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Luckin investe R$ 2,2 bi em torrefação e expande capacidade industrial na China
Novo centro em Qingdao eleva a capacidade da rede a 155 mil toneladas por ano e reforça a estratégia de integração e eficiência logística da rede no leste do país
A rede Luckin Coffee anunciou o início das operações de um centro inteligente de torrefação de café em Qingdao, na província chinesa de Shandong.
Com investimento de cerca de 3 bilhões de yuans (quase R$ 2,19 bilhões) e capacidade anual acima de 55 mil toneladas, a empresa afirma, em comunicado, que a instalação “representa mais um passo em frente na cadeia de suprimentos global da Luckin, com capacidade e eficiência aprimoradas, impulsionando o progresso na transformação inteligente e sustentável da indústria cafeeira da China”.
Com a inauguração, a companhia passa a operar uma rede de torrefação em quatro cidades no leste do país — Qingdao, Pingnan, Kunshan e Xiamen (em construção) — que, juntas, devem superar 155 mil toneladas de capacidade anual, um novo recorde para a indústria de torrefação de café na China, segundo a empresa.
Além disso, a proximidade do Porto de Qingdao, um dos principais do país, permite a importação direta de café verde de origens como Brasil, Colômbia e Etiópia. De acordo com o comunicado, o apoio de uma rede logística que integra transporte marítimo, terrestre, aéreo e ferroviário deve aumentar a eficiência entre a compra do grão e o consumo final.
Para Jinyi Guo, cofundador e CEO da Luckin Coffee, a abertura do centro marca um avanço na consolidação da cadeia de produção da empresa, ao combinar tecnologia e sustentabilidade e contribuir para a modernização do setor cafeeiro chinês.
Segundo a Luckin, os processos no centro de torrefação de Qingdao são 100% automatizados, com equipamentos de embalagem de alta capacidade e armazenamento com controle constante de temperatura e umidade. A estrutura inclui ainda um sistema de redução de emissões de carbono.
De acordo com dados da World Coffee Portal, a Luckin Coffee protagonizou uma das expansões mais rápidas do varejo global de café, ao saltar de poucos milhares de lojas no início da década para mais de 30 mil unidades em 2025.
O crescimento consolidou a rede como líder na China em número de pontos de venda e reduziu a distância em relação à Starbucks, indicando uma mudança relevante no equilíbrio do mercado global, analisa a WCP.
Fonte: World Coffee Portal





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