Café & Preparos

Projeto social em cafeteria muda a vida de jovens

De dentro pra fora. É mais ou menos assim que funciona a ideia do projeto Fazedores de Café, organizado pela cafeteria paulistana Sofá Café. Criado em 2014, a iniciativa visa não apenas disseminar a cultura do café especial na cidade de São Paulo, mas também abraçar a causa social, incluindo e dando oportunidade a jovens carentes através do barismo.

“Eu não queria ser alguém que só vendesse café”

Foi com esse desejo na cabeça que Diego Gonzales, engenheiro florestal e proprietário da casa, começou a realizar diversas pesquisas, buscando alguma ideia que abrangesse o café, o ambiente e a sociedade.

Segundo ele, a ideia de criar algo que desse um retorno para as pessoas era fundamental para que seu negócio atingisse o objetivo certo. “Depois que abri o Sofá, senti a necessidade de ter alguma coisa que trabalhasse o social e o ambiental, mas sem deixar o café de lado. Eu não queria ser alguém que só vendesse café, sabendo que eu podia fazer mais”.

Diego Gonzales, proprietário do Sofá Café e idealizador do projeto Fazedores de Café. Foto: Roberto Seba

Partindo disso, foi só questão de tempo para que a iniciativa saísse do papel. Reunindo os três pilares desejados por Diego – e cabendo dentro do orçamento – o Fazedores de Café busca dar um novo rumo para jovens de baixa renda, ensinando, demonstrando e inserindo estes aprendizes no grande universo do café.

Hoje, a iniciativa conta com vários apoiadores, sendo a Revista Espresso um deles. Mariana Proença, diretora de conteúdo do veículo, já conferiu de perto o trabalho realizado e diz que a ideia é positiva para o cenário atual do café. “É uma iniciativa muito importante porque no mercado cafeeiro faltam profissionais qualificados, principalmente baristas”, comenta.

Como tudo acontece…

De 2014 até os dias atuais, o Fazedores de Café já fez parte da vida de mais de 20 jovens. Selecionados por ONGs parceiras, muitos deles cumpriam medidas socioeducativas e hoje enxergam novas oportunidades e fazem suas próprias carreiras.

Paulo Gabriel foi um deles. Formado na primeira turma do projeto, o barista diz que ter tido a oportunidade de participar dessa experiência foi algo positivo. “Foi através do Fazedores que consegui arranjar meu primeiro emprego e começar a pagar minha faculdade”.

Na época com 18 anos, Paulo conseguiu conciliar o café com seus estudos, melhorando o desempenho na escola e concluindo o ensino médio. “As aulas com café me ajudaram a ter uma relação melhor com os meus professores”, relata.

Aluno da primeira turma do Fazedores de Café, Paulo Gabriel atualmente é barista e professor do projeto. Foto: Felipe Gombossy

Desde lá o projeto não parou. Com turmas pequenas de até seis alunos, as aulas teóricas e práticas acontecem no próprio espaço da cafeteria, na unidade de Pinheiros, e são totalmente gratuitas. “Nós servimos café da manhã para os alunos das 8h às 8h30. Depois, das 8h30 às 12h, eles têm aulas com professores do próprio Sofá Café ou voluntários, todos os dias”, conta Diego.

Nessa rotina que dura por quase três meses, os alunos aprendem não só a extrair a bebida, mas também a harmonizar, criar receitas e lidar com temas como gestão do ambiente e normas de vigilância sanitária. Além das aulas no período da manhã, eles também podem praticar os ensinamentos durante a tarde.

“Esses jovens podiam estar entrando em um universo no qual é muito difícil de sair, podiam não ter nenhuma chance de mudança de vida”, diz Diego. “Quando a gente consegue converter o jovem e acompanhar de perto sua vontade de aprender e de fazer, se espelhando muitas vezes em ex-alunos que já se formaram e estão trabalhando no ramo, nós vemos que estamos fazendo a coisa certa”.

Para concluir o processo de aprendizagem, o Fazedores de Café proporciona um mês de estágio aos participantes, onde eles trabalham em diversas cafeterias parceiras, criam responsabilidade com o cliente e o produto, colocam o estudo em prática e podem conseguir uma vaga fixa.

Após o curso, grande parte dos estudantes continua no café, como o Paulo, que hoje além de barista dá aulas no projeto e tem a oportunidade de ver mais uma leva indo no caminho do café.

Uma xícara e muito sucesso!

Depois de quatro anos de caminhada, ensinamentos e vidas mudadas, o Fazedores de Café está formando sua 5ª turma amanhã, dia 4/8. Neste dia, todo o funcionamento da cafeteria, das 10h às 18h30, será comandado pelos alunos. O serviço será interrompido as 16h30 para a realização da formatura.

Com o mesmo intuito e dedicação para inserção na sociedade, a próxima classe será uma novidade: alunos refugiados! Com previsão para este ano, será um novo desafio para todos os colaboradores e organizadores do Fazedores.

Para Diego, é muito gratificante ver que sua ideia se tornou a oportunidade para muitos jovens terem um caminho digno e seguro. “Quando a gente vê a mudança na vida de um deles, todo o esforço vale a pena”.

Serviço
Formatura da 5ª turma do Fazedores de Café
Onde: Rua Bianchi Bertoldi, 130 – Pinheiros – São Paulo (SP)
Quando: 4/8
Horário: 16h30

TEXTO Gabriela Kaneto

Mercado

Cola-Cola com café, será que pega?

Desenvolvida para agradar o paladar brasileiro, a Coca-Cola lançou mais uma edição com café: a Coca-cola Plus Café Espresso. A novidade chegou ao mercado nesta última quarta-feira, dia 1/8, em latinhas de 220 ml.

Já comercializada em países como Japão, Austrália e Vietnã, a bebida é fruto de diversas pesquisas realizadas pela marca, com objetivo de alcançar o sabor equilibrado do cotidiano das pessoas, em especial os jovens.

“Queremos oferecer um aliado para quem vive em movimento e precisa de um gás, uma inspiração, para continuar seguindo em frente”, diz Selman Careaga, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil.

Possuindo 50% menos açúcar e 40% mais cafeína em relação à versão original, a Coca-Cola Plus Café Espresso fará parte do portfólio fixo da empresa no País, com preço sugerido de R$ 2 a R$ 2,50. E aí, será que a novidade vai pegar?

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

3corações lança microlote premiado no Concurso de Qualidade da ABIC

Ontem, dia 31/7, a 3corações lançou o microlote campeão do 14° Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, da Associação Brasileira da Indústria do Café. O evento aconteceu no BIO, restaurante do chef Alex Atala, localizado no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

Os cafés premiados são da variedade catuaí e foram cultivados pela jovem Letícia Conceição, de 19 anos, a 1.350 metros de altitude, na Fazenda Divino Espírito Santo, em Piatã (BA). A empresa adquiriu duas sacas no leilão dos lotes finalistas do concurso, pagando R$ 9 mil em cada uma.

No evento, Letícia enfatizou a importância da produção feminina no País. “Nós temos que ter força para lutar contra este preconceito e assumir a igualdade de gênero que todas as mulheres do café são capazes de conquistar”.

Para a 3corações, é importante que o brasileiro redescubra o café e se interesse cada vez mais pelas linhas especiais. “O lançamento deste microlote é uma grande oportunidade para que os consumidores possam viver a experiência de conhecer os cafés de alta qualidade que o Brasil produz”, disse Aline Germano, gerente de marketing da marca.

O café faz parte da linha de cafés especiais da empresa chamada “Rituais” e recebe a assinatura “Rituais Microlotes”. Para degusta-lo, é possível pedir o preparo nos métodos espresso, french press e hario v60 no BIO, no valor de R$ 7 a xícara. Aos interessados em comprar o pacote, o mesmo está à venda no restaurante de Alex Atala no valor de R$ 26 (250 g).

Mais informações: www.3coracoes.com.br

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Cafezal

3ª Corrida e Caminhada do Café acontece em agosto

No dia 5 de agosto acontece a 3ª Corrida e Caminhada do Café. Realizada na Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a atividade dispõe de três categorias diferentes: corrida de 6 km, caminhada de 6 km e corrida kids.

Pelo trajeto, os atletas e participantes poderão contemplar os aspectos históricos da fazenda Santa Elisa, principal centro experimental do IAC, localizado na área urbana de Campinas. O percurso passará por trechos com plantações de café e corredor de bambuzal histórico.

Segundo os organizadores, o evento vai muito além da competição esportiva. Os participantes vão conhecer um pouco mais da história e da importância da cultura cafeeira na região de Campinas e no Brasil, como o Centro de Café Alcides Carvalho, plantações experimentais de café e o trabalho do IAC.

A Corrida é realizada pelo Instituto Jerusalém do Brasil e Campinas Café Festival e conta com a participação do IAC, Unicamp e Prefeitura de Campinas – Secretaria de Esportes e Lazer. Para participar, é necessário se inscrever no site até o dia 3/8. Os valores são R$ 95 (corrida e caminhada de 6 km) e R$ 48 (corrida kids).

Serviço
3ª Corrida e Caminhada do Café
Quando: 5/8
Onde: Fazenda Santa Elisa – Avenida Doutor Theodureto de Almeida Camargo, 1500 – Jardim Nossa Senhora Auxiliadora – Campinas (SP)
Mais informações: www.corridadocafe.org.br

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Mercado

Vale Music Festival reúne música, gastronomia e café em MG

No dia 4 de agosto, a cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí receberá a 6ª edição do Vale Music Festival, que busca fomentar, desenvolver e divulgar os cafés especiais na região do Sul de Minas Gerais de forma gratuita para o público.

Com muito Jazz, Blues, cultura, arte, gastronomia e café, o evento será realizado na praça da cidade. A programação reserva cinco shows diferentes, comidas locais, feira de vinil, teatro infantil e bebidas especiais e artesanais, como cervejas, chops e vinhos.

Aos amantes do café, a edição conta com uma novidade: o Coffee Lounge. O espaço, que terá quatro cafés especiais da cidade, irá dispor de ambiente para torra, venda e degustação da bebida!

Além do evento musical, também será realizada a 2ª Feira do Café da CooperRita no mesmo local. A Cooperativa irá proporcionar aos participantes experiências sensoriais com cafés selecionados entre seus cooperados, valorizando o cultivo do grão e enaltecendo os produtores regionais.

Serviço
6° Vale Music Festival e 2ª Feira do Café da CooperRita
Quando: 4/8
Onde: Praça Central – Santa Rita do Sapucaí (MG)
Mais informações: www.facebook.com/ValeMusicFestival

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Que papelada!

Além dos métodos de preparo, os filtros de papel possuem diferentes características que influenciam o resultado final do seu café. Conheça seis opções e veja qual se encaixa melhor no seu perfil!

Kalita

O método utiliza filtro de papel branqueado, em formato ondulado, que lembra uma forminha de muffin. Tem fundo plano e fino que possibilita uma drenagem por igual da bebida e as ondas do papel ajudam a promover uma extração mais consistente. Para alguns baristas, isso ressalta a doçura do café e resulta em uma bebida mais equilibrada. Também evita acúmulo de água e extração em excesso.

Melitta

Segundo o barista Lucas Salomão, é preciso atentar para a moagem e o tempo de extração da bebida, quando preparada nesse filtro. Por ser poroso, retém o líquido por mais tempo e, se a granulometria do café for fina em excesso e o tempo de extração muito longo, isso pode resultar em uma bebida com um pouco de amargor. Ele tem a forma de um V e algumas ranhuras, que ajudam na percolação. É um filtro muito prático, de baixo custo e disponível em diversos estabelecimentos.

Aeropress

Criado em 2005, esse método é composto de base, porta-filtro, êmbolo, funil, armazenador de filtro extra, dosador e mexedor. Extrai as propriedades do pó durante infusão e por pressão de ar, quebrando sólidos e mantendo os óleos essenciais do café. É possível utilizar moagens variadas para obter diferentes resultados da bebida. O filtro de papel utilizado para a aeropress é circular, pequeno, e de material semelhante ao dos demais filtros.

Hario V60

O método desenvolvido pela empresa japonesa Hario foi feito em espiral pensando no fluxo contínuo e homogêneo da extração. O filtro usado é de papel fino e poroso, cônico, podendo ser branqueado ou cru. O resultado na xícara, sobretudo, depende do café utilizado, mas o filtro, se escaldado, pode resultar em uma bebida limpa, que dá destaque para as notas mais delicadas do grão. Os filtros convencionais não se encaixam corretamente nesse porta-filtro.

Clever

Lembra um porta-filtro tradicional Melitta. Feito de acrílico, a outra diferença é quanto à extração do café, já que possui um tipo de engrenagem na base que permite o controle da infusão e libera a bebida direto na xícara no tempo desejado, ou seja, é possível manter o pó em contato com a água quente por mais tempo. Segundo a Abid, fabricante do produto, o método não possui filtro de papel próprio. Normalmente, para o preparo do café nesse método, os baristas utilizam o filtro 103 da marca Melitta, que se encaixa com facilidade no equipamento.

Chemex

Criada em 1941, utiliza um filtro de papel de textura mais grossa, circular, para ser dobrado como um cone e encaixado na garrafa. A parede tripla formada pela dobra em um dos lados do papel impede a passagem de sólidos para a xícara, resultando em uma bebida mais limpa e leve. Para o método, há também um filtro de papel em forma de meia-lua, que serve três xícaras, e o pré-dobrado, para quatro a oito xícaras, além do papel cru, sem branqueamento e pré-dobrado.

E O COADOR DE PANO?
Um dos preparos mais antigos – e mais comuns no Brasil –, o coador de pano, como o próprio nome diz, utiliza um tecido, a flanela, para fazer a extração da bebida. Ela permite a passagem de um pouco mais de óleo para a bebida, o que não a deixa livre de resíduos. Quando o filtro não é tratado adequadamente, o resultado pode ser um café amargo. Ele deve ser lavado só com água e sua duração é de, no máximo, três meses. A bebida leva, em média, de quatro a oito minutos para ser filtrada nesse coador, dependendo da quantidade de pó.

VOCÊ SABIA?
O filtro de papel foi criado em 1908 por Amalie Auguste Melitta Bentz. Segundo João Michaliszyn, gerente de Marketing da Melitta no Brasil, Amalie queria melhorar a qualidade do café que preparava para sua família e produziu artesanalmente o primeiro filtro de papel – feito com uma lata de estanho e papel mata-borrão –, que mudou para melhor o sabor do café. Foi a partir daí que os negócios da família se iniciaram, tornando a marca reconhecida mundialmente.

QUALIDADE
O filtro deve ser resistente a rupturas e ao calor. A ideia é que ele possa reter as partículas sólidas de acordo com o diâmetro de seus furos e “limpar” a bebida, ou seja, não deve deixar que passem resíduos do pó.

POROS
Quanto maiores os poros, mais substâncias sólidas passam junto com a água. Por exemplo, em uma peneira, quanto menor o tamanho dos furos, maior a sua retenção. Alguns filtros possuem uma tecnologia de microfuros, que permitem a passagem dos óleos essenciais, obstruindo a passagem do pó, o que mantém as características sensoriais da bebida.

PAPEL
Atualmente, estão disponíveis no mercado os filtros de papel branqueado, feitos com papel virgem – derivado diretamente da celulose –, e os de papel cru, sem branqueamento, também conhecido como ecológico, feito com cerca de 50% de papel branco (virgem) e 50% de papel reciclado (que já foi usado), o que torna a sua coloração diferente. Por ser reciclado, é necessário colocar um pouco mais de fibra no filtro para que ele seja resistente. Para perceber a influência de cada tipo de filtro de papel no sabor da bebida final, o barista Lucas Salomão indica escaldá-lo várias vezes e separar essa água que passou pelo filtro para usar depois, analisando se a intensidade do gosto varia. A marca Hario possui dois tipos de filtro para o seu coador. Um ecológico, feito de papel reciclado, e um branco, de papel virgem. Segundo a barista Carolina Franco, escaldar bem o filtro, seja ele qual for, diminui o impacto do gosto do papel no café.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Coffee Week conta com promoções em casas de São Paulo e Curitiba

Visando proporcionar experiências únicas com o café e apresentar diferentes estabelecimentos aos consumidores, neste ano, a 7ª edição do Coffee Week Brasil irá acontecer nas cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR), de 10 a 26/8.

Desta vez, está previsto a participação de cerca de 50 casas na capital paulista e 15 na cidade paranaense, todas com promoções de combos que podem englobar cafés de diversas regiões feitos em diferentes métodos, drinques variados e comidinhas. Os preços estão entre R$ 9,90 e R$ 14,90.

Para a barista Flavia Pogliani, criadora e curadora do evento, o café está em toda parte e é o elo para diferentes motivos de encontro, sejam profissionais ou de lazer. “A ideia do Coffee Week Brasil é ressaltar os lugares em que os consumidores encontram a bebida”.

Para esta edição, os organizadores esperam impactar mais de 50 mil apreciadores de café durante os 16 dias. A lista com as casas participantes estará  no site até segunda-feira, dia 30/7.

Mais informações: www.coffeeweekbrasil.com.br

TEXTO Redação • FOTO Roberto Seba

Cafezal

Para a família: fazenda organiza passeio em lavoura de café

Neste sábado, dia 28/7, a Fazenda Santo Antônio da Bela Vista, localizada na cidade de Itu, a 110 km da capital paulista, irá realizar o passeio “Do cafezal ao cafezinho”. A ideia da iniciativa é fazer com que os visitantes conheçam todo o processo do café, desde a colheita até o produto final.

Com início às 10h, os participantes serão recepcionados pela Bebel, proprietária da fazenda, e pela Cafeteria Gamela, que oferecerá o café da manhã. Bebel acompanhará todo o passeio, explicando sobre mudas, manejo dos pés, colheita, abanação, terreiro e tulha, onde acontece o beneficiamento.

O passeio pode ser feito em grupos fechados, escolas, estrangeiros e empresas, ou em algumas datas para formação de grupo. Aos interessados, é necessário agendamento com a Bebel através do e-mail bebelcafe@uol.com.br. O valor para adultos é de R$ 107 e para crianças de 6 a 12 anos, R$ 45 (refeições e bebidas inclusas, menos bebidas alcóolicas).

Programação:
10h – Do cafezal ao cafezinho
– Apresentação do café e sua história
– Passeio pela plantação: colheita e abanação
– Acompanhamento da lavagem, secagem e beneficiamento, torra e moagem do café
– Almoço

TEXTO Redação • FOTO Murilo Gagliardi

Mercado

BSCA e Apex-Brasil visam elevar o consumo de cafés brasileiros no exterior

Na manhã de hoje (25/7), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), ao lado da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), assinaram a parceria para mais dois anos do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”.

Desde 2015 o projeto visa potencializar o segmento de cafés especiais do Brasil, apresentar para o mundo do café todas as histórias de sucesso, um setor que gera riqueza para as famílias produtoras, desde as pequenas e médias propriedades até as grandes fazendas.

Para a presidente da BSCA, Carmem Lúcia, conhecida como “Ucha”, o projeto tem uma grande importância para mostrar ao mundo que nós somos e porque somos a Nação do Café. “Somos três pilares, um pilar é do segmento de quem está no setor individual, pessoal que trabalha, se esforça para produzir o café. Em segundo, a BSCA que organiza e reúne todas as ações individuais e busca fazer algo em prol daquilo que as pessoas estão produzindo e apresentar para o Brasil e para o mundo.  Só que para a BSCA fazer tudo isso, precisava de algum suporte, uma sustentação para voos maiores, assim a Apex chegou como o terceiro pilar, para nos dar toda a base”, afirma Ucha.

Em novembro, o Brasil sediará os campeonatos mundiais durante a Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte. Para Ucha, o evento será de extrema importância para divulgação dos nossos cafés.

Os campeonatos são: World Latte Art Championship, World Coffee in Good Spirits, World Brewers Cup e World Cup Tasters Championship. No total serão mais de 40 competidores campeões que representarão seus países.

O embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Apex- Brasil, acredita na importância de expandir o consumo de cafés brasileiros na Ásia, em particular na China. “Vimos na feira de importação, que ocorrerá em Xangai, um caminho para ampliar os negócios. A APEX esta aqui para atender todos os setores. A Ásia traz essa oportunidade, por conta do mercado novo, diferente da Europa e América que já possuem marcas consolidadas. Vamos seguir investindo para levar o café brasileiro para diversos lugares”.

Segundo a BSCA, desde o início do “Brazil. The Coffee Nation” as exportações aumentaram cerca de 600%, atingindo uma receita de US$ 2 bilhões no ano passado, mais do que dobrando o número de países-destino do produto e dando suporte a 170 empresas nacionais.

Internamente ainda estimulou o crescimento do consumo da bebida em 21%, para o equivalente a 490 mil sacas, e 23% em valores, com a movimentação de R$ 1,722 bilhão no varejo. Para esta nova fase, a intenção é elevar o consumo para 1,063 milhão de sacas, movimentando R$ 4,7 bilhões no varejo até o ano de 2021.

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Natália Camoleze e Mariana Proença

Mercado

FIPAN conta com espaço e programação destinados a amantes do café

Hoje, dia 24, começa a FIPAN, maior feira de negócios com foco na panificação, confeitaria e estabelecimentos do food service do País. Realizada pelo Sampapão, o evento vai até sexta-feira (27/7), das 14h às 19, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Reunindo um público formado por profissionais e gestores de padarias, restaurantes, supermercados, pizzarias, bufês, rotisseries, cafeterias, entre outros, a feira conta com um espacinho especial para a bebida mais querida entre os brasileiros.

Chamada de “Estação Café”, a novidade busca levar aos visitantes uma vasta gama de conhecimento sobre consumo, venda, produção e tendências do setor, trazendo demonstrações de ferramentas e palestras técnicas com nomes conhecidos do mercado cafeeiro. Confira a programação:

24/7
14h às 15h – “Você conhece as reais tendências do mercado de café?”, com Mariana Proença, diretora de conteúdo da Revista Espresso
16h às 17h – “Café especial na padaria – Case de sucesso: PAO – Padaria Artesanal Orgânica e ZalaZ”, com Júnia Falcão e Fabrício Almeida, sócios da ZalaZ
18h às 19h – “Arte no café – Vaporização e latte art para agregar valor ao seu empreendimento”, com Éder Ferreira Delfino, barista da Cooxupé

25/7
14h às 15h – “Métodos de extração de café – Educando o cliente”, com Regina Machado, gerente e mestre de torras do Coffee Lab
16h às 17h – “Torra de café – Diferencial da qualidade”, com Mateus Emerick, diretor da Atilla Torradores
18h às 19h – “Como abrir uma padaria artesanal – Case de sucesso”, com Tiago Saraiva e Lucas Alves, sócios-fundadores da Santiago Padaria Artesanal

26/7
14h às 15h –
“Bebidas com café – Incremente seu cardápio”, com Keiko Sato, qualidade e treinamento do Santo Grão
16h às 17h – “Café especial na padaria – Case de sucesso: Orfeu Cafés Especiais e Padaria Benjamin”, com Amanda Capucho, CEO da Orfeu Cafés Especiais
18h às 19h – “Torrar café na padaria – Case de sucesso”, com Fabio Moraes, da Fabrique Pão e Café/Aquitã Nanotorrefação

27/7
14h às 15h –
“Espresso – Importância da qualidade e da procedência do grão”, com Michelle Tameirão, mestre de torra e professora da Wolff Café
15h30 às 16h30 – “Padaria – A praticidade das cápsulas”, com Nespresso

Possuindo curadoria da Semana Internacional do Café, o espaço também terá demonstrações de ferramentas, fazendo com que empresários do setor de food service adquiram mais conhecimento e ampliem as vendas deste produto que normalmente está relacionado à panificação.

Mais informações: www.fipan.com.br

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy
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