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Café da Califórnia estreia em leilão internacional e amplia mapa da produção nos Estados Unidos

Leilão em Dubai também incluiu dois microlotes da brasileira Daterra Coffee

Quando se fala em produção de café nos Estados Unidos, a região de Kona, no Havaí, é a principal referência. Mas, ainda que em pequena escala, o país começa a desenhar uma nova fronteira cafeeira no território continental. Prova disso foi a primeira participação de um café cultivado na Califórnia em um leilão internacional, realizado no âmbito do World of Coffee Dubai 2026, cuja quinta edição ocorreu entre 18 e 20 de janeiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O leilão reuniu lotes de 13 origens produtoras e movimentou cerca de US$ 67,9 mil, com mais de 1,3 mil lances de compradores de cafés especiais de todo o mundo. Entre nomes consagrados, como a panamenha Hacienda La Esmeralda, estreou um lote de 20 kg de gesha lavado da Frinj Coffee, em Ventura, na costa da Califórnia. Cultivado no rancho Condor Ridge, nas colinas de Santa Bárbara, o café foi arrematado por US$ 256 o quilo.

O café californiano dividiu espaço com um lote da variedade SL34 lavado anaeróbico da Kona Farm Direct, localizada nas encostas do vulcão Monte Hualalai, no Havaí, indicando o potencial de qualidade do café especial norte-americano, cujo cultivo já não se restringe ao arquipélago havaiano. O lote, de 12 kg, foi vendido a US$ 150 por quilo.

Além da novidade americana, o leilão incluiu dois cafés brasileiros da Daterra Coffee, de Patrocínio (MG). Um dos lotes, de 12 kg, foi um natural anaeróbico (62 horas) da variedade guarani — exclusiva da Daterra e resultado de seleção de plantas da variedade aramosa em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) — vendido a US$ 100 por quilo. O outro lote, também de 12 kg, foi um laurina natural anaeróbico, arrematado por US$ 107 por quilo.

TEXTO Redação

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