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Concursos de qualidade de café ajudam a desenvolver cada vez mais o mercado brasileiro

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), aponta que os concursos de qualidade do café tiveram grande participação na evolução do mercado brasileiro.

A produção de grãos com maior qualidade tem elevado o padrão dos consumidores e impactado diretamente a produção, desde a seleção das cultivares da planta até o tipo de embalagem.

Entre os diversos concursos realizados anualmente no Brasil, existe o Cup of Excellence (COE), organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE). O evento ocorre desde 1999 e tem o objetivo de aumentar a produção de cafés especiais no mundo. Além das diversas etapas, ocorre o leilão dos cafés premiados entre os potenciais compradores.

Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Administração da Ufla, orientada pelo professor Paulo Henrique Montagnana Vicente Leme, utilizou como suporte a teoria dos Estudos de Mercado Construtivistas (EMC), com o propósito de compreender como foi o passo a passo da criação do concurso ao longo do tempo e de que maneira isso refletiu na cadeia produtiva do café.

Conforme explica o professor, em termos mercadológicos, a partir da criação de concursos como o COE, houve o início da construção de um padrão de qualidade para os cafés especiais. “Embora o leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

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Cafeicultor das Montanhas do Espírito Santo vence Cup of Excellence 2020

Nesta terça-feira (10), aconteceu a cerimônia de premiação do Cup of Excellence – Brazil 2020, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e apresentação realizada por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da entidade.

A edição do concurso contou com a inscrição de 655 lotes, dos quais 100 foram selecionados para a segunda etapa da competição. Após essa seleção, as amostras foram reavaliadas e os 35 cafés que obtiveram nota igual ou superior a 87 pontos compuseram a lista dos finalistas da fase nacional.

Normalmente, são premiadas as 25 melhores amostras do concurso, porém, por conta da maior quantidade de cafés com notas acima de 87 pontos, foram anunciados 30 cafés vencedores (COE Winners) e três cafés National Winners.

“Como as notas ficaram muito parecidas, nós decidimos ampliar o número de ganhadores do COE, chegando ao limite que a Alliance for Coffee Excellence (ACE) determina para todos os países, que são 30 lotes. Nós tínhamos 30 lotes acima de 87 pontos e conseguimos autorização da ACE para leva-los, assim como os outros países fizeram, para o leilão do COE”, explicou Vanusia.

Com grande presença de pequenos produtores, a edição deste ano teve como ganhador o cafeicultor Luiz Ricardo Bozzi Pimenta de Sousa, do Sítio Escondica, de Venda Nova do Imigrante (ES). O café capixaba alcançou o primeiro lugar do pódio com 90.03 pontos.  Confira abaixo as demais posições e pontuações:

Os 30 cafés COE Winners serão enviados para fora do Brasil e ficarão disponíveis para mais de 100 compradores de todo o mundo. A BSCA entrará em contato com os três produtores National Winners para também oferecer a oportunidade de participarem do leilão internacional, marcado para acontecer no dia 10 de dezembro.

O Cup of Excellence – Brazil 2020 é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Para quem perdeu a transmissão, o vídeo da cerimônia de premiação está disponível no YouTube. Clique aqui.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

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Nos 20 anos do Cup of Excellence, produtor de Ibiraci é o grande campeão

Yuko Itoi, provadora japonesa, completando seu 50° concurso CoE no mundo

Por Mariana Proença, diretamente de Lavras (MG)

André Aguila, da Fazenda Pai e Filho, localizada no município mineiro de Ibiraci venceu, na tarde de sábado – 19 de outubro – o concurso Cup of Excellence 2019, realizado em Lavras (MG). A cidade do produtor – localizada a 40 km de Franca (SP) – está em um braço da Região da Alta Mogiana e em processo de reconhecimento oficial para entrar na Indicação Geográfica.

O feito de André coroou o país do café natural (seco com a casca no terreiro) e deu luz a um novo momento do café brasileiro: produtores que são provadores. Será que podemos afirmar que temos a nova geração de Farmer-Graders? Ele, atual campeão do certame nacional de provadores de café (Cup Tasters 2019) conseguiu o feito de alcançar a primeira posição também no principal e um dos mais antigos concursos do Brasil – o Cup of Excellence.

Com a média de nota de 92,23 pontos entre provadores internacionais, o café de André será leiloado em novembro junto com outros 26 cafés que conseguiram notas acima de 87 pontos no concurso e são considerados “CoE Winners”. Outros seis cafés também foram selecionados para o leilão na categoria “National Winners”, totalizando 33 cafés premiados. leia mais…

TEXTO Mariana Proença, de Lavras (MG) • FOTO Tony Chen e Mariana Proença

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Piatã, na Bahia, é grande destaque nos finalistas do Cup of Excellence 2016

Fazenda São Judas Tadeu . divulgação

O concurso Cup of Excellence é realizado desde 1999 no Brasil, quando o País, de forma pioneira, criou o certame. A metodologia do concurso foi introduzida no Brasil pelo norte-americano George Howell, então consultor do projeto, ao lado da especialista Susie Spindler e com a colaboração dos membros da BSCA Marcelo Vieira e Silvio Leite, que desenvolveram o conceito do prêmio.

Desde então muitos foram os premiados no concurso: 14 vezes a região do Sul de Minas/Mantiqueira de Minas, 2 vezes as Matas de Minas, 2 vezes a Mogiana e 3 vezes a Chapada Diamantina.

Todo o ano o resultado dos finalistas é aguardado com muita ansiedade. A primeira fase é julgada por provadores nacionais pré-selecionados. O concurso é desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Atualmente o Cup of Excellence possui duas categorias: naturals e pulped naturals, para cafés naturais e cerejas descascados. Os 80 melhores cafés de 2016 foram anunciados nesta sexta-feira (14/10) e o grande destaque está na cidade de Piatã, na Bahia, que emplacou 27 cafés dos 80 selecionados. Somente na categoria cereja descascado foram 25 cafés, dos 40 classificados.

Fazenda Ouro Verde

Já na categoria natural a disputa está mais diversificada, com 30% dos cafés vindo da Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas. Na sequência, vieram o Sul de Minas, com 20%; a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, com 17,5%; as Matas de Minas, com 12,5%; a Indicação de Procedência da Alta Mogiana com 10%; a Chapada Diamantina, com 7,5%; e as Montanhas do Espírito Santo com 2,5%.

Na categoria cereja descascado 62,5% são da Chapada Diamantina, seguida pelas Matas de Minas, com 20%; Montanhas do Espírito Santo, com 10%; Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas com 5%; e Sul de Minas, com 2,5%.

Dentre os classificados há produtores já premiados como Afonso Lacerda (atual campeão do Coffee of the Year 2016), Fabio Protazio de Abreu (terceiro lugar no Coffee of the Year 2016), Antonio Rigno de Oliveira e Cândido Rosa (campeões do Cup of Excellence em 2015 e 2014), Simone Dias Sampaio Silva (campeã no prêmio illy em 2014) e Juliana Armelin (campeã no prêmio illy em 2015).

Essas 80 amostras passarão pelo júri internacional de 23 a 29 de outubro. O concurso avaliará os cafés e os que voltarem a obter nota igual ou superior a 86 serão eleitos “Cup of Excellence Winners” das categorias “Pulped Naturals” e “Naturals” do certame, ganhando o direito de serem comercializados em disputado leilão via internet. O preço mínimo de abertura será de US$ 5,50 por libra peso, ou US$ 727,50 por saca de 60 kg.

 

Cup of Excellence 2016_natural

Cup of Excellence 2016

Mais informações: www.bsca.com.br

TEXTO Mariana Proença • FOTO Fazenda São Judas Tadeu e Ouro Verde, Piatã (BA)/Divulgação

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Aquarela mineira

Fazenda Mantissa

A Fazenda Mantissa, no Sul de Minas, mostra que produção de qualidade se faz com bons profissionais e natureza em equilíbrio.

Um lindo céu azul de anil. Foi ele que recebeu a nossa equipe na visita que fizemos à Fazenda Mantissa, na cidade de Campestre, Sul de Minas Gerais. Cercada por montanhas e verdes matas, a propriedade investe no cultivo de café desde 1998 e há cinco anos trabalha a marca própria para agregar valor ao grão, melhorar a qualidade e ser uma vitrine da produção. A fazenda faz parte dos negócios do Grupo Agro Fonte Alta, que em 1994 contratou o técnico agropecuário Evandro Vilas Boas de Carvalho, hoje responsável pela recepção dos cafés no pós-colheita, o benefício por via úmida, a secagem, o rebenefício e a classificação. Foi ele quem encontrou a área e disse para os sócios do grupo que ali seria um bom lugar para desenvolver a produção do grão. “Então, nós começamos a plantar os cafeeiros. Foram 200 mil pés e em 1998 começamos a operação e fomos expandindo até chegarmos às 580 mil plantas. Mudou muito”, conta ele.

Nascer do dia no Sul de Minas

Nascer do dia no Sul de Minas

Três anos depois, as colheitas começaram e Evandro, atento, percebeu que os cafés apresentavam notas de destaque. Correu para o grupo e disse que ali tinha coisa boa e que valia a pena investir. Com isso, toda a infraestrutura, desde o terreiro até os maquinários para processamento, secagem e benefício, foi renovada e com a chegada dos novos equipamentos o foco na qualidade se intensificou. A princípio, os grãos da Mantissa foram para uma cooperativa e, classificados, despertaram ainda mais interesse. “A partir daí a evolução foi natural e começamos a vender para a illy, ficando sempre entre os finalistas na premiação que eles fazem anualmente com os produtores, fornecedores da marca. Nós sabíamos que tínhamos um produto diferente”, diz Evandro.

José Roberto checa o termômetro instalado na lavoura. Ele conta com a ajuda da tecnologia para monitorar clima, incidência de chuva e altitude

José Roberto checa o termômetro instalado na lavoura. Ele conta com a ajuda da tecnologia para monitorar clima, incidência de chuva e altitude

Em harmonia O profissional é um dos elos que unem a forte cadeia de produção na fazenda. Ele está sempre conectado com o administrador José Roberto Silva – que hoje faz o trabalho que Evandro fazia na lavoura quando começou, entre controle de produção, gerenciamento de mão de obra, tratos culturais e fitossanitários – e com o supervisor de qualidade Leonardo Custódio dos Santos. A conversa entre esses três é um dos fatores que dão liga aos cafés Mantissa. “O que a gente tenta fazer é equilibrar a natureza. Ela tem seu curso próprio e é ela que dita o rumo que vamos dar ao café”, explica José Roberto. Para o plantio, Evandro optou por variedades mais resistentes a doenças e José Roberto dá continuidade ao trabalho. “A gente faz o mínimo possível de intervenção, fazendo o controle integrado, mapeando a lavoura para avaliar a incidência de praga e a necessidade de controle químico. Neste ano, por exemplo, não precisou”, afirma José Roberto,que está investindo cada vez mais na fertilização para diminuir a aplicação de agrotóxico na plantação. “Só tem uma aplicação de herbicida e em proporção menor. Existem os inimigos naturais da broca e temos as barreiras da natureza – mata, reserva – ao redor da fazenda que contribuem para esse trabalho”, diz Zé, como é conhecido entre os colegas. A propriedade não tem sistema de irrigação, mas, segundo o administrador, esse não é o problema. “No ano passado é que foi mais difícil por conta do déficit hídrico. Neste ano estamos mais tranquilos.”

Guiga e Nassime provam e aprovam o café da marca na cafeteria. Leonardo entre as sacas de café prontas para a torra

Guiga e Nassime provam e aprovam o café da marca na cafeteria. Leonardo entre as sacas de café prontas para a torra

Já Leonardo Custódio é, como ele mesmo diz, “o chato da empresa”. É ele quem conecta todo o trabalho realizado no campo à torrefação e às cafeterias e trabalha junto com o consultor em Marketing e Qualidade de Cafés Especiais, Ensei Neto, para melhorar ainda mais os grãos Mantissa. “A qualidade veio bastante com a chegada do Ensei. Ele nos ajuda a selecionar os cafés pré-classificados, a produzir um café melhor, a definir os perfis de torra e a identificar os microlotes”, diz Léo, mostrando o laboratório onde faz as análises dos grãos e onde chega a provar quinze ou vinte vezes por dia um mesmo café até se sentir satisfeito. Metódico e criterioso, ele prefere degustar os cafés em silêncio para conseguir se concentrar nas amostras. “Nós vendemos nosso café para cafeterias e eu guardo a amostra do que eu mandei para manter um controle do que comercializamos”, conta. Há cinco anos na Mantissa, Léo criou um projeto para trazer os donos de cafeterias até a fazenda a fim de que eles possam entender todo o processo de produção que envolve o café. “Isso é feito com cafeterias de todo o Brasil que usam o nosso café. Dessa maneira, as pessoas conseguem compreender o resultado final na xícara. De nada adianta um trabalho bem realizado na fazenda se for parado na ponta final que é a cafeteria. O café tem que ser bem extraído para você conseguir todo o potencial dele”, comenta Léo, que também prova os grãos da marca em diferentes métodos, como Hario V60 e espresso, para saber como eles estão se comportando em cada equipamento. “A proposta do café Mantissa é ser equilibrado. Ele é doce, com bom corpo, uma bebida limpa. Hoje o blend é composto das variedades catuaí vermelho, catuaí amarelo e bourbon amarelo, mas as proporções podem variar dependendo da safra.” Para breve, ele planeja um novo laboratório, maior, para oferecer cursos de degustação e classificação. Microlotes A safra, a propósito, chega a uma média de 4 mil sacas, na colheita que é feita de maio a setembro, manual e mecanizada. José Roberto explica que, por causa do valor e da escassez de mão de obra, a mecanização vem se tornando cada vez mais real na propriedade, mas que a colheita manual será mantida por haver áreas de difícil acesso ao maquinário e plantas mais jovens. Após colhidos, os grãos seguem para a Estância Fonte Alta, propriedade vizinha de apoio à fazenda, onde estão instalados o laborário de provas, as estruturas de secagem e benefício e a torrefação. Quem conhece Evandro Vilas Boas vai dizer que é por lá que a mágica acontece, literalmente, já que, entre uma olhada no café e outra, ele exibe os seus talentos de mago brincando um pouco com cartas e fazendo a alegria dos colegas de trabalho – e a dos repórteres. A mágica é um hobby de Evandro, mas com café não tem fantasia. “É o café que me diz o que eu vou fazer com ele”, nos conta o técnico agropecuário que também é degustador Q-Grader e participa como juiz de concursos da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA). “O que eu tenho percebido é que existe uma procura por cafés um pouco mais exóticos e, por esse motivo e para agregar valor ao produto, estamos com foco nos microlotes em alguns lotes que têm características diferentes. O futuro é aperfeiçoar a qualidade e manter o padrão. Quem não tiver produtividade e qualidade está fora do mercado”, completa. O mais recente microlote da Mantissa se chama Origem e traz a variedade bourbon amarelo, rastreada desde a lavoura. Além da área de beneficiamento, que guarda história com uma máquina de benefício de 1917 e que em breve deve ser restaurada, a secagem também chama atenção não só pelo conhecido terreiro pavimentado, mas também pelo terreiro suspenso de sistema basculante desenvolvido por Evandro, com uma inclinação que facilita a retirada dos grãos. A linha de secagem conta ainda com dois secadores mecânicos que utilizam a palha de sobra do café, que serve de matéria orgânica e fonte de energia calorífica na fornalha, substituindo a lenha em até 50%.

Evandro é um dos responsáveis pelo sucesso da Mantissa. Atento, ele identificou os bons cafés da propriedade e implementou sistemas de secagem e seleção dos grãos para aumentar a qualidade

Evandro é um dos responsáveis pelo sucesso da Mantissa. Atento, ele identificou os bons cafés da propriedade e implementou sistemas de secagem e seleção dos grãos para aumentar a qualidade

Após o benefício (retirada do pergaminho) e o rebenefício (separação por peneira, classificação por densidade e cor), os grãos vão para a sala de classificação física e sensorial ainda com Evandro. O trabalho continua com Léo e Ensei, que, depois de análises e definição de torra, enviam o café para a torrefação, área vizinha ao laboratório. Por lá, quem manda é José Antonio dos Santos, o Seu Zé. Ele toca o trabalho em um torrador Lilla de 45 quilos. Na Mantissa há muitos anos, ele começou na lavoura e foi conquistando reconhecimento até chegar a fazer cursos, aprimorar-se e ser o responsável pela torra. “Eu nunca pensei que iria conseguir fazer isso. É muito detalhe, muita atenção, muito cuidado. Eu torrava na classificação para prova, mas aqui, com esse maquinário e o volume, é muito diferente. Se você erra, você perde dinheiro. Tem que ter muita atenção”, conta ele. O futuro da região Os dois últimos elos dessa cadeia são Nassime Raydan e Regiane Source. Nassime é gerente comercial e Regiane, mais conhecida como Guiga, é responsável pela parte estratégica e pelo marketing, além de cuidar da exportação do café verde e do preparo para certificação. A dupla leva os cafés da marca para o mundo e sabe dos benefícios de uma cadeia de produção forte. “Você tem que atentar para o detalhe. Se uma peça cair, todos caem. É um efeito dominó. Todos os processos devem estar interligados”, diz Nassime. “Pelo trabalho que fazemos, podemos ver que o café está cada vez mais consolidado. Nós gostamos daquilo que fazemos e o grupo confia em nós, então, fica fácil”, completa Guiga.

José Roberto confere os cafés na lavoura

José Roberto confere os cafés na lavoura

A conexão vai além e, para este ano, o Grupo Fonte Alta está fazendo um investimento em um novo armazém. O espaço será totalmente automatizado e deve receber cafés de produtores da região que desejarem fazer o processamento, a secagem, o benefício e o rebenefício no local. A nova estrutura vai contar ainda com centro de degustação e pretende identificar microlotes, servindo de ponte entre cafeicultores e torrefações. “Nós queremos valorizar a região como um todo, porque aí o comprador vai olhar para essa área como boa produtora de cafés especiais”, finaliza Evandro.

Isaias José da Silva acerta os últimos detalhes nos secadores mecânicos e o responsável pela torra, José Antonio dos Santos

Isaias José da Silva acerta os últimos detalhes nos secadores mecânicos e o responsável pela torra, José Antonio dos Santos

Ficha técnica

Fazenda Mantissa Localização Campestre (MG) Região Sul de Minas Altitude média 1.200 metros Produção anual 4 mil sacas (média) Área total 170 hectares Área plantada 116 hectares Número de cafeeiros 580 mil Colheita manual (40%) e mecânica (60%) Período da colheita de maio a setembro Processamento via úmida (cereja descascado sem remoção de mucilagem) Secagem terreiro pavimentado, terreiro suspenso, secadores mecânicos Variedades catuaí vermelho, catucaí amarelo, icatu amarelo, mundo novo, acaiá, tupi, bourbon amarelo Selos Certifica Minas, Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), 4C (Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Lucas Albin / Agência Ophelia

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Produtor da Mantiqueira de Minas é bicampeão do Cup of Excellence Naturals

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Bicampeão! Sebastião Afonso da Silva, vencedor do Cup Of Excellence Brasil. Sítio São Sebastião, em Cristina, Mantiqueira de Minas! Surpreendentes 94,47 pontos!

Com três cafés presidenciais – aqueles que atingem notas acima de 90 em uma avaliação de 0 (zero) a 100, conforme tabela oficial do concurso – o Cup of Excellence – Naturals 2015 revelou seus vencedores, na última sexta-feira (11/12), em Franca (SP). O campeão do certame foi o produtor Sebastião Afonso, do Sítio São Sebastião, em Cristina (MG), na região de Mantiqueira de Minas, que teve seu lote avaliado em 94,47 pontos.

Este é o segundo ano consecutivo que o Sebastião Afonso vence a competição, quando em 2014 o lote inscrito por seu irmão, Antônio Marcio da Silva, foi indicado como melhor natural pelo Cup of Excellence – Naturals, atingindo 95,18 pontos na ocasião. “Estamos muito felizes, estávamos apostando neste lote”, contou Sebastião, que esteve o tempo todo acompanhado da família na cerimônia. “Não tenho nem palavras. O caneco é nosso de novo”, compartilhou seu filho Helisson Afonso, nas redes sociais após a premiação. – Conheça o trabalho do produtor, em uma visita que nossa equipe fez às suas propriedades, leia aqui.

Assista, no vídeo abaixo, o anúncio do vencedor:

O segundo colocado atingiu a pontuação de 92,77 e veio também da região de Mantiqueira de Minas. O lote é da produtora Maria Valeria Costa Pereira, da propriedade Irmãs Pereira e fica no município de Carmo de Minas (MG). O terceiro café presidencial da competição foi o do produtor Ralph de Castro Junqueira. Ainda na Mantiqueira de Minas, em Carmo de Minas, o lote alcançou 90,04 pontos.

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Equipe completa de juízes e de apoio do Cup Of Excellence Naturals Brazil. Nove países e muitos dias de prova para chegar aos melhores cafés naturais do Brasil

O júri internacional do Cup of Excellence – Naturals 2015, que premia os melhores cafés naturais (colhidos e secos com casca) da safra, trabalhou na região da Alta Mogiana. Segundo os juízes e organizadores, os cafés deste ano surpreenderam e elevaram o nível de dificuldade para selecionar os 10 melhores entre os que já haviam sido escolhidos na fase nacional. Outros 32 lotes estavam na disputa.

As avaliações finais aconteceram de 7 a 11 de dezembro, degustadores e classificadores dos principais países importadores do mundo reavaliaram os cafés, com base em propriedades como corpo, sabor, doçura e grau de acidez. Os campeões serão ofertados em disputado leilão mundial, via internet.

O júri também visitou propriedades da região da Alta Mogiana, como a fazenda Bela Época, no município de Ribeirão Corrente (SP) que tem como proprietário o diretor-presidente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (conhecida internacionalmente como AMSC — Alta Mogiana Specialty Coffees). E a O’Coffee, localizada em Pedregulho (SP), que possui estrutura de produção focada em qualidade, com terreiros de cimento e suspenso.

O Cup of Excellence voltado à seleção dos cafés naturais é realizado exclusivamente no Brasil, o maior produtor global, e tem o intuito de apresentar ao mundo a diversidade e a sustentabilidade dos grãos colhidos e secos com casca.

A equipe da Espresso fez um sobrevoo na fazenda do produtor Sebastião Afonso, do Sítio São Sebastião, em Cristina (MG), de Mantiqueira de Minas, no início deste ano. Confira belas imagens da região no vídeo abaixo:

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Thais Fernandes • FOTO Mariana Proença/Café Editora

Mercado •

Planalto da Bahia vence 1º e 2º lugares do Cup Of Excellence Brasil

O resultado final da Fase Internacional do Cup of Excellence Pulped Natural 2015 revelou os 21 melhores cafés da competição. No topo da lista, divulgada neste sábado (17/10), o primeiro e segundo lugares tem muito em comum a começar pelo município de Piatã, na Bahia, que também conquistou outras duas colocações na competição (8º e 12º).

Antonio Rigno de Oliveira – com lote campeão que atingiu 91,22 pontos na escala de 0 (zero) a 100 do concurso – e Cândido Vladimir Ladeira Rosa – que teve seu lote avaliado em 90,03 pontos -, sogro e genro, respectivamente, vencem a competição pelo segundo ano seguido. “A gente esperava ficar entre os 20 melhores, mas devido especialmente ao período chuvoso da colheita era difícil avaliar a situação. Ter os primeiros lugares foi uma surpresa muito agradável”, conta Cândido, em entrevista exclusiva ao site CaféPoint.

No total, o principal concurso de qualidade para café cereja descascado e/ou despolpado do Brasil teve 22 vencedores, que representam sete origens produtoras do País: Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas; Chapada Diamantina, no Planalto da Bahia; Indicação de Procedência do Norte Pioneiro do Paraná; Montanhas do Espírito Santo; Sul de Minas Gerais; Matas de Minas Gerais; e Média Mogiana, em São Paulo. Confira aqui o resultado completo e a pontuação de cada lote.

Segundo Vanusia Nogueira, coordenadora nacional do concurso, após a análise de um júri extremamente profissional e maduro, o fato de sete regiões produtoras marcarem presença entre as vencedoras evidencia a proliferação do foco em qualidade que os produtores brasileiros adquiriram com a evolução do certame. O “Cup of Excellence” nasceu em 1999, aqui no Brasil, e, de lá para cá, vem escrevendo uma linda história de contribuição à cadeia do café, em especial aos produtores, com estímulo a melhores tratos culturais e, principalmente, à altíssima agregação de valor ao seu produto”, comemora.

Safra 2015

Neste ano, em decorrência da bienalidade, Cândido revela que a produção caiu em quantidade. “Como diminui cerca de 50% na produtividade desta safra, a única coisa que melhoramos foi o cuidado com a colheita e pós-colheita”, revela ela, que conta que a presença do sogro durante todo processo de secagem em terreiro de cimento e secador fez a diferença.

Além da Chácara São Judas Tadeu (1ª colocada) e da Fazenda Ouro Verde (2ª), a família inscreveu outra propriedade no Prêmio, a Fazenda Tijuco (12º lugar) inscrita através da produtora Zora Yonara, nora de Rigno. Somando as três propriedades são 55 sacas disponíveis para o leilão, que ocorrerá no próximo dia 1º de dezembro. Em 2014 a saca de Cândido atingiu o maior lance no leilão online da competição, sendo arrematado por R$ 16.646,48 por saca de 60 kg (US$ 50,20 por libra-peso). “Agora, expectativa já é muita. Não que chegue a um recorde como foi no ano passado, mas aguardamos um bom preço, sim”, aponta Cândido.

Artigo originalmente publicado no site CaféPoint

TEXTO Thais Fernandes • FOTO Roberto Seba/ Café Editora (1)/ Divulgação (2)

Café & Preparos •

Café Cristina serve o café campeão do Cup of Excellence 2014

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No próximo domingo (24/5), Dia Nacional do Café, o Café Cristina, em Brasília, irá oferecer a todos os apreciadores de cafés especiais, o microlote vencedor do Cup of Excellence Late Harvest 2014. Com nota de 95,18 o café foi produzido pelo cafeicultor Sebastião Afonso da Silva, no sítio Baixadão, em Cristina (MG), e apresentou sabores exóticos que surpreenderam os juízes.

Serão servidas até 300 doses entre café filtrado e espresso. O evento, que acontece das 11h às 15h, contará com uma sessão de jazz e músicas brasileiras, além da presença de todos os baristas do Café Cristina e do produtor Sebastião Afonso.

Serviço
Dia Nacional do Café no Café Cristina
Local: CLN 202 Norte – Bloco A, Loja 45 – Brasília – Distrito Federal
Data: 24 de maio (domingo)
Horário: de 11h às 15h
Telefone: (61) 3328-4881
Mais informações: www.facebook.com/CafeCristina

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

Cafezal • Mercado •

Leilão de cafés naturais chega a mais de R$ 9.000 por saca

foto_bsca_naturals A Revista Espresso acompanhou o leilão dos 23 lotes vencedores do 4º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil ‘Cup of Excellence Late Harvest 2014’, realizado nesta quarta-feira (4/3), através da internet. O leilão terminou a pouco e chegou ao preço de US$ 3.148 a saca do campeão Sítio Baixadão, em Cristina, região da Mantiqueira de Minas Gerais, dos irmãos Antônio Márcio e Sebastião Afonso da Silva. Ano passado o maior lance pela saca vencedora foi de US$ 15,60 por libra-peso. Este ano o valor aumentou 52% e chegou a US$ 23,80 por libra-peso. Convertendo em reais na cotação de hoje, o valor chega a R$ 9.384 a saca de 60 kg. Durante o concurso, em janeiro, o lote bateu o recorde de pontuação de naturais ao obter 95,18 pontos. Além disso, os quatro primeiros colocados tiveram notas superiores a 90 pontos, sendo considerados presidenciais pelos jurados internacionais. Outro lote que chamou atenção no leilão foi o segundo lugar, que recebeu o valor de 23,60 por libra-peso, também uma média de mais de R$ 8.500 por saca. O produtor do Sítio Sertãozinho, Elson Benedito Daniel, também é de Cristina (MG). Todos os cafés foram negociados e geraram uma receita total na ordem de US$ 375.481,00. Vamos aguardar agora o anúncio de quem são os compradores. Veja abaixo como foram os outros lotes do leilão. Os melhores cafés naturais brasileiros da safra 2014 foram adquiridos por empresas oriundas de França, Suíça, Noruega, Bélgica, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Austrália, envolvendo os continentes da Europa, Ásia e Oceania. A Starbucks arrematou o café campeão do Cup, do produtor Sebastião Afonso da Silva. O Cup of Excellence é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alliance for Coffee Excellence (ACE) e Sebrae. Clique na imagem para ampliar: resultado_naturals_cupofexcellence * Dólar a R$ 2,981, conforme fechamento de 4 de março  

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos • Cafezal • Mercado •

Feito a Grão oferece café de fazenda vencedora do Cup of Excellence 2014

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Na série intitulada “Melhores Cafés do Brasil”, a cafeteria Feito a Grão apresenta os grãos da Fazenda Ouro Verde, localizada em Piatã, na Bahia, do produtor Cândido Vladimir Ladeia Rosa. O agricultor vem ganhando destaque no mercado de cafés especiais pela produção de qualidade que tem desenvolvido na região.

Cândido foi o vencedor do concurso Cup of Excellence 2014, com uma amostra de café que obteve 94,05 pontos (escala de 0 a 100). Os grãos garimpados pela equipe da Feito a Grão são da variedade catuaí, de processamento despolpado, cultivado em altitude de 1300 metros.

Segundo a marca, o café se destaca por notas de melaço de cana, baunilha, pela doçura e pela acidez cítrica pronunciada. O pacote de 250 g pode ser adquirido no site da Feito Grão por R$ 26,90, com entrega para todo Brasil.
Mais informações Feito a Grão: www.feitoagrao.com.br

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação/Feito a Grão