Cafezal • Mercado •

Conheça os 9 países finalistas do 5º Prêmio Internacional Ernesto Illy

A illycaffè anunciou os nove países finalistas cujos melhores lotes de café arábica foram selecionados para a 5a edição do Ernesto Illy International Coffee Award. A premiação será concedida em novembro, em memória de Ernesto Illy, filho do fundador da companhia e pioneiro da cooperação virtuosa com produtores para a produção de café sustentável.

Os laboratórios de qualidade da Illycaffè analisaram as amostras da safra 2019/2020 e selecionaram os melhores lotes finalistas para a premiação. Brasil, Colômbia, Costa Rica, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda são os países produtores de café do prêmio deste ano.

Um júri independente multidisciplinar de especialistas internacionais (chefs, jornalistas, degustadores profissionais selecionados entre baristas e associações internacionais de produtores de café) selecionará o vencedor. O júri terá que provar e avaliar as nove amostras finalistas, escolhendo entre quatro diferentes preparações (espresso, filtrado, moka e drip – filtrado individual).

Os nove cafés finalistas também serão avaliados pelos consumidores. O café com a pontuação mais alta atribuída após uma série de degustações em lojas illy, será premiado com leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Ardalan Hamedani

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Oceania e Ásia despontam como mercados importadores de café brasileiro

Entre 2012 e 2016, os dois continentes aumentaram, juntos, em 4,4% o volume de consumo de café: média mundial de crescimento é de 1,6%

Os importadores de café brasileiro estão bastante atentos aos mercados da Ásia e da Oceania: ambos os continentes apresentaram um crescimento de consumo de 4,4% entre 2012 e 2016. O continente asiático comprou 5,5 milhões de sacas de 60 kg em 2017, e os países da Oceania importaram 372 mil sacas de café brasileiro no mesmo período.

Outro continente interessante é a África, que aumentou em 6% a importação em relação a 2016. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgado em coletiva de imprensa na manhã desta terça.

Dos 10 principais destinos do café do Brasil, apenas dois exportaram mais sacas em 2017 do que em 2016: Rússia e Turquia. O primeiro teve uma variação de 1,27%, enquanto os turcos compraram 7,53% mais sacas neste ano. O principal porto russo, de São Petersburgo, ficou entre os 10 maiores receptores da mercadoria brasileira, tendo exportado 619.361 sacas. No Brasil, são 20 portos escoando a produção cafeeira. O principal, com 84,9% da participação total, segue sendo o de Santos, histórico nessa função.

O Brasil lucra muito mais com exportação do produto do que com o consumo interno. Em 2017, o café rendeu R$ 26,6 bilhões, sendo R$ 16,64 bilhões advindos de exportações. Atualmente, o país exporta o grão para 127 países. “O café brasileiro é confiável, tem qualidade e assiduidade. É extremamente sustentável, não só pelo bom senso dos produtores, mas também por força de lei”, afirmou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Outro dado importante destacado na coletiva foi o crescimento do consumo mundial de café. A previsão é de que, em 2017, foram consumidas 158 milhões de sacas. O relatório do Cecafé aponta a projeção para 2030 em três cenários de crescimento em que o mundo consumiria entre 192 e 220 milhões de sacas. Para isso precisaria haver, em 13 anos, um aumento na produção mundial de mais de 60 milhões de sacas, equivalente a toda a produção anual brasileira, por exemplo.

Hoje o mundo já consome mais do que se produz em uma safra e, para suprir esta demanda, são usados os estoques dos anos anteriores. O Brasil deve chegar em 2018 ao menor estoque da sua história, com menos de 8 milhões de sacas.

Você pode ver o estudo na íntegra aqui.

TEXTO Clara Campoli • FOTO Gui Gomes

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Café com preço fixo? É a ideia dessa cafeteria

Já pensou em pagar um preço fixo por qualquer produto em um estabelecimento? Essa é a ideia da cafeteria israelense Cofix. Lá, cada item que está a venda custa 5 NIS, aproximadamente US$ 1,65 (R$ 5,14) e isso vale não apenas para os cafés mas também para sucos, sobremesas e até comidinhas.

Segundo o fundador da rede, Avi Katz, a ideia surgiu quando ele estava cruzando o país e decidiu parar em uma loja de conveniência com apenas alguns trocados no bolso. Após fazer seu pedido pensou: porque uma pessoa que está na estrada gasta tanto em apenas um café e um sanduíche?

Daí surgiu a Cofix. No começo, muitos não acreditavam no potencial da ideia, principalmente os concorrentes, que chegaram a dizer que o café servido era de má qualidade. Mas, como o logo da rede diz “fresh coffee, fixed price” que significa “café fresco, preço fixo”, os israelenses viram que não passavam de boatos, já que a cafeteria serve café de boa qualidade e moído na hora.

Para eliminar os custos nas lojas, a rede optou pela qualidade dos produtos ao invés do conforto. É difícil achar um lugar para se sentar ou algum garçom para te servir, porém, isso não foi um impedimento para os consumidores da cafeteria.

Sendo a primeira rede de cafés israelenses a ter ações na Bolsa de Valores de Tel Aviv, a Cofix conta com mais de 100 cafeterias espalhadas por Israel e mais outras dezenas que irão abrir em breve. A rede também abriu recentemente o primeiro supermercado Cofix, onde quase tudo custa 5 NIS. São 29 supermercados que ainda dão prejuízo à empresa, mas a expectativa é que chegue a 35 lojas e saia do vermelho.

Mas eles não param por aí, o grande objetivo da empresa é conquistar o mercado internacional com suas cafeterias.

As primeiras lojas fora do país estão na Rússia, onde a gigante norte-americana Starbucks predomina. Mesmo assim a rede israelense não se abala e acredita que seu modo de venda irá ganhar o mercado russo, já que o cappuccino oferecido por eles custa em média um dólar, enquanto o da Starbucks custa cinco vezes mais.

A meta da Cofix é abrir cem lojas na Rússia até 2018 e mil até 2022 e, pensando mais além, a rede já está mirando países europeus como a Inglaterra e cidades grandes como Nova York, onde o preço do café é alto. Segundo o CEO da empresa, Haim Aharon, “onde quer que nos instalemos, todos ao redor têm de baratear o cafezinho, e os clientes gostam muito disso”.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação