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French press ultramoderna

alphadominche

O objetivo aqui é diminuir as variáveis que possam alterar o sabor e o aroma que se deseja extrair do café. Após diversas provas e testes pós-torra, o barista deve saber qual é o potencial que alcança aquela bebida. Muitas vezes sem um controle preciso de temperatura da água, pré-infusão, extração, etc., as características sensoriais do café mudam consideravelmente. A Steampunk é um lançamento da Alpha Dominche, empresa de Salt Lake City, em Utah (EUA), que vem com a proposta de oferecer design moderno, limpo e atrativo para o cliente. A temperatura da água e a quantidade são controladas por um aplicativo conectado à máquina, assim como a quantidade de café, o tempo de pré-infusão e também de “agitação” a que o café será submetido por alguns minutos. A pressão é dada por um acessório bem parecido com um filtro de french press. O preparo lembra bastante a Trifecta, da norte-americana Bunn. O resultado é um café limpo. Também é possível mudar o perfil do café com filtros de papel e com mais ou menos perfurações nos filtros opcionais. O equipamento também aceita folhas de chá. A modernidade no design atraía quem andava pelos corredores da feira. www.alphadominche.com

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(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação

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Pesquisa revela novas tendências de consumo de café até 2019

Degustação café

Consumo brasileiro deve crescer a média de 2,9% ao ano.

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apresentou estudo recente realizado pela Euromonitor International que fez a análise das tendências de consumo para a bebida no período de 2014 até 2019. Os dados são motivadores para o mercado de food service, mas, principalmente, para o de cápsulas. A pesquisa aponta que o Brasil possui grande participação de vendas de café no varejo se comparado a outros países. O nosso alto consumo dentro do lar está vinculado à compra de café no varejo, que corresponde a 3,5%. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa mesma participação corresponde a 0,8%. O volume consumido de café no Brasil concentra-se 68% no varejo e 32% no food service. A projeção da Euromonitor para 2019 é de aumento do food service para 36% e de redução do varejo para 64%, o que mostra que o consumidor buscará mais o consumo do café fora do lar. Segundo Ricardo de Sousa Silveira, presidente da Abic, mesmo com as dificuldades neste ano: “o consumidor não deixa de comprar café, pois existe café de todos os preços”. Dados de 2014 mostram que o grão torrado no varejo tem participação nas vendas de 8%, contra 92% no food service. O café em pó no varejo corresponde a 81% das vendas, contra 19% no consumo fora do lar e as cápsulas têm participação de 94% no varejo e de somente 6% no food service. A pesquisa indica que: A desaceleração econômica impactou o consumo fora do lar, o qual deve se recuperar a partir de 2017 e a expectativa é que o consumo de café fora do lar volte a ganhar mais espaço entre os brasileiros. Apesar da diminuição no número de transações no consumo fora do lar, houve forte crescimento no consumo de café espresso, especialmente entre cafeterias e cafés preparados por baristas.
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Cápsulas serão responsáveis por movimento de R$ 2,2 bilhões

Mercado de cápsulas dobrará de tamanho O relatório trouxe dados positivos para o mercado de cápsulas que hoje corresponde a 0,6% do volume consumido no Brasil no total de 980 mil de toneladas e que, até 2019, chegará a 1,1% do volume, crescendo entre 2015 e 2019, 15,3% ao ano. Espera-se que o mercado de cápsulas movimente 2,2 bilhões de reais e 12 mil toneladas de café até 2019. A pesquisa aponta este crescimento à maior disponibilidade e aos preços acessíveis do produto, que serão grandes impulsionadores. Consumo entre jovens Outro ponto importante abordado pela pesquisa é o aumento do interesse dos jovens de 16 a 25 anos por cafés, principalmente nas grandes metrópoles, por conta dos conceitos das cafeterias e inovações na categoria. Segundo dados de 2014 dessa mesma pesquisa, 49% dos jovens tomam café diariamente. O maior consumo fica para a faixa etária de 60 acima, onde mais de 89% declaram tomar café todos os dias.
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Novas cafeterias devem surgir com conceito moderno, como a King of The Fork (foto), localizada em Pinheiros, São Paulo (SP).

Crescimento de consumo Espera-se, segundo a Euromonitor, que cafeterias especializadas cresçam a taxas de 3,2% em números de lojas ao ano, aproveitando a tendência de “premiunização e gourmetização”. O consumo brasileiro também deve crescer de 2016 a 2017 a taxa de 2,9%. “Esperamos chegar a 21,3 milhões de sacas consumidas no Brasil”, prevê Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. Para ele a indústria de café, que foi foco de outra pesquisa realizada pela Associação, “acredita em aumento de vendas em 2016”.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Foto 1 e 3: Felipe Gombossy/Café Editora - Foto 2: Beatriz Cardoso/Café Editora

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Retrospectiva Espresso: 5 temas mais comentados em 2014 e o momento de transformação do mercado cafeeiro

Cold Brew O mais recente tema abordado pelo Espresso trouxe uma tendência que deve ser vista nas principais cafeterias do país neste verão. O cold brew, como é conhecida a bebida extraída a frio, virou moda boa no país tropical. Na matéria de capa da Espresso 45 (setembro, outubro, novembro), cinco produtores nacionais da bebida foram apresentados. Eles falaram sobre o processo de produção do cold brew e mostraram que a bebida é versátil e pode dar um gosto novo nas mais diversas receitas. Temos recebido muitas notícias de novas marcas investindo neste produto, o que mostra como o mercado de café brasileiro está se reinventando para atender a sede crescente dos consumidores pelo grão. cold_brew Produtores e regiões Matas de Minas A história do paulistano Clayton Barrossa e sua família no Alto Caparaó, em Minas Gerais, e da região conhecida por abrigar o Parque Nacional do Caparaó, vem chamando a atenção de compradores de café pelo mundo. O trabalho, focado na qualidade dos grãos, que o produtor realiza no local foi premiado e reconhecido em 2014. Na edição 44 da Espresso (junho, julho, agosto 2014), Clayton recebeu a equipe da revista na propriedade para falar de sua trajetória e o trabalho na Fazenda Ninho da Água. Com certeza, trata-se de um produtor – e de uma região – para continuar de olho em 2015. clayton_barrossa_ninhodaáguia Cerrado No Cerrado Mineiro, o trabalho incessante do produtor Eduardo Pinheiro Campos vem rendendo prêmios e cada vez mais fãs aos cafés da Fazenda Dona Nenem, mostrada na Espresso 45 (setembro, outubro, novembro). O empresário conta com o profissionalismo do degustador e coordenador administrativo Renato Souza, responsável, ao lado de sua equipe, por processos inovadores na Fazenda, que chamam a atenção de clientes internacionais como cafés fermentados com capim-cidreira e a busca pela produção de qualidade e o trabalho de preservação. renatosouza_cerrado_fazendadonanenem Piatã São de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), os cinco primeiros vencedores do 15º Cup of Excellence – Early Harvest Brasil 2014. O concurso mostrou, ainda, que os cafés cerejas descascados e/ou despolpados (via úmida), produzidos por 21 produtores tiveram notas superiores a 85 pontos (escala de 0 a 100). O grande campeão foi o lote do cafeicultor Cândido Vladimir Ladeia Rosa, da Chácara Ouro Verde, em Piatã (BA), na Chapada Diamantina, com 94,05 pontos. A região, indicada na última Espresso, edição 46 (dezembro, janeiro, fevereiro 2014/2015), vem despontando em concursos de qualidade e chamando a atenção de grandes torrefações e apreciadores de café de todo o mundo. candido_piata_bahia Baristas pelo mundo Jovens brasileiros do mercado de café buscam, cada vez mais, uma experiência internacional e reconhecimento na profissão fora de casa. Em conversa com a Espresso, na edição 44 (junho, julho, agosto 2014), baristas brasileiros estão fazendo sucesso em cafeterias da Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Irlanda, França, Inglaterra e Barcelona. São profissionais que, com a experiência em mercados distintos, crescem no mercado e inspiram novos baristas. bruno_brother_hubbard Slow Coffee A ideia do café sem pressa e com excelência pegou de vez no Brasil – e que bom!. Cada vez mais cafeterias vêm sendo abertas, focadas neste conceito que privilegia conforto, microlotes comprados diretamente, diversidade de preparos e baristas profissionais. O tema foi abordado na matéria de capa da Espresso 43 (março, abril, maio 2014), que apresentou o Slow Coffee e a filosofia que defende o alimento saudável e de qualidade, a preocupação com a sobrevivência dos pequenos produtores e a retomada de uma cultura de comer que respeite os alimentos também em sua preparação. Conceitos, métodos e técnicas foram apresentados e influenciaram os novos negócios em café. slowcoffee Ícone do café Revolucionária, sem meias palavras e cheia de atitude, a barista e mestre de torras Isabela Raposeiras é um ícone no mercado nacional e internacional de café. Na edição 42 da revista (dezembro,janeiro,fevereiro 2013/2014), a proprietária do Coffee Lab, em São Paulo (SP), falou com a Espresso sobre o sua trajetória, as lembranças de infância e o mercado cafeeiro. Empenhada em aumentar cada vez mais seus conhecimentos sobre o grão e quem o produz, a profissional tem influenciado baristas, donos de cafeterias e consumidores em todo País. isabela_raposeiras

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Daniel Ozana/Estúdio Oz; Alexia Santi; André Berlinck; Divulgação; Guilherme Gomes

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Consultoria americana revela as tendências em cafeterias para 2015

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A consultoria americana Baum + Whiteman, focada em gastronomia e restaurantes, divulgou nesta semana um relatório sobre tendências em estabelecimentos da área para 2015. O relatório direciona para um maior uso da tecnologia por parte dos restaurantes. “Esqueça os cronuts e os negronis. Esqueça a quinoa e a couve. (…) A Tecnologia está mudando o jeito como as refeições funcionam. (…) Nós estamos agora imersos em tecnologia: todo o tipo de aparelhos e programas que interagem diretamente com o consumidor. Mais restaurantes estão experimentando com tablets… Deixando os convidados fazerem pedidos de comidas e bebidas com seus aparelhos”, apresenta o documento.

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Considerando os últimos lançamentos em equipamentos para preparo de cafés, como a Chemex Ottomatic e a Poursteady, e os produtos que a equipe da Espresso (foto) teve a oportunidade de conferir na 26th Specialty Coffee Event (SCAA), em Seattle, a consultoria pode estar apontando sim para uma tendência que já vem se mostrando presente nas feiras do setor.

A próxima geração de cafeterias, segundo o documento, deve repensar seu modelo de negócios. Nas palavras da consultoria, pressionadas pela evolução de grandes redes como Starbucks e pelo programa de bebidas de empresas como Dunkin Donuts, os donos de cafeterias devem sentir a necessidade de diversificar o menu de seus estabelecimentos. Bebidas alcóolicas podem funcionar, mas os proprietários vão precisar de acompanhamentos à altura, o que pode complicar o negócio. Ainda, quando isso não funciona, o relatório questiona o exagero de opções artesanais e produtos da moda no cardápio, na tentativa de um diferencial.

O estudo também traz o conceito da cafeteria como um “quarto lugar”, mas não apresenta a definição do que isso seria. “O negócio café está se movendo do ‘terceiro lugar’ para, talvez, um ‘quarto lugar’”, diz o texto.

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Nós por aqui acreditamos – e torcemos – que as tendências e mudanças prometidas para 2015 devem trazer novo folêgo ao negócio café, sem se esquecer de focar naquilo que é mais importante para o setor: bons profissionais e grãos de qualidade. Vamos continuar acompanhando as novidades que devem surgir nos próximos meses.

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Caio Alonso Fontes/Café Editora