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Bahia é destaque em lançamento dos Cafés Premiados do Brasil
Regiões produtoras da Bahia foram destaque durante a 11ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil. Os cafés lançados por diferentes marcas são feitos com os grãos vencedores do 11º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café – Safra 2014, cujo campeão geral e da categoria Cereja Descascado é do município de Piatã e o vencedor da Categoria Microlote vem de Barra do Choça, ambos localizados na Bahia. O evento da última quinta-feira (30/4) marca a chegada ao mercado dos Cafés Premiados do Brasil, selecionados em concurso da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e adquiridos em leilão por torrefações e cafeterias. A iniciativa que reúne cafeicultores e indústrias, resultando nos lotes vencedores industrializados em embalagens de 250 gramas, que chegam a supermercados, lojas gourmet e cafeterias, em edição limitada e identificada com selo numérico. Durante o encontro, o produtor Cândido Rosa, de Piatã (BA) representou o campeão Antônio Rigno, sendo homenageado com certificado. Segundo Cândido, a vitória no concurso abriu as portas do mercado especializado para o município baiano. “Os produtores de Piatã, mesmo aqueles que não participaram de concursos ainda, já são vistos com outros olhos. Conseguem melhores preços quando dizem onde produzem”, revela. (Leia entrevista completa com os cafeicultores que também venceram o Cup of Excellence, em 2014). Ainda, segundo Nathan Herszkowicz, o diretor executivo da Abic, o destaque em meio à produção de cafés especiais se deve a somatória de alguns fatores. “O trabalho de técnicos e entidades apoiando o trabalho dos produtores é muito importante. Hoje, a diferenciação dos cafés de alto nível está muito ligada a origem, as regiões produtoras”, pontuou. O lote de Rigno, de seis sacas, teve duas delas adquiridas pelas empresas Grupo 2 Irmãos (Café Ghini) e Sobesa Indústria de Alimentos (Café Sobesa), que formaram o Consórcio Qualidade Brasil e pagaram R$ 5.000,00 cada saca, cerca de dez vezes acima da cotação do mercado. Esse foi o maior valor de aquisição pago por saca, o que rendeu para as empresas o título de Campeãs da Categoria Ouro. As outras quatro sacas do lote de Antônio Rigno foram arrematadas pela cafeteria Santo Grão, de São Paulo, por R$ 3.980 cada, totalizando R$ 15.920,00. Foi o maior investimento feito em qualidade, o que garantiu para a rede Santo Grão o título de Campeã na Categoria Diamante. Já o microlote campeão do concurso nesta categoria, de apenas duas sacas, com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, em Barra do Choça, também na Bahia, foi arrematado pela cafeteria Armazém do Café, do Rio de Janeiro, que pagou R$ 2.500,00 por saca. Esse foi o maior lance por saca na categoria Microlote, o que rendeu à rede Armazém do Café o título de Campeã da Categoria Especial. Outro destaque nesta edição foi a participação da exportadora Starsantos que, no leilão, arrematou o lote do produtor José Clóvis Borges, de Divinolândia, São Paulo, campeão na Categoria Café Natural, e o lote de Café Natural de Greciano Lacerda Moura, de Espera Feliz, Minas Gerais. A empresa pagou R$ 1.350,00 cada saca do lote paulista (total R$ 8.100,00) e R$ 1.300,00 pelo café mineiro (R$ 7.800,00). Todos esses cafés foram exportados para a China. Confira os cafés desta 11ª Edição Especial: Categoria Cereja Descascado Café Ghini, Café Sobesa, Cafeteria Santo Grão – marcas elaboradas com o café produzido por Antônio Rigno de Oliveira na Fazenda São Judas Tadeu, em Piatã, Bahia. Características sensoriais: bebida aromática e equilibrado, com notas doces, frutas e chocolate, com leve nota de pêssego, acidez frutada e corpo aveludado. Café Baronesa e Café Supremo Arábica – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Antônio Alves Vieira na Fazenda Baobá, em São Sebastião da Grama, São Paulo. Características sensoriais: bebida com fragrância frutada, com nota doce e frutada, com fundo achocolatado e caramelo, acidez média, encorpado. Café Ghini, Café Caiçara e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Marcos Lavoratto Novak, no Sítio Boa Esperança, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com fragrância levemente frutada e com notas de caramelo, equilibrado. Categoria Cafés Naturais Café Ghini, Il Barista e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por José Eduardo Correa Ferraz na Chácara Campina Verde, em Ribeirão Claro, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de caramelo a caramelo torrado, achocolatado, cereal, amêndoas e cítrico. Notas de banana-passa, com acidez média e encorpado. Café do Chef – marca elaborada com os grãos produzidos por Charles Souza Matos na Fazenda Gameleira 2, em Piatã, na Bahia. Características sensoriais: bebida com notas de especiarias, chocolate com acidez média alta, encorpado e residual sedoso. Categoria Microlote Armazém do Café – marca elaborada com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, no sítio Boa Vista, em Barra do Choça, Bahia. Características sensoriais: bebida com notas amadeiradas, floral e amanteigado, com acidez frutada e sedosa, residual amendoado, doce e equilibrado. Café Ghini e Duetto Café – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Adriano de Moura Bueno, no Sítio Ribeirão dos Pires, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de chocolate, avelã, amanteigado e nozes, com retrogosto de notas amadeiradas e notas abacaxi de fundo, acidez média, encorpado. O material jornalístico foi produzido e publicado pelo site Café Point, parceira do Revista Espresso.



A Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo – Safra 2014 foi lançada nesta semana em São Paulo e traz 13 marcas elaboradas com grãos gourmet, vencedores do 12º Concurso Estadual de Qualidade de São Paulo, realizado em outubro, adquiridos no início de novembro, durante disputado leilão por indústrias e cafeterias. Café Baronesa, Café Gran Reserva, 3Corações, Espresso Brasil, Il Barista, Café Toledo, Café Excelsior, San Babila, Café Suplicy, Café Morro Grande, Café Caiçara, Café Rodeio e Santo Grão são as empresas que compraram os melhores lotes e que agora disponibilizam os grãos ao mercado. Todos os cafés podem ser adquiridos em supermercados, empórios e no site das empresas participantes. Durante o evento de lançamento, foi feita também a premiação das empresas campeãs do leilão. Na categoria Ouro, a empresa vencedora foi a Café Gran Reserva, da Coopinhal, que ofereceu o maior valor de aquisição por saca, para um mínimo de 4 sacas adquiridas de cafés Naturais ou Cereja Descascado. A empresa ofereceu R$ 2.777,77 por saca do café natural, produzido por Carlos Alberto Galhardo, do Sítio Ravello, em Espírito Santo do Pinhal. Nas 6 sacas que a empresa adquiriu, a média atingiu R$ 2.278,00/saca. Na categoria Diamante, a empresa campeã foi a StarSantos Trading, pelo maior investimento feito: R$ 17.950,00 na compra de 10 sacas premiadas. Esses cafés serão exportados pela China, conforme explicou Cynthia Chen, representante da empresa, ao receber o certificado da secretária Monika Bergamaschi, presente no evento. Já na categoria Especial, concedido à empresa que oferece o maior valor por saca para aquisição de um microlote, a empresa campeã foi a cafeteria Santo Grão, que pagou R$ 1.500,00/saca, no microlote de 2 sacas do produtor Nilson Mengali, no Sítio Pirapitinga, em Divinolândia. A secretária Monika Bergamaschi entregou a Vanessa Mills o certificado de premiação do Santo Grão. O produtor campeão desta edição do concurso, Arnaldo Alves Vieira, da Fazenda Baoba, de São Sebastião da Grama, conseguiu ofertas compradoras para suas 8 sacas, obtendo um total de R$ 18.694,44, com media de R$ 2.336,75 por saca. “Este é um valor 400% maior que o de uma saca de café no mercado”, disse Nathan Herszkowicz, presidente da Câmara Setorial do Café de São Paulo, durante o evento.

