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Estimativas apontam safra recorde de café no Brasil em 2026/27
Conab projeta 66,7 milhões de sacas, enquanto consultorias trabalham com volumes acima de 70 milhões; produção maior pode ajudar a recompor estoques e impulsionar exportações
A produção brasileira de café está estimada em 66,7 milhões de sacas na safra 2026/27, segundo o 2º levantamento da safra de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21).
Se confirmada, a colheita será recorde na série histórica da estatal, representando uma alta de volume de 18% em relação a 2025, superando em 5,74% a colheita registrada em 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas.
Porém, consultorias privadas têm apontado uma produção brasileira de mais de 70 milhões de sacas em 2026/27, segundo a Reuters, com impulso da colheita de grãos arábica, que responde pela maior parte do total colhido no Brasil e está no ano de alta de produtividade do ciclo bienal.
A corretora StoneX projeta 75,3 milhões de sacas para a safra do país, citando clima favorável e investimentos nas lavouras após um período de preços recordes. Já a corretora Rabobank estima a safra de café em 73,3 milhões de sacas – aumento de 9,5 milhões ante o ciclo passado, com um salto de 27,5% para o arábica (48,7 milhões de sacas) ante o ciclo anterior, e de 24,6 milhões de sacas para canéforas, com 1 milhão de sacas abaixo do histórico volume do ciclo passado.
Diante dessas expectativas, o Brasil terá exportações recordes de café (julho/junho), próximas a 50 milhões de sacas, projeta Carlos Santana, diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do mundo, uma vez que a safra brasileira ajudará a recompor os estoques, que estão baixos no mundo.
Santana avaliou que o fenômeno climático El Niño em formação deverá ser benéfico para a safra brasileira do ano que vem (2027/28), já que o clima mais quente esperado reduz o risco de geadas no próximo inverno. Por outro lado, o fenômeno pode trazer problemas, se as chuvas forem insuficientes entre setembro ou outubro de 2026 para garantir as floradas da próxima safra.
Fontes: Reuters e Conab





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