Mercado •

O crescente papel do café no mercado italiano

Você sabia que a Itália é o segundo maior importador de grãos de café verde na Europa? Só em 2015, o país consumiu aproximadamente 5,7 milhões de sacas de 60 kg, o que representou 14% do consumo total da União Europeia.

Segundo o relatório “Crescimento, tendências e previsões do mercado cafeeiro da Itália 2020-2025”, o café já faz parte da cultura italiana e são consumidos em qualquer momento do dia, geralmente com açúcar ou compondo cappuccinos, lattes e macchiatos.

Os italianos preferem as cafeterias independentes para apreciar um bom café e buscam pela qualidade do grão, o que leva algumas cafeterias a ter mais sucesso. Pensando nesse crescimento e curiosidade sobre a bebida, foi inaugurada, em 2018, a primeira loja da Starbucks em Milão.

Nestlé, Starbucks e Lavazza estão presentes na vida dos italianos e cada vez mais buscam trazer inovações de produtos, ofertas, preços e embalagens. Isso levou a uma conclusão de que entre 2020 e 2025 haverá um aumento de 2,8% na CAGR do país, que em português significa Taxa Composta Anual de Crescimento. Ou seja, o mercado italiano será cada vez mais aquecido com o universo do café!

TEXTO As informações são do Business Wire / Tradução Juliana Santin • FOTO Café Editora

Café & Preparos •

Napolitana

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Antecessora da cafeteira italiana, como o nome diz, foi criada em Nápoles, cidade do sul da Itália. É feita de alumínio e tem um sistema mais rudimentar, sem válvula de pressão. Quando a água começa a ferver, o equipamento deve ser virado de cabeça para baixo, quando é feita a filtragem. O resultado é uma bebida similar à da cafeteira italiana Dica: não pressione o pó no compartimento do café, apenas o coloque e passe o dedo na horizontal para retirar o excesso. Utilize fogo baixo.

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napolitana

1 – Coloque a água na parte de baixo da cafeteira. Encaixe nela o compartimento furadinho e preencha-o com café, sem pressionar. 2 – Tampe com a outra parte furadinha e depois com a outra metade da cafeteira (aquela com o bico de ponta-cabeça). 3 – Leve ao fogo baixo e, quando a água começar a ferver, inverta a cafeteira e o café estará pronto.

Vantagens: baixo custo e curiosidade
Desvantagens: dificuldade de encontrar no Brasil e dificuldade de limpeza
Sugestão de preparo: cerca de 6 g de café para cada xícara
Preço: Indisponível no Brasil

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Giuliana Bastos • FOTO Daniel Ozana / Studio Oz

Barista • Café & Preparos •

Cafeteira italiana fica sem seu maior entusiasta

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Morreu nesta quinta-feira (11/2), o italiano Renato Bialetti – filho do inventor da moka –, aos 93 anos, na Suíça. De acordo com a Agência Italiana de Notícias (Ansa Brasil), Renato foi responsável pela criação, em 1953, do “homenzinho com os bigodes”, símbolo da marca que acompanha todos os modelos da marca. De uma venda pequena de mil unidades ao ano, a ação de marketing na época gerou um aumento significativo nas vendas e contribuiu muito para o sucesso da Bialetti no mundo. O desenho feito por Paul Campani era uma referência ao bigode de Renato, que sempre o manteve como marca registrada. Renato viveu boa parte de sua vida na pequena Omegna, na região italiana do Piemonte e ficou conhecido em toda a Itália por popularizar a moka.

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Quase todo mundo que gosta de café tem uma moka em casa, não é? Conheça um pouco da cafeteria italiana e saiba como preparar melhor o seu café no equipamento.

O QUE É? Criada pelo italiano Alfonso Bialetti em 1933, a cafeteira italiana, também conhecida como moka express ou somente moka, espresso pot ou macchinetta (pequena máquina), é mundialmente conhecida por seu design icônico que lhe conferiu status de item obrigatório tanto em museus de arte moderna quanto nos lares europeus do século passado. Produz um café forte, similar ao espresso, mas com uma quantidade de crema bem menor. Sua estrutura é formada por três compartimentos principais: o inferior, onde se coloca a água, o intermediário, uma espécie de filtro em forma de funil onde se coloca o café, e o superior, que recebe o café produzido na etapa final do preparo. Há, ainda, uma guarnição de borracha responsável por vedar a cafeteira, localizada entre a parte inferior e o filtro. Por conta de sua enorme praticidade, a moka continua mais em alta do que nunca e permanece muito popular no velho continente e na América Latina, especialmente no Brasil.

COMO FUNCIONA? O preparo do café na moka ocorre por meio de um processo físico conhecido como percolação, que consiste na passagem de um solvente (água) por uma substância permeável (pó de café) para a extração de um solúvel (o café). Esse processo acontece quando a água depositada no compartimento inferior da cafeteira ferve (de preferência em fogo baixo) e sobe em forma de vapor para o compartimento intermediário, passando pelo filtro onde está o pó. O café extraído é então pressionado para o terceiro compartimento. Concluída a extração, o café estará pronto para ser servido. Para obter um bom resultado na xícara, os baristas recomendam o uso de grãos com moagem média a grossa.

DICAS DE BARISTA 1) É comum as pessoas comprarem café torrado e moído para preparar na moka. Essa moagem normalmente é fina, feita para coado, o que não é adequado para o preparo na italiana; 2) Alguns recomendam colocar poucas gotas de água no compartimento superior, para que o café não queime ao entrar em contato com o alumínio quente após a percolação; 3) Há quem prefira deixar a tampa do compartimento superior aberta, para não superaquecer durante o preparo. Esta prática pode ser perigosa, além de sujar bastante o fogão; 4) Nunca deixe a sua moka sem água enquanto estiver no fogo.

TAMANHOS E MODELOS A moka pode ser encontrada em diferentes tamanhos, que produzem até 18 xícaras. O café resultado, no entanto, é basicamente o mesmo, mudando apenas o tempo de preparo. Os modelos disponíveis no mercado também são variados. As mais tradicionais são feitas de alumínio, mas também há modelos de aço inoxidável e outros que alternam aço e vidro. Puro charme. cafeteira italiana Mukka-Express-Larte-del-Cappuccino

COMO FAZER? 1) Colocar a água até o limite indicado, que independente do tamanho da cafeteira, será sempre a válvula de segurança; 2) Coloque o pó de café no compartimento intermediário (filtro). A dosagem do pó deve ser até o limite do cesto e este não deve ser comprimido; 3) Feche a cafeteira. Certifique-se de que não há nenhuma sujeira (pó) na rosca, para que não ocorra vazamento; 4) Levar ao fogão em fogo baixo. Este pode ser desligado assim que o café começar a chegar ao compartimento superior. Se o fogo for muito alto, a água passará pelo pó muito rapidamente, deixando o café com sabor amargo; 5) Lave imediatamente após cada preparo. 6) O escurecimento interno do compartimento inferior é considerado normal; 7) Evite o uso de detergentes. Caso tenha dificuldades em remover os óleos resultantes do preparo do café, opte pelo uso de um sabão neutro; 8) Para evitar que o compartimento inferior fique esverdeado, espere a sua moka secar totalmente após a lavagem; 9) Para a sua segurança, verifique periodicamente se a vedação de borracha precisa de substituição. infográfico cafeteira italiana cafeteira italiana como fazer

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação • ILUSTRAÇÃO Stefan Pastorek

Cafezal • Mercado •

Exposição de Sebastião Salgado reúne 75 fotos de cafezais pelo mundo

ILLY

Entre os dias 6 de maio e 27 de setembro, a Fundação Bevilacqua La Masa, em Veneza, na Itália, sediará a exposição “Perfume de um sonho – Uma viagem no mundo do café”, do fotógrafo Sebastião Salgado. A mostra contará com 75 imagens, capturadas durante a jornada do artista por cafezais de 10 países produtores. O trabalho, realizado a convite da illycaffè, com curadoria de Lélia Wanick Salgado, esposa do fotógrafo, homenageia trabalhadores agrícolas de todo o mundo. A exposição em Veneza será a primeira de muitas que acontecerão nos próximos três meses, em locais como Estados Unidos e Ásia.

Durante lançamento para imprensa, no dia 5 de maio, será lançado ainda um livro que dá nome a mostra. Além das imagens do fotógrafo, a publicação contará com textos do próprio Salgado, de Andrea Illy, CEO da illycaffè, do escritor chileno Luis Sepulveda e da crítica de arte italiana Angela Vettese. A exibição é parte de um projeto maior que a torrefação italiana apresentará ao público, por meio de uma série de eventos na segunda metade deste ano, não só em Veneza, mas também em Milão e Trieste, onde fica a sede da empresa. A partir do dia 1° de maio, Milão inaugura a Expo 2015, que terá como tema “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida” e a illy é parceira oficial no evento, no comando do Pavilhão do Café, com a apresentação de diversas atrações relativas ao universo do café, do grão à xícara.

Serviço
Exposição “Perfume de um sonho. Uma viagem no mundo do café”
Data: a partir de 6 de maio
Local: Fondazione Bevilacqua La Masa, Piazza San Marco 71/c – Veneza – Itália
Mais informações: www.bevilacqualamasa.it/sebastiao-salgado

TEXTO Da redação • FOTO Sebastião Salgado/Divulgação illycaffè

Cafezal •

SP volta a vencer Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

premioilly O Estado de São Paulo, que desde 2011 não vencia o Prêmio Ernesto Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, voltou a estar representado no primeiro lugar do pódio. Da cidade de Sarutaiá (região de Piraju), o produtor Norival Favaro, que já havia aparecido entre os primeiros colocados de edições anteriores, conquistou o campeonato deste ano, referente a safra 2014/2015. O 24º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso entregou a Norival, da Fazenda São Marcos, R$ 60 mil e um troféu, recebidos da diretoria da illycaffè, incluindo o presidente Andrea Illy, na noite do último dia 13 de março, em São Paulo. Em segundo lugar, Antonio Bittencourt Ramos, das Matas de Minas recebeu R$ 35 mil. Já na terceira colocação, ficou o paulista Carlos André Dognani – último do Estado de São Paulo a conquistar a categoria nacional, na cerimônia de 2011 – que dessa vez levou R$ 18 mil. Na quarta colocação esteve Ronalt Marques de Araújo, também das Matas (R$ 9 mil), e Diogo José Myaki, do Cerrado Mineiro, ficou na quinta posição (R$ 5 mil). Vencedores regionais Além da categoria nacional, foram concedidos prêmios na regional para os melhores de São Paulo, Matas de Minas, Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Chapada de Minas, Centro-Oeste e Sul do país. Foram 40 cafeicultores finalistas, além de classificadores, que também foram premiados pela illycaffè, que distribuiu mais de R$ 200 mil aos premiados. A escolha dos melhores cafés foi feita por uma comissão julgadora, com especialistas nacionais e internacionais, por meio de testes com equipamento de luz ultravioleta e pela classificação do grão quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração e quanto à qualidade da bebida, com degustação para espresso. O público presente no evento ainda conheceu o Fornecedor do Ano, a Ecoagrícola Café, de Marcelo e Roberto Flanzer. A eleição foi feita pelo júri do Clube illy do Café — programa de fidelidade da illycaffè que reúne os principais fornecedores da empresa – com base nos critérios de fidelidade do produtor, pontualidade de entrega, apresentação do produto, cumprimento da quantidade e qualidade vendidas, correspondência do lote com a amostra original e participação no Programa de Sustentabilidade e no Prêmio. O prêmio é uma viagem cultural à Itália, com direito a acompanhante, para visita à EXPO 2015 em Milão e à sede da illycaffè, em Trieste, entre outros atrativos. Confira a lista completa dos ganhadores Colocação/Produtor/Cidade/Estado 1° Norival Favaro – Sarutaiá – SP 2° Antonio Bittencourt Ramos – Araponga – MG 3° Carlos André Dognani – Timburi – SP 4° Ronalt Marques de Araújo – Manhuaçu – MG 5° Diogo José Myaki – Patrocínio – MG Vencedores regionais São Paulo – Norival Favaro / Carlos André Dognani Matas de Minas – Antonio Bittencourt Ramos / Ronalt Marques de Araújo Cerrado Mineiro – Diogo José Myaki / Gerson Naimeg e Outros Chapada de Minas – Eduardo Shiniti Yamaguchi /Cláudio Esteves Gutierrez Sul de Minas – Adolfo Henrique Vieira Ferreira / Joaquim Geraldo Ribeiro do Valle Centro-Oeste – Carlos Alberto Leite Coutinho Sul – Orlando von der Osten Classificadores do Prêmio 1° Edivaldo Batista Generoso (Minas Gerais) 2° Edenilson de Oliveira Cabral (Minas Gerais) 3º Anderson Rogério da Silva (Minas Gerais) 4º José Reinaldo Vieira Antunes (Minas Gerais) Classificadores da Safra 1° em lotes Luiz Evandro Ribeiro (Minas Gerais) 1° em sacas Claudio Oliveira e Silva (Minas Gerais)

TEXTO Da redação • FOTO Café Editora