas vermelhas. Os quitutes são produzidos, de preferência, por parceiros do bairro, como a padaria artesanal Seu Filão e a Kosmos Bakeshop. Aos finais de semana entram novas opções. 

Além do serviço de cafeteria, a Longão aposta em eventos e parcerias. Já promoveu aulas de ioga para corredores, um almoço com o restaurante Niko Niko e o lançamento de peças da marca Dies Mercuri.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 278
Bairro Vila Buarque
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
Website http://www.instagram.com/_longao
Horário de Atendimento de quarta a domingo, das 9h às 18h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Gabriela Kaneto e Letícia Souza

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Sarta Coffee – São Paulo (SP)

A 350 metros do metrô Vila Madalena encontra-se a Sarta Coffee, nova cafeteria na cena de cafés especiais da capital paulista. A equipe da Espresso visitou a casa em uma manhã ensolarada de sexta-feira. O espaço pequeno e acolhedor, de decoração moderna e minimalista, dispõe de bancos do lado de fora e poucas mesas na parte de dentro.

Assim que chegamos, o atendente Vitor nos mostrou o cardápio e sinalizou que os pedidos eram tirados no caixa. Todos os grãos da Sarta são cultivados pela Daterra Coffee, fazenda referência em qualidade localizada em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, e são apresentados nas categorias da própria marca – Collection (R$ 15), Reserve (R$ 22) e Masterpiece (R$ 29). 

Coado, espresso, ristretto e bebidas com leite, quentes e geladas compõem o menu de café. De primeira, escolhemos um grão Collection e um Reserve, ambos no coado. O Collection do dia era um blend de bourbon vermelho e catiguá, de processamento natural, com descritivo de ameixa, frutas de caroço, blueberry, chocolate ao leite e caramelo. O Reserve escolhido era da variedade guarani, de processamento despolpado e natural, com sensorial de manga, frutas vermelhas, jasmim, amêndoas e mel. A torra dos grãos foi feita pela Abigail Coffee Co.

Servidos em uma jarrinha delicada de vidro, acompanhada de uma xícara branca da Loveramics (que chegou quentinha, ponto positivo), os cafés foram bem extraídos em uma Hario Switch, na proporção de 1 g para 15 ml. O Collection apresentou corpo cremoso, acidez alta e agradável, e sensorial de frutas roxas e maduras. Já o Reserve tinha corpo leve, acidez média, aroma de jasmim e sabor de frutas vermelhas e mel. Duas bebidas bem suaves para qualquer hora do dia.

O espresso escolhido por nós foi o stardust, de processamento natural, descrito sensorialmente como ameixa amarela, pêssego, damasco, frutas vermelhas e acidez láctica. Na xícara, a bebida, extraída em uma La Marzocco, estava bastante aromática, com corpo sedoso e finalização limpa. Deu para sentir o damasco e as frutas vermelhas, com destaque para a acidez láctica de iogurte.

Em relação às comidinhas, algumas opções não estavam disponíveis no dia – ponto de atenção quando se tem um cardápio enxuto. Nossas escolhas salgadas foram os ovos da casa (três ovos mexidos com queijo e tomate no pão petrópolis, um pão que lembra brioche) e o queijo quente (pão petrópolis com queijo padrão, finalizado com tomate cereja e cebolinha). Ambos estavam gostosos e bem executados. Nos doces, optamos pelo bolo de cenoura com chocolate 70%, que estava úmido e doce na medida certa, e o pain au chocolat, gostoso porém esfarelava em excesso.

Segundo Victor, a ideia da Sarta Coffee é que os cafés sejam o ponto principal da experiência – eles realmente se destacaram em comparação às comidas. Em geral, nossa experiência foi positiva, tanto em relação aos itens consumidos quanto ao atendimento e ao ambiente.

Nossa conta: R$ 138
Coado Collective – R$ 15
Coado Reserve – R$ 22
Espresso simples – R$ 11
Ovos da casa – R$ 28
Queijo quente – R$ 24
Bolo de cenoura com chocolate 70% – R$ 19
Pain au chocolat – R$ 19

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Luminárias, 105
Bairro Vila Madalena
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
Website http://www.instagram.com/sartacoffee
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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Ronin Café – São Paulo (SP)

A Espresso visitou a Ronin Café, na Barra Funda, região central de São Paulo, que se autodeclara “uma cafeteria de cozinheiros”, já que foi criada pelos chefs Pedro Nóbrega e Vitor Ribas, que passaram por restaurantes como o premiado Notiê. A fachada simples anuncia um espaço moderno e minimalista, com detalhes inspirados na arte de rua – como o quadro decorativo com grafia de pixo e a própria fonte escolhida para compor a logo da cafeteria. Em sintonia com o espaço, o alto-falante do salão dá voz a raps nacionais.

Fomos bem recebidos pelo atendente Cauê assim que chegamos. Ele nos explicou todo o cardápio, contou quais itens eram os seus favoritos e se certificou para que a experiência fosse leve e informal – mas muito completa. Além das características sensoriais do coado do dia, o atendente nos explicou as dos outros três grãos disponíveis, torrados pela torrefação paulistana Corisco, que poderiam ser preparados na v60, único método da casa.

Cafés filtrados na v60

Escolhemos dois cafés do produtor Alessandro Hervaz, de São Gonçalo do Sapucaí, Mantiqueira de Minas. O primeiro, de variedade acaiá e processamento natural, foi produzido no Sítio AAA. Na xícara, entregou uma bebida encorpada, doce e com notas frutadas, boa opção para qualquer momento do dia. Já o segundo café, um catuaí vermelho também naturalmente processado e cultivado no Sítio Boa Vista, mostrou-se uma bebida doce, menos encorpada, mas com um agradável sensorial que remeteu à torta de maçã.

Nossa expectativa quanto ao também era alta. Pão na chapa, toast de vegetais, queijo quente, pão com tofu, mortadela sando e choripan são algumas das alternativas entre os pratos salgados. Nossa pedida foi o queijo quente, o pão com tofu mexido e o mortadela sando – um dos mais solicitados pelos clientes.

Feito com um mix de queijos e cebolinha, o queijo quente entregou o que se espera dele, mas com a surpresa de um toffee de alho como ingrediente. Já o pão com tofu, feito com uma fatia de pão de fermentação natural, tofu mexido com cebolinha, tem a adição de picles e chilli oil, o que deixa seu sabor agradável e a textura úmida na medida certa. 

Mortadela sando e queijo quente

Ambas as opções estavam gostosas, mas a grande estrela da refeição foi o mortadela sando. Fazendo jus ao posto de “queridinho” da casa, ele vai além de um lanche de mortadela comum, ao combinar mortadela na chapa, queijo, picles e maionese kewpie em um pão francês de fermentação natural numa composição harmônica. Indicamos! 

Perto do fim da manhã, encerramos a visita pedindo banana bread e tiramisú. Bem apresentado, o banana bread leva bolo de banana (com gostinho de caseiro) coberto por uma banana partida ao meio e chapiscada na chapa, canela polvilhada e calda caramelizada de coco, feita na cozinha da Ronin – e que pode ser substituída por doce de leite produzido pela confeitaria parceira, De Mãe Cozinha. A combinação harmonizou bem com o café frutado. 

Pão com tofu mexido, banana bread e café filtrado na v60

O tiramisú, montado em uma xícara de café, vem com um tuille de chocolate por cima, seguido de bolachas levemente molhadas em cold brew, mas ainda crocantes, e creme mascarpone batido com cacau (feito na hora). Diferente dos tradicionais, que são feitos com espresso, o tiramisú do Ronin destacou-se pela leveza e suavidade de sabor do café, além de vir na quantidade certa para te fazer pedir mais um. 

Nossa conta: R$ 151,80 (com a taxa de serviço)
Coado acaiá – R$ 18
Coado catuaí vermelho – R$ 18
Meia porção do mortadela sando – R$ 15
Meia porção do queijo quente – R$ 15
Tofu mexido – R$ 25
Banana bread – R$ 22
Tiramisú – R$ 25

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Doutor Albuquerque Lins, 253
Bairro Barra Funda
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
Website http://www.instagram.com/ronincafesp
Horário de Atendimento De quarta a domingo, das 10h às 18h
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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Café Minamihara – Franca (SP)

A sutileza, tão prezada na cultura japonesa, perfaz a cafeteria, aberta em 2021. O serviço, ao som de música ambiente, é feito nas mesas de madeira dispostas ao ar livre – uma experiência no interior de uma fazenda cuja proposta é mostrar todo o trabalho que envolve a produção de um café. O menu conversa com esse propósito, criando uma experiência imersiva.

A área de torra, num espaço da cafeteria, permite acompanhar o processo ao longo do dia. Outros destaques são a máquina de espresso da Victoria Arduino (modelo Black Eagle), assinada pela campeã polonesa do mundial de 2018, Aga Rojewska, e o moinho, também usado por ela no campeonato, que servem para a extração dos espressos da casa.

A cafeteria conta com bebidas clássicas como cappuccino, latte e iced latte honey, com mel produzido pela fazenda. Recentemente, o espaço inclui um brunch, que serve até três pessoas.

Nosso pedido foi o nanolote da casa, um arábica da variedade catucaí-açu de processamento natural. Feito no v60 e servido em copos de cerâmica, o café tem caráter complexo (chá preto, pêssego fresco e jasmim), alta doçura, corpo sedoso e acidez cítrica brilhante. Conforme esfria, mantém o aroma floral e a nota de chá – um café de paladar delicado.

Para acompanhá-lo, a recomendação da barista foi o avocado toast, feito com pão de fermentação natural e abacates da fazenda, temperados com limão, sal e pimenta, além de tomates-cereja e um ovo cozido em sous-vide (a baixa temperatura). Embora o toast estivesse muito bem feito, a untuosidade e acidez do abacate acabam apagando a alta doçura do café.

Nanolote de catucaí-açu na v60 com um avocado toast e o bolo chiffon

Melhor combinação foi com o pão de queijo, recheado com brisket bovino, que elevou a percepção de doçura e de corpo da bebida. Vale moderar no molho barbecue feito com espresso que acompanha o pedido, pois sua potência atrapalha um pouco a delicadeza deste coado.

De sobremesa, um sedoso bolo chiffon, um clássico da confeitaria francesa revisitado com o acréscimo de matchá, ingrediente marcante da cultura japonesa. Coberto com amêndoas e coco açucarado, traz o matchá na medida certa.

Para finalizar a experiência, pedimos um espresso, feito com o grão obatã vermelho de processamento natural. Embora tenha chegado à mesa (em xícara de porcelana) com a crema um pouco opaca, ele exalava notas de capim-limão, manga, com uma nota floral de fundo. Doce, de acidez brilhante e corpo sedoso, fez um casamento interessante com o bolo, capaz de deixá-lo ainda mais doce.

Nossa conta: R$ 118 + taxa de serviço
Coado nanolote – R$ 25
2 espressos – R$ 18
Pão de queijo com brisket – R$ 25
Avocado toast – R$ 35
Bolo matchá – R$ 15

A equipe da Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Texto originalmente publicado na edição #87 (março, abril e maio de 2025) da Revista Espresso. Para saber como assinar, clique aqui.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rodovia Candido Portinari, Km 407
Bairro Jardim Paineiras
Cidade Franca
Estado São Paulo
Website http://instagram.com/cafe_minamihara
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso