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Cafés especiais brasileiros são atração durante a Olimpíada do Rio

Ações da BSCA promoverão grãos de 10 regiões produtoras. Os cafés especiais brasileiros serão servidos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) coordenará trabalhos de promoção dos cafés especiais nacionais, no Espaço Arte do Café, dentro da Casa Brasil, no Píer Mauá.
A BSCA estima que o Brasil produzirá até 8 milhões de sacas de 60 kg de cafés especiais em 2016, o que representa uma fatia de 35,5% da demanda mundial pelo produto, projetada pela Organização Internacional do Café (OIC) em 22,5 milhões de sacas. O principal mercado para os cafés especiais do Brasil são os Estados Unidos, mas os maiores valores pagos pelo produto são obtidos nas vendas para Japão, Coreia do Sul, Austrália e Taiwan. A ação nos Jogos será viabilizada através de parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sebrae Nacional.
O Espaço irá abranger história, origens produtoras, características e métodos de preparo. “Serão realizadas apresentações individuais dos métodos de preparo e o café selecionado para cada demonstração será oferecido ao público presente. Trata-se do mesmo modelo que utilizamos na Expo Milão, na Itália, também em parceria com a Apex-Brasil, que foi muito bem sucedido”, explica a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira.
Os cafés que serão apresentados são de associados da BSCA e dos pequenos produtores de cafés especiais apoiados pelo Sebrae. “Considerando a diversidade dos grãos, realizaremos apresentações distintas, com explicações sobre as características próprias da bebida e os produtos referentes a cada uma das regiões de produção e que estão à disposição no mercado”, completa. Veja, abaixo, as 10 regiões produtoras selecionadas:
Sul de Minas (MG): Características do café: Sudoeste – corpo médio, acidez alta, adocicado, com notas florais e cítricas; Montanhas – corpo aveludado, acidez alta, adocicado, com notas de caramelo, chocolate, amêndoa, cítricas e frutadas.
* Indicação de Procedência Mantiqueira de Minas (MG): Características do café: (i) Via úmida (cereja descascado/despolpado) – notas cítricas e florais, corpo cremoso e denso, acidez cítrica com intensidade média-alta, doçura alta, finalização longa; (ii) Via seca (café natural) – cítrico, floral, frutado, corpo cremoso e denso, acidez média-alta, doçura alta.
Matas de Minas (MG): a região surgiu para o mercado de cafés especiais após o início da produção dos grãos cerejas descascados. Características do café: corpo médio a encorpado, acidez média, doçura alta, com aroma achocolatado e sabor cítrico.
** Denominação de Origem Cerrado Mineiro (MG): Apresenta clima seco durante o período da colheita, o que faz com que o café sofra menos com a umidade depois de colhido. Conquistou a Denominação de Origem em 2013 e foi a primeira de café do País a receber este reconhecimento.
* Indicação de Procedência Alta Mogiana (SP): Características do café: aroma marcante, frutado com notas de chocolate e nozes, corpo cremoso aveludado, acidez média e muito equilibrada e finalização prolongada, com uma doçura de caramelo e notas de chocolate amargo.
Média Mogiana (SP): Características do café: boa acidez, doçura média, corpo médio, notas de chocolate, castanha e nozes.
Planalto Baiano (BA): Muitas propriedades realizam a colheita seletiva (apenas grãos maduros), o que favorece a produção do café cereja descascado. Características do café: encorpado e aveludado, adocicado, com acidez cítrica, notas de nozes, chocolate e final prolongado.
Montanhas do Espírito Santo (ES): Características do café: encorpado e com acidez de média a alta, doçura e boa complexidade de aromas.
* Indicação de Procedência Norte Pioneiro do Paraná (PR): Características do café: corpo médio, doce, com acidez média e notas de chocolate e caramelo.
Rio de Janeiro (RJ): A produção estadual gira em torno de 350 mil sacas por ano. Características do café: os grãos do Estado possuem características diversas e servem de base para blends de diversos produtos no Brasil.
Serviço
Espaço Arte do Café na Casa Brasil
Local: Píer Mauá, Av. Rodrigues Alves, n° 10, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Quando:
– 06 a 21 de agosto: entre 10h e 20h
– 22 de agosto a 06 de setembro: entre 14h e 20h
– 07 a 18 de setembro: entre 10h e 20h
Mais informações: (35) 3212-4705 / 3212-6302 / exec@bsca.com.br



Entre os dias 14 e 17 de abril acontece em Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos, o evento da Specialty Coffee Association of America (SCAA). É uma boa chance para aprender e compartilhar experiências com profissionais da indústria do café. Serão centenas de expositores, milhares de participantes, cursos e eventos. Anualmente empresários, produtores, torrefadores e demais participantes da cadeia cafeeira vão até a SCAA para saber quais são as novidades do setor de cafés. Também algumas empresas brasileiras levam suas marcas em estandes e apresentam o trabalho realizado no maior país produtor e exportador do mundo. Este ano, estarão presentes as fazendas e torrefações nacionais AC Café (estande 1459), Daterra Coffee (estande 1631), Fazenda Ambiental Fortaleza (estande 1260), Ipanema Coffees (estande 1545) e JC Coffee Farms / Cocarive (estande 1639).
Celebrando o jubileu de prata, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) terá um estande comemorativo aos 25 anos de sua história e também lançará o livro BSCA – 25 anos – Jubileu de Prata, editado pela Café Editora, onde traz as histórias dos fundadores, linha do tempo completa, depoimentos dos presidentes, resumo das regiões brasileiras produtoras de café, além de perspectivas para o futuro. O estande será o 1113. As indústrias brasileiras de máquinas de torra, Lilla (estande 536) e máquinas agrícolas Palini & Alves (estande 1704) e Pinhalense (estande 809) estarão também apresentando seus produtos para o mercado internacional.
No primeiro dia de conteúdo, 15/4, das 9h às 10h15, a diretora de redação da Espresso, Mariana Proença, fará uma palestra na seção Lectures (sala B402) sobre o mercado de torra no Brasil, focando cases de produtores e microtorrefadores nacionais e mostrando um panorama sobre os consumidores brasileiros. Juntamente com palestrantes dos Estados Unidos, Colômbia e México, a jornalista tratará do tema “Por que há países produtores investindo na torra?” Acompanhe nas mídias sociais da Espresso todas as tendências do evento. Siga-nos no 

