Receitas

Molho de salada agridoce

Ingredientes

– 1 colher (sopa) de mel de Apis
– 2 colheres (sopa) de aceto balsâmico
– 1 colher (sopa) de mostarda Dijon
– Sal a gosto
– 3 colheres (sopa) de azeite

Preparo

Misture os ingredientes, emulsionando bem, provando para acertar o equilíbrio de sabores e gosto. O aceto pode ser substituído por limão, e outros tipos de mostarda também funcionam. Prepare em quantidades maiores, guarde em um vidro e deixe pronto na geladeira. Dura bem 20 dias ou mais. Sirva sobre saladas de folhas.

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Guilherme Kiyoshi, da Kanto Gastronomia

Cafezal

Starbucks inaugura Centro de Apoio ao Produtor em Varginha (MG)

A Starbucks Coffee Company inaugurou seu primeiro Centro de Apoio ao Produtor (FSC, sigla em inglês para Farmer Support Center) no Brasil e o décimo no mundo. Localizado em Varginha (MG), o novo centro visa fornecer recursos às comunidades cafeeiras locais, como parte do compromisso da empresa de adquirir café de forma responsável.

O Centro de Apoio ao Produtor permitirá que a companhia trabalhe junto com produtores, fornecedores e agências locais para aprender mais sobre os desafios ambientais e sociais únicos que a região enfrenta, conhecer suas técnicas avançadas de cultivo e colaborar em soluções de longo prazo para apoiar os produtores.

“A inauguração no Brasil representa um marco importante nos investimentos contínuos da empresa nas comunidades cafeicultoras. Como aspiramos garantir um futuro sustentável do café para todos, acreditamos que o conhecimento que acumularemos, por meio dos relacionamentos desenvolvidos por este Centro de Apoio ao Produtor, desempenhará um papel significativo em nossas ações para impulsionar a cadeia de suprimentos da cafeicultura no Brasil e no mundo”, destaca Alfredo Nuno, diretor dos Centros Globais de Apoio ao Produtor (Global Farmer Support Centers) e da Hacienda Alsacia da Starbucks.

Para promover práticas de cultivo de café transparentes, lucrativas e sustentáveis, os Coordenadores de Sustentabilidade da Starbucks, que trabalham no Centro de Apoio ao Produtor, implementarão projetos, workshops e treinamentos relevantes para as necessidades específicas dos cafeicultores, como melhores práticas de segurança e complexas regulamentações trabalhistas e ambientais. O Centro de Apoio ao Produtor também tem como objetivo fornecer treinamentos locais para as Práticas C.A.F.E., o programa de verificação de fornecimento ético da empresa, que avalia as fazendas em relação a critérios econômicos, sociais e ambientais.

“A presença do novo Centro de Apoio ao Agricultor do Brasil permitirá um diálogo mais direto, oportuno e no campo com os muitos agricultores de nossa cooperativa”, conta Lucio Dias, diretor da Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé). “Esperamos fortalecer nosso relacionamento com a Starbucks e trabalhar juntos para promover nosso objetivo mútuo de produzir café de alta qualidade que cumpra tanto as Práticas C.A.F.E., como as regras e regulamentações locais de forma sustentável”.

São nove Centros de Apoio ao Produtor localizados em países produtores de café em todo o mundo, sendo cinco deles na América Latina. A Starbucks fomenta, por meio de seus centros, agronomia de código aberto e treinamentos em práticas de fornecimento ético a agricultores, independentemente de serem fornecedores da empresa. Em todo o mundo, desde a abertura do primeiro Centro de Apoio ao Agricultor, em 2004, na Costa Rica, a companhia já capacitou mais de 200 mil agricultores por meio do programa.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Café acumula inflação de 8,31% entre janeiro e julho deste ano

O hábito de tomar um café, tão valorizado pelo brasileiro, está custando mais caro. Um levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) mostra que o preço do produto nas gôndolas acumula alta de 8,31% no ano (de janeiro a julho).

Uma combinação de fatores responde pelo fenômeno: a valorização do produto no mercado externo, a previsão de uma safra menor em 2021 e a queda da produção do terceiro maior produtor mundial, a Colômbia, o que deve pesar na exportação da commodity brasileira. “O preço da saca quase que dobrou em um ano e o volume exportado pelo Brasil cresceu 17%”, explica Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.

Além disso, deve ocorrer uma redução na produção do café arábica (-28,5%) em relação à safra de 2020, devido queda de produtividade. “Apesar das geadas em julho terem prejudicado alguns produtores, é importante ressaltar que ela ocorreu na segunda quinzena do mês, época em que mais de 60% da safra de 2021 já havia sido colhida”, afirma Ronaldo. Mesmo assim, foi o suficiente para resultar em um maior estresse nos preços do café, que não dispõem de estoques públicos.

De acordo com Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o aumento nos custos dos insumos, volume da safra, condições climáticas e a continuidade da pandemia de Covid-19 devem provocar um aumento de 35% a 40% nos preços do café até o final de setembro. “O aumento é o maior registrado há pelo menos  25 anos no País”, comenta. Saiba mais aqui.

TEXTO Redação • FOTO Wade Austin Ellis

CafezalMercado

A relação entre cafés brasileiros e compradores mundiais é tema de 13º episódio da websérie da BSCA

Na quarta-feira (18) acontece o lançamento do 13º episódio da websérie “A História do Café Especial – O olhar da BSCA em 30 anos”, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Café Editora.

O vídeo da vez traz informações sobre a relação entre a produção nacional e os compradores do café brasileiro pelo mundo. Para falar sobre o assunto, foram convidados: Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA; Stephen Hurst, da Mercanta The Coffee Hunters, do Reino Unido; Natalia Li, da Ingenuity Coffee, da China; Shinji Sekine, da Wataru & Co, do Japão; Jannie Jian, da Shanghai Cape Coffee, da China; John Thompson, da Coffee Nexus, do Reino Unido; Hidetaka Hayashi, da Hayashi Coffee Institute, do Japão; Susie Spindler, da Alliance for Coffee Excellence, dos Estados Unidos; e Yunson Lee, da Terarosa Coffee, da Coreia do Sul.

Movimento da xícara ao grão

Com novos episódios lançados todas as quartas-feiras no YouTube da BSCA e no Instagram da Revista Espresso, o projeto busca levar informações relevantes sobre a cadeia do café especial ao consumidor final e a todas as pessoas que não possuem conhecimento deste universo, rebobinando o trajeto da bebida da xícara ao produtor e sua lavoura.

Com o intuito de aproximar as pontas do setor, a websérie conta com linguagem acessível e tradução em inglês. Deste modo, mais pessoas ao redor do mundo também podem conhecer de perto a história do café especial no Brasil e ficar por dentro de toda a qualidade da produção nacional!

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Cafezal

Inscrições abertas para 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café

O 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso abriu inscrições e recebe amostras até 10 de setembro de 2021. Serão selecionados 40 produtores finalistas, que concorrerão aos seis primeiros lugares. Desses seis, os três primeiros se classificarão para participar do 7º Prêmio Ernesto Illy Internacional, em 2022, além de ganhar prêmios em dinheiro e diplomas.

O Prêmio Ernesto Illy – Regional terá até dois cafeicultores premiados em cada um dos 10 Estados/Regiões, sendo: Minas Gerais (subdividido em Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas), São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte/Nordeste. Todos os vencedores e finalistas receberão prêmios em dinheiro e diplomas.

O regulamento e a ficha de inscrição para o 31º Prêmio estão disponíveis no site do Clube illy do Café. O cafeicultor deverá inscrever apenas uma amostra de café arábica. Se a propriedade rural possuir mais de um sócio, as amostras deverão ser inscritas em nome do sócio responsável na receita estadual.

Os melhores cafés serão selecionados por uma comissão julgadora, com especialistas da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè. As análises serão feitas pela classificação do café quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e pela qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso.

Durante o período de inscrição, o produtor poderá vender o lote inscrito e aprovado para a Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè desde que a mesma demonstre interesse, conforme suas normas de compra, também informadas no site do Clube illy.

Serviço
31° Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso
Inscrições: até 10 de setembro
Divulgação dos 40 finalistas: novembro de 2021
Revelação dos vencedores e entrega dos prêmios aos finalistas: abril de 2022
Informações: https://clubeilly.com.br/premiacoes/premio-ernesto-illy/sobre-o-premio/
Regulamento: https://clubeilly.com.br/premiacoes/premio-ernesto-illy/regulamento-30o-premio/

TEXTO Redação

Personagens

Daniel Coli: “Nos envolvemos cada vez mais com a cadeia de uma forma geral, do pé à xícara”

Me envolvi com este universo apaixonante quando comecei a trabalhar com aquele que hoje é meu sócio na Oficina do Espresso, o Nirjano. Abandonei o Direito para mexer com máquinas de café. No início éramos apenas uma empresa prestadora de serviços de manutenção. Posteriormente iniciamos a venda de equipamentos e não demorou muito para comercializarmos os primeiros pacotes de café.

Com o passar dos anos nos envolvemos cada vez mais com a cadeia de uma forma geral, do pé à xícara. Nos aprofundamos incessantemente na questão técnica que envolve as máquinas e nos especializamos na bebida. Me tornei colunista do jornal Estado de Minas, na coluna sobre cafés especiais. Viramos a empresa oficial dos Campeonatos Brasileiros de Barismo.

Hoje habitamos um Hub de experiências com café em Belo Horizonte chamado Achega, onde temos uma microtorrefação de grãos especialíssimos; uma instrutora SCA ministrando cursos e realizando a curadoria de experiências e eventos, a Helga Andrade; uma loja de máquinas e acessórios em geral para o universo do café; cafeteria para solenidades e acontecimentos; além de, claro, um laboratório referência em manutenções.

Atualmente sou instrutor titular do Sindicafé SP para o módulo avançado de barismo sobre as máquinas e tenho experimentado, incansavelmente, uma honrosa participação neste mercado que, para mim, é o melhor que tem para se trabalhar. Cultivo intensa paixão pelas pessoas e histórias do café, e fiquei lisonjeado em contar essa trajetória para este veículo de comunicação cafeeira que é a Revista Espresso. Faço parte, orgulhosamente, da comunidade do café e aproveito para agradecer à Espresso pelo trabalho primoroso que vem realizando há 18 anos (!!) em prol do nosso seguimento.

Daniel Coli, manutenção de máquinas na Oficina do Espresso e microtorrefação no Achega Café – Belo Horizonte (MG) @danielcoli82

Receitas

Torta banoffee

Ingredientes

Torta
– 150 g de bolachas integrais de aveia
– 75 g de manteiga sem sal

Recheio
– 2 ou 3 bananas cortadas em rodelas
– 300 g de creme de leite fresco
– 400 g de doce de leite
– 10 g de açúcar refinado
– 5 g de cacau em pó 

Preparo 

Primeiro, faça a massa da torta triturando as bolachas em um processador ou liquidificador até se formar uma farofa, e a transfira para uma tigela. Derreta a manteiga e misture aos poucos no farelo de bolacha, mexendo com as mãos até dar liga aos ingredientes. Distribua essa farofa numa forma e leve-a ao freezer. Enquanto isso, prepare o recheio: bata o creme de leite com o açúcar até o ponto de chantili. Retire a forma da geladeira e, na sequência, passe o doce de leite sobre a massa da torta, procurando formar uma camada homogênea. Disponha as rodelas de banana sobre o doce e cubra com o chantili. Polvilhe um pouco de cacau para finalizar. Obs: caso prefira, exclua o açúcar do chantili, batendo somente o creme de leite até que ele fique firme.

Rende 1 torta média

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Fernanda Ribeiro

Café & Preparos

Nestlé Professional lança no Brasil projeto com torra fresca de diferentes origens do mundo

A Revista Espresso realizou, na última quinta-feira (12/08), uma live no Instagram de lançamento da Roastelier By Nescafé. A ideia da Roastelier é tornar a torra nas cafeterias de forma acessível e personalizada. A tecnologia, com um software intuitivo, possibilita que a máquina finalize a torra no local em 10 minutos, com perfis de temperaturas variados e a cafeteria pode oferecer, ainda, um café de assinatura com marca própria.

Para o especialista em café, Ensei Neto, o processo da Roastelier permite condições de armazenamento, características sensoriais e durabilidade. “O processo chamado de Prime Roast (torra parcial) preserva o grão de café, garantindo a qualidade e com isso, os consumidores podem provar cafés de diferentes países”.

O processo é bem simples, basta colocar 250 gramas de grãos pré-torrados por vez na máquina e o sistema irá calcular o tempo da torra, com isso, quem estiver na cafeteria pode acompanhar o processo e consumir ou levar o pacotinho de café para casa. Os grãos são torrados por um fluxo de ar quente dentro de um jarro transparente, que permite que sejam vistas as transformações de cor e sua expansão em tempo real.

As máquinas Roastelier possuem calibragens de torrefação pré-definidas para cada café, assim, é possível variar entre torras clara, média ou intensa, conforme o seu gosto e dos clientes, ou seja, é possível oferecer diferentes perfis sensoriais para um mesmo café!

“O objetivo é trazer simplicidade e a democratização da torra, uma experiência para o mercado brasileiro e com três origens de café. São cafés que, muitas vezes, o consumidor não teria oportunidade de conhecer e com a Roastelier poderá”, aponta Manuel Aleman, head of coffee and beverages Nestlé Professional Brasil.

Os grãos oferecidos, até o momento, pela marca são do Brasil, Colômbia e Etiópia.  “Isso tudo é permitido graças à tecnologia prime roast uma forma exclusiva de torrar o grão que que garante a nós, baristas, frescor e consistência na torrefação final, direto no ponto de venda, seja para degustar na hora ou para levar para consumir em casa”, explica Renan Dantas, barista da Nestlé e parceiro do A Ventana Bar & Café. “Além disso, os torradores e filtros da máquina são patenteados com a tecnologia INTELLIRoast™, que combina os benefícios da torra a um software único e intuitivo, com gerenciamento de emissões, garantindo alta padronização e qualidade”, completa. leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Giulianna Iannaco

Barista

Divulgada a lista de competidores do Campeonato Brasileiro de Aeropress 2021!

As inscrições para o Campeonato Brasileiro de Aeropress 2021 foram abertas na última quarta-feira (11), às 20h, e esgotaram-se em 20 segundos! Os 27 primeiros inscritos serão os competidores da edição deste ano. Confira os nomes:

Amanda Lobo – Goiás
André Luis – Minas Gerais
Ariela Lopes – Goiás
Bebel Hamu – Distrito Federal
Camila Silva – São Paulo
Carlos Araújo – Goiás
Carlos Eduardo Quintanilha – Distrito Federal
Daniel Alvarez – Rio de Janeiro
Daniel Pires Reinhardt – Paraná
Edson Maisonnette Junior – São Paulo
Gabriel Conninck Reinhold – Santa Catarina
Giovana Serrano – Paraná
Igor Dutra – Paraná
Isair Becker – Santa Catarina
João Luiz Andrade – Goiás
Júlia Henriques da Silva – Minas Gerais
Leonardo Gonçalves – Rio de Janeiro
Maíra Teixeira – São Paulo
Maria Gabriella Araújo – Santa Catarina
Matheus Cappellato – São Paulo
Matheus Luís Filagrana – Santa Catarina
Pam França – Santa Catarina
Pedro Anjos – Distrito Federal
Rafael Mendes – São Paulo
Robinson Kimura – São Paulo
Thiago de Souza – Goiás
Vinicius Lima – Bahia

Lista de espera

Henrique Neves – Minas Gerais
Paschoal Lorenzeto – Rio de Janeiro

A primeira etapa da competição, realizada de maneira virtual com apenas seis baristas representantes no laboratório da Atilla, em Belo Horizonte (MG), está marcada para acontecer no dia 28 de agosto, às 12h. Já a semifinal e a final, programadas para acontecerem presencialmente na Fazenda Cachoeira, em Santo Antônio do Amparo (MG), serão realizadas em 25 de setembro, às 15h. Saiba mais sobre a edição clicando aqui.

A 6ª edição do Campeonato Brasileiro de Aeropress é organizada pela Terceira Onda Consultoria em Café, OOP Café, Fazenda Cachoeira e portal COFFEA, com apoio de Apará Cafés Especiais e COFFEA Trips. Patrocínio Master por Atilla. Patrocínio Ouro por Grãos em Mãos. Patrocínio Prata por Semana Internacional do Café e Cropster. Patrocínio Bronze por Café Store, La Marzocco, Mahlkonig e Pressca. A Revista Espresso é a mídia oficial do evento. Acompanhe nas nossas redes sociais

Mercado

ABIC aponta aumento de até 40% no preço do café nas gôndolas em setembro

A crise na cafeicultura, até o momento vivenciada pelo setor produtivo e industrial, também vai chegar ao bolso do consumidor final. Com a seca prolongada e as geadas do mês de julho, o aumento nas gôndolas dos supermercados será inevitável nas próximas semanas, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Segundo Celírio Inácio, diretor executivo da ABIC, o aumento nos custos dos insumos, volume da safra, condições climáticas e a continuidade da pandemia de Covid-19 devem provocar um aumento de 35% a 40% nos preços do café até o final de setembro. “O aumento é o maior registrado há pelo menos 25 anos no País”, comenta.

Assim como as demais cadeias do mercado de café, a ABIC também destaca a incerteza com a produção de 2022, que na teoria seria de ciclo alto para o Brasil, mas as condições climáticas diminuem cada vez mais as expectativas de uma safra para o café da espécie arábica. 

“A safra de 2022 ainda depende da chuva na hora da florada das plantas, que deve ocorrer daqui a dois meses. Se houver a florada no café, o mercado tende a acalmar um pouco. Mas isso depende de uma chuva e estamos em um período de seca”, acrescenta o diretor. 

Desde maio, depois do registro de dois veranicos intensos e a continuidade do baixo volume de chuva, a indústria relata certa dificuldade em adquirir matéria-prima, sobretudo pela expressiva valorização do café, principalmente no mercado interno. A preocupação do setor é justamente com o abastecimento do mercado interno, já que as exportações do Brasil seguem firmes – apesar do recuo dos embarques, de 12,8% referente ao mês de julho, divulgado nesta semana pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em relação ao abastecimento interno, Inácio destaca que essa não é uma preocupação no curto prazo, mas sim quando se fala na safra do ano que vem. “Esse ano, pelos contratos firmados e pelo o que temos acompanhado, tem café suficiente para atender as demandas externa e interna”, comenta.

Para o ano que vem, o diretor afirma que com certeza o mercado sentirá a pressão dos preços mais altos e do café mais disputado para exportação. “Não vejo desabastecimento no mercado interno, mas é claro que teremos essa disputa. Há sim bastante dificuldade, mas ainda há bastante café para negociação”, explica. 

Já quando o assunto é demanda, Inácio destaca que o café, apesar da pandemia, quase não teve o repasse final ao consumidor final, mas reconhece que com o poder aquisitivo mais baixo, é natural que o consumidor busque por novas marcas e faça trocas que se enquadre no seu orçamento. “A alta no preço não é favorável para ninguém. A boa notícia é que nós temos, cada vez mais, um café de qualidade no mercado”, finaliza. 

TEXTO As informações são do Notícias Agrícolas • FOTO Café Editora
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