Café & Preparos

Estudo mostra que pandemia afetou hábito de conhecer pessoas novas em cafeterias na Europa

Uma pesquisa criada pelo torrefador de café vienense Julius Meinl, em parceria com o OnePoll, descobriu que mais de dois terços dos 4 mil participantes perderam o simples hábito de se encontrar em uma cafeteria para conversar e tomar a bebida. O estudo foi realizado com adultos no Reino Unido, em Viena (Áustria), Milão (Itália) e Bucareste (Romênia).

De acordo com Meinl, 13 bilhões desses encontros deixaram de acontecer entre março de 2020 e março de 2021, com 81% dos participantes relatando que conversar com um amigo ou um estranho impactou positivamente em seu bem-estar.

A pesquisa relatou que os londrinos perderam 6,3 milhões de oportunidades de conhecer alguém novo, enquanto que os participantes de Viena perderam 2,5 milhões de oportunidades e os de Milão, 2,1 milhões.

Com o estudo foi descoberto que a Covid-19 impactou a abertura dos participantes, com 36% relatando que agora são “muito mais” propensos a dizer “olá” a um estranho em relação ao momento pré-Covid. Apenas 20% disseram que são menos propensos a falar com estranhos por falta de confiança, nervosismo e medo da propagação do vírus.

Os londrinos foram considerados os mais sociáveis, com 48% dizendo que são “mais” propensos a interação com um estranho e 20% dizendo que são “muito mais” propensos. Apenas 12% dos londrinos disseram que teriam menos probabilidade de interagir. Na pesquisa, um em cada cinco disse que o lugar mais provável para iniciar uma nova conversa seria em uma cafeteria.

Com essas descobertas apontando para uma conexão especial encontrada nos cafés, Julius Meinl deu início à sua campanha “Diga Olá”, que se iniciará em 1 de junho de 2021 e busca apoiar cafés, hotéis e restaurantes neste ressurgimento após a Covid-19.

Nos estabelecimentos participantes, cada cliente que comprar um café ganhará um voucher de cortesia para presentear alguém, dando abertura para “dizer olá” e compartilhar o momento.

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Joshua Rodriguez

Café & Preparos

Café sem filtro! Conheça os coadores de trama de aço

De xícara em xícara: você já parou para pensar em quantos filtros de papel são descartados por dia no Brasil e no mundo?

Sustentabilidade é um tema que ganha cada vez mais destaque em diversos setores da nossa sociedade. No mercado de cafés, por exemplo, os copos descartáveis usados no to go, o conhecido “levar para viagem”, já foram substituídos por opções retornáveis em várias cafeterias no mundo. Mas há outro item fundamental no processo de preparo da bebida que muitas vezes passa despercebido: o filtro de papel.

Novas formas de fazer café

O uso do papel ainda pode ser aperfeiçoado, resultando em menos resíduos descartados no meio ambiente. Sobre o assunto, já há algumas opções no mercado, como os equipamentos de trama de aço. Alguns exemplos são o Cafeor, utensílio com estrutura de plástico e filtro de metal criado em 2013, pela japonesa Hario, e o Pour Over, método feito de aço inox lançado pela italiana Bialetti, em 2018.  

Da esquerda para a direita: Hario Inox, Pour Over e Cafeor

Como funcionam?

A barista Mari Mesquita, do Bike Brew e da cafeteria brasiliense Café Clandestino, explica que esses métodos possuem uma permeabilidade maior que a dos filtros de papel, ou seja, permitem passar mais resíduos pelos pequenos furos da trama. Por isso, além de prestar atenção na moagem, a uniformidade da granulometria e, se possível, eliminar os fines, partículas muito finas de café que destoam na moagem e podem apresentar características desagradáveis na bebida final, são importantes.

O meio ambiente agradece

Além dos utensílios com design cônico, há outras opções que entregam um bom café sem precisar do filtro de papel, como a moka italiana, french press, aeropress (se, em vez do coador de papel, for utilizado o filtro de metal “Able”), da brasileira Pressca e do tradicional coador de pano. 

Dica de preparo!

Mari Mesquita indica a mesma proporção usada na Hario V60, que pode ser de 1 grama de café para 15 ml de água. Mas ela dá uma dica exclusiva para o uso dos métodos de trama de aço: por conta da possível passagem dos fines, o café pode apresentar amargor e adstringência, além de uma sensação de bebida pesada. Como solução, ela indica a técnica bypass, que consiste em realizar a extração do café com aproximadamente 15 ml de água a menos. Depois que a bebida for extraída, acrescenta-se o restante da água diretamente na xícara ou na jarra, para diluir.

Onde comprar

Hario inox
Valor: R$ 453
Onde: https://bit.ly/3v3p9xb

Cafeor
Valor: R$ 238
Onde: https://bit.ly/3v1UQHe

Pour Over
Valor: R$ 244
Onde: https://bit.ly/3ouu6fO 

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Mercado

Projeto fornecerá energia solar para as lojas Starbucks em Nova York

A Generate, fornecedora de infraestrutura sustentável nos Estados Unidos, anunciou que seus primeiros seis projetos solares comunitários estaduais serão usados ​​para fornecer energia à cafeteria e torrefação global Starbucks Coffee Company.

Este projeto também fornecerá energia solar para comunidades em todo o estado de Nova York, incluindo até 24 mil famílias ao lado de empresas, organizações sem fins lucrativos, igrejas, universidades e lojas com foco em áreas carentes.

Os participantes do programa também receberão um desconto nas tarifas atuais de eletricidade como parte do programa Community Distributed Generation do estado de Nova York, que visa tornar a energia limpa mais acessível.

Os seis projetos solares da Generate fornecerão mais de 119.885 milhões de quilowatts-hora de energia solar para as lojas Starbucks em Nova York, apoiando o compromisso da empresa de se tornar “positiva em termos de recursos”.

A Starbucks também estabeleceu uma meta para reduzir sua pegada de carbono em 50% até 2030. “Na Starbucks, nossa visão é nos tornarmos positivos em termos de recursos, dar mais do que tiramos do planeta. Esta crise climática tem a ver com pessoas e, portanto, devemos nos concentrar nas pessoas que são desproporcionalmente impactadas por isso”, disse Michael Kobori, Diretor de Sustentabilidade da Starbucks.

O projeto solar da Generate é um dos primeiros projetos solares e de armazenamento comunitários em Nova York, com 23 projetos estaduais sendo construídos no total. Criado em colaboração com leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Hamza Inayat

Mercado

Sterna Café, Grupo Utam e Nespresso apresentam novidades em cafés

Para o mês de junho, o Sterna Café, em parceria com a microtorrefação de Piracicaba (SP) Breathe Coffee Company e a Fazenda São Caetano, lança grãos cultivados em solo vulcânico, em um cafeeiro com 50 anos de idade, no município de São Sebastião da Grama (SP), sob os cuidados do produtor Rafael Taramelli.

O microlote da variedade mundo novo traz notas de chocolate e avelã, com acidez cítrica de lima da Pérsia. Na xícara, apresenta corpo médio e finalização agradável. “Nossa parceria surgiu do desejo que as duas empresas possuem de valorizar o que o café adquire na sua origem e mostrar porque o café brasileiro possui destaque mundial”, explica Deiverson Migliatti, fundador do Sterna Café.

Aos interessados, o café está disponível em todas as unidades da rede, onde é possível comprar o pacote de 250 g ou a xícara extraída pelos baristas da casa.

Já a novidade do Grupo Utam vem em formato de cápsulas com o Utam Uno Argento. O blend, pensado para quem gosta de um café frutado, com acidez média e corpo equilibrado, conta com torra média e notas de baunilha na xícara.

A edição limitada é composta por grãos arábica cultivados nas regiões da Alta Mogiana e no Sul de Minas. “Com este café apresentamos ao mercado o potencial que há no café extraído em terras de excelência. Trata-se de uma amostra que contribui para referenciar o nosso café brasileiro como um dos melhores do mundo”, afirma Ana Carolina Soares de Carvalho, diretora do Grupo Utam. O Utam Uno Argento conta com 25 cápsulas compatíveis com máquinas Nespresso e pode ser adquirido na loja on-line da marca por R$ 39,90.

Utam Uno Argento

Ainda na categoria cápsulas, a Nespresso lançou – nas boutiques e para os membros Expert e Ambassador no programa de lealdade Nespresso&YOU – a edição exclusiva Galápagos, um blend produzido na encosta vulcânica.

De acordo com a marca, o café galápago pode ser produzido regularmente em apenas duas das 20 ilhas do arquipélago. No caso da variedade escolhida pela Nespresso, cultivada na ilha de Santa Cruz, dois fluxos de resfriamento distintos permitem que o café cresça a uma altitude baixa, possibilitando uma maturação mais lenta dos grãos. Na xícara, apresenta notas de cereais e biscoito.

Edição exclusiva Nespresso Galapagos

“Queremos reconhecer os nossos clientes e prestigiá-los, oferecendo verdadeiras experiências de marca. Para seguir atendendo as expectativas de nossos consumidores mais exigentes e seguir inovando na criação de Edições Limitadas, pensamos em um blend exclusivo de café originário de um dos locais mais escassos e icônicos de todo o mundo, o arquipélago de Galápagos”, comenta Marcos Djinishian, Head de Marketing da Nespresso no Brasil.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Espécie redescoberta em Serra Leoa pode salvar o futuro da cafeicultura

Uma espécie de planta de café esquecida, capaz de crescer em ambientes mais quentes, pode ajudar a salvar a cultura das mudanças climáticas. Cientistas preveem que, em breve, estaremos tomando o café da Stenophylla, uma planta selvagem rara da África Ocidental, que tem o sabor do café arábica, mas cresce em condições mais quentes.

À medida que as temperaturas sobem, se torna cada vez mais difícil cultivar um bom café. Estudos sugerem que até 2050 cerca da metade das terras usadas para plantar o grão de alta qualidade será improdutiva. Encontrar um café selvagem que seja saboroso e tolerante ao calor e à seca é “o Santo Graal da produção de café”, diz Aaron Davis, chefe de pesquisa de café do Kew Gardens, o jardim botânico de Londres.

“Como alguém que provou vários cafés selvagens, posso dizer que, em geral, eles não são bons, não têm o gosto do arábica, então nossas expectativas eram muito baixas”, conta ele à BBC News, falando sobre outros tipos que não a Stenophylla. “Ficamos completamente impressionados com o fato de que esse café tem um sabor incrível. Ele tem outros atributos relacionados à sua tolerância ao clima: cresce e pode ser colhido em condições muito mais quentes do que o café arábica”, completa.

A Coffea stenophylla é uma espécie de café selvagem da África Ocidental que, até recentemente, acreditava-se estar extinta fora da Costa do Marfim. Recentemente, a planta foi redescoberta crescendo em meio à natureza selvagem em Serra Leoa, onde era cultivada em plantações há cerca de um século.

Uma pequena amostra dos grãos de café de Serra Leoa e da Costa do Marfim foi torrada e usada para preparar a bebida, que depois foi degustada por um painel de conhecedores de café. Mais de 80% dos jurados não foram capazes de notar a diferença entre o café feito com a Stenophylla e o café mais popular do mundo, o arábica, em degustações às cegas, segundo informaram os pesquisadores em estudo publicado na revista Nature Plants. Eles também modelaram dados climáticos para a planta, o que sugere que ela pode, potencialmente, tolerar temperaturas pelo menos 6°C mais altas do que o café arábica.

As primeiras mudas de Stenophylla serão plantadas neste ano. A ideia é começar a avaliar seu potencial para preservar o futuro do café de alta qualidade. Davis espera que a Stenophylla volte um dia a ser cultivada em Serra Leoa em larga escala. “Este café não vai estar nas cafeterias nos próximos dois anos, mas acho que dentro de cinco a sete anos, vamos vê-lo entrar no mercado como um café de nicho, como um café de alto valor, e depois disso eu acho que será mais comum”, avalia.

O estudo foi realizado em colaboração com o instituto de pesquisa francês Cirad e a Universidade de Greenwich, em Londres.

TEXTO As informações são da BBC News • FOTO Agência Ophelia

Personagens

Maria José Bernardes: “A semente meu pai deixou bem plantada dentro de nós”

Nasci numa fazenda de café. Meu pai sempre nos levava a cavalo para acompanhá-lo na administração das lavouras, que eram sua paixão. Ele nos explicava o serviço e nos mostrava a magia que se escondia por trás de cada pé, de cada xícara que bebíamos com gosto e orgulho de produzir algo tão especial. Nossa fazenda está na mesma família desde 1780. Ele se foi e nos deixou ainda adolescentes, mas a semente deixou bem plantada dentro de nós.

Depois de muitos anos de fazenda sob a administração de meu irmão, segui meu caminho, procurando adquirir conhecimento através de cursos, palestras, dias de campo. As inovações não param, a tecnologia voa, e sempre tentando acompanhar. Até que há 13 anos fizemos um curso de “Gestão com Qualidade no Campo” e meu marido também se interessou. Nosso foco passou a ser qualidade.

Em pouco tempo os resultados apareceram. Fomos campeões e finalistas em inúmeros concursos de Qualidade do Café. Isso nos motivou a querer melhorar a cada safra. Partimos então para torrar nosso próprio café, e há cinco anos nossa marca está no mercado. Reservamos os lotes com maiores pontuações para nossos consumidores.

Tudo é feito na própria fazenda, onde temos também uma cafeteria e restaurante. Nosso café Fazenda dos Tachos é feito com todo carinho e dedicação. Contamos com nossos filhos na administração da fazenda, sendo que um deles se dedica totalmente à torra e à comercialização.

Maria José Vilela Rezende Bernardes, produção e torrefação na Fazenda dos Tachos – Varginha (MG) @fazendadostachos

Personagens

Karla Cardoso: “O café traduz na xícara o amor de todos os elos da cadeia”

Minha história com café vem desde criança, quando passava minhas férias na casa dos meus avós no interior do município de Domingos Martins, na região das Montanhas Capixabas. Depois da faculdade, iniciei minha carreira no Sebrae ES, onde atuo até hoje!

Dentre as várias funções desempenhadas, a que mais foi ao encontro de minhas raízes: gestora de projetos do agronegócio. Foram criados projetos por segmento e o café foi um dos que tive a honra de ser gestora.

De 2013 a 2018 foi o grande marco para nossa cafeicultura capixaba, onde passamos de estado conhecido como produtores de commodities e de cafés de baixa qualidade para um estado produtor de cafés especiais!

Os trabalhos de organização de produtores e parceiros para as Indicações Geográficas dos Cafés do Espírito Santo também foram fruto deste projeto. A soma dos esforços de todas entidades, parceiros e, sem dúvida, do nosso produtor que faz a diferença! O café conecta pessoas, cria novos laços de amizade, traduz na xícara o amor de todos os elos da cadeia, nos dá abertura para criação de novos laços de amizade por este Brasil e mundo afora!

Karla Fernanda Cardoso, analista de projeto no Sebrae ES – Vila Velha (ES) @karla_fernanda_cardoso

Café & Preparos

Quero iogurte! Conheça a história e saiba como fazer em casa

Há milhares de anos surgiu a primeira versão do alimento, que depois se espalhou pelo mundo para ser consumido de manhã, à tarde e de variadas maneiras

O iogurte é um alimento tão antigo quanto o próprio mundo. O produto consumido na maioria das vezes no café da manhã ou no lanche da tarde tem atrás de si uma milenar história, quando o leite armazenado em vasilhas de barro pelos pastores fermentava ao entrar em contato com as altas temperaturas do deserto. Há também uma outra versão atribuída aos turcos, que guardavam o leite fresco em sacos feitos de pele de cabra. Ao serem transportados por camelos, o calor do animal em contato com a “embalagem” favorecia a produção de bactérias que transformavam o leite em iogurte.

Consumido no mundo todo e de diferentes maneiras – na culinária do Oriente ele é base de muitos molhos e entra em receitas salgadas – o iogurte é reconhecido por ser rico em cálcio, micronutrientes e proteínas, e um poderoso aliado no combate à osteoporose, à hipertensão e estimula o bom funcionamento do intestino.

Porém, existe o sabor para além das propriedades benéficas. E cada povo tem suas preferências. “Brasileiro gosta de iogurte mais adocicado e líquido, o europeu prefere o produto mais ácido e espesso”, compara Edna Arcuri, pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (MG).

Foi por vontade de produzir aqui o produto que só encontrava lá fora que Gabriela Borges inaugurou, em 2011, a Delicari, em São Paulo, empresa que produz dez sabores de iogurtes (além de sorvetes) do tipo europeu – espessos, ricos em gordura e saborosos. “Queria fazer laticínios à moda antiga, elaborados apenas com ingredientes naturais, sem corantes, aromatizantes ou qualquer outro componente artificial”, diz Gabriela.

O seu sócio, o neozelandês Craig Bell, é um dos donos da fazenda Leitíssimo, situada no oeste da Bahia. O leite extraído do rebanho Jersey (raça europeia que produz leite com maiores índices de levedura, gordura e caseína, a principal proteína do leite) é a matéria-prima para os produtos da Delicari. leia mais…

TEXTO Janice Kiss • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Museu do Café realiza aula on-line sobre reciclagem de cápsulas

Entre 17 e 23 de maio, o Museu do Café, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, integrará a Semana Nacional de Museus, iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que este ano chega a sua 19ª edição. A programação gratuita apresenta atividades on-line, com início no Dia Internacional da Reciclagem (17).

Ação colaborativa O que preservar para o amanhã?
17 a 23 de maio

O Museu do Café quer saber a opinião do público: o que é essencial cuidar, manter e conservar para o futuro? Nesta atividade virtual, os usuários poderão responder à esta pergunta e ver a contribuição dos demais participantes. O Museu do Café irá divulgando o link nas redes sociais a partir do dia 17.

Aula online Recicle! É tudo de bom!
17 de maio, às 17h

Neste dia voltado ao cuidado com o meio ambiente e à responsabilidade de cada um na sua preservação, o Museu do Café propõe uma conversa dedicada ao tema da reciclagem, mais especificamente o reaproveitamento das cápsulas de café. A atração é uma parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Inscrições: inscricao@museudocafe.org.br.

A fim de proporcionar uma opção prática aos interessados, o edifício da antiga Bolsa Oficial de Café também se tornará um ponto de coleta desse material no dia 17. O que for recolhido será encaminhado para a Cooperativa de Materiais Recicláveis Santista (Comares).

Baú da memória O que queremos preservar para o hoje?
18 de maio, às 10h30 e às 15h30

Para encerrar a agenda, o setor educativo realizará um processo de escuta das experiências vividas durante a pandemia do Covid-19. O objetivo é, a partir das falas, desenvolver a preservação das memórias constituídas nesse período tão difícil. Inscrições: clique aqui.

Serviço
Museu do Café
Onde:
Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos (SP)
Telefone: (13) 3213-1750
Funcionamento: de quarta a domingo, das 11h às 17h
Mais informações: museudocafe.org.br

TEXTO Redação • FOTO Kous9

Café & Preparos

The Coffee Sensorium cria kit para treinamento de avaliação sensorial de cafés

No final do mês de abril, a The Coffee Sensorium iniciou a pré-venda do Kit de Sabores [café], uma ferramenta de treinamento sensorial que visa a padronização de referências para notas de aroma e sabor da bebida.

Desenvolvido em colaboração com o Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o kit permite a identificação e nomeação correta das notas que estejam associadas com características de qualidade ou defeitos do café.

“A nossa ideia foi criar um produto brasileiro que funcionasse como uma ferramenta de padronização de referências e descritores para sabor, ou seja, a referência será adicionada no café para identificação retronasal”, escreveu a The Coffee Sensorial.

O Kit de Sabores contém 21 referências, sendo elas: banana, maçã, cravo da índia, floral (doce), ervilha fresca, pepino, pão mofado, avelã tostada, borracha, medicinal (riado), cereal, pêssego, cereja, “verdolengo”, pera, laranja, chocolate, baunilha, açúcar caramelizado, queijo maturado e floral (herbal). Cada referência contém 25 doses (25 utilizações).

Para utilizá-lo, prepare o café filtrado e separe-o em amostras de 30 g. Adicione 4 gotas de uma determinada referência em uma amostra, misture e faça o cupping. Identifique as amostras de café com os mesmos números das respectivas referências. Deixe uma amostra sem referência, apenas com o café, para fazer alguma comparação.

O Kit de Sabores custa R$ 830 (pré-venda) e as entregas serão feitas a partir de 14 de junho. Em contribuição à pesquisa brasileira, 30% do lucro das vendas será destinado à compra de materiais de laboratório para a UFMG. O design do Kit foi feito pela artista Júlia Bertú.

Mais informações: www.instagram.com/thecoffeesensorium

TEXTO Redação • FOTO Divulgação
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