Café & Preparos

Ingressos para o SPCF começam a ser vendidos em 25/1

Seguindo a tradição, convites para a quarta edição do festival, de 27 a 29 de junho, ficam disponíveis a partir da data de aniversário de São Paulo

A quarta edição do São Paulo Coffee Festival, evento único que celebra a comunidade e a cultura do café na capital paulista, acontece no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera entre 27 e 29 de junho com a promessa de superar os números impressionantes do último ano. Os ingressos estão disponíveis a partir deste sábado, 25, com desconto, e o evento é uma oportunidade imperdível para quem aprecia a bebida. 

O SPCF é realizado na capital paulista pela Espresso&CO em parceria com a inglesa Allegra Event. Com um público vibrante em torno do grão, os coffee festivals acontecem anualmente em várias cidades do mundo, como Amsterdã, Londres, Milão, Cidade do Cabo e Nova York. 

Em 2025, a expectativa é receber 15 mil visitantes e 150 expositores para participar de uma programação interativa e inédita, vibrar com o campeonato Copa Barista e conhecer as novidades no setor que recheiam todos os espaços da Bienal.

Entre os destaques que ocupam todo o piso térreo e o primeiro andar da Bienal estão o Sensory Experience, um espaço em que o público pode explorar aspectos sensoriais e muito conhecimento sobre o café, o Laboratório, que traz palestras e debates com especialistas sobre as tendências e inovações do setor, e a Cozinha Show, que reúne chefs conhecidos e baristas para apresentarem receitas e harmonizações que tem o grão como protagonista. 

Sucesso nas edições anteriores, o Coffee & Art também incrementa as atividades nesses três dias de evento, ao estreitar a conexão entre o produto e manifestações artísticas para todos os gostos, assim como as performances dos baristas na Copa Barista, que elege o melhor profissional de café, e as demonstrações interativas no preparo preciso da bebida com leite no Latte Art ao Vivo. Tudo isso embalado por boa música, comida e drinques com café. 

Viva o incrível mundo do café. Participe da experiência e compre seu ingresso aqui.

São Paulo Coffee Festival
Quando: de 27 a 29 de junho
Onde: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana, São Paulo – SP)
Quanto: ingresso (1 dia) – a partir de R$ 70 (primeiro lote) |passaporte (3 dias) – a partir de R$ 180 (primeiro lote) | VIP (1 dia) – a partir de R$ 180 (primeiro lote)

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia/SPCF

Mercado

Certificação de origem dos cafés do Cerrado Mineiro cresce 160% em 2024

Volume salta de 115 mil para mais de 300 mil sacas certificadas com Denominação de Origem

A Região do Cerrado Mineiro registrou um crescimento de 160% no número de sacas certificadas com o selo de Denominação de Origem (DO). O volume saltou de 115 mil sacas em 2023 para cerca de 300.500 sacas este ano, consolidando a região como referência na produção de cafés de qualidade e origem controlada.

Segundo Juliano Tarabal, diretor-executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, esse salto é resultado de estratégias inovadoras, como o fortalecimento da rastreabilidade, a simplificação do processo de certificação e ações de valorização da marca Cerrado Mineiro. Entre as iniciativas, destacam-se a certificação de cafés em bica corrida nas cooperativas, a adoção de normas que garantem o selo para cafés com pontuação acima de 80 pontos e a rastreabilidade de lotes armazenados fora da área demarcada. “A transparência foi ampliada com o envio automático dos certificados e laudos de qualidade aos compradores, atendendo às exigências dos mercados internacionais e fortalecendo a confiança no nosso produto”, explica Tarabal.

Infraestrutura para rastreabilidade
Atualmente, a cadeia produtiva do Cerrado Mineiro conta com seis cooperativas,seis exportadores e sete armazéns credenciados, garantindo o controle e a rastreabilidade da produção regional. Entre os exportadores que atuam na região estão nomes como Cafebras, Dreyfus, Sucafina, e Volcafe, enquanto cooperativas como Carmocer e Coopadap integram a estrutura de certificação.

Para o presidente da Federação, Gláucio de Castro, o início da nova política de Denominação de Origem em 2024 foi fundamental para o avanço. “Agora, todas as cooperativas e armazéns credenciados podem lacrar e identificar cafés da região, aumentando a visibilidade da qualidade produzida no Cerrado Mineiro e o trabalho do produtor”, afirma.

Campanha e mercado internacional
A campanha “A verdade é rastreável” também ajudou, ao conscientizar produtores e consumidores sobre a importância do selo de origem e combater o uso indevido da marca “Cerrado Mineiro”.

Entre janeiro e dezembro de 2024, os cafés certificados pela RCM conquistaram mercados na Europa – com destaque para Polônia, Grécia, Alemanha e Itália –, além de forte presença nos Estados Unidos e na Coreia do Sul.

Outro destaque foi a parceria com a torrefação italiana illycaffè, que, desde outubro de 2023, comercializa uma linha especial de cafés torrados com o nome e a marca Cerrado Mineiro e o selo de agricultura regenerativa.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Prepare sua agenda!

Confira eventos de café que acontecem no primeiro semestre do ano

O universo do café já está aquecido para 2025. No primeiro semestre, os principais festivais globais prometem reunir profissionais, entusiastas e amantes do café para celebrar a cultura e explorar as inovações e desafios do setor. Prepare a sua agenda para alguns dos principais eventos do seis primeiros meses do ano – como o São Paulo Coffee Festival, na capital paulista, e a Specialty Coffee Expo, em Houston, no Texas (EUA) – que movimentam o mercado de cafés especiais e conectam pessoas apaixonadas pelos grãos.

Feira do Cerrado
Quando: 5 e 6 de fevereiro
Onde: Núcleo da Cooxupé, Monte Carmelo (MG)
O que é: com o tema “Agricultura e mudanças climáticas: resiliência e oportunidades”, a feira, promovida pela Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) e em sua 10a edição, é voltada especialmente para os pequenos e médios produtores do Cerrado Mineiro. O evento conta com expositores de máquinas e insumos agrícolas, e traz as últimas inovações no setor. Em 2024, recebeu mais de 4,5 mil visitantes e reuniu 60 marcas.

Fenicafé 2025
Quando: 7 a 10 de abril
Onde: Parque de Exposições Ministro Rondon Pacheco, Araguari (MG)
O que é: organizada desde 1995 pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), a Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura é uma oportunidade de troca de experiências entre técnicos, especialistas, empresas e produtores de café. O evento do triângulo mineiro é uma combinação de feira – com exibição de máquinas, serviços e tecnologias voltadas à irrigação na cafeicultura – e palestras técnico-científicas. Em 2024, acomodou cerca de 80 expositores e organizou 20 palestras. 

Alta Café
Quando: 8 a 10 de abril
Onde: Clube de Campo de Franca, Franca (SP)
O que é: feira da região da Alta Mogiana que reúne produtores locais, fornecedores e especialistas para discutir inovações e tendências na cafeicultura. Com foco na cadeia produtiva do café, o evento busca trazer soluções e tecnologias que permitam aos produtores ter maior produtividade e qualidade nos grãos. 

30º Encontro Nacional do Café (Encafé)
Quando: 23 a 25 de abril
Onde: Royal Palm Hall, Campinas (SP)
O que é: evento anual organizado pela Abic, reúne profissionais e empresas do setor cafeeiro para discutir tendências, inovações e desafios da indústria. A novidade deste ano é a compra do ingresso por dia escolhido e a divisão das atividades ao longo do dia – palestras pela manhã e feira de negócios durante a tarde e início da noite. Em 2025, o evento vai sediar a 3ª edição do Campeonato Brasileiro de Blends de Café e a 2ª edição da Olimpíada do Café, que buscam destacar, respectivamente, a excelência e a inovação na criação de blends e habilidades profissionais no setor. 

Re:Co Symposium 2025
Quando: 23 e 24 de abril
Onde: Houston, Texas (EUA)
O que é: tradicionalmente, a feira da SCA é precedida pelo Re:Co, simpósio de dois dias que traz discussões e seminários voltados para o futuro do café especial, conduzidos por alguns dos maiores especialistas da indústria. O simpósio deste ano tem nova abordagem – o spotlight – que busca estimular discussões mais colaborativas. A ideia é reunir um grupo pequeno de pessoas (produtores, especialistas e outros profissionais da área) para resolver questões “difíceis” sobre o café, definir “melhor” termos e conceitos utilizados pela indústria e planejar o futuro do grão, criando soluções práticas e inovadoras.

Specialty Coffee Expo
Quando: 25 a 27 de abril
Onde: George R. Brown Convention Center, Houston, Texas (EUA)
O que é: conhecida na área como “feira da SCA”, é o maior evento de cafés especiais dos Estados Unidos. Organizado anualmente pela Specialty Coffee Association (SCA), reúne produtores, torrefadores, baristas, pesquisadores, fornecedores de equipamentos e entusiastas do café. Inclui feira de negócios, palestras, degustações, workshops e seminários, além de sediar competições mundiais – em 2025, o World Coffee Roasting Championship (campeonato mundial de torra). Também premia produtos inovadores e branding em embalagens. Com 20 workshops e 60 palestras organizadas, focará em temas como regulamentos de sustentabilidade emergentes (por exemplo, a EUDR) e tendências e dinâmicas de consumo.

São Paulo Coffee Festival
Quando: 27 a 29 de junho
Onde: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, São Paulo (SP)
O que é: um dos eventos mais importantes do calendário paulistano, o SPCF chega à sua quarta edição na expectativa de quebrar os números recordes de 2024: 15 mil visitantes e 130 marcas presentes. O evento, realizado pela inglesa Allegra Events e pela Espresso&CO, reúne coffee lovers, consumidores e profissionais do setor em três dias de feira, palestras, workshops e experiências sensoriais com café, embalados por boa música, gastronomia e cultura em torno do grão. O SPCF também organiza a Copa Barista, campeonato que consagra os melhores profissionais no preparo de espressos, filtrados e bebidas com leite e que, em 2025, alcança a 9a edição.

London Coffee Festival
Quando: 15 a 18 de maio
Onde: The Truman Brewery, Londres (Reino Unido)
O que é: o London Coffee Festival, um dos eventos europeus mais importantes da indústria do café, faz parte do movimento global de festivais de café organizados pela Allegra Events (foi o primeiro a ser lançado), que também realiza eventos em outras cidades como Amsterdã, Nova York e São Paulo. Reúne degustações, workshops, competições, arte e música, conectando produtores, torrefadores, baristas e consumidores. 

28ª Expocafé
Quando: 27 a 29 de maio
Onde: Aeroporto de Três Pontas, Três Pontas (MG)
O que é: realizada pela Cocatrel (Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e com a prefeitura de Três Pontas, e organizada pela Espresso&CO, a Expocafé é reconhecida como a feira mais tradicional da cafeicultura brasileira. A programação da 28ª edição inclui palestras e exposição de máquinas, produtos e insumos. Em 2024, reuniu 140 marcas expositoras. 

World of Coffee Geneva
Quando: 26 a 28 de junho
Onde: Palexpo Exhibition and Convention Center, Genebra (Suíça)
O que é: a World of Coffee (WOC) é uma das feiras internacionais mais importantes para o setor de cafés especiais, organizada pela Specialty Coffee Association (SCA). Realizada anualmente em diferentes cidades da Europa, este ano acontece em Genebra, na Suíça. Reúne profissionais e entusiastas do café para explorar as últimas inovações, tendências e práticas no mercado. Inclui expositores de diferentes países, workshops, seminários e palestras, além de ser palco de competições globais. Em 2025, sedia os campeonatos mundiais de Latte Art, Coffee in Good Spirits, Cezve/Ibrik e Cup Tasters.

Café & Preparos

Native estreia no mercado de cafés especiais com a linha One

A Native, líder no setor de orgânicos, lançou em dezembro e apenas para vendas online a linha One, marcando sua entrada no mercado de cafés especiais (acima de 80 pontos, na escala até 100). 

A nova coleção traz cafés orgânicos de três regiões – Montanhas do Espírito Santo, Cerrado Mineiro e Alta Mogiana –, tanto em grãos quanto moído e para drip coffee. Os cafés têm rastreabilidade e cultivo sustentável. 

As regiões foram escolhidas por produzirem cafés de qualidade e serem conhecidas pelos consumidores. As variedades selecionadas incluem bourbon amarelo (das Montanhas), topázio (do Cerrado Mineiro) e, da Alta Mogiana,  arara (para café em grãos) e obatã (para drip coffee e torrado e moído). 

Os cafés, em embalagens de 250 g e 100 g (drip coffee) estão disponíveis na loja virtual da Native.

TEXTO Redação • FOTO divulgação

Mercado

Último dia de Semana Internacional do Café só teve campeões

Saiba mais sobre as seis competições que fecharam o maior evento de cafés do país 

Paulo Roberto Alves, do Sítio Campo Azul, no Caparaó (ES), levou o troféu COY de melhor café arábica

O Coffee of the Year, que está em sua 13ª edição, foi o grande destaque do dia e a premiação mais aguardada. Este ano deu novamente o estado capixaba no pódio do Grande Auditório, com as regiões Caparaó e Sul do Espírito Santo (clique aqui para ver os campeões). 

O concurso promove e valoriza os melhores cafés produzidos no país, e reconhece a excelência dos produtores nas categorias arábica e canéfora. Foram 570 inscrições de 13 estados, cujas amostras são submetidas à análise sensorial de Q-Graders e R-Graders licenciados pelo Coffee Quality Institute (CQI). Nessa fase, são selecionadas as 180 melhores amostras (150 de arábica e 30 de canéfora) que são oferecidas em rodadas de cupping para geração de negócios e degustação de visitantes. Além disso, os 10 melhores cafés arábica e os 5 melhores canéfora ficaram disponíveis para voto popular, em degustações às cegas, de onde saíram os dois campeões. 

Antônio Cezar Demartini Landi, do Sítio do Pedrão, de Jerônimo Monteiro (ES), vencedor da categoria canéfora do COY 2024

Campeonato Brasileiro de Barista

Logo após a premiação do COY, saíram os resultados do Campeonato Brasileiro de Barista 2024. Desta vez, o título foi para Emerson Nascimento, do Coffee Five, do Rio de Janeiro, que levou a melhor após disputar a final com os baristas Daniel Vaz (2º colocado), Hugo Silva (3º colocado), Juliana Morgado, Giovanna Tonelli e Renan Dantas.

Agora, Emerson Nascimento se prepara para representar o Brasil no World Barista Championship, que será realizado de 17 a 21 de outubro de 2025, em Milão, Itália, onde enfrentará os melhores baristas do mundo.

Pódio do Campeonato Brasileiro de Barista, com Hugo Silva em terceiro (à esq.), Emerson Nascimento em primeiro (centro) e Daniel Vaz em segundo (à dir.)

Espresso Design

A 6ª edição do concurso Espresso Design, que avaliou as melhores embalagens de café de 2024, abriu a tarde de premiações. Após dois dias de exposição das 20 embalagens finalistas na entrada da SIC, onde os visitantes puderam votar em sua favorita, o prêmio foi para o Café da Vaca, com a edição Serra da Canastra. O Café Bazilli, com o Dino Coffee, ficou em segundo lugar, e a Unique Cafés Especiais, com seu Reserva Especial Unique, em terceiro.

Com mais de 80 embalagens inscritas neste ano, o concurso avaliou, na sua primeira fase, aspectos como identidade visual, eficiência, conceito, originalidade e criatividade, análise esta feita pela equipe da Espresso e por especialistas convidados – nesta edição, Camila Arcanjo, consultora para qualidade e certificações da ABIC, e a designer Luiza Kessler. 

Café da Vaca, eleita a melhor embalagem no concurso Espresso Design

Torrefação do Ano Brasil 2024

Na premiação Torrefação do Ano Brasil 2024, da Atilla Torradores, a campeã foi a baiana Café Gourmet CGP, torrefação da Fazenda Divino Espírito Santo, de Piatã. O segundo lugar ficou para o Café Bazilli, de Caconde (SP), e o terceiro para a torrefação Cafetto Company, de São José dos Campos (SP). O concurso, que destaca o trabalho das torrefações de qualidade de todo o país, teve 95 torrefações inscritas, de 18 estados. 

Campeonato Brasileiro de Blends de Café

Novidade na SIC, a final do 2º Campeonato Brasileiro de Blends de Café, realizado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), premiou Pedro Mestrinier, da cooperativa Coocacer, de  Araguari (MG), e concedeu a segunda e a terceira colocação a Michele Loreto, da Global Way Importex, de Curitiba (PR), e Jovelino Maier, da Café Número Um, em Vitória (ES), respectivamente.

O campeonato promove o conhecimento na criação de blends de café, jogando luz sobre o trabalho de classificadores, degustadores e mestres de torra. É composto por quatro etapas (as três delas, estaduais), e promoveu a final no último dia da SIC. Os blends foram avaliados por um júri técnico a partir do Protocolo Brasileiro de Avaliação Sensorial de Cafés Torrados, desenvolvido pela associação. 

Concurso Florada Premiada

O Concurso Florada Premiada 2024, promovido pelo Grupo 3corações em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), reconheceu as melhores produtoras de cafés especiais do Brasil. Na cerimônia de premiação, que aconteceu pela manhã da sexta (22), a Denominação de Origem Matas de Rondônia destacou-se ao ocupar todo o pódio da categoria canéfora.

O primeiro lugar foi para Sueli Berdes, da Chácara Santo Antônio, seguida por Josiele Werneck, do Sítio Bella Vista, e Angélica Alexandrino, do Sítio São Sebastião. O concurso, que está em sua 7ª edição, valoriza o trabalho das mulheres na cafeicultura, promovendo a qualidade e a sustentabilidade na produção de cafés especiais. 

Concurso Florada Premiada 2024, realizado pelo grupo 3corações

Concurso NossoCafé Yara

Além do Concurso Florada Premiada, a SIC também foi palco do 8º Concurso NossoCafé 2024, promovido pela Yara, que consagrou campeões, na quinta-feira (21), a empresa Bioma Café, de Campos Altos (MG), na categoria café natural, e o produtor João Newton Reis Teixeira, de Santo Antônio do Amparo (MG), na categoria cereja descascado. A premiação incentiva a produção nacional de cafés de qualidade cultivados a partir de práticas sustentáveis e nutrição equilibrada. A etapa semifinal, feita por regiões, havia selecionado oito candidatos.

Finalistas do concurso NossoCafé 2024, da Yara, na SIC

A SIC é uma realização de Sistema Faemg, Espresso & Co., Sebrae e Governo de Minas Gerais. Tem o apoio institucional do Sistema OCEMG e patrocínio da CODEMG, 3corações, Nescafé, Nespresso, SICOOB, Yara, Melitta e Senar. O evento também conta com o apoio de ABIC, Abrasel, IWCA, Banco do Brasil, BSCA, Cecafé, Fecomercio, Fiemg, Ministério da Agricultura e Pecuária e Sindicafé-MG.

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Cafezal

Caparaó (ES) e Sul do ES vencem o Coffee of the Year 2024

Um dos momentos mais esperados da Semana Internacional do Café, o Prêmio Coffee of the Year celebrou a sua 13ª edição, com 570 inscrições vindas de 13 regiões diferentes. Em mais um ano, o estado do Espírito Santo levou a melhor, alcançando a primeira posição nas categorias arábica e canéfora.

No arábica, o grande campeão da vez foi o produtor Paulo Roberto Alves, do Sítio Campo Azul, de Divino de São Lourenço (ES), Caparaó, com um café que pontuou, na primeira fase do concurso, 90.25 pontos. Na sequência ficou Gabriel Lamounier Vieira, da Fazenda Guariroba II, de Santo Antônio do Amparo (MG), Campo das Vertentes, em segundo lugar, e Douglas Dutra Vieira, do Sítio Cordilheiras, de Iúna (ES), Caparaó, em terceiro.

Paulo Roberto Alves, do Sítio Campo Azul, de Divino de São Lourenço (ES), Caparaó, vencedor da categoria arábica

Na categoria canéfora, o vencedor foi Antônio Cezar Demartini Landi, do Sítio do Pedrão, de Jerônimo Monteiro (ES), Sul do Espírito Santo, com um café que registrou 86,42 pontos na primeira fase de provas. O Sítio Grãos de Ouro, de Muqui (ES), Sul do Espírito Santo, levou o segundo e o terceiro lugares, com Neusa Maria da Silva de Souza e Talles da Silva de Souza, respectivamente.

Antônio Cezar Demartini Landi, do Sítio do Pedrão, de Jerônimo Monteiro (ES), Sul do Espírito Santo, vencedor da categoria canéfora

Confira o pódio completo das duas categorias:

Arábica

1 lugar Paulo Roberto Alves – Sítio Campo Azul – Divino de São Lourenço (ES) – Caparaó
2º lugar Gabriel Lamounier Vieira – Fazenda Guariroba II – Santo Antônio do Amparo (MG) – Campo das Vertentes
3º lugar Douglas Dutra Vieira – Sítio Cordilheiras – Iúna (ES) – Caparaó
4º lugar Afonso Lacerda – Sítio Forquilha do Rio – Dores do Rio Preto (ES) – Caparaó
5º lugar Sergio Meirelles Filho – Fazenda Alvorada – Aricanduva (MG) – Chapada de Minas
6º lugar Gisa Portilho – Sítio dos Portilhos – Luisburgo (MG) – Matas de Minas
7º lugar Deneval Miranda Vieira – Sítio Cordilheiras – Iúna (ES) – Caparaó
8º lugar Angelica de Fátima da Costa – Sítio Pedro Varinha – Manhuaçu (MG) – Matas de Minas
9º lugar João Vithor Medeiros Lacerda – Sítio Forquilha do Rio – Espera Feliz (MG) – Caparaó
10º lugar Carlos Alberto Monteiro – Fazenda Harmonia – Alto Jequitibá (MG) – Caparaó

Canéfora

1º lugar Antônio Cezar Demartini Landi – Sítio do Pedrão – Jeronimo Monteiro (ES) – Sul do Espírito Santo
2º lugar Neusa Maria da Silva de Souza – Sítio Grãos de Ouro – Muqui (ES) – Sul do Espírito Santo
3º lugar Talles da Silva de Souza – Sítio Grãos de Ouro – Muqui (ES) – Sul do Espírito Santo
4º lugar Nicole Nedel Duarte – Chácara Deodápolis – Nova Brasilândia do Oeste (RO) – Matas de Rondônia
5º lugar Luiz Claudio de Souza – Sítio Grãos de Ouro – Muqui (ES) – Sul do Espírito Santo

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Mercado

A ciência na cafeicultura marca o segundo dia de SIC

A ciência, grande aliada da sustentabilidade, é tema de palestras e debates no evento

A ciência e seus aportes à cafeicultura deram o tom do segundo dia de palestras e painéis da 12ª Semana Internacional do Café, que termina nesta sexta (22), no Expominas, em Belo Horizonte. Não sem colocar em relevância a necessidade do trabalho conjunto dos agentes da cadeia e da multidisciplinaridade do conhecimento, ambos aspectos fundamentais para vencer os desafios das mudanças climáticas. 

“A ciência tem um poder de transformação gigantesco”, provoca Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia e pioneiro nas pesquisas em de qualidade dos cafés Robusta Amazônicos, em depoimento à Espresso depois de mediar o painel “A força da ciência nas questões de clima, solo, variedades e consumo”. “Ela envolve tudo que é importante para a produção de cafés, desde commodities até especiais. Envolve questões de solo, de ambiente e de genética, e o domínio desses conhecimentos é importante para extrair o máximo para ter produtividade, qualidade e segurança alimentar”, explica ele,.

A potencialidade da cafeicultura brasileira em termos de tecnologia e ciência para o campo foram debatidos, de fato, ao longo do dia. O painel “Revolução verde: exemplos da nova economia sustentável”, destacou o sucesso na redução da pegada de carbono na cafeicultura em duas situações: em um estudo da potencialidade das práticas regenerativas (em comparação com a agricultura tradicional) em relação ao sequestro de carbono em conilons do Espírito Santo, e no desenvolvimento de um fertilizante verde pela empresa Yara, em parceria com a cooperativa Cooxupé (em Guaxupé, Sul de Minas), que reduziu em até 90% a pegada de carbono na cafeicultura – parceria, aliás, firmada na SIC, em 2022. “A SIC é como um hub, um laboratório de novos negócios, parcerias, inovação e sustentabilidade”, diz Natália Amoedo, fundadora da Pitah e mediadora do painel.  

Painel “Revolução verde: exemplos da nova economia sustentável”

Sustentabilidade essa cujos preceitos são rastreáveis no tempo, conforme mostra Eduardo Sampaio, consultor sênior da Plataforma Global do Café, que recorre à história da agricultura para abrir sua mediação na palestra “ABC do Regenerativo: fundamentos e retornos econômicos para o produtor”, e cuja conexão com a ciência é intrínseca. “Regenerar significa reconstruir”, ensina ele, que nos lembra que é preciso ter um pensamento “sistêmico” e multidisciplinar para encarar os desafios atuais na cafeicultura. “Não há como mudar as mudanças, mas há como minimizar seus impactos através da agricultura regenerativa, acoplada à ciência”, completa Alessandro Hervaz, vice-presidente da cooperativa mineira Coopervass, que há um ano criou o projeto Greencoffee, de práticas de cultivo responsável e que envolve 32 produtores de café. 

As práticas regenerativas são um caminho sem volta, como bem pontuou Adriano Ribeiro, coordenador de sustentabilidade da NKG Stockler, no mesmo painel. E “sua reconexão com a academia é um alicerce maior para as mudanças em vigor”, acredita. 

A agricultura regenerativa não é uma moda passageira. Ela está alicerçada na ciência, que produz dados robustos a seu favor – como os que embasam as falas dos palestrantes de que os que a praticam sofrem menos os desafios climáticos do que aqueles que seguem a agricultura convencional –, e suas práticas, separadamente ou em conjunto,  foram, por exemplo, adotadas rapidamente no Cerrado.

Apesar disso, ainda sofrem barreiras que precisam ser quebradas, e um dos caminhos é a informação correta, segundo Sampaio.  Além disso, a AR ainda não tem uma valoração específica, uma demanda dos produtores que a praticam há quase vinte anos. Isso será compensado em 2025, quando a Rainforest Alliance pretende lançar uma certificação para ela. “Teremos um módulo específico para AR”, promete Yuri Feres, diretor da Rainforest Alliance Brasil.  “Não há dúvidas científicas da resiliência dos cafés que têm práticas regenerativas”, reforça Ribeiro.  

Genética

Outra ferramenta fundamental para enfrentar os desafios climáticos é a genética. Embora com pouco apoio público financeiro – uma das grandes dificuldades das pesquisas nacionais em geral –, a ciência brasileira na área de cafés consegue avançar. É o que apresentaram os pesquisadores Alan Andrade e Luiz Filipe Pereira, da Embrapa Café, e Douglas Domingues, da Esalq, na palestra “Tecnologias genômicas e a transformação da produção de café”. Desde 2002, explicam os pesquisadores, projetos vêm estudando o genoma das duas espécies de café de valor econômico.

Painel “Tecnologias genômicas e a transformação da produção de café”, com os pesquisadores Douglas Domingues, Luiz Filipe Pereira e Alan Andrade

Em 2014, com colaboração internacional, foi desvendado o genoma completo do canéfora. Em 2024, o genoma da espécie arábica foi concluído. A importância disso? Acelerar o trabalho dos melhoristas do café, ajudando a desenvolver novas variedades tolerantes à seca, às doenças e que tenham qualidade sensorial acoplada a partir do uso de marcadores que auxiliam na “construção” de novas variedades. 

“A pesquisa científica está sempre antenada, e com muita antecedência”, lembra Pereira. “Temos referências em outros universos, como o do vinho, facilmente implementáveis no café, agora que temos genomas de referência”, completa Domingues. 

“Qualquer variedade pode entregar bebidas acima de 90 pontos”, garante o pesquisador de cafés especiais do IAC Gerson Giomo, às qualidades intrínsecas dos cafés. “Elas só precisam estar em ambientes favoráveis para expressarem seu potencial genético”, ensina Giomo, que pesquisa o assunto há anos. 

A ciência do solo também está na ordem do dia. Estudos recentes mostram que ele tem características “invisíveis” (referindo-se aos minerais que compõem a argila do solo), identificadas a partir de procedimentos magnéticos e que “impactam na capacidade das plantas em produzir cafés de qualidade”, diz o especialista em solos Diego Siqueira, CEO da Quanticum.

O segundo dia do evento, ainda, trouxe discussões sobre os recentes desdobramentos da EUDR no painel “Brasil e as novas regulamentações da UE: ameaça ou oportunidade?”, o lançamento da plataforma de rastreabilidade das IGs de café pelo Sebrae Nacional e do livro A revolução do café brasileiro – regiões com Indicação Geográfica, patrocinado pelo Sicoob.

Painel “Brasil e as novas regulamentações da UE: ameaça ou oportunidade?”

Se a plataforma – uma ferramenta de rastreabilidade das fazendas de café com IG a partir de tecnologias como blockchain e geolocalização – é, também, uma ferramenta de gestão, o livro explora, por meio de fotografias e textos em português e inglês, a cultura e o valor das 14 indicações geográficas brasileiras (não houve tempo de incluir a recente IP Chapada Diamantina) ao longo de mais de 250 páginas. 

“A obra traz uma abordagem do protagonismo do produtor e das regiões cafeicultoras com IG”, diz o editor Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, referindo-se aos textos que contam a história das regiões e de produtores e detalham as características de terroir e o perfil sensorial dos cafés. “Nossa expectativa é que esse livro seja uma ferramenta de promoção do café braileiro nas regiões com indicação geográfica”, diz ele. “É impossível vender o Brasil como um país único, sem apresentar essa diversidade de cafés”, acredita. 

Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado

A SIC é uma realização de Sistema Faemg, Espresso & Co., Sebrae e Governo de Minas Gerais. Tem o apoio institucional do Sistema OCEMG e patrocínio da CODEMGE, 3corações, Nescafé, Nespresso, SICOOB, Yara, Melitta e Senar. O evento também conta com o apoio de ABIC, Abrasel, IWCA, Banco do Brasil, BSCA, Cecafé, Fecomercio, Fiemg, Ministério da Agricultura e Pecuária e Sindicafé-MG.

TEXTO Cristiana Couto • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Cafezal

Coffee of the Year divulga lista dos 65 finalistas de 2024

Após um segundo dia intenso de muito conhecimento e conexão na Semana Internacional do Café, foram divulgadas as 65 amostras finalistas do Coffee of the Year 2024. Clique aqui e confira os produtores classificados e suas regiões.

O concurso deste ano recebeu 570 amostras, vindas de diferentes regiões do Brasil. Na primeira fase, esses cafés passaram por avaliação de Q-Graders e R-Graders. Já na segunda, os dez primeiros arábica e os cinco primeiros canéfora ficaram disponíveis em garrafas térmicas codificadas para que os visitantes da SIC pudessem provar e votar em sua favorita de cada categoria, nesses dois primeiros dias de evento.

O anúncio dos nomes e da ordem final de classificação, além da premiação dos melhores cafés arábica e canéfora, acontece amanhã (22), último dia de Semana Internacional do Café, às 15h, no Grande Auditório.

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Mercado

Primeiro dia de SIC debate clima e novos consumidores

O evento, que vai até sexta (22), destacou, também, a necessidade da união de toda a cadeia

Trabalho conjunto. Seja ele feito a partir da união de toda a cadeia, seja integrando olhares voltados à sustentabilidade, qualidade e valor, a expressão, quase um conceito na cafeicultura atual, permeou as palestras do primeiro dia da 12ª edição da Semana Internacional do Café. 

O evento, que acontece até sexta (22) no Expominas, em Belo Horizonte (MG), teve como tema central “Como o clima, a ciência e os novos consumidores estão moldando o futuro do café”. As questões sobre o clima alertaram para os desafios enfrentados pela cadeia cafeeira, mas, também, para possíveis soluções. “O Brasil não está conseguindo produzir café suficiente para atender a demanda, mesmo batendo recordes”, alerta o especialista Haroldo Bonfá, da Pharos Consultoria e há 40 anos no ramo do café, na palestra de abertura “Cenários e perspectivas do cenário de cafés”. 

Haroldo Bonfá na palestra de abertura “Cenários e perspectivas do cenário de cafés”

A questão diz respeito à conjunção desordenada de seca, geada e chuva tardias, tanto no Brasil como no âmbito global. “Acidentes climáticos vão continuar”, frisa Márcio Ferreira, CEO da Tristão. “E medidas isoladas não são a solução”, emenda Marco Valerio Brito, da Cocamig, no painel “Visão global: executivos discutem os atuais desafios e oportunidades do setor”. 

Segundo os palestrantes, porém, nunca o setor esteve tão unido. Um exemplo disso é o compartilhamento de sementes de uma nova variedade de arábica –, a star4 (com período menor de crescimento e alta tolerância à ferrugem) desenvolvida pela Nestlé depois de mais de dez anos de pesquisas –, com a cadeia produtiva. “Se antes praticávamos uma agricultura sustentável, hoje incentivamos uma agricultura regenerativa”, diz Valéria Pardal, CEO de cafés da Nestlé Brasil, que participou do mesmo painel, referindo-se aos cuidados com o solo, com a água e à preservação da biodiversidade. 

Painel “Visão global: executivos discutem os atuais desafios e oportunidades do setor”, com Marco Valério, Valéria Pardal, Marcio Ferreira e Adriana Mejía

Ao lado dos impactos fortíssimos do clima, que têm se refletido no mercado a “geografia de consumo” também vai mudar. “Rápida e drasticamente”, sentencia Ferreira. “E essa geografia vai demandar mais e mais produção, precisão de tecnologia, ciência e bom preço”, conclui.

Ferreira refere-se aos mercados emergentes. “Temos um potencial tremendo, pois somos competitivos em preço e em qualidade, e temos que valorizar isso nos mercados lá fora”, esclarece Bonfá, referindo-se não só aos mercados emergentes, como China e Índia, como uma oportunidade – são países populosos e que ainda bebem pouco café (a China, por exemplo, bebe 300 g de café per capita ao ano) – mas, também, à manutenção dos países já conquistados. Mas o trabalho, frisou ele, é longo. “Temos todo o espectro de café necessário”, reforça o especialista. 

Trabalho conjunto. Um dos resultados, sem o qual todo ele seria em vão, é o convencimento não só desses novos mercados, mas, também, das novas gerações, quanto ao valor de uma xícara de café brasileiro de qualidade. “A visão do futuro do café é gelada”, aposta Valéria, com relação às bebidas cold brew, segmento que alcançou um crescimento de 40% no último ano. 

É preciso, portanto, entender o consumidor, que tem sede de conhecimento, quer novas experiências mas, também, um café ESG. Rastreabilidade e corresponsabilidade são, assim, conceitos que estão na ordem do dia. 

“Não existe revolução verde no vermelho”, lembra Felipe Salomão. A mitigação da emergência climática e a manutenção e crescimento do mercado não funcionam de maneira isolada. “A agricultura regenerativa é sistêmica”, continua Salomão, gerente-sênior de assuntos públicos da Nestlé Brasil no painel “COP 30: e eu com isso?”. “É preciso gestão, de caixa, de sucessão, de financiamento”, continua. “A cafeicultura sustentável é de um difícil equilíbrio entre produção e sustentabilidade”, ecoa José Donizeti Alves, professor titular da UFLA, ao discorrer sobre o impacto do clima no café sob ambos os aspectos no painel “Desafio climático: seus impactos e soluções verdes para uma nova era sustentável”.

Trabalho integrado. Como converter, por exemplo, economia verde em valor? Este foi o tom de Daniel Vargas, professor da FGV RJ, durante o mesmo painel. São necessários movimentos globais, como as negociações da COP, em nível nacional, como os debates sobre o mercado de carbono, e os movimentos locais, nas trocas voluntárias de carbono. Uma verdadeira aula, difícil de reproduzir nesta síntese. Mas cuja reflexão é necessária e urgente. 

“O futuro é a integração entre saúde e bem estar, sustentabilidade e sabor”, reflete Stefan Dierks, diretor de estratégia de sustentabilidade do grupo Melitta da Alemanha, que abriu o painel “O impacto das megatendências no consumo de café. “E a única forma de alcançarmos isso é trabalhando juntos”.

A SIC é uma realização de Sistema Faemg, Espresso & Co., Sebrae e Governo de Minas Gerais. Tem o apoio institucional do Sistema OCEMGE e patrocínio da CODEMG, 3corações, Nescafé, Nespresso, SICOOB, Yara, Melitta e Senar. O evento também conta com o apoio de ABIC, Abrasel, IWCA, Banco do Brasil, BSCA, Cecafé, Fecomercio, Fiemg, Ministério da Agricultura e Pecuária e Sindicafé-MG.

TEXTO Cristiana Couto • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Mercado

SIC é palco de premiações e empreendedorismo

A Semana Internacional do Café, que começa nesta quarta (22), prevê gerar R$ 60 milhões em negócios

A Semana Internacional do Café (SIC), que começa nesta quarta-feira (20) em Belo Horizonte e é, tradicionalmente, um ponto de encontro para profissionais e empresas do setor cafeeiro no Brasil e na América Latina, também tem se consolidado como um polo estratégico para a geração de negócios, networking e desenvolvimento do mercado. 

O evento, que vai até sexta (22) traz uma agenda repleta de rodadas de negócios, palestras, feiras e concursos, numa plataforma única para conectar empreendedores e executivos a tendências e tecnologias emergentes, impulsionando a competitividade e a sustentabilidade do setor. É um evento essencial para quem busca não apenas expandir suas operações, mas também fortalecer suas redes e explorar oportunidades no mercado cafeeiro nacional e internacional.

Um dos melhores exemplos dessas oportunidades é a 13ª Coffee of the Year 2024, uma celebração que exalta a excelência e a diversidade dos cafés brasileiros, e gera impacto direto no mercado. A seleção dos 10 melhores produtores de arábica e dos cinco melhores de canéfora, feita pelo voto dos visitantes, impulsiona o trabalho dos finalistas, facilitando o acesso a novos mercados e consolidando a presença dos cafés brasileiros em mercados já existentes. 

Esse reconhecimento agrega valor aos cafés não só dos produtores premiados, mas de toda a região, e abre caminho para parcerias e negociações que fortalecem todo o ecossistema. 

Os cafés foram avaliados inicialmente por profissionais Q-Graders e R-Graders, que selecionaram as 180 melhores amostras para serem apresentadas ao público da Semana Internacional do Café. Esses cafés estarão disponíveis em duas salas de cupping, onde compradores e visitantes poderão provar e negociar diretamente com os produtores, criando um ambiente propício para novos negócios.

Novos negócios também acontecem entre os mais de 170 expositores distribuídos por todo o pavilhão da Expominas, que vão mostrar seus produtos, lançar novidades e apontar tendências. A estimativa para esta edição é movimentar cerca de R$ 60 milhões. 

Conectar-se com compradores é, também, um dos principais objetivos das regiões produtoras, que se organizam em estandes para oferecer degustações e informações sobre seus melhores produtos. A SIC, portanto, funciona como uma vitrine estratégica, capaz de abrir portas para novos mercados e oportunidades de negócios, além de impulsionar o desenvolvimento econômico e sustentável de cada território representado.

“A SIC é um importante evento para aproximar os produtores rurais, grandes responsáveis por essa liderança, e os demais elos do setor. Essa conexão viabiliza um terreno propício para parcerias e bons negócios e mostra ao consumidor final a qualidade e a importância dos nossos cafés”, destaca Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, uma das entidades realizadoras. 

Oportunidades de negócios serão tratadas, também, em palestras durante a SIC. Uma das mais aguardadas será ministrada pelo especialista Haroldo Bonfá, diretor e consultor da Pharo Consultoria, que vai discorrer sobre o tema “Cenários e perspectivas do mercado de café”. Entre os assuntos abordados na palestra estão a abertura de novos mercados, dados sobre exportação para outros países, denominações de origem e novos consumidores. 

“Os números recordes nas exportações e a abertura de grandes mercados, como a China, são prova de que investir em tecnologia, inovações, assistência técnica e equilíbrio com o meio ambiente dá resultados. E a SIC é uma vitrine de tudo isso”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Minas Gerais, Thales Fernandes.

Premiações

Além do COY, outras premiações acontecem no evento e são, sempre, uma celebração do trabalho de todos os elos da cadeia. Em sua 6a edição, o concurso Espresso Design tem o objetivo de avaliar e premiar as melhores embalagens de café de 2024, reconhecendo o compromisso das marcas de café que investem em comunicação e que impactam, diretamente, a maneira como o café de qualidade chega ao consumidor. 

Foram mais de 80 embalagens, avaliadas pela Equipe da Espresso e por especialistas convidados nos quesitos identidade visual, eficiência, conceito, originalidade e criatividade. Destas, surgiram as 20 embalagens finalistas, que nos dois primeiros dias de SIC, ficarão expostas e receberão os votos dos nossos visitantes. 

A grande final da competição Torrefação do Ano Brasil 2024, organizada pela Atilla Torradores e com o apoio da SIC, vai acontecer, pela segunda vez, no último dia do evento. Dentre as 20 torrefações finalistas, de mais de 18 estados inscritos, só uma leva o troféu.  

A SIC também é palco do Campeonato Brasileiro Blends de Café, uma realização da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). 

O campeonato, que está em sua segunda edição, promove e fomenta o conhecimento em torno da criação de blends de café, um saber fundamental para o trabalho das torrefações brasileiras. O resultado será conhecido, também, na sexta (22).

Por fim, a agitação do último dia ainda conta com a revelação do vencedor do Campeonato Brasileiro de Barismo, promovido pela BSCA e que acontece nos três dias de SIC. O campeão brasileiro irá representar o Brasil no campaonato mundial da categoria, que acontece em 2025 na Itália. 

Um tributo às regiões brasileiras

Uma obra completa sobre as indicações geográficas (IGs) terá seu lançamento na SIC. A Revolução do Café Brasileiro: Regiões com Indicação Geográfica reúne 14 regiões produtoras de café do Brasil. A obra explora as características de cada uma das áreas, com suas particularidades, métodos de cultivo e processamento dos cafés, além de incluir perfis sensoriais dos grãos. 

O livro surgiu da necessidade de oferecer uma visão abrangente da cadeia produtiva brasileira, desde a plantação até seu consumo. O Sicoob, instituição financeira cooperativa, é patrocinador da obra, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.  

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café