Barista •

Cafés do Panamá, Etiópia, El Salvador e Colômbia chegam a final do mundial de baristas

wbc 2016 finalistas

Finalistas do WBC 2016: Ben, Lem, Lex, Charlotte, Yoshikazu e Berg.

Os seis finalistas do Campeonato Mundial de Barista foram conhecidos hoje, 24/6, após intensas apresentações durante o dia em Dublin, na Irlanda. Classificaram os baristas que se apresentaram com mais segurança, técnica e que tinham uma história para contar sobre seus cafés.

A variedade geisha, tão querida da comunidade do café, foi escolhida pela metade deles.

Dentre os finalistas: uma mulher somente (Charlotte –será que uma mulher ganhará pela primeira vez?), dois veteranos que voltam para a final (Charlotte e Ben), um competidor que já esteve nas semifinais (Yoshikazu) e três estreantes nas finais do Campeonato Mundial de Barista (Lex, Lem e Berg). Mas Lem com uma vantagem, pois é veterano competidor nos Estados Unidos.

Os finalistas são: Charlotte Malaval (França), Yoshikazu Iwase (Japão), Lex Wenneker (Holanda), Lem Butler (Estados Unidos), Ben Put (Canadá) e Berg Wu (Taiwan). Eles apresentam-se amanhã, 25/6, a partir das 6h30 (horário de Brasília). O resultado será anunciado às 12h30.

Ficamos curiosos para saber quais cafés, portanto, são os seis melhores classificados na opinião dos juízes internacionais. Conheça abaixo as informações que foram possíveis capturar das apresentações dos baristas, pois há algumas delas que ficam restritas aos juízes em cardápios preparados especialmente para eles.

Charlotte Malaval (Ditta Artigianale) França
Produtor: Luis Rafael Perez. Fazenda: Finca San Roberto Região: Chalchuapa, Santa Ana País: El Salvador Variedade: bourbon

Ben Put (Monogram Coffee) Canadá
Região: Sidamo País: Etiópia

Lex Wenneker (Espresso Service West) Holanda
Fazenda: Las Margaritas Região: Valle do Cauca País: Colômbia

Lem Butler (Counter Culture Coffee) Estados Unidos
Produtor: José Gallardo Fazenda: Finca Nuguo Região Jurutungo País: Panamá Variedade: geisha.

Yoshikazu Iwase (Rec Coffee) Japão
Países: Etiópia e Panamá Variedade geisha

Berg Wu (Simple Kaffa) Taiwan
Fazenda: Finca Deborah. Região: Chiriquí, Boquete País Panamá Variedade geisha.

TEXTO Mariana Proença

Barista •

Semifinal do mundial de barista tem veteranos e maioria de europeus e asiáticos

Os 12 semifinalistas do Campeonato Mundial de Barista 2016

Os 12 semifinalistas do Campeonato Mundial de Barista 2016

Começa hoje, às 5h30, a semifinal do Campeonato Mundial de Barista. Com a presença de 12 baristas que melhor pontuaram na fase classificatória, o evento, realizado este ano em Dublin, na Irlanda, teve 60 competidores na primeira cialisotc-norxcialis.com fase. O barista brasileiro, Leo Moço, do Barista Coffee Bar e Café do Moço, de Curitiba (PR), apresentou-se na primeira chave, em 22/6. Com um café do Paraná, produzido na cidade de Cambira por ele próprio, na sua primeira colheita e fermentado pós-colheita, o profissional chegou à competição com o objetivo de apresentar a região para os juízes internacionais. A pontuação alcançada por Leo Moço foi de 363 pontos, que é Otc cialis a soma das notas técnicas e sensoriais, o que lhe deu o 43º lugar. As semifinais foram tomadas por baristas de países consumidores de café e, infelizmente, nenhum barista de país produtor. São eles: Ben Put (Canadá, com 508,5 pontos); Charlotte Malaval (França, com 501); Hugh Kelly (Austrália, com 489,5); Lem Butler (Estados Unidos, com 487); Berg Erna Tosberg (Alemanha, com 482,5); Dan Fellows (Reino Unido, com 481); Yoshikazu Iwase (Japão, com 478); Natalia Piotrowska (Irlanda, com 476,5); Ying Hu (China, com 473); Dawn Chan (Hong Kong, com 456,5) e Lex Wenneker (Holanda, com 456,5). Nos últimos três anos, países produtores que estavam presentes em boas posições como Guatemala, El Salvador, Colômbia, Costa Rica perderam espaço para países asiáticos como China, Taiwan, Hong Kong. As nossas grandes apostas para os seis baristas que irão para a próxima fase e que podem vir a conquistar o pódio da competição ficam para os veteranos Charlotte Malaval, da França, e Dawn Chan, de Hong Kong, que estão na sua segunda participação e Ben Put, do Canadá, que está no terceiro ano seguido, em 2015 chegando ao terceiro lugar. Também chama atenção o pupilo do atual campeão Sasa Sestic, o barista Hugh Kelly, da Ona Coffee, da Austrália. Charlotte Malaval, veja a apresentação na classificatória Dawn Chan, veja a apresentação na classificatória Ben Put, veja a apresentação na classificatória As apresentações começam as 5h30, horário de Brasília, e vão até às 10h. A ordem de entrada será Taiwan, China, Japão, Austrália, Hong Kong, França, Alemanha, Irlanda, cialis insurance Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Holanda. Vamos aguardar os resultados dos seis melhores às 11h30 e, no sábado, a grande final, a partir das 6h30. Para assistir as apresentações do Campeonato Mundial de Barista, ao vivo, clique aqui.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação WBC

Café & Preparos •

Bruno Ferreira – Brother Hubbard, Dublin (IR)

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Em 2002, Bruno Ferrer Fox, como prefere ser chamado, ingressou na carreira de barista em São Paulo, trabalhando para a marca Cafeera. Dois anos depois, migrou para a Suplicy Cafés Especiais e, em 2006, conquistou a etapa São Paulo do Campeonato Brasileiro de Barista. Em 2010, alcançou a segunda posição na competição nacional e assumiu o posto de barista na Octávio Café e Bistrô, onde também lecionava cursos de formação de novos profissionais da área.

No ano seguinte, Bruno foi para Irlanda e, por lá, colocou em prática todo seu potencial no manejo de cafés especiais. Segundo ele, os diferentes sabores com que vem tendo contato são o ponto alto de sua carreira no exterior. “Na Irlanda a mudança da minha experiência foi com os sabores. Foi como se estivesse usando uma caixa de lápis de cores com modelos básicos para pintar e de repente encontro uma caixa com inúmeras cores e texturas aquareláveis. Os cafés daqui são surpreendentes”, conta.

Além disso, o fato de Bruno ter tido a oportunidade de conhecer uma plantação de café em solo brasileiro causa admiração e desejo de outros profissionais. “Os baristas que conheci aqui têm muita vontade de aprender e compreender como é uma fazenda de cafés e todos os processos, me perguntam como é estar lá, o trabalho dos cafeicultores… Sempre foi muito gratificante para mim e sempre respeitei muito essa etapa, mas nunca observei com este olhar de aventura que eles têm. Eles me fizeram perceber que compartilhar essa experiência é um trunfo”, disse.

Sonhador e confiante, para o futuro deseja ter seu próprio negócio, desenvolver suas ilustrações, viajar e visitar fazendas de café em vários países e diz que sente muita falta do pão de queijo brasileiro. “Aqui deveria ter! Os irlandeses não têm ideia dessa maravilha!”, conta.

TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Paula Rúpolo