Cafezal

Café, experiência e cultura local: Saiba mais sobre o COFFEA Trips!

Você já deve ter acompanhado as nossas viagens pelas fazendas do Brasil a fora, acredito que bateu uma vontade de conhecer, certo? Alguns lugares são difíceis de chegar e às vezes o contato para ir até o local é complexo, pensando nessas questões a jornalista Kelly Stein criou o COFFEA Trips. 

“A ideia surgiu de um interesse dos meus amigos nas minhas viagens, quando estava em alguma fazenda sempre vinha um comentário: nossa queria ir na mala com você. Assim, percebi o interesse e juntei a minha vontade de oferecer um roteiro seguro para mulheres que viajam sozinhas e também que atendam de forma respeitosa a comunidade LGBTQIA+, e nasceu o projeto”. 

Kelly conta que o lançamento foi em janeiro de 2020 e em março veio o primeiro lockdown e a descoberta do que seria o covid-19. “Havia investido todo dinheiro que tinha, pois minha ideia seria recuperar durante o período da colheita daquele ano, e veio o fechamento de tudo. Não fizemos os roteiros, mas pudemos amadurecer a empresa, treinar os representantes de cada estado e avaliar os produtos”, explica. 

A jornalista destaca que o COFFEA se propõe a oferecer rotas turísticas de uma forma diferente, “todos os roteiros tem um tema, é acompanhado de um historiador ou educador que poderá explicar os detalhes do local. O objetivo é levar a pessoa para perto do campo, fazer com que ela se reconecte com si mesma, aprenda sobre o café e participe de diferentes dinâmicas. O café é o protagonista e em volta dele criamos as experiências”, aponta. 

O projeto está espalhado nos seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Rondônia e São Paulo, cada local conta com um representante que  entende de café ou de turismo e que auxilia Kelly na hora de formatar as experiências e adaptar de acordo com a cultura local. São passeios urbanos com visitas a pontos históricos do café, cafeterias e torrefações, pode ser de um dia ou de períodos mais longos. 

Próximos roteiros: 

Monte Alegre do Sul (SP) 

Feito em parceria com a Fazenda Cafezal em Flor e Fazenda Atalaia, em Monte Alegre do Sul (SP). A experiência que vai das 10h às 18h fica pertinho de São Paulo, 131 km da capital paulista. Inclui: visita em uma fazenda histórica de café e na produção de queijos finos; almoço; estacionamento; café e belezas naturais da região. Kelly é a guia dessa experiência e conta com especialistas como a mestre em História da Arte, Meiri Cardoso e a engenheira agrônoma, Daiani de Toledo.

Quando: 16 de abril
Valor:
R$ 377
Mais informações: http://coffeatrips.com.br/monte-alegre-do-sul-1-dia/

Santos (SP) 

A experiência que começa às 10h e vai até 18h fica pertinho de quem mora em São Paulo, 80 km de distância. Inclui: visita no Museu do Café e outros pontos históricos da cidade; almoço gastronomia portuguesa; degustação de café; centro histórico e cultura local. Conta com o historiador e guia de turismo, Mario Rodrigues.

Quando: 22 de abril
Valor:
R$ 240
Mais informações: http://coffeatrips.com.br/santos-alem-do-porto-1-dia/

Amazônia (RO)

A ideia é explorar, aprender, desconstruir imagens e conceitos pré-estabelecidos sobre cafés canéforas, sobre as pessoas da floresta, sobre os cidadãos de Rondônia. É uma oportunidade para mergulhar dentro da cultura local. Nessa experiência você: visitará quatro produtores de café especiais com perfis bem diferentes; aprenderá com povos originários (comunidade indígena) que produzem cafés especiais e sustentáveis; conhecerá uma estrutura tecnológica de manejo de café; irá degustar cafés e delícias da gastronomia local; resort com parque aquático, trilhas e muitas atrações, tudo isso em meio à floresta Amazônica. 

Quando: de 13 a 18 de junho
Valor:
a partir de R$ 4.833 (varia de acordo com o quarto escolhido – duplo, triplo ou quádruplo)
Mais informações: http://coffeatrips.com.br/rondonia/

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Divulgação

BaristaCafé & PreparosMercado

Café, gastronomia e cultura: Garanta o seu ingresso para o São Paulo Coffee Festival!

Pessoal de São Paulo, preparados para tomar muito café? Com o objetivo de celebrar a cultura da bebida na capital paulista, além de incentivar os negócios do setor, como cafeterias, torrefações e produtores, o São Paulo Coffee Festival realiza a sua primeira edição entre os dias 24 e 26 de junho, na Bienal do Parque Ibirapuera.

Com degustações ilimitadas de cafés e comidinhas, o festival reunirá gastronomia, coquetéis, música e arte em uma programação voltada, principalmente, para os apaixonados pela bebida! Além de fazer conexões com diferentes marcas nos estandes, o público também poderá participar de competições e workshops sobre temas diversos, como latte art, harmonizações e drinques alcoólicos.

Essa é a primeira vez que o maior festival de cafés do mundo acontece no Brasil. Na capital da Inglaterra, o London Coffee Festival já acontece há dez anos e reúne a comunidade local em torno de uma paixão: o café! Outras cidades que recebem o evento são: Nova York, Los Angeles, Milão, Amsterdam, Cidade do Cabo, Melbourne, Sidney, Toronto e Seul.

A venda dos ingressos para o São Paulo Coffee Festival começou nesta quarta-feira (13). É possível comprar dias individuais (R$ 50 cada um) ou um ingresso único para os três dias (R$ 100). A opção VIP custa R$ 95 (acesso a um dia) e conta com uma ecobag, um copo-caneca exclusivo, um drinque com café de cortesia e brindes especiais. Crianças de 4 a 12 anos pagam R$ 10. Estudantes e idosos pagam meia entrada. 

Para adquirir seu ingresso, clique aqui. 

Serviço
São Paulo Coffee Festival
Quando: 24 a 26 de junho
Onde: Bienal do Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)
Mais informações: www.saopaulocoffeefestival.com.br 

TEXTO Redação

Barista

Inscrições abertas! BSCA capacita profissionais para avaliação de café robusta

Entre 16 e 21 de maio, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) realizará, em seu laboratório, o curso de formação “R-Grader”, voltado a profissionais que desejam se qualificar como avaliador de cafés robustas com qualidade certificada, tornando-se aptos a diferenciar o produto de várias origens produtoras, como Uganda, Índia, Ruanda, Equador, Vietnã, Indonésia, México, Brasil, Filipinas, entre outros.

O profissional aprovado no curso da BSCA se torna um “avaliador R” de qualidade, especialista em degustação e classificação de café robusta, e recebe uma certificação mundial ligada ao Coffee Quality Institute (CQI), entidade sediada nos Estados Unidos que trabalha em prol de uma melhor qualidade cafeeira mundial, através de treinamentos e exames práticos que permitem o desenvolvimento de competências para a análise sensorial, além da habilidade em avaliar os defeitos da bebida.

De acordo com o presidente da BSCA, Henrique Cambraia, essas iniciativas visam melhorar a qualidade do robusta brasileiro, incluindo o treinamento de profissionais da área de excelência dessa variedade de café. “Nosso curso possui duração de seis dias e conta com aulas teóricas e práticas, além de provas para reforçar a compreensão dos alunos sobre o processo de classificação ‘Q Robusta’, ao mesmo tempo em que testa sua capacidade de avaliar o café robusta de acordo com os padrões estabelecidos pelo CQI”, explica.

Como é o exame?

A formação de um “avaliador R” envolve o conhecimento de todas as etapas de produção do café. O curso é composto por 19 ações sobre assuntos relacionados ao produto, como a classificação, a identificação de torra, a triangulação e as habilidades sensoriais. Os exames abordam itens como conhecimentos gerais do café, testes de habilidade sensorial, olfativo, de triangulação, torra e xícaras, além de ácidos orgânicos e identificação de amostras de torras e café verde.

O treinamento e os exames foram desenvolvidos com base na metodologia da Uganda Coffee Development Authority (UCDA) e do CQI. Ao final, os alunos realizam uma série de exames necessários para a obtenção da licença “R-Grader”.

Para se inscrever no curso de “R-Grader”, os interessados devem preencher o formulário no site da BSCA.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Dicas de ovos diferentões para a sua Páscoa!

Recebemos na redação algumas opções de ovos delicados e super recheados para você escolher e se deliciar no final de semana! 

Bauducco – Chocottone Ovo de Páscoa 

Ovo de páscoa ao leite com recheio de creme de chocottone. É um item exclusivo do portfólio Casa Bauducco e traz a mesma qualidade e sabor dos produtos de Natal, com muito chocolate e um recheio especial de massa de Chocottone.

Quanto: R$ 61,90 (260g)
Onde encontrar: casabauducco.com.br
Redação achou: docinho na medida certa; cremoso; gosto da massa de chocotone. Combina com um café na aeropress.

Colomba de Brigadeiro Gourmet
Para quem não dispensa uma boa colomba no domingo de Páscoa, essa é a opção certa. Feita com fermentação natural, tem 800g de sabor e cremosidade, cobertura de chocolate e gotas de chocolate com um recheio de brigadeiro gourmet cremoso.

Quanto: R$ 89,90
Onde encontrar: casabauducco.com.br
A redação achou: uma ótima sobremesa para quem é fã de coisas bem docinhas, massa macia, bem recheada. Combina com um café fermentado.

Brownie do Luiz

Conhecidos pelos tradicionais brownies a marca traz para a Páscoa ovos de chocolate com farofa de brownie dentro das latinhas. Apresentadas na versão de 200g, contam com duas opções de sabores: chocolate meio amargo e chocolate branco. Cada latinha possui quatro ovos de 50g.

Quanto: R$ 60
Onde encontrar: browniedoluiz.com.br
A redação achou: uma ótima opção para presente. Os ovos são bem macios, crocantes e de um sabor maravilhoso. O branco combina com um espresso e ao leite com um café coado. 

Cacau Vanilla 

A confeitaria traz o conceito de doces 100% veganos e saudáveis, isentos de glúten, soja, lácteos e açúcar refinado. Além dos tradicionais ovos de colher de 300g com recheios de brigadeiro, paçoca, creme de avelã, pão de mel, tortinha de limão, o ovo esfera de avelã e ovo kids veganinho. O ovo Cookies conta com uma casca de chocolate 51% (zero açúcar), creme de avelã e cookie. 

Quanto: Cookie R$ 134
Onde encontrar: cacauvanillashop.com.br
A redação achou: generosamente recheado, com sabor de cacau, o creme de avelã é delicioso e o cookie tem um leve sabor de amendoim. Doce na medida certa e combina com um café suave. 

Le Blé Casa de Pães

A confeitaria e padaria artesanal de São Paulo preparou novas receitas para a Páscoa. Na linha de ovos são duas pedidas inéditas. Uma é a versão pascal do tiramisù, o tradicional doce de origem italiana. Feito com casca de chocolate branco com pintinhas de chocolate ao leite recheada de ganache de café e brigadeiro de mascarpone, o lançamento sai a R$ 149 (500 gramas). Outra aposta é o amanteigado palmier da casa, a casca leva o crocante do biscoito francês feito de massa folhada, recheio de doce de leite e, para completar, três unidades de mini palmiers (R$ 149; 500 gramas).

Onde encontrar: leblecasadepaes.com.br
A redação achou: provamos o de tiramisù e o palmier, ambos são incríveis, delicados, muito recheados e crocantes. Ótimo para se deliciar no domingo de Páscoa. Combinam com espresso ou um café preparado na french press. 

Sodiê 

A marca que é conhecida pelos seus bolos tradicionais traz sua versão do Baileys em ovo de páscoa. O recheio reúne a combinação do tradicional licor irlandês, que une whisky, leite fresco e chocolate. A marca conta ainda com outras sugestões: Dois Amores; Trufado Preto e Branco; Brigadeiro de colher; Alpino e Brigadeiro de Leite em Pó.

Quanto: Baileys – uma casca R$ 84,90; duas cascas R$ 159,90
Onde encontrar: sodiedoces.com.br 
A redação achou: degustamos o de Baileys, um dos queridinhos! Recheio na medida certa, cremoso e delicioso. Uma ótima opção para sobremesa ou presente. Combina com um bom espresso ou um café preparado na french press. 

Sterna Café

A rede de franquias especializada em cafés especiais apresenta um ovo de chocolate crocante, recheado de trufa de café.

Quanto: R$ 89,90
Onde encontrar: disponível em todas as lojas. Para encontrar a unidade mais próxima, basta acessar o site oficial da marca ou realizar o pedido via delivery –
sternacafe.com.br
A redação achou: para os amantes de café, o gosto é bem suave e harmoniza com o chocolate. Doce equilibrado e bem saboroso.  Combina com um café preparado na aeropress. 

Zulcare 

A Zulcare apresenta o Pão de Mel que tem sua casca de chocolate ao leite recheada com uma camada generosa do bolo de mel, um dos carros chefes da confeitaria. Conta ainda com o Marzipan; Nutella Crocante e Pistache. Os ovos recheados estão disponíveis também em uma versão menor, vendida em uma caixa com 3 unidades.

Quanto: R$ 160
Onde encontrar: zulcare.com.br
Redação achou: um dos mais saborosos, doce na medida certa, recheio é de massa de pão de mel e super fofinho. Combina com um café preparado no Koar. 

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Giulianna Iannaco

Barista

55 Independent Coffee Brewers realiza 1ª etapa regional em Goiânia (GO)

A primeira etapa regional da competição independente de preparo de cafés, 55 Independent Coffee Brewers, aconteceu no último domingo (10) durante a programação da 2ª edição do Café Fest Cerrado, evento voltado para profissionais do setor e coffee lovers, realizado em Goiânia (GO), de 8 a 10 de abril.

A disputa, que contou com 24 competidores, consistia em premiar o melhor café feito nos métodos escolhidos pelos participantes. Apesar dos equipamentos serem de escolha livre, todas as bebidas foram feitas a partir dos grãos cultivados por Catarina Kim na Fazenda São Sebastião, em São Thomé das Letras (MG).

Divididos em chaves de 3 ou 4 baristas, as xícaras foram provadas às cegas pelos juízes da competição. As mais bem votadas nas seis chaves eliminatórias garantiram vagas nas semifinais. A grande final foi composta por Erica Pereira Borges, que utilizou o método pernambucano Koar, e Anne Caroline, que escolheu a aeropress.

A vencedora da etapa de Goiânia, Erica Pereira Borges – Foto: Julyelly Roberta

Desta disputa feminina saiu a campeã da etapa de Goiânia: Erica Pereira Borges. Com o título, Erica garantiu vaga para disputar a final da competição, marcada para acontecer em novembro, em Belo Horizonte (MG). A 55 Independent Coffee Brewers é organizada pela 55 Coffee Hub.

Mais informações: www.instagram.com/55_independent_coffee_brewers/ 

TEXTO Redação

Mercado

Especialista do Rabobank avalia preços, consumo e exportação do café

Muito tem se falado sobre a expectativa para a safra 2022/2023 e como o conflito Rússia e Ucrânia pode afetar os preços do café. A partir desses temas, entramos em contato com o analista econômico, com foco em café, do banco Rabobank, Guilherme Morya.

Segundo ele, a pesquisa recente da instituição estima que a safra atual alcançará 64,5 milhões de sacas, sendo 41,4 milhões de arábica. “Queda de 10,4% e 21,9%, respectivamente, em relação ao último ciclo de alta produção (em 2020). Vale a pena lembrar que este valor representa a menor produção de café arábica desde 2015. Problemas de seca e geadas reduziram significativamente o potencial produtivo nos cinturões de café arábica, especialmente considerando o aumento de áreas improdutivas (índices de podas maiores). Por outro lado, as lavouras de canéfora (conilon) apresentam excelentes condições e caminham para uma produção recorde, estimada em 23,1 milhões de sacas”, destaca;

O conflito Rússia e Ucrânia chega hoje (11) ao 47º dia, com o destaque para o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, que afirmou que Moscou não vai interromper sua “operação militar”.

“Desde o início do conflito, os preços do café recuaram devido às preocupações com a redução da demanda. Rússia e Ucrânia consomem cerca de 4,3 milhões de sacas e 1,4 milhões de sacas, respectivamente. Combinadas, representam cerca de 3,5% da demanda global de café. Além da queda no consumo nesses dois países, existem preocupações de como o conflito pode impactar a demanda de café na Europa, dado que a pressão inflacionária, potencializada pelo conflito, pode limitar o consumo de café. Outro ponto que colaborou no recuo dos preços foi a recente melhora do fluxo de café no mundo (logística global), porém, a situação ainda precisa melhorar. Os recentes acontecimentos, também fizeram com que os fundos não-comerciais em Nova Iorque (The ICE-NY) diminuíssem suas posições no mercado de café, gerando mais volatilidade aos preços”, explica Guilherme.

Preços e exportação

Pensando nessas oscilações da Bolsa, Guilherme acredita que o produtor deve buscar a rentabilidade em seu negócio, para isso, é necessário saber o custo de produção, para assim, estabelecer uma meta de margem. “Muitas vezes, o produtor fica ancorado em um determinado preço, o que pode levar a perder boas oportunidades de venda. Sempre recomendamos que o produtor defina uma política de comercialização, com metas de vendas e margens, levando sempre em consideração seu custo de produção”.

Já os problemas na hora da exportação envolvem, nos últimos meses, o aumento dos custos de fretes, a disponibilidade de contêineres e o cancelamento de bookings foram grandes desafios para a cadeia do café. “Como alternativa, foram realizados alguns embarques na modalidade “break bulk” para superar a falta de contêineres, porém, não é a modalidade ideal para exportar café. Apesar da recente melhora, os gargalos logísticos continuam impondo desafios. No primeiro bimestre de 2022, o Brasil exportou 6,8 milhões de sacas, queda de 10,6% em comparação ao mesmo período de 2021. Segundo o índice WCI, os custos dos fretes conteinerizados atingiram USD 8.042/contêiner em 7 de abril 2022, queda de 12,4% no mês, mas, ainda 64% maior que em abril 2021. A expectativa é que os problemas logísticos persistam ao longo de 2022”, explica Guilherme.

Em relação ao clima, Guilherme destaca que é sempre um fator de incertezas para produção agropecuária, mas, não necessariamente implica em redução drástica na produção. “Para minimizar esse risco, é importante o produtor sempre investir em novas tecnologias, como, por exemplo, monitoramento (clima e lavoura), variedades resistentes, eficiência no uso de irrigação e/ou insumos”.

Consumo

Recentemente, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) divulgou que o consumo de café brasileiro foi de 21,5 milhões de sacas em 2021, aumento de 1,71% em relação a 2020. “Valores muito próximos que nós trabalhamos no Rabobank. Fatores que colaboraram para esse incremento envolvem a demora da indústria em repassar o aumento do custo de café verde e outros materiais ao consumidor e, também, a consolidação da reabertura do comércio durante 2021. Para 2022, vemos como pouco provável um aumento no consumo nas mesmas proporções que observamos em 2021. Dados da ABIC e do Instituto de Economia Agrícola (IEA), indicam que nos últimos 12 meses, os preços de café no varejo aumentaram quase 90%. E diante da atual pressão inflacionária e de outros desafios econômicos que o Brasil enfrenta, tendem a limitar um grande crescimento no consumo”, finaliza.

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Café Editora

Cafezal

Exposição em São Paulo (SP) retrata o dia a dia das esposas dos catadores de café

Desde o dia 3 de abril, no Museu de Arte Sacra, na cidade de São Paulo (SP), está em cartaz a exposição “Viúvas de maridos vivos”, que retrata as mulheres que cuidam sozinhas da casa e do sustento dos filhos enquanto os maridos viajam em busca de trabalho em diferentes regiões do país.

As obras da mostra foram feitas pelas mãos do pintor e escultor Leandro Júnior de Souza, nascido na área rural do Vale do Jequitinhonha. Até os 12 anos de idade, o artista e seus quatro irmãos foram cuidados pela mãe, uma vez que o pai saía em busca de trabalho, sendo um deles na colheita do café. Essa rotina foi registrada por meio da pintura de 12 personagens, incluindo sua mãe.

Leandro também dedica uma de suas pinturas à padroeira do Quilombo Córrego de Cuba, no município de Chapada do Norte, onde nasceu. Foi neste local, atuando como voluntário com crianças em 2016, que o artista começou a extrair o barro para utilizar nas obras.

A exposição “Viúvas de maridos vivos” ficará disponível no Museu até o dia 5 de junho e pode ser visitada de terça a domingo, das 11h às 17h. Os ingressos custam R$ 6. Aos sábados a entrada é gratuita.

Mais informações: http://museuartesacra.org.br/

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Tomar café faz bem para o fígado?

O café não só é delicioso, mas pode fornecer um impulso de energia necessário pela manhã ou durante uma tarde sonolenta. Ele também é conhecido por reduzir o risco de doenças cardíacas e diabetes. O que algumas pessoas podem não perceber, porém, é que o café também pode melhorar a saúde do fígado.

A pesquisa mostrou continuamente que o café pode ter um efeito hepatoprotetor, o que significa que pode ajudar a proteger o fígado contra danos. Isso é o oposto do álcool, por exemplo, que pode levar à hepatotoxicidade (lesão no fígado) se consumido com muita frequência.

1) O café pode protegê-lo da fibrose hepática

A fibrose hepática é um problema sério causado pelo acúmulo de tecido cicatricial em excesso no fígado. Com o tempo, isso pode afetar a função do órgão, mas estágios leves de fibrose geralmente podem ser revertidos por meio de mudanças no estilo de vida e medicamentos.

Um estudo do The Journal of Hepatology descobriu que beber café (e chá) regularmente pode ajudar a reduzir o risco de fibrose hepática. Uma das maneiras de testar a fibrose é medindo a rigidez do fígado, e este estudo mostrou que o consumo de café foi associado a isso.

2) O café pode ajudá-lo a controlar os níveis de enzimas hepáticas

Seu fígado contém enzimas que aceleram certos processos em seu corpo, como a quebra de toxinas, produção de bile e o combate a infecções. Se o seu corpo produzir muitas dessas enzimas, elas podem vazar na corrente sanguínea, o que pode ser um sinal de doença ou dano hepático.

A pesquisa mostrou que beber café pode diminuir as concentrações de enzimas hepáticas, especificamente em pessoas que consomem grandes quantidades de álcool. Também foi encontrado que o café diminui essas enzimas em pessoas com maior risco de doença hepática.

3) O café pode reduzir o risco de cirrose

A cirrose hepática é o estágio posterior e mais grave da cicatrização do fígado que foi mencionado anteriormente. Infelizmente, a cirrose geralmente não pode ser revertida como a fibrose, e pode levar a muitas complicações graves de saúde.

Felizmente, o consumo de café tem sido associado a ajudar a reduzir a doença. Mais especificamente, a pesquisa mostrou que o café também pode ajudar a reduzir o risco de cirrose alcoólica (estágio posterior da doença hepática alcoólica), bem como reduzir o risco de mortalidade causada pela cirrose alcoólica.

4) O café pode ajudar a reduzir o risco de câncer de fígado e doenças

Como você pode ver, o consumo de café pode fazer maravilhas para a saúde do fígado. E de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), beber esta deliciosa bebida também pode reduzir o risco de câncer de fígado.

Outros estudos mostraram também que o café não só tem o potencial de reduzir o risco de câncer de fígado, mas também pode retardar a progressão da doença hepática em algumas pessoas.

TEXTO As informações são do Eat This, not that! / Tradução Juliana Santin

Barista

2º Café Fest Cerrado acontece em Goiânia (GO) e conta com campeonato de filtrados

Foto: Tabitha Turner

Entre os dias 8 e 10 de abril, a cidade de Goiânia (GO) será palco da 2ª edição do Café Fest Cerrado, festival voltado para profissionais do setor e coffee lovers. Organizado pelo Shopping Cerrado e Estação 14 Café, o evento contará com palestras, cursos, oficinas, exposição de marcas, degustações, workshops e muito café para os participantes. Confira a programação:

Sexta-feira (8/4)

18h30 – Workshop de filtrados Timemore, com a barista Mari Mesquita
19h15 – Palestra: O que é preciso “furar” a bolha dos cafés especiais? Bate-papo com profissionais do café
20h30 – Latte Art – TNT com deleite vegetal Naveia
20h45 – Atração musical: DJ Jhonny Coffee

Sábado (9/4)

10h15 – Oficina de filtrados, métodos Chemex e Koar, com os baristas Gabriel Brandão e João Luiz
11h30 – Palestra: Turismo do café atrai novos consumidores
11h45 – Curso: Princípios e defeitos da torra do café, com a torrefação Civitá Café
13h – Roda de Conversa IWCA: Mulheres no café – Desafios do passado são os mesmos de hoje?
14h – Curso: Análise sensorial de ácidos do café, com o químico Thiago Motta e o barista Carlos Araújo
15h45 – Palestra: Como escolher equipamentos para sua operação?
16h – Oficina de cupping guiado
17h – Palestra: Benefícios nutricionais dos cafés especiais
18h15 – Oficina de drinques com café, com a barista Mari Mesquita
18h30 – Atração musical: Lançamento do projeto solo COSMOGONIA, com o músico Henrique DSC

Domingo (10/4)

11h – Curso: Muy Experience, com o Ricky Barista Pró
13h – Campeonato de filtrados: Regional da Copa 55 Independent Coffee Brewers
15h – Oficina de cupping guiado
17h – Oficina de cupping guiado
18h30 – Atração musical: Músicos Luiz Maia e Pomp’s Machado – voz, violão e percussão

Copa 55 Independent Coffee Brewers

O Café Fest Cerrado receberá a etapa regional do campeonato de filtrados, que ainda passará por mais 6 cidades. A competição em Goiânia contará com 24 competidores, que poderão escolher qualquer método de preparo para representá-los nas chaves.

Os participantes deverão usar o café oficial da disputa, que foi cultivado pela produtora Catarina Kim na Fazenda São Sebastião, em São Thomé das Letras (MG). A torra dos grãos ficará por conta das torrefações King Cafés Especiais e Muy Café e será padronizada para todos os competidores.

As rodadas serão compostas por 3 ou 4 competidores e suas bebidas serão julgadas às cegas. Os participantes terão cinco minutos para preparar 200 ml da receita desejada e, ao final, devem posicionar a xícara no local indicado pela organização. Após isso não será permitida nenhuma alteração. Caso o competidor não consiga entregar sua receita dentro do prazo, será desclassificado.

A competição contará, a cada rodada, com três juízes que farão individualmente a avaliação sensorial das xícaras. A bebida melhor avaliada será declarada vencedora da etapa. Em caso de empate na pontuação, o juiz reserva terá voto final.

A Copa 55 Independent Coffee Brewers é organizada por Daniel Carvalho e Aline Codo, da 55 Coffee Hub.

Serviço
2º Café Fest Cerrado
Quando: 8 a 10 de abril
Onde: Shopping Cerrado – Avenida Anhanguera, 10.790 – Aeroviário – Goiânia (GO)
Mais informações: www.instagram.com/cafefest_cerrado 

TEXTO Gabriela Kaneto

Mercado

Entenda aumento do consumo de café no Brasil e perfil do consumidor através da pesquisa da ABIC

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) realizou, na tarde desta quarta-feira (6), uma coletiva de imprensa on-line para apresentar os Indicadores da Indústria – Consumo Interno 2021 e também a pesquisa “A identificação do perfil do consumidor de café que busca por qualidade”. 

Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da ABIC, foi quem conduziu a apresentação. A pesquisa é realizada desde 1989 e apresenta os dados de consumo interno através dos associados. Entre novembro de 2020 e outubro de 2021, os números mostram que foram consumidos 14 milhões de café, um crescimento de 2,77% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. 

O diretor executivo destaca um crescimento constante no consumo desde 2018, sendo que, em 2021, o aumento foi um dos mais elevados, chegando a 1,71%. A pesquisa mostra que, entre os associados da ABIC, o consumo foi de 72,9%, e entre os não associados, foi de 27,1% de café em grãos ou moído. 

Os números revelam ainda que o Brasil manteve, no ano passado, a posição de segundo maior consumidor de café do mundo. A diferença para o primeiro lugar, ocupado pelos  Estados Unidos, é de 4,5 milhões de sacas. Seguimos como o maior consumidor de cafés  nacionais.

Quando analisado o consumo per capita, observa-se que, em 2021, foi de 6,06 kg por ano de café cru e 4,84 kg por ano de café torrado. O bom desempenho na mesa do consumidor teve  impacto direto na indústria: as empresas associadas à ABIC registraram um crescimento de 2,77%  no período. 

Atualmente, as indústrias associadas respondem por 72,9% da produção do café torrado em grão e/ou moído e representam 85,4% de participação (share) no mercado. A ABIC registra, em seu banco de dados, mais de 3.000 produtos certificados. 

“Com tudo que foi noticiado no ano passado, geada, problemas com o clima, o café navegou e se saiu bem. Conseguimos superar as expectativas. O mercado dizia que iria faltar café e hoje temos grãos, talvez não na quantidade desejada, mas ainda muitos da safra passada. Com a expectativa do mercado desfeita, isso resultou nas oscilações dos preços. Em relação a produção deste ano, as chuvas vieram no momento certo, o que beneficiou as lavouras e uma esperança de melhoria nesta safra. Teremos menos dificuldades que ano passado. Sobre os fertilizantes, os produtores devem começar as compras em setembro. Espero que até lá o conflito entre Rússia e Ucrânia seja solucionado e, assim, os preços voltem ao normal”, destaca Ricardo Silveira, presidente da ABIC. 

Variáveis que influenciam o preço final da bebida 

Grandes supermercados e atacarejo representam 84% do canal de venda do café. Sudeste e Sul destacam a compra de pacotes de 500 gramas, já o Nordeste compram embalagens de 250 gramas. 

Os consumidores sentiram o aumento significativo dos preços do café. São muitos os  fatores que impactam no preço final encontrado na gôndola, tais como: o câmbio em alta, o  aumento nos custos dos insumos, o volume da safra, o clima e a continuação da pandemia. 

Segundo um estudo feito pela ABIC, no período de dezembro/2020 até dezembro/2021, a matéria prima ficou, em média, 155% mais cara, e o aumento na média ponderada dos demais insumos como  matéria-prima, embalagem, salário-mínimo, energia elétrica, óleo Diesel e gasolina foi de 107,30%. Porém, nas prateleiras, o reajuste de preço do café atingiu a média de 52% para o mesmo período. 

A variação de preços por categoria de qualidade foi, em média, de Extraforte (39,3%), Tradicional  (40,3%), Superior (28,1%) e Gourmet (20,8%), sendo que a região Nordeste teve o maior reajuste nas  categorias Extraforte e Tradicional e a Região Sul nas categorias Superior e Gourmet. 

Durante a coletiva também foi apresentado a pesquisa “A identificação do perfil do consumidor de café que busca por qualidade”, que trouxe a visão de 5.460 apreciadores e apreciadores de café sobre o produto, com mais de 180 mil respostas e teve o intuito de entender os movimentos do consumidor no último ano. 

Realizada no segundo semestre de 2021, a pesquisa englobou o consumo de café em 14 municípios brasileiros, revelando a força do produto em todas as regiões do país. As cidades participantes foram: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belém (PA), Uberaba (MG), Petrolina (PE), Feira de Santana (BA), Novo Hamburgo (RS), Caxias do Sul (RS), Maringá (PR) e  Blumenau (SC).

O grupo foi dividido em três perfis de graus de conhecimento do café – o geral: 83% que consomem o café tradicional e extraforte; entusiastas: que compram cafés diferenciados, e consomem as categorias tradicional, gourmet e especial e representaram 12% entre os entrevistados e os especialistas: que entendem sobre o tema, possuem cursos na área e verbalizam sobre o assunto de maneira técnica. Consomem prioritariamente cafés gourmets e especiais e representaram 5% dos entrevistados.

Em relação a como é comprado o café, o público se dividiu da seguinte forma:  

Moído: é o tipo mais consumido, por todos os grupos, já comprados assim;

Moído na hora em cafeteria: entusiastas e especialistas costumavam visitar cafeterias e pedir o café moído na hora, levando então para consumo domiciliar;

Grãos: mais usados por especialistas e por alguns entusiastas, especialmente, em São Paulo, MG e Curitiba;

Cápsula: consumido, pontualmente, por entusiastas. Tem ainda uma visão “premium” perante entusiastas de Belém, Brasília, Recife e Rio de Janeiro.

Um dos objetivos da pesquisa foi apresentar os sentimentos do consumidor com o café. A conclusão foi de que a bebida é um produto versátil, gerando uma variedade de sensações como: do despertar ao relaxamento, do coletivo ao individual, entre muitos outros.

Em relação a adoçar o café, os entrevistados surpreenderam, já que cerca de 34% do público geral (aquele que conhece menos sobre o produto) apontou que não adoça a bebida (diante de 39% que preferem café com açúcar). Entre os entusiastas, essa média chega a 49% (e 28% tomam com açúcar) e, entre os especialistas, chega a 81% (apenas 16% bebem com açúcar).

Em resumo, os entrevistados passaram a consumir mais café na pandemia e/ou estudar sobre café. O café foi um aconchego para todos durante esse tempo e há uma preocupação com a sustentabilidade. O tema aparece em destaque para todos os perfis de consumidores, estando entre os quatro atributos mais importantes quando se pensa em qualidade e, ainda, são decisivos na compra de um café.   

Com essa pesquisa, a ABIC teve o intuito de aprofundar a investigação, traçando uma radiografia precisa do consumo de café no Brasil por meio de metodologias de pesquisa qualitativa, em grupos de discussão e entrevistas com os diferentes perfis, e uma pesquisa quantitativa, em questionários com 25 perguntas nos 14 municípios, realizada em parceria com a Humanas Insights e o São Paulo Coffee Hub. 

TEXTO Redação • FOTO Café Editora
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