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Feito a Grão oferece café de fazenda vencedora do Cup of Excellence 2014

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Na série intitulada “Melhores Cafés do Brasil”, a cafeteria Feito a Grão apresenta os grãos da Fazenda Ouro Verde, localizada em Piatã, na Bahia, do produtor Cândido Vladimir Ladeia Rosa. O agricultor vem ganhando destaque no mercado de cafés especiais pela produção de qualidade que tem desenvolvido na região.

Cândido foi o vencedor do concurso Cup of Excellence 2014, com uma amostra de café que obteve 94,05 pontos (escala de 0 a 100). Os grãos garimpados pela equipe da Feito a Grão são da variedade catuaí, de processamento despolpado, cultivado em altitude de 1300 metros.

Segundo a marca, o café se destaca por notas de melaço de cana, baunilha, pela doçura e pela acidez cítrica pronunciada. O pacote de 250 g pode ser adquirido no site da Feito Grão por R$ 26,90, com entrega para todo Brasil.
Mais informações Feito a Grão: www.feitoagrao.com.br

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação/Feito a Grão

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Blue Bottle Coffee reinventa a clássica cafeteira moka

bluebottlemokapot3 Criada há mais de 80 anos, a famosa cafeteira italiana é prática de usar, fácil de levar para diversos lugares e, se bem utilizada, produz uma boa bebida final. O design sempre agradou, mas a marca americana Blue Bottle Coffee agora alia um novo conceito ao velho método, com o objetivo de melhorar ainda mais a extração pelo equipamento. Lançada esta semana, a Blue Bottle Moka Pot, segundo a marca, garante uma bebida doce e cheia de nuances. O desenho é mais minimalista e elaborado em parceria com o designer Joey Roth, que já produzia auto-falantes em cerâmica para os cafés da Blue Bottle. O comprimento alongado do pote

infusor, em cerâmica, promete manter a temperatura perfeita, assim como a base em aço distribui melhor o calor para aquecimento da água. O processo de preparo é similar ao de uma moka tradicional, com a inserção do grão moído em um compartimento dedicado no equipamento e, por pressão do vapor, a bebida é extraída. Se você mora ou está indo para os Estados Unidos em breve, a nova moka pode ser pré-encomendada no site da marca por $ 100. As compras pelo site da Blue Bottle ainda não estão disponíveis para o Brasil. Mais informações Blue Bottle: www.bluebottlecoffee.com/moka-pot

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação/Blue Bottle

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Café para viagem: 5 kits para se inspirar e lugares para montar o seu próprio

Fim de ano, férias da molecada, folga do trabalho… Fica sempre aquela vontade de agitar o calendário e pegar a estrada. Enquanto você arruma a mala e monta a trilha sonora para curtir os dias de sombra e água fresca, nós aqui selecionamos algumas dicas de kits para o preparo de café para que você possa se inspirar e fazer sua bebida com bons grãos, não importa o lugar. Veja abaixo 5 kits de lojas internacionais e uma lista de cafeterias e lojas on-line aqui no Brasil onde você pode encontrar equipamentos de preparo e montar o seu próprio kit de sobrevivência de café. PARA INSPIRAR 1 – Camp Coffee Kit, da Bush Smarts bushsmarts 2 – Rambler Kit – da Stumptown Coffee Roasters Stumptowncoffee 3 – Travel Kit, da Blue Bottle Coffee BlueBottleCoffee 4 – Camp Kit, da Verve Coffee Roasters VerveCoffeeRoasters 5 – Travelers Gift Box, da Intelligentsia Coffee IntelligentsiaCoffee ONDE COMPRAR NO BRASIL E MONTAR SEU PRÓPRIO KIT Academia do Café, Belo Horizonte – MG (on-line e na cafeteria) Amika Coffee House, Fortaleza -CE (na cafeteria) Ateliê do Grão, Goiânia – GO (on-line e na cafeteria) Café Store (on-line) Coffee Lab, São Paulo – SP (on-line e na cafeteria) Flavors (on-line) Kaffa Cafeteria, Vitória – ES (na cafeteria) King of the fork, São Paulo – SP (na cafeteria) Lucca Cafés Especiais, Curitiba – PR (on-line e na cafeteria) Moka Clube (on-line) Rause Café e Vinho, Curitiba – PR (na cafeteria) Sofá Café, São Paulo – SP (on-line

e na cafeteria) Suplicy Cafés Especiais, São Paulo – SP (on-line e na cafeteria) Feito a Grão, Salvador – BA (on-line e nas cafeterias)

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação

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Amigo secreto on-line promove troca de cafés de diferentes partes do mundo

Wichteln

Imagine passar o fim de ano tomando um bom café, de um país diferente, cuidadosamente trabalhado por uma torrefação que você tem pouco ou quase nenhum acesso, e tudo isso por meio de uma troca, um amigo secreto, comum nesta época tão festiva? Essa é a proposta de Markus Reuter, que vive na cidade alemã de Düsseldorf, André Krüger e Thorsten Keller, ambos de Hamburgo, na Alemanha.

Amigos na rede social Instagram, onde a ideia surgiu a partir de um comentário, eles resolveram criar o Third Wave Wichteln, algo como Amigo Secreto da Terceira Onda em português, com o tema café. Nesta brincadeira, trocar grãos de diferentes origens para, claro, provar cafés do mundo todo, mas também fazer com que outras pessoas tivessem a mesma chance e promover os cafés especiais e compartilhar a paixão pelo grão.

A primeira troca on-line aconteceu no ano passado com mais de 360 participantes, de 25 diferentes países como Japão, Austrália, Noruega, México e Havaí. “Foi uma ótima experiência”, disse Markus em entrevista à Espresso. Vários encontros surgiram da troca. Segundo Markus, algumas pessoas viajaram para o lugar de onde veio o café que receberam. Um sueco foi para os Estados Unidos e um alemão foi para Istambul, na Turquia. “Várias pessoas se encontraram em diferentes cidades para fazer degustações com os cafés do Third Wave Wichteln. Eu fiquei em contato com um cara que me mandou um café e depois eu pedi um pouco mais. Ele era do Japão e a qualidade do café era incrivelmente alta e a torra era muito versátil”, conta Markus.

Interessou? Então corre lá no site e faça parte dessa turma de apaixonados por café, compartilhe grãos da sua região com pessoas do mundo todo e receba cafés de outros lugares também. Pode ser uma boa maneira de conhecer novos sabores, se conectar com entusiastas da bebida e trocar informações. Além disso, como buscam os organizadores, apoiar produtores, torrefadores, baristas e pessoas que se importam com os cafés especiais.

Você pode se inscrever para participar até o dia 30 de novembro, no site do projeto (www.thirdwavewichteln.com – em inglês).

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação

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Vídeo: conheça a Poursteady, base de café filtrado com preparo automático

Poursteady

O mercado de cafés especiais passa por diversas mudanças para acompanhar as tendências de consumo, como, por exemplo, a aplicação de tecnologias para o preparo de café. A Poursteady, uma máquina de método filtrado, é uma das invenções que caminham neste sentido.

O equipamento, que está em fase de arrecadação de fundos para produção no site Kick Starter, segue o mesmo conceito da japonesa Hario, fazendo café filtrado com mais agilidade, precisão e, ainda, sem excluir a figura do especialista em café, segundo a marca, que vai definir e controlar a melhor extração.

Confira no vídeo abaixo como o novo equipamento funciona. Se achar bacana, vale dar uma forcinha para o criadores colocarem a máquina no mercado, ajudando o projeto no Kick Starter.

 

Mais informações
Site: www.poursteady.com

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação

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Exclusivo no site: +Degustação de cerveja com café

_RS_5639 Da mesa do café da manhã ao balcão do bar, o café está em todas. O uso cada vez mais frequente em receitas põe o grão em evidência e desperta também o interesse dos cervejeiros, que, atentos e criativos, estão adicionando café e, combinações das mais diferentes, com os mais distintos métodos de preparo. A mistura não é por acaso. As duas bebidas são as favoritas do brasileiro e a união, se bem realizada, rende infinitas possibilidades de sabor que surpreendem tanto os profissionais do meio cervejeiro quanto os do cafeeiro. Na nova edição da Espresso você encontra 10 rótulos imperdíveis que levam café, degustados pelos especialistas Paulo Almeida, sommelier de cerveja e proprietário do Empório Alto dos Pinheiros, Carolina Oda, também sommelier de cerveja e consultora na área, e Rogério Rabbit, bartender e barista. Compre a sua revista e deguste sem moderação. E, para você leitor do site, confira mais quatro birras exclusivas com o grão. leia mais…

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Roberto Seba

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Exclusivo no site: + entrevista com Silvio Leite

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Especialista em classificação, degustação e controle de qualidade de café, Silvio Leite tem mais de trinta anos de experiência no mercado cafeeiro. Exímio provador de cafés, é “cupper” certificado pela Specialty Coffee Association of America (SCAA) e participa como juiz em diversas competições de qualidade do grão. Silvio é o Personagem deste mês na revista e aqui você confere, com exclusividade, a continuação da entrevista publicada na Espresso #45.

Como é o trabalho de um classificador de cafés?
O classificador de café deve ser completo e pode atuar em áreas distintas, como produção nas fazendas, na comercialização com as empresas exportadoras e também importadoras e na indústria no controle da produção. Deve conhecer as classificações físicas, aplicando na análise física e sensorial. Todo o conhecimento é usado em todas as fases desde a produção até o café ser servido ao consumidor final. O classificador pode se especializar na parte das provas às cegas, perceber nuances de atributos de bebida como, tipos de acidez, se é doce, caramelo, sem defeito, e dar dicas para que as correções sejam feitas caso encontre problemas de processamento. Outra área é aquela que trabalha no comércio e ajuda as empresas a comprar, fazer a separação física, de bebida e preparar os blends de café, que atenda a demanda do mercado nacional e internacional, podendo trabalhar no Brasil ou no exterior. Pode atuar também nas torrefações na indústria, conhecimento físico e sensorial, um trabalho direcionado ao trabalho final de fábrica, por exemplo, compra o produto confere se esta de acordo e continua para ver se o esse alcança a expectativa que ele quer. É importante entender da parte econômica, de bolsa de mercadorias, como funciona a comercialização e como se definem os preços, conhecimento sobre mercado e, também, visando atender os clientes e feiras internacionais, é essencial saber se comunicar em inglês.

O que é importante na escolha para um bom café?
Profissionalmente falando, na hora de escolher um bom café, tenho que olhar seus atributos, o conjunto de suas qualidades. Para o consumidor que ainda não sabe detalhadamente todo este processo, tem uma ferramenta mais importante o “gosto ou não gosto deste produto”, ou seja, vou comprar ou não. Acho legal e sugiro fazer testes com diferentes produtos e conhecer um pouco mais cada um, comprar cafés diferentes e ver qual mais gosta. Primeiro, avaliar a torra, se gosta de uma elevada (escura) ou média, comprar, testar e memorizar os produtos que atingiram a expectativa de aroma e sabor. Pode-se diversificar, gostar de um mais encorpado, um mais ou menos ácido. Às vezes, pode-se encontrar esta diversidade em uma mesma loja. Importante na hora de escolher o café é testar. Tomara muito que seja aquele que te remeta a magia dos sabores memorizados da vida toda como o melhor já provado e que quando sinta vontade de tomar um café lembre-se daquele sabor, que toque a alma.

Para você, por que o café conquista tantas pessoas?
O café é prazer e compartilhamento. Por exemplo, em uma reunião de trabalho sempre tem um café, é o que traz energia, une os amigos. É como um elo para todos os momentos. Além de charme e prazer.

Qual método de preparo você mais gosta?
Eu amo café de filtro pela manhã, com uma torra clara, às vezes faço na french press, mas o de filtro é minha paixão. Na parte da tarde opto pelo espresso, curto e bem intenso.

Tem algum café que você destaca, algum que esteja chamado a sua atenção em suas degustações pessoais?
Gosto bastante do café da região da serra da Mantiqueira, em especial dos cafés de Carmo de Minas. Aqui da Bahia, o café da região da Barra do Choça, que ganhou o prêmio ABIC 2013, produzido pelo sr. Eufrásio Lima, tem me surpreendido muito. Também, os cafés da região de Mucugê e Piatã, que estou tomando o blend de dois lotes, da Fazenda São Judas Tadeu, tenho gostado bastante. Os cafés internacionais que mais tenho apreciado são o Yirgacheffe, da Etiópia, o Geischa, do Panamá, Narinõ, da Colômbia, e Huehuetenango, da Guatemala.

 

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Guilherme Gomes

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Galeria de fotos: baristas campeões visitam fazenda no Brasil

Hidenori Izaki, do Japão, vencedor do Campeonato Mundial da Baristas 2014, Christos Loukakis, da Grécia, 3º lugar na competição, e Lucas Salomão, vencedor do 3º Campeonato de Brewers – 2013, visitaram a Fazenda Daterra, em Patrocínio (MG).

O barista grego Christos Loukakis apreciando os grãos mineiros

O barista grego Christos Loukakis apreciando os grãos mineiros

 

Christos Loukakis e Hidenori Izaki selecionam grãos no terreiro suspenso

Christos Loukakis e Hidenori Izaki selecionam grãos no terreiro suspenso

 

O barista brasileiro, Lucas Salomão, vencedor do Campeonato de Brewers 2013, também participou da visita

O barista brasileiro, Lucas Salomão, vencedor do Campeonato de Brewers 2013, também participou da visita

 

Christos Loukakis preparando doses da bebida para serem provadas na conhecida prova de cupping

Terceiro colocado no mundial, Christos mostra sua arte de preparar espressos

 

Hidenori Izaki, campeão mundial de barista posa para a foto em cima do terreiro suspenso

Hidenori Izaki, campeão mundial de barista posa para a foto em cima do terreiro suspenso

 

Os três baristas brincam com grãos verdes nas peneiras

Os três baristas brincam com grãos verdes nas peneiras

 

Os campeões aproveitam um agradável piquenique na sombra do cafezal

Os campeões aproveitam um agradável piquenique na sombra do cafezal

TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Lucas Albin/Agência Ophelia/Café Editora

Café & Preparos

Bruno Ferreira – Brother Hubbard, Dublin (IR)

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Em 2002, Bruno Ferrer Fox, como prefere ser chamado, ingressou na carreira de barista em São Paulo, trabalhando para a marca Cafeera. Dois anos depois, migrou para a Suplicy Cafés Especiais e, em 2006, conquistou a etapa São Paulo do Campeonato Brasileiro de Barista. Em 2010, alcançou a segunda posição na competição nacional e assumiu o posto de barista na Octávio Café e Bistrô, onde também lecionava cursos de formação de novos profissionais da área.

No ano seguinte, Bruno foi para Irlanda e, por lá, colocou em prática todo seu potencial no manejo de cafés especiais. Segundo ele, os diferentes sabores com que vem tendo contato são o ponto alto de sua carreira no exterior. “Na Irlanda a mudança da minha experiência foi com os sabores. Foi como se estivesse usando uma caixa de lápis de cores com modelos básicos para pintar e de repente encontro uma caixa com inúmeras cores e texturas aquareláveis. Os cafés daqui são surpreendentes”, conta.

Além disso, o fato de Bruno ter tido a oportunidade de conhecer uma plantação de café em solo brasileiro causa admiração e desejo de outros profissionais. “Os baristas que conheci aqui têm muita vontade de aprender e compreender como é uma fazenda de cafés e todos os processos, me perguntam como é estar lá, o trabalho dos cafeicultores… Sempre foi muito gratificante para mim e sempre respeitei muito essa etapa, mas nunca observei com este olhar de aventura que eles têm. Eles me fizeram perceber que compartilhar essa experiência é um trunfo”, disse.

Sonhador e confiante, para o futuro deseja ter seu próprio negócio, desenvolver suas ilustrações, viajar e visitar fazendas de café em vários países e diz que sente muita falta do pão de queijo brasileiro. “Aqui deveria ter! Os irlandeses não têm ideia dessa maravilha!”, conta.

TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Paula Rúpolo

Café & Preparos

Italiana ou moka (desde 1933)

moka

Moagem: média grossa
Método: vácuo+pressão
Temperatura: quente
Rendimento: turma + dupla + individual
Tempo de preparo: médio

Feito na panelinha italiana de metal que se tornou um ícone do design mundial, produz um café bem intenso, lembrando o espresso.

Dicas: Além da água que deve ser colocada no compartimento inferior, coloque um pouco (algumas gotas) de água fria no compartimento superior. Assim, a água não passa tão quente pelo café, queimando-o. Sempre deixe a moka em fogo baixo.
Vantagens: custo, variedade de cores, formatos e tamanhos, e o resultado da bebida tem a potência e o corpo do espresso
Desvantagens: dificuldade de limpeza e bebida com amargor
Sugestão de Preparo da Espresso: encha o compartimento para o café (cerca de 2 colheres de sopa de café ou 20 g) + 150 ml de água.

FOTO Daniel Ozana/Estúdio Oz