Personagens

Juliana Ganan: “A cadeia do café especial é uma oportunidade para trazer práticas justas aos envolvidos”

Meu pai era produtor de café commodity, que sempre foi o ganha-pão da nossa família. Depois que ele faleceu, arrendamos a fazenda e eventualmente cada filho seguiu seu rumo. Entrei em contato com o mundo dos cafés especiais quando morava fora, nos Estados Unidos, e desde então não parei de estudar, provar e voluntariar em assuntos relacionados à área.

Trabalhei como barista em uma torrefação de Amsterdã, na Holanda, e fiz curso de torra em Berlim, na Alemanha. Depois voltei para o Brasil, em 2016, para fundar a Tocaya Torradores de Café, onde torramos cafés especiais (em sua maioria da Mantiqueira, onde estamos localizados), mas também de outras regiões, como Caparaó e Montanhas Capixabas.

Acreditamos que informação é poder e toda compra é um ato político, por isso, procuramos sempre trazer a história por trás dos cafés que comercializamos até o consumidor, para que ele também se sinta parte do processo como um todo.

Acredito que o café é uma das ferramentas que temos para trazermos luz aos sistemas que gerem a cadeia produtiva de alimentos do nosso país. E, mais especificamente, a cadeia do café especial – quando gerida por pessoas que realmente querem fazer a diferença e têm senso de empatia e escuta voltados para os outros elos da mesma cadeia – é a oportunidade que temos para trazer à tona práticas comerciais, ambientais e laborais mais equitativas e justas para os atores envolvidos. Além de ser muito gostoso, claro.

Juliana Ganan, torrefadora na Tocaya Torradores de Café – Itajubá (MG) @atocaya

Receitas

Pudim de tofu

Ingredientes

Pudim
– 100 ml de água fervente
– 4 folhas de gelatina
– 175 g de tofu soft (temperatura ambiente)
– 5 colheres (sopa) de mel de jataí
– 350 ml de leite de soja sem açúcar, ou outro leite vegetal (temperatura ambiente)
– 1/2 colher (chá) de extrato de baunilha

Molho
– 1 bandeja pequena de morangos cortados em cubos
– 1 colher (sopa) de mel de mandaçaia
– Suco de meio limão (cravo, siciliano ou taiti)
– Folhas de hortelã para decorar

Preparo

Misture a água quente com as folhas de gelatina numa cumbuca até que as folhas estejam dissolvidas. Corte o tofu em cubos e coloque-os no liquidificador. Adicione o mel e o leite vegetal e bata até a mistura se tornar um creme liso. Adicione a gelatina dissolvida (já em temperatura ambiente) e o extrato de baunilha, e bata por mais 2 minutos. Passe a mistura por uma peneira com a ajuda de uma espátula, assim seu pudim vai ficar mais liso e sedoso. Coloque o creme em cumbuquinhas ou formas fundas de empadinha levemente pinceladas com óleo vegetal, cubra com um filme plástico e leve-as à geladeira por 1 hora. Enquanto o pudim firma, faça o molho de morango. Amasse os morangos com um garfo ou amassador de batatas. Adicione o mel e o suco de limão. Reserve. Quando o pudim ganhar consistência, desenforme-o num prato, despeje o molho de morango sobre ele e decore com as folhas de hortelã.

Rende 5 unidades

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Guilherme Kiyoshi, da Kanto Gastronomia Singular

Mercado

La Marzocco: Máquina de espresso conectada à internet chega ao Brasil

A marca italiana de máquinas de espresso e moagem de café, La Marzocco, acaba de lançar uma novidade ao mercado: agora é possível conectar a Linea Mini à internet, via aplicativo. O objetivo é que o consumidor se adapte, através do celular, a cada detalhe da máquina na hora de preparar o seu café.

O programa traz a opção de ligar remotamente, assim a Linea Mini fica pronta para uso antes mesmo do consumidor chegar em casa ou no escritório, ele conta ainda com: controle de temperatura, pré-infusão, dicas e um relatório de registro de extrações. Qualquer smartphone conectado à máquina recebe feedbacks em tempo real sobre o preparo, avisos de manutenção e limpeza e a função de agendamento semanal para ligar e desligar. leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

Fabricante de máquina de espresso: Envie seu equipamento para a certificação SCA

A Specialty Coffee Association (SCA) anuncia que os testes de equipamentos qualificados para uso nos Campeonatos Mundiais do Café (World Coffee Championships) foram iniciados como parte do Programa de Equipamentos Comerciais Certificados da SCA.

O programa analisa fabricantes de métodos, moedores e máquinas de café espresso, validando que foram projetados para dar aos baristas controle de qualidade e precisão, estejam eles no palco da competição ou atrás do bar atendendo clientes. O equipamento enviado passará por testes de desempenho usando um conjunto de padrões e avaliações desenvolvidos por especialistas da indústria.

Pré-requisito para patrocínios de categorias qualificadas para o Campeonato Mundial de Café, o programa deriva do WCE Qualified Testing, uma qualificação para equipamentos usados ​​em etapas de competição. Desde a criação desses padrões, que começou com o Campeonato Mundial de Barista em 2004, os fabricantes têm avançado em termos leia mais…

TEXTO Tradução Juliana Santin • FOTO Chase Eggenberge

Mercado

Evento on-line e gratuito voltado para mulheres empreendedoras acontece até quinta-feira (17)

Para estimular ainda mais o empreendedorismo feminino e a capacitação das mulheres que estão à frente dos pequenos negócios ou que desejam empreender, o Sebrae Minas e a Fecomércio MG promovem, de 14 a 17 de junho, o Conexão Delas. O evento on-line e gratuito está com inscrições abertas pelo site do Sympla.

A abertura está marcada para às 19h da segunda-feira (14), com a palestra “Mulheres e o empreendedorismo”. Os outros três dias de evento vão tratar das principais dificuldades enfrentadas por muitas mulheres para gerir seus negócios. No dia 15, o assunto será sobre as oportunidades e desafios do mercado para elas, além de tendências de negócios em meio à crise, e ainda como manter a produtividade da empresa em tempos tão desafiadores.

“Queremos que as mulheres estejam cada vez mais preparadas para liderar suas próprias empresas. Afinal, elas estão à frente da metade dos novos empreendimentos abertos no Brasil nos últimos anos. Nós incentivamos leia mais…

TEXTO Redação

Personagens

Paulo André Kawasaki: “A satisfação de trabalhar com amor pela comunicação e pelo café”

Neto e filho de produtor, agora também vivendo a realidade do campo em sítios da família em Parapuã, no interior de São Paulo. O café, em verdade, sempre correu em minhas veias. Profissionalmente, a coisa ficou “séria” em 2003, quando me formei em Jornalismo e assumi a redação e a edição do já extinto e premiado portal Coffee Break. Foram anos de aprendizado sobre a cadeia produtiva como um todo e de centenas de contatos e amizades que se formaram. Em 2007, o Conselho Nacional do Café abriu vaga para assessoria de imprensa e minha proximidade com as principais cooperativas e a gestão da entidade me permitiram realizar o sonho do trabalho institucional e também de conhecer nossa capital Brasília, para onde me mudei naquele ano.

Networking crescente, conhecimento expandindo e a satisfação de trabalhar com amor pela comunicação e pelo café me aproximaram da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em 2010, quando iniciei prestação de serviços em assessoria de imprensa.

Seis anos depois foi a vez de me unir ao setor industrial, dando ‘start’ aos serviços de assessoria de imprensa para a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Passado mais um ano, em 2017, me alinhei com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) para realizar trabalhos pontuais de comunicação.

Atualmente, sou gestor de comunicação do Cecafé e sigo com as assessorias para BSCA e Abics. Na vida pessoal, junto com a família, seguimos conduzindo nossos cafés na região da Nova Alta Paulista e, como tudo que envolve o café, permanecemos, literal e figuradamente, colhendo frutos cada vez mais prazerosos e saborosos!

Paulo André Colucci Kawasaki, gestor de comunicação no Cecafé e assessor na BSCA e Abics – Brasília (DF) @pauloandreck

Café & Preparos

Organização Internacional do Café aposta em aumento do consumo mundial da bebida

Dados do relatório de março da Organização Internacional do Café (OIC) apontam que o consumo de café, em nível mundial, previsto para o ano-cafeeiro 2020/2021 (outubro a setembro), deverá ultrapassar 166 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 1,3% quando comparado com o consumo mundial do ano anterior.

Em relação aos países importadores de café, o consumo deverá atingir o equivalente a 115,96 milhões de sacas neste ano-cafeeiro 2020/2021. Já o consumo interno dos países exportadores de café deverá ser o equivalente a 50,66 milhões de sacas.

Em nível mundial, houve incremento no consumo de café no período da análise: Europa apresentou aumento de 1,2%, com 54,35 milhões de sacas; Ásia & Oceania com 36,50 milhões de sacas (+1,4%); América do Norte com 30,99 milhões (+1,4%); América do Sul com 27,18 milhões (+1%); África com 12,24 milhões (+1,8%); e México e América Central com 5,64 milhões (+0,2%).

Neste contexto, a OIC aponta que o aumento do consumo dentro de casa continua compensando a redução do consumo fora do lar, em decorrência de medidas de isolamento social adotadas em diversos países do mundo para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19.

Com relação às exportações globais, a OIC destaca que o volume acumulado nos cinco primeiros meses do presente ano-cafeeiro, ou seja, de outubro de 2020 a fevereiro de 2021, atingiu 52,81 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 2,5% se comparado com o mesmo período passado.

É possível verificar que a exportação de café do continente africano apresentou queda de 12,2% ao registrar 4,9 milhões de sacas. Uganda, maior produtor africano, teve um aumento de 9,6% nas exportações, mas, em contrapartida, a leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Joshua Glass

Mercado

illycaffè recebe certificação B Corp por impacto positivo social e ambiental

A illycaffè se tornou a primeira empresa italiana de café a obter a certificação B Corp, concedida a empresas que atendem aos mais altos padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade. As empresas certificadas pela B Corp operam para otimizar seu impacto positivo sobre os funcionários, as comunidades e o meio ambiente.

A torrefadora italiana afirma que a ética e a sustentabilidade fazem parte do seu DNA: desde a sua fundação em 1933, a illycaffè tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em 2019, a illy reforçou seu compromisso de operar como uma empresa interessada ao adotar o status de Empresa Beneficente. Com isso, a empresa reafirmou sua opção em buscar a continuidade do crescimento atuando de forma sustentável para as comunidades com as quais se relaciona, integrando formalmente esse compromisso ao estatuto social.

A sustentabilidade sempre foi um princípio operacional na illycaffè. É aplicado em toda a cadeia de abastecimento da empresa, que se constrói em um sistema de relacionamento direto com os fornecedores a partir de quatro pilares: selecionar e trabalhar diretamente com os melhores produtores de café arábica; transferir conhecimento e experiência para os produtores, treinando-os na Universidade de Café da illycaffè (UdC); e, por meio do trabalho direto e prático nos campos de café com agrônomos especializados, alcançar uma produção sustentável e de alta qualidade, respeitando o meio ambiente.

A illycaffè combina essas ações com a premiação dos cafeicultores pela qualidade que alcançam, pagando preços premium, superiores à média do mercado, ao mesmo tempo em que promove a melhoria contínua leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Divulgação

Mercado

Mantissa apresenta cafés que receberam luz solar em diferentes momentos do dia durante o cultivo

Um dos últimos lançamentos da Mantissa, o kit Sunset é composto por duas variedades de café: catuaí amarelo e mundo novo. Ambas foram cultivadas a 1.250 metros de altitude na Fazenda Mantissa, em Campestre (MG), passaram por processo natural no pós-colheita e foram secas em terreiro suspenso.

O que diferencia a novidade dos demais grãos está no processo de produção: assim como diz o nome do kit (na tradução, pôr-do-sol), os frutos receberam interferência solar em diferentes momentos do dia, reagindo de maneiras distintas na xícara.

De acordo com a marca, este processo tem relação direta com o resultado final, uma vez que interfere no metabolismo da planta, que se modifica e forma cadeias de ácidos e açúcares. Essa alteração faz com que a bebida apresente notas cítricas e frutadas.

O Sunset Yellow, por exemplo, traz grãos de catuaí amarelo que ficaram expostos à luz solar no período da manhã. Com isso, carrega, no sensorial, aroma doce e cítrico de tangerina, sabor de mamão, mel e caramelo, com corpo licoroso. Já o Sunset Red é feito de grãos da variedade mundo novo, que foram contemplados com maior incidência de sol à tarde. Na xícara, é possível sentir aroma doce, acidez cítrica, sabor de passas e ameixa com um toque de mel, e corpo licoroso.

“O conceito do Sunset foi elaborado a partir de análises da incidência do sol. Ainda utilizamos de outros artifícios, como os significados das palavras para sedimentar a nossa escolha. Sunset significa pôr-do-sol. Além de fazer parte da dinâmica solar, ainda consideramos o significado. Portanto, sol significa luz, vitalidade, paixão”, explica Tais Verena, analista de Marketing Pleno da Agro Fonte Alta e responsável pela elaboração do conceito do produto.

Para contemplar não só os métodos filtrados, mas também o espresso, os cafés receberam uma torra média, feita pelos mestres de torra José Antônio dos Santos e Leonardo Custódio. Por ser feito com grãos de microlote, o kit Sunset é uma edição limitada e está à venda no site da marca por R$ 79,90.

A sugestão da Mantissa é extrair os cafés na Hario v60, acompanhados de bolo de chocolate, no caso do Sunset Yellow, e bolo de laranja, se o escolhido for o Sunset Red. Abaixo você confere dicas de preparo em outro método filtrado, a Clever!

Mais informações: www.cafemantissa.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Melitta lança cápsulas biodegradáveis e compostáveis compatíveis com máquinas Nespresso

Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental, a Melitta anunciou o lançamento das novas cápsulas biodegradáveis e compostáveis, compatíveis com sistema Nespresso. Produzidas a partir de materiais de fontes renováveis e livres de transgênicos, bisfenol A e alumínio, as cápsulas possuem certificados internacionais (OK Biobased e OK Compost) e barreira ao oxigênio, ou seja, não necessitam de dupla embalagem. Após o processo de compostagem, podem retornar à natureza como composto nutriente para o solo.

Rosiane Wang, coordenadora de marketing da Melitta, explica que o lançamento das novas cápsulas faz parte do compromisso da empresa com a sustentabilidade: “como pilares importantes do negócio, a inovação e a sustentabilidade permeiam nossas estratégias e tomadas de decisão para trazer aos consumidores produtos diferenciados, que ofereçam uma experiência sensorial no consumo de café, aliado ao compromisso com o meio ambiente”.

A linha conta com cinco versões de blends – Ristretto, Marcato, Staccato, Audacce e Tenuto –, com diferentes perfis aromáticos e intensidades. De acordo com a empresa alemã, as cápsulas são produzidas com grãos sustentáveis, que passam por um processo de torra que busca preservar as características da bebida.

O produto será comercializado em todo o País, ampliando, assim, a presença da marca no Brasil, e chegará ao mercado em novas embalagens.

Descarte correto

Para proporcionar o descarte correto das cápsulas, outra iniciativa da Melitta é o programa nacional de reciclagem em parceria com a empresa TerraCycle, companhia especializada na gestão de resíduos sólidos.

O consumidor pode armazenar as cápsulas usadas em uma caixa e, assim que atingir o mínimo de 50 cápsulas Melitta, realizar um cadastro no site da TerraCycle e imprimir uma etiqueta que poderá ser utilizada para despachar a caixa em qualquer agência dos Correios, sem nenhum custo. Na TerraCycle, os itens passam por um processo de compostagem industrial para serem transformados em adubo orgânico.

Além disso, as cápsulas coletadas são convertidas em doações a instituições de caridade ou escolas públicas escolhidas pelos consumidores. Quanto mais cápsulas enviadas, maiores serão os valores doados.

Para mais informações, clique aqui.

TEXTO Redação • FOTO Adi Goldstein