Barista

Rituais 3corações capacita jovens indígenas no preparo de cafés

Fruto de programa de formação da Rituais 3corações, iniciativa reuniu 25 jovens ligados ao Projeto Tribos em uma competição de cafés filtrados

Por Gabriela Kaneto

Os jovens indígenas Gleyson Suruí e Natielly Aruá desembarcaram na cidade de São Paulo para uma semana de conhecimentos teóricos e práticos sobre barismo com a equipe técnica da Rituais 3corações. 

A iniciativa faz parte da premiação da 1ª Copa Tribos, competição realizada no final de 2025, em Cacoal (RO). Na ocasião, 25 jovens indígenas ligados ao Projeto Tribos, da 3corações, foram instruídos por profissionais da marca e testaram suas habilidades no preparo de cafés filtrados. 

Nesta 1ª edição, Gleyson e Natielly ficaram em primeiro e segundo lugares, respectivamente. Além de prêmio em dinheiro, os jovens ganharam uma viagem para São Paulo, com o objetivo de darem continuidade aos seus aprendizados na profissão e conhecerem a gastronomia e o turismo da capital paulista. A Espresso foi convidada para acompanhar a primeira manhã dos jovens na sede da 3corações.

“Também sou cafeicultor, mas não tinha base para dar notas e aromas para o meu café. Por isso me interessei em fazer o curso de barismo. Agora estou aprendendo muito com os melhores baristas da Rituais 3corações”, comemora Gleyson. “Quero agradecer à Rituais 3corações por estar proporcionando este momento incrível. Estar passando essa semana aqui em São Paulo está sendo uma grande experiência. Pra mim é muito gratificante”, agradece Natielly.

Gleyson Suruí e Natielly Aruá em cerimônia de premiação da 1ª Copa Tribos

Para a Rituais 3corações, a iniciativa visa gerar valor agregado às comunidades indígenas produtoras de café, aproximando os jovens do cultivo de seus familiares e apresentando todo o universo do grão até a xícara. “Trazemos a juventude e a nova geração para perto do café, mostrando outras possibilidades além da produção”, comenta Carol Barreto, responsável pelos treinamentos e operações da marca. “Nessa 1ª Copa Tribos, ficamos muito orgulhosos de ver a qualidade dos cafés servidos e o profissionalismo no preparo”, destaca.

“Queremos mostrar para esses jovens que o café é um universo, é uma gama de profissões que podem ser seguidas além do cultivo”, destaca Poliana Perrut, engenheira agrônoma, especialista em cafeicultura e parceira do Projeto Tribus desde 2019. Ela pontua que a ideia foi passada para as lideranças, que abraçaram a iniciativa e a enxergaram como uma maneira de manter esses jovens dentro do território ao mesmo tempo que ligados às novidades globais. 

“Isso é importante demais para a cadeia do café como um todo e, principalmente, para os territórios indígenas. Precisamos oferecer possibilidades para que os filhos dos cafeicultores indígenas tenham melhores oportunidades, não deixando a cultura, mas sim fazendo a comunicação dela para o mundo. E eles encontraram isso através do café”, alegra-se.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

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