Barista

Campeonato Xícara de Ouro elege barista campeã nacional

foto 2 A final da 6° edição do campeonato Xícara de Ouro, organizado pela Shell Select, em parceria com a Vitale Café, Ideal Work e Italian Coffee, aconteceu nesta última quarta-feira (29/4), no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo, para eleger o barista campeão nacional da rede de lojas de conveniência dos postos Shell. O evento, que tem como objetivo promover os baristas da rede e estimular bons preparos de café, foi palco para a disputa das finalistas Antonia Fagna, de São Paulo (SP), e Andrea Santana, representando a cidade de Recife (PE) e eleita a campeã do torneio. As baristas foram avaliadas pela preparação de espresso longo, macchiato, cappuccino e mocha, além da bebida especial de assinatura, no tempo limite de 10 e 5 minutos, respectivamente.

Antonia Fagna preparando-se para sua demonstração

Antonia Fagna preparando-se para sua demonstração

Para a bebida de criação, Andrea utilizou chocolate alpino, espresso e leite vaporizado, diferenciando-se da bebida de sua oponente apenas pela ausência do uso de chantilly. “Eu não sabia que nós duas usaríamos os mesmos ingredientes, então resolvi apostar de última hora em colocar uma maior quantidade de chocolate”, revelou a campeã. As participantes deveriam usar apenas produtos disponíveis nas lojas de conveniência para preparar as bebidas, além de grãos da marca Vitale, provenientes das regiões de São Paulo e Minas Gerais. O torneio contou com a participação dos juízes Marco Mamana, sócio e diretor da Italian Coffee, como juiz sensorial, Edir Gaya, barista convidado como juiz qualitativo, e Gabriela e Fernanda Martins, como juízas técnicas. Para Marco, o destaque do evento se deu pela capacidade das participantes em preparar bebidas de qualidade. “Este é um movimento de vanguarda muito importante para o consumo interno de cafés no Brasil. O nível técnico está tão alto que as competidoras poderiam facilmente participar de campeonatos nacionais”, disse o juiz. Segundo uma das organizadoras do evento, Cristina Tosta, a competição recebeu cerca de 448 inscrições. As eliminações foram feitas através da avaliação de vídeos enviados pelos participantes e, posteriormente, pelo julgamento presencial, que selecionou quatro semifinalistas para disputar o campeonato regional. Entre elas estão Suzana Schreder, de Pomerode (SC), Elenilda Araujo, do Rio de Janeiro (RJ), Antonia e Andrea. A vencedora recebeu o prêmio de R$ 1.000 e a chance de ter sua bebida inclusa no cardápio dos estabelecimentos. foto 3

TEXTO Stephanie Schmiegelow • FOTO Café Editora

Mercado

Amma Chocolate inaugura Casa do Sabor em São Paulo

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A Amma Chocolate inaugurou na última sexta-feira (24/5), sua primeira loja oficial em São Paulo, na região dos Jardins.

O espaço abrigará encontros, exposições e palestras com temas voltados ao universo do chocolate, da gastronomia e da preservação ambiental. Segundo um dos sócios da marca, Diego Badaró, o local escolhido para a abertura da loja reflete a preservação da história da cidade. “Escolhemos esse local, pois é um patrimônio cultural e arquitetônico da cidade e que ainda preserva uma parte da história de São Paulo e claro, do Brasil. E é esse o objetivo principal da nossa marca: o compromisso com a preservação (das matas e da cultura) e levar conhecimento ao nosso público”, afirma Diego.

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No estabelecimento também será possível encontrar fotos de fazendas de cacau do sul da Bahia e fotos da fábrica e do processo de produção. Conta, ainda, com uma área para exposições de fotos históricas sobre cacau, garimpadas na biblioteca nacional e no Instituto do Cacau.

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Além dos chocolates da marca, a casa também oferece quitutes preparados com produtos Amma e café elaborado com grãos da Terroá Cafés Especiais.
Serviço
Casa do Sabor
Local: Alameda Ministro Rocha Azevedo, nº1052, São Paulo – SP
Horário: de segunda a sábado, das 9h às 19h
Mais informações: http://www.ammachocolate.com.br ou (11) 3062-0240

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

CafezalMercado

Exposição de Sebastião Salgado reúne 75 fotos de cafezais pelo mundo

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Entre os dias 6 de maio e 27 de setembro, a Fundação Bevilacqua La Masa, em Veneza, na Itália, sediará a exposição “Perfume de um sonho – Uma viagem no mundo do café”, do fotógrafo Sebastião Salgado. A mostra contará com 75 imagens, capturadas durante a jornada do artista por cafezais de 10 países produtores. O trabalho, realizado a convite da illycaffè, com curadoria de Lélia Wanick Salgado, esposa do fotógrafo, homenageia trabalhadores agrícolas de todo o mundo. A exposição em Veneza será a primeira de muitas que acontecerão nos próximos três meses, em locais como Estados Unidos e Ásia.

Durante lançamento para imprensa, no dia 5 de maio, será lançado ainda um livro que dá nome a mostra. Além das imagens do fotógrafo, a publicação contará com textos do próprio Salgado, de Andrea Illy, CEO da illycaffè, do escritor chileno Luis Sepulveda e da crítica de arte italiana Angela Vettese. A exibição é parte de um projeto maior que a torrefação italiana apresentará ao público, por meio de uma série de eventos na segunda metade deste ano, não só em Veneza, mas também em Milão e Trieste, onde fica a sede da empresa. A partir do dia 1° de maio, Milão inaugura a Expo 2015, que terá como tema “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida” e a illy é parceira oficial no evento, no comando do Pavilhão do Café, com a apresentação de diversas atrações relativas ao universo do café, do grão à xícara.

Serviço
Exposição “Perfume de um sonho. Uma viagem no mundo do café”
Data: a partir de 6 de maio
Local: Fondazione Bevilacqua La Masa, Piazza San Marco 71/c – Veneza – Itália
Mais informações: www.bevilacqualamasa.it/sebastiao-salgado

TEXTO Da redação • FOTO Sebastião Salgado/Divulgação illycaffè

Barista

Austrália é campeã do Mundial de Baristas 2015

sasa sestic Sasa Sestic, da Ona Coffee, na capital australiana Camberra, é o novo barista campeão mundial da categoria. O anúncio foi feito durante a feira norte-americana da Specialty Coffee Association of America (SCAA), realizada em Seattle, Estados Unidos, em 12 de abril. O barista disputou pela primeira vez o campeonato mundial e desbancou baristas veteranos como Maxwell Colonna-Dashwood, do Reino Unido, Charles Babinski, dos Estados Unidos e Soren Stiller Markussen, da Dinamarca, somente para citar alguns. Com apresentação impecável, Sasa, que é nascido em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina, foi treinado pela atual campeão mundial, o japonês Hidenori Izaki. Desde novembro o barista vinha treinando pesado para conquistar o topo do principal concurso do mundo, promovido pela World Coffee Events. Ele usou café colombiano, da Fazenda Inmaculada, de Camilo Merizalde, na região do Vale de Cauca. É o segundo barista australiano da história a vencer a competição, o primeiro foi Paul Bassett, em 2003. P1040488 Para chegar ao World Barista Championship, o barista precisa primeiro conquistar o título no seu país e depois compete com mais de 50 profissionais do mundo pelo título. Nas semifinais classificam 12 baristas, que neste ano foram dos países: República Tcheca (Adam Neubauer, EMA Espresso Bar), Canadá (Ben Put, Monogram Coffee), Cingapura (John Ryan Ting, ARC Coffee), Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room), Noruega (Alexander Hansen, Collaborative Coffee Source), França (Charlotte Malaval), Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger), Japão (Yoshikazu Iwase, Rec Coffee), Finlândia (Kalle Freese, Freese Coffee Co.), Itália (Giacomo Vanelli, Pasticceria Vanelli), Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) e Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee). O Brasil, com o barista Thiago Sabino, do Octavio Café, de São Paulo (SP), apresentou-se no segundo dia de competições e ficou em 38º lugar, com 444,5 pontos. O brasileiro usou um blend de café da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Mogiana Paulista, e da Etiópia, torrado pela norte-americana Madcap. P1040615 Finais Os seis finalistas do torneio mundial e suas respectivas classificações foram: 1° lugar = Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee) 2° lugar = Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger) 3° lugar = Canadá (Ben Put, Monogram Coffee) 4° lugar = Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room) 5° lugar = Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) 6° lugar = França (Charlotte Malaval) Neste ano nenhum país produtor foi para as semifinais e finais do mundial de baristas, feito que vinha acontecendo já há alguns anos. A qualidade dos profissionais que foram às finais mostrou que, além do bom café escolhido, é preciso muito treinamento, uma torra precisa do grão e também apoio de baristas que já estiveram competindo em um mundial. Na próxima edição da Revista Espresso leia a entrevista com o barista campeão mundial Sasa Sestic, da Austrália.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Revista Espresso

Café & Preparos

Encontro promove bate-papo sobre a história do café

e45_IMG_9867 A Associação de Alunos e Tecnólogos em Gestão de Turismo (ATG-TUR) promoverá no dia 18 de abril o “Encontro de Café com História”, reunião que busca estabelecer o reencontro do café com suas origens e sua história em solos brasileiros, em Miguel Pereira, município do estado do Rio de Janeiro. O encontro contará com a preparação de bebidas como mocaccino, café latte com adição de chocolate, cappuccino, espresso, entre outros, pelo barista Emílio Rodrigues, da Casa do Barista, escola de formação de baristas, localizada em Santa Teresa (RJ). Além do bate-papo sobre história, a reunião contará com explicações teóricas sobre os grãos, conduzidas pelo geólogo e estudante de história Willians Carvalho, na companhia de uma banda de chorinho da cidade, que é considerada porta de entrada para o Vale do

Ciclo do Café fluminense. A partir das 20h, Emílio Rodrigues segue para uma degustação de cafés na estação ferroviária da cidade, oficina vinculada ao Festival Café, Cachaça e Chorinho, organizado pela prefeitura de Miguel Pereira, juntamente com a apresentação de bandas musicais. Serviço Encontro de Café com História Data: 18/4 (sábado) Horário: 18h Local: Rua Bonifácio Portela, 5 – Shopping Florescer – Miguel Pereira (RJ) Custo: Gratuito Mais informações: https://www.facebook.com/events/831818916865920/?ref=48

TEXTO Da redação • FOTO Alexia Santi

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com Ensei Neto, consultor em Marketing e Qualidade de Cafés Especiais

e43_IMG_0609 A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Durante os meses de abril e maio você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Ensei Neto, consultor em Marketing e Qualidade de Cafés Especiais. Como é o seu método de torra? Cada lote de café é único, como são todas as coisas da Natureza, por isso que, também, no momento de torrar ele deve ter suas características respeitadas, sendo, portanto, definido um perfil de torra específico. A primeira etapa é a avaliação do comportamento desse lote ao longo do tratamento térmico e como isso se traduz sensorialmente. Depois, sim, defino os pontos que gostaria de ressaltar na xícara para, então, definir como torrar. O primeiro tratamento ou teste é feito para compreender o comportamento do café, pois isso só é possível quando você mantém um ou mais parâmetros constantes. Torrar café, a grosso modo, é um processo que envolve energia e avaliar como esse energia é absorvida ou dispendida revela o caráter do café e como deve ser sua bebida. Como você vê a evolução da torra e das torrefações no Brasil? O movimento das micro e pequenas torrefações começou no final dos anos 1990, sendo a Fazenda Ipanema a pioneira ao ter a operação de torrefação. Isso estimulou os produtores, que no início de 2000 passavam pelas agruras de um ciclo perverso de baixos preços, a procurarem formas de adicionar valor à sua produção. Com o desenvolvimento do mercado de cafés especiais no Brasil, que fez do nosso café um produto de moda, uma nova leva de produtores vem se interessando. Quanto maior o mercado, melhor. Mais competição, mais variedade, mais opções para os consumidores poderem comparar diferentes características e tipos de produtos e serviços. E no exterior? Acredita que novos conceitos têm sido aplicados aos estudos de torra? Ao conversar com meus amigos no exterior, vejo uma preocupação crescente na obtenção de dados com maior precisão (muitos gadgets geeks vem sendo desenvolvidos) e no controle de parâmetros. Isso significa que há consenso de que controlar o processo é muito importante! Ainda é possível falar em torra clara, média e escura ou quando se trabalha com perfil de torra isso não é possível? Costumo dizer que é importante se saber qual é, tecnicamente, o ponto correto. Um exemplo: uma pasta tem seu ponto de cozimento ideal “al dente”. Tecnicamente, este é o ponto correto! No entanto, a partir disso, se alguém gosta de uma pasta molenga, vai deixar mais tempo na água, enquanto que tem pessoas que gostam de pasta levemente cruas, apresentando os pontos brancos. Veja que aqui entra o componente pessoal ou preferência. No caso da torra do café o ponto de torra é exatamente isso: existe um ponto que tecnicamente é o correto. Mais escura ou mais clara é apenas uma escolha por tonalidade de cor. Até porque, necessariamente, a tonalidade externa corresponde à coloração interna das sementes torradas. Quando você torra um café com um perfil e técnicas que aplicamos, a coloração é uma simples consequência.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Cafeteria & Afins

Chemical Coffee – Poços de Caldas (MG)

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Passeando por opções que vão desde apresentações musicais do nosso legítimo chorinho até um espaço para leitores que podem levar os livros para casa e contribuir com novos exemplares, a Chemical Coffee forma seus atrativos.

Além do toque cultural, a cafeteria de Poços de Caldas já mergulhou no universo da cidade. Os cafés servidos por lá são produzidos com grãos da Fazenda Curitiba, da Sanches Cafés Especiais, localizada nas montanhas poços-caldenses, região conhecida por seu solo vulcânico.

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O nome, a fachada e a decoração com moléculas sinalizam: a cafeteria vive em relacionamento sério com a ciência que envolve o café. Adelaine Alcântara, à frente da Chemical Coffee, tratou de chamar o barista Andreson Ramos para o comando do balcão, além de pôr os grãos servidos na casa à venda para os clientes.

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Desde cedo, refeições, aperitivos, doces e salgados são servidos. Pela manhã, o croissant é a indicação. Como carro-chefe dos drinques, a mistura de mexerica com gengibre faz sucesso. Já para os que preferem os doces, os brigadeiros nas versões limão-siciliano, morango e, o queridinho, café estão entre os mais pedidos.

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Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Barros Cobra, 271
Bairro Centro
Cidade Poços de Caldas
Estado Minas Gerais
País Brasil
Website http://www.facebook.com/chemicalcoffeecafeteria
Telefone (35) 3715-3461
Horário de Atendimento De segunda a sábado, das 9h às 22h
TEXTO Thais Fernandes • FOTO Divulgação

Café & PreparosCafezal

Passeio de bicicleta faz turista viajar pela história do café

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No próximo dia 20 de junho, o Bike Café – marca de cafés especiais que reverte 10% do faturamento para projetos do Instituto Aromeiazero -, em parceria com a Pediverde, agência de viagens que promove o cicloturismo, e o Instituto Aromeiazero, que realiza projetos sociais e culturais relacionados à bicicleta, realizam o evento Santos de Bike, uma descida pela Serra do Mar de bicicleta com uma pausa para degustação do Bike Café e uma visita ao Museu do Café, em Santos (SP).

Os participantes darão início à pedalada ainda em São Paulo, atravessando duas balsas e uma Ilha, até chegar à Serra do Mar, onde é possível conferir uma vista incrível. Ao chegar à baixada santista, os integrantes serão guiados até o Museu de Santos, para uma degustação de cafés especiais e um tour didático sobre a história do ciclo do café na região e sua importância para o país.

Para participar, é necessário ter sua própria bicicleta e levar um kit com água, protetor, capacete e capa de chuva. O passeio dispõe de 28 vagas e terá início na estação Sumaré do metrô, em São Paulo, onde os participantes se encontraram com guias da Pediverde e com os criadores da Bike Café.

Serviço
Santos de Bike
Data: 20/06
Horário: 7h às 19h
Valor: R$ 245 (à vista)
Restrições: indicação a partir de 13 anos
Incrições: www.pediverde.com/santosdebike

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

BaristaCafé & Preparos

Baristas servem cafés especiais de graça nas ruas de SP

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Nesta sexta-feira (10/4), acontece o segundo encontro do Café na Rua, projeto idealizado pelos baristas Lucas Salomão e Andreson Ramos, com apoio de outros colegas baristas, jornalistas, produtores e profissionais do setor, em São Paulo (SP). A ideia do trabalho é promover os grãos especiais do Brasil e atrair o interesse de mais pessoais pelo café, elaborando a bebida na rua, em diversos métodos de preparo, e oferecendo gratuitamente ao público.

O encontro, agora, deve ser realizado toda segunda sexta-feira do mês, em uma das avenidas mais importantes e movimentadas da capital, a Avenida Paulista.

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A proposta de divulgação dos cafés especiais fez muitas pessoas aderirem ao primeiro encontro. Agora, os amigos não só apostam mensalmente na proposta, como também confeccionam camisetas para a reunião.

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Serviço
Café na Rua
Data: toda segunda sexta-feira do mês
Endereço: Esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, em frente ao Banco Safra, São Paulo (SP)
Horário: das 16h às 19h
Mais informações: www.facebook.com/cafenaruasp

TEXTO Da redação • FOTO Café Editora

Barista

Barista se especializa em latte art e ganha destaque na profissão

10250071_921078777916687_7251456303370743106_n (1) O pernambucano curioso e apaixonado por café e arte, Gabriel Aguiar, 20, vive em Maceió há 17 anos e vem ganhando destaque na prática de latte art, técnica de fazer desenhos com leite vaporizado no café. O barista sempre se interessou por arte. Aos 14 anos, concluiu o primeiro curso profissionalizante de desenho artístico pelo Senac de Alagoas e, posteriormente, o de pintura. Pouco tempo depois, aos 16, se profissionalizou como artesão, produzindo e comercializando porta-joias, telas e artigos artesanais, trabalho que exerce paralelamente até hoje. 11065897_947962628561635_5647092431853761024_n Recentemente Gabriel começou a trabalhar em uma cafeteria tradicional do Nordeste, onde se apaixonou pela bebida e pela técnica de latte art. “Sempre algo me puxa para a arte. Vejo arte em tudo, respiro arte”, diz ele. Os desenhos mais clássicos, como a ”tulipa” e “rosetta”, são formados a partir do leite vaporizado. Com auxílio da pitcher, leiteira artística, é possível dar forma ao leite despejado na bebida. Já os desenhos mais elaborados, como ursinhos, releituras de obras de arte, nomes, pontos turísticos e retratos, exigem um cuidado maior. Os desenhos são feitos com a ajuda de calda de chocolate ou crema do café, auxiliados por uma haste de inox para dar forma ao desenho. 10576999_820294597995106_2079091721546704976_n 1422548_877200682304497_5676449738636303209_n Ainda, ele faz uso de um termômetro para controlar o tempo e não deixar que o café esfrie, oxide e perca suas propriedades. “Costumo dizer que a bebida deve ser bonita, saborosa e quente. Prezo pela qualidade e beleza”, diz o profissional. Os desenhos mais pedidos, e também mais apreciados por Gabriel, são os desenhos em 3D, feitos com a espuma do leite. A técnica exige uma habilidade maior do barista, ele ressalta. “Tenho um tempo extremamente curto para fazer, sem que a bebida esfrie ou que a espuma murche em seu volume”, revela o barista. 11065886_947003945324170_1756061526464952024_n Para os desenhos coloridos ele utiliza a mesma técnica aplicada no grafismo, desenhos feitos com a calda de chocolate. Com uso de corante de origem orgânica, que, segundo ele, não altera o sabor da bebida, é necessário tomar cuidado na hora da escolha das cores, pois, ao mexer, a bebida pode adquirir aspecto não muito atraente. “O café é uma tela em branco. São inúmeras possibilidades”, explica Gabriel. 10922624_912440928780472_7128570256638126127_n Atualmente, o barista recebe amigos e apreciadores de café em seu apartamento para trocar experiências, além de realizar workshops e treinamentos. Ele também aposta no projeto “Barista a domicílio”, onde desenvolve aulas sobre métodos de preparo do café e latte art na casa das pessoas. Seu trabalho vem ganhando destaque nacional, com apresentações em programas de televisão, sites de notícia e jornais. Em setembro, Gabriel pretende participar do Campeonato Brasileiro de Barista, que acontece na capital mineira, Belo Horizonte. Acompanhe o trabalho do barista nas redes sociais Facebook: www.facebook.com/gabriel.aguiarrr Instagram: www.instagram.com/aguiargabriell

TEXTO Stephanie Schmiegelow • FOTO Divulgação