Café & Preparos

Guia de Cafés #4: dicas do que estamos tomando

Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Resolvemos indicar os grãos especiais neste Guia de Cafés que ora é semanal, ora é mensal, depende da safra de recebidos e também da época do ano. A proposta é que possamos “assinar embaixo” de produtos com rastreabilidade e qualidade.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil ocorre de maio até novembro nas 31 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Busque provar diferentes cafés e encontre os seus preferidos.

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Arco – Amazon Roasting

Produzido por: Fazenda Um
Produtor: Stefano Um
Região: Sul de Minas – Campanha (MG)
Espécie: arábica
Variedade: mundo novo
Processo: natural
Torrado por: Arco – Amazon Roasting Company
Sensorial do café: lácteo, doce e equilibrado
Compre: www.assinearco.com.br
Preço: R$ 40 (planos de assinatura para 1 café por mês)

Blum’s Kaffee – Drip Coffee

Produzido por: Sítio Pedra Dourada
Produtor: Renato Lacerda
Região: Matas de Minas
Espécie: arábica
Variedade: catuaí e catuaí-açu
Processo: natural
Torrado por: Blum’s Kaffee
Sensorial do café: frutas amarelas secas, menta, chocolate, muito encorpado.
Compre: www.blumskaffee.com.br
Preço: R$ 37 (10 sachês) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Café & Preparos

Covid-19: café está sendo utilizado como medidor de perda de olfato

O café está agora sendo utilizado em todo o mundo como uma ferramenta de diagnóstico doméstico para ajudar a conter a pandemia de Covid-19 em andamento. Uma revisão da literatura científica de estudiosos do paladar e do olfato mostra dezenas de exemplos do café sendo usado como o barômetro para uma espécie de teste de cheiro para o coronavírus, em parte por seu aroma distinto e também por sua ampla variedade global disponível nas residências.

O CDC agora lista a perda do olfato, conhecida como anosmia, como um dos sintomas mais comuns da Covid-19, com os estudos mais recentes indicando que cerca de 50% a até 80% das pessoas com teste positivo para o vírus sofreram com isso.

A aparente boa notícia – especialmente para os profissionais do café que contam com observações olfativas para realizar algumas de suas funções de trabalho mais críticas – é que a maioria das pessoas que sofrem de anosmia induzida pelo vírus tem seus sentidos de paladar e olfato totalmente restaurados, de acordo com a pesquisa preliminar. No início, os cientistas temiam que a doença pudesse estar afetando os neurônios que fazem conexões olfativas, o que ameaçaria as leia mais…

TEXTO As informações são do Daily Coffee News / Tradução Juliana Santin • FOTO Dex Ezekiel / Mauro Lima

Café & Preparos

Panetones e chocotones: listamos algumas delícias natalinas

Em um ano difícil como 2020 em que os meses literalmente passaram voando, já chegamos em dezembro e na época da nossa pauta queridinha de guloseimas para o Natal. Recebemos alguns panetones e chocotones para degustação e listamos ao lado de outras opções para presentes e ótimas para harmonizar com café. Delicie-se ao longo desta página e escolha o seu!

Sweet Pimenta 

A chef Julia Pimenta, da Sweet Pimenta, criou uma linha de Panetones e Presentes Comestíveis  para 2020. Recebemos o panetone de doce de leite argentino com noz pecan, coberto de chocolate meio amargo e farofinha. A redação achou uma ótima opção para a sobremesa da ceia de Natal; bem recheado de doce de leite e para os fãs de nozes, elas vem em quantidades generosas. Combina muito bem com um café mais ácido e espresso.
Valor: 650g – R$ 89
Os pedidos devem ser feitos por telefone (11) 3168-3479), e-mail (claudiapimenta@sweetpimenta.com.br) ou WhatsApp:(11- 941126219) até dia (18/12/2020) e retirados na própria unidade da Mario Ferraz.
Mais informações: www.sweetpimenta.com.br/ Instagram @sweetpimenta

Sterna Café 

A rede de franquias Sterna Café lançou o panetone com gotas de chocolate Callebaut, que vem em uma lata decorativa assinada pelo artista plástico paulistano Luan Ribeiróvski. A redação achou a massa bem fofinha, com chocolate na medida certa. Vai bem de manhã com um café coado e com notas mais doces.
Valor: R$ 47,90 (400g)
Mais informações: www.sternacafe.com.br/ Instagram @sternacafe leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Natália Camoleze/ Mariana Proença/ Divulgação

Café & Preparos

Rodrigo Oliveira, o chef de um restaurante improvável

No comando do Mocotó e do Balaio IMS, Rodrigo fez da sua quebrada um dos lugares mais disputados de São Paulo em uma mistura perfeita de ingredientes como excelência, simpatia e consciência social

No topo de uma ladeira na Vila Medeiros, em um bairro que não tem metrô “do lado”, na Zona Norte de São Paulo, está o Mocotó. O restaurante, para quem tem algum conhecimento sobre gastronomia, dispensa apresentações: no local, em 1973, um imigrante nordestino abriu uma casa para servir comida simples sertaneja. Quando seu filho se tornou chef de cozinha, nos anos 2000, o lugar ganhou notoriedade e se transformou um dos mais reconhecidos estabelecimentos não só em São Paulo, como no restante do Brasil e do mundo. 

Detalhe: tudo isso servindo a mesma comida sertaneja, no mesmo endereço da periferia da maior cidade do Hemisfério Sul. Responsável por esse sucesso, Rodrigo Oliveira inclusive é conhecido nas redes sociais como Rodrigo Mocotó. Na conversa, realizada antes das medidas de isolamento social, deixou transparecer seu jeito de falar tranquilo, de quem nem parecia ter a agenda lotada, com outras três pessoas que o aguardavam no salão para eventos diversos. Olha nos olhos, com atenção e simpatia, mesmo que seja para contar a história que já repetiu inúmeras vezes, a um sem-fim de jornalistas, sobre a receita de seus ilustres dadinhos de tapioca ou sobre como o restaurante se transformou no que é. 

Assim como a cidade de São Paulo, que não foi pensada e estava às margens do país em seus primórdios, para depois se tornar a maior cidade do Hemisfério Sul, o Mocotó é espontâneo. “O Mocotó é mais acontecido do que planejado. Era impossível imaginar tudo o que viria de um boteco com estrutura precária, de comida sertaneja – que foi sempre muito estigmatizada –, na periferia da cidade, dentro de um cenário gastronômico super elitista, exclusivista. Ainda que a gente tivesse muita confiança no nosso produto e no nosso trabalho, o que a gente poderia sonhar? Em suma, o Mocotó é um restaurante improvável. Estar lado a lado com alguns dos maiores restaurantes do mundo é notável e, sem demagogia, não é o feito de uma pessoa só, é de muitas: meu pai, a equipe que se formou aqui e os talentos que juntamos”, conta. 

O encontro com o café especial

Por não ter intimidade com a alta gastronomia na época em que começou a tocar o restaurante, Rodrigo – que estudava gestão ambiental – conta que demorou para mexer em seus conceitos sobre café. Era tudo novo, ele precisava entender o que eram tantos ingredientes e processos que orbitavam o mundo da cozinha profissional. O café foi ficando para depois, mas, como diz o meme, café não costuma falhar. leia mais…

TEXTO Cintia Marcucci • FOTO Marcus Steinmeyer

Café & Preparos

Em busca do filtrado ideal: 9 dicas para melhorar o café em casa

Não basta escolher o grão e esperar que um bom resultado apareça magicamente na xícara. Apesar de rotineiro, o ato de fazer café não é simples. É teste, técnica e cuidado. Pegue um bloco, anote as dicas e turbine seu modo de preparo

Foto: Devin Avery

Medida certa

Preparar café é mais complexo do que parece. É como uma equação, em que as variáveis são compostas de água, pó e tempo, e o resultado é o café perfeito! A balança medidora ajuda a encontrar esse resultado na xícara. Com ela é possível ter precisão sobre a quantidade de água e pó, além de controlarmos o tempo de extração. Assim, após achar a receita ideal, fica mais fácil repetir a mesma medida outras vezes!

Dica de preparo

Bateu a dúvida na hora de fazer? Imagine uma escala de 10 a 16, onde 10 é o café mais forte e 16, o mais fraco. Caso você queira saber que quantidade de água usar na extração, multiplique o peso de café pelo número escolhido na escala. Exemplo: 25 g x 14 = 350 ml de água para um café médio. Se o desejado for saber a quantidade de café, faça o inverso: divida a água pelo número escolhido (350 ml / 14 = 25 g).

Foto: Mauro Lima

Ferver ou não ferver?

Essa é uma dúvida recorrente entre os apreciadores de café, e a resposta é: pode ferver, sim! Depois de fervida, tire a água do fogo e espere aproximadamente um minuto. Esse minuto não é regra, mas faz com que o café fique com uma temperatura agradável para tomar logo após a extração. O importante é não deixar fervendo, senão ela perderá CO2. Caso você tenha um termômetro específico, o ideal é uma temperatura entre 92 ºC e 96 ºC. leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto

Café & Preparos

Melbourne International Coffee Expo retorna em setembro de 2021

A Melbourne International Coffee Expo (MICE) 2021 retornará ao Centro de Convenções e Exposições de Melbourne entre os dias 9 e 11 de setembro. Abraçando o tema “Back to Business”, a MICE 2021 fornecerá uma plataforma para o retorno a importantes interações presenciais, negócios e conexão com a indústria do café.

“A Covid-19 lançou uma grande sombra sobre 2020 para muitas pessoas, mas 2021 já parece ser um ano melhor e mais brilhante”, disse a diretora da mostra, Lauren Winterbottom. “As exposições comerciais cara a cara e a interação serão mais importantes do que nunca, pois a indústria busca um retorno à normalidade e o senso de conexão perdido em uma ligação ocasional do Zoom”, completou.

De acordo com Lauren, a indústria já está correndo atrás da feira, com espaço de exposição quase esgotado. “Por mais que visemos apoiar a indústria, o evento não poderia acontecer se a comunidade não leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Taiwan sediará os Campeonatos Mundiais de Latte Art, Coffee in Good Spirits e Torra de 2021

Os Campeonatos Mundiais de Latte Art, Coffee in Good Spirits e Torra de 2021 estão marcados para acontecer entre os dias 19 e 22 de novembro, em Taiwan. O evento será realizado no Centro de Exposições Nangang, em Taipei, mesmo local do Mundial de Torra de 2019.

Como parte dessa programação, a temporada de 2021 dos Campeonatos Mundiais de Café será definida, com o Mundial de Brewers juntando-se ao Mundial de Barista, Cup Tasters e Cezve/Ibrik, no evento da Specialty Coffee Association (SCA), em Atenas, Grécia, de 24 a 26 de junho. Os Mundiais são produzidos pela World Coffee Events (WCE), uma subsidiária da SCA.

A competição de Latte Art reconhece os melhores artistas que realizam desenhos no café com o leite por meio de várias rodadas de bebidas e designs que eles devem servir, tanto no palco quanto para o público no Art Bar. Já a disputa de Coffee in Good Spirits destaca a combinação de café e álcool, premiando quem melhor mescla o artesanato de barista e bartender. A competição de Torra, a mais recente dos Mundiais de Café, se concentra na arte de torrar o grão, dando aos concorrentes a oportunidade de criarem curvas de torra para os cafés.

A WCE afirma estar animada em trabalhar com a Taiwan Coffee Association e a Taiwan International Coffee Show nas competições. O país tem uma forte cultura de cafés especiais, com uma estimativa de 4 mil torrefadores, de acordo com a Taiwan Coffee Association, e quinze finalistas do Campeonato Mundial de Café, incluindo Berg Wu, Campeão Mundial de Baristas de 2016; Chad Wang, campeão da World Brewers Cup 2017; Pang-Yu Liu, campeão de degustação da Copa do Mundo de 2014; e Jacky Lai, Campeão Mundial de Torrefação de Café em 2014.

A Taiwan International Coffee Show reunirá pessoas de toda a cadeia de valor do café, que terão a chance de testemunhar os melhores competidores do mundo nos Mundiais.

Mais informações: www.chanchao.com.tw/coffee

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Gustavo Baxter/NITRO

Café & Preparos

Torra do café é tema de painéis na Semana Internacional do Café 2020

Transformar o café cru em grãos secos prontos para a moagem é um processo complexo e fundamental para a qualidade da bebida. A torra é uma arte que exige prática e conhecimentos físicos e químicos para obter o melhor do grão em sabor e aromas. Pensando nessa importância, a Semana Internacional do Café proporcionou encontros para destacar os pontos importantes dessa ciência.

O primeiro deles, realizada no dia 18 de novembro, teve a mediação do músico e coffee lover Lucas Lima, que desde o início da apresentação, deixou claro o amor e carinho pelo mundo do café. “Sempre quis participar desse evento ao lado de profissionais incríveis que entendem de tudo do setor”, afirmou. O painel contou com a presença dos mestres de torra Bruna Mussolini, Tiago de Mello e Thiago Sabino, que falaram das particularidades da profissão e as inúmeras possibilidades que o estilo de torrefação de cada podem trazer para o paladar do consumidor.

De acordo com o Thiago Sabino, o desenvolvimento da produção de diferentes cafés também ampliou as possibilidades de aplicação de técnicas de torra, sendo possível trabalhar resultados sensoriais distintos em um mesmo tipo de grão. O especialista pontuou que é importante conhecer a parte química e os fatores como densidade e estrutura molecular, mas por outro lado, existe um conhecimento intrínseco, que vai além das características técnicas. “Ir para o campo e conhecer a história por trás do grão faz toda a diferença. Voltamos para a torrefação com mais gás”, afirmou.

A mestre de torra Bruna Mussolini também destacou que para a profissão é necessário conhecer todas as vertentes da cadeia do café. Além disso, um bom torrador tem que ser um bom degustador e provar muitos cafés para a abertura de horizontes e a criação de uma memória de sabores. “Quanto mais informações, menor fica a margem de erro de uma torrefação. Por outro lado, é sempre importante o feeling pessoal. Quando você estuda café o seu instinto carrega sua técnica”, disse.

Com uma torrefação dedicada a própria cafeteria, o torrefador Tiago de Mello também contribuiu com sua experiência. “Ao receber o café verde é importante leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & PreparosCafezal

Um brasileiro na Bolívia

Minha experiência na Bolívia começou em meados de 2015. Eu não tinha a mínima ideia do que ia encontrar, mesmo depois de diferentes vivências cafeeiras em diversas partes do Brasil e da Argentina.  Tive um rico aprendizado em Buenos Aires, que começava a entrar de fato na onda dos cafés especiais. Minha passagem por lá foi muito rica, principalmente na pioneira Coffee Town, que contava com cafés de vinte países.

Quando a Coffee Town resolveu iniciar o projeto de abrir a primeira franquia de grãos especiais, em Santa Cruz de La Sierra, surgiu a oportunidade de uma nova fase: começar uma cafeteria do zero em uma cidade que ainda não estava preparada para tal. Na Bolívia existe o hábito do consumo de café destilado, torrado com açúcar e preparado em um filtro de metal com uma concentração muito alta.  O resultado é uma bebida bem escura e densa diluída em água quente. É bem comum ver pessoas de todas as idades tomando essa bebida no fim da noite, sentadas na praça principal da cidade.

Quando apresentamos o menu com opções de diferentes métodos e diferentes origens, como Etiópia, Quênia e Papua Nova Guiné, alcançamos um público curioso que passou a propagar e alavancar as vendas na cafeteria; e isso despertou também o mercado da região.

Nesse período, tive o privilégio de conhecer uma família produtora e exportadora de café, a Agricafe Bolívia, que também conta com uma torrefação, Cafe Buena Vista, a maior do país em café gourmet. Fui convidado a trabalhar com eles no controle de qualidade. leia mais…

TEXTO Andreson Ramos • FOTO Andreson Ramos

Café & Preparos

Nova illy Art Collection remete esperança para o futuro

A illycaffè apresenta a nova illy Art Collection com o trabalho do austríaco Stefan Sagmeister, designer que usou a tela em branco da icônica xícara de café espresso da illy para expressar um conceito deliberadamente perturbador: “Now = Better”.

Foi em 1992 que a illy Art Collection ganhou vida, numa ideia de Francesco Illy: são xícaras numeradas e assinadas, até hoje, por mais de 100 artistas de renome internacional, grandes mestres como Marina Abramovic, Michelangelo Pistoletto, Louis Bourgeois, Mark Quinn, entre vários outros jovens talentos criativos. Objeto do cotidiano, a xícara desenhada por Matteo Thun torna-se assim uma tela em branco que inspira os protagonistas da arte contemporânea, transformando o gesto de beber um espresso numa experiência que envolve os sentidos e a mente. leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação