BaristaCafezal

Rause Café na Estrada vai percorrer fazendas de café em Minas Gerais

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O barista e proprietário do Rause Café + Vinho, Juca Esmanhoto, está com um novo projeto paralelo. A cafeteria, famosa por seu espresso e vinhos, vai colocar nas estradas uma caminhonete que sairá da capital paranaense, Curitiba, para o Estado de Minas Gerais (MG), visitando fazendas produtoras de café, com o objetivo de valorizar os grãos da região e mostrar aos moradores locais a qualidade dos cafés ali produzidos.

Amostras de aproximadamente 100 propriedades estão sendo coletadas previamente e analisadas pela classificadora Verônica Belchior. Estas, receberão um relatório com base em suas características sensoriais. As 12 melhores fazendas terão a oportunidade de serem visitadas e enviar uma saca para ser torrada em Curitiba pela 4Beans Coffee Co, além de ter uma parte vendida através de crowdfunding, prática de financiamento coletivo de projetos, geralmente realizada em sites que promovem uma espécie de “vaquinha” virtual para contribuir com a iniciativa.

A outra parte do café será distribuída gratuitamente em 10 cidades percorridas ao longo dos 30 dias de atividade. “A ideia é levar o café especial e a extração de espresso para pessoas que não têm acesso a este tipo de preparação. A intenção é gerar um choque de cultura”, diz Juca.

Os grãos vendidos servirão para cobrir os gastos do projeto, tornando a viagem e a distribuição do café possíveis nas comunidades visitadas. Além disso, em um site de financiamento coletivo, terá a opção de “Café Pendente”, onde a cada R$ 2 pagos, um café será servido nas ruas.

Resultado do projeto
A jornada, que será fotografada e filmada, também dará origem a um livro de fotografias e documentário, que têm por finalidade manter a aproximação com o ambiente rural e mostrar a beleza dos cafezais. Segundo o proprietário, o trabalho permitirá aprofundar o conhecimento e abranger questões sensoriais, além de aprender sobre as regiões, clima e geografia.

O projeto, que busca envolver grande parte do Estado de Minas Gerais, já conta com cerca de 10 apoiadores. Entre os que já confirmaram estão 4Beans Coffee Co, La Marzocco, Mahlkönig, Revista Espresso, CaféPoint, Moka Clube, Calix, História Hoje, Móveis Coloniais de Acaju e Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

O roteiro da jornada vai depender das 12 sacas escolhidas, levando em consideração a expectativa da população de cada município e dos patrocinadores.

Mais informações
www.facebook.com/rausecafenaestrada

TEXTO Stephanie Schmiegelow • FOTO Divulgação

BaristaCafé & Preparos

Exclusivo no site: + Para moer na hora

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A cada edição da Espresso recebemos diversas perguntas dos leitores sobre preparo de café, equipamentos, lugares, entre outras dúvidas, e uma das questões mais frequentes é: qual moedor comprar? Para ajudar na escolha, a nova edição da revista – já nas bancas, livrarias e cafeterias do País – traz um teste com diversos moedores, de modelos variados, de pequeno porte e alguns que até podem ser usados em cafeterias. Se você adora preparar um bom café, certamente, vai gostar da matéria. Além dos seis moedores testados para a edição, nossa equipe experimentou mais dois equipamentos que disponibilizamos exclusivamente para o leitor do site Espresso. Confira abaixo.

+ Veja mais moedores

CUSINART

Cuisinart
Peso aproximadamente 700g
Voltagem 110V
Recipiente adicional para pó de café Não
Sugestão de quantidade de café a ser moído Não
Manual ou elétrico Elétrico
Balança para pesar o café Não
Limpeza Fácil
Tipo de lâmina Simples
Praticidade de uso Prático
Tampa articulada Básica
Base com porta-fio Não (o fio mede 60m)
Design básico
Material Aço Inox
Preço R$ 159 (Spicy – www.spicy.com.br)
Avaliação geral material de fácil limpeza; não possui níveis de granulometria, mas por meio de tempo de moagem permite certo ajuste de moagem do grão (grosso – 10 segundos -, médio – 20 segundos -, e fino – 30 segundos); tem capacidade de moagem para até 70 gramas de grão por vez. Prático de ser utilizado em casa e garante moagem fresca.

HARIO

Hario Ceramic Slim
Peso aproximadamente 250g
Recipiente adicional para pó de café Sim
Sugestão de quantidade de café a ser moído Sim
Manual ou elétrico Manual
Balança para pesar o café Não
Limpeza Fácil
Tipo de lâmina Cônica
Praticidade de uso Prático
Tampa articulada Sim
Design Moderno, simples
Material Acrílico
Preço R$ 169,80 (Café Store – www.cafestore.com.br)
Avaliação geral Prático para ser levado para qualquer lugar; ideal para casa ou para levar em viagens, com possibilidade de ajustes na granulometria para preparo de diversos métodos como, coado, french press, aeropress; possui capacidade para moer até 24g; design ergonômico que se adequa ao uso manual.

+ Como limpar o seu moedor

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Mantenha o equipamento sempre limpo, principalmente a cada mudança de café utilizado para não ter interferência de sabores. Um pincel é uma boa ferramenta para a limpeza interna e externa da máquina, em torno das lâminas e outros locais de difícil alcance. As peças removíveis de certos moedores podem ser lavadas em água quente e secadas naturalmente. Fique atento às orientações do manual de cada aparelho.

+ Entenda a diferença entre os tipos de lâmina

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Lâmina Cônica

Permite uma moagem mais irregular, quando comparado com a lâmina flat. Essa irregularidade permite melhor acomodação das partículas no porta-filtro ou no coador. É o moedor mais adequado para o preparo de espresso, devido sua característica de melhor acomodação dos grânulos. Costuma ser o mais indicado para cafeterias.

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Lâmina Flat
Permite moagem por meio de dois discos, sendo um fixo e outro giratório. O atrito entre eles promove a trituração do grão. A granulometria pode ser controlada através do ajuste dos discos, sendo uma opção para quem quer fazer diferentes métodos de extração. O processo da moagem é preciso, rápido e prático.

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Lâmina Simples

Lembra a lâmina de um liquidificador. Em formato de hélice, é prático, simples e tem bom custo/benefício para uso doméstico, mas não permite muitos ajustes de granulometria, dificultando uma moagem adequada para diferentes tipos de preparo de café. A espessura dos grânulos é determinada pelo tempo que o aparelho permanece acionado: quanto maior o tempo, menor a granulometria. Deixa grãos mais grossos externamente e mais finos internamente. É utilizado para moer pequenas quantidades de grão. Equipamentos com esse tipo de lâmina, geralmente, tendem a ter um aumento de temperatura durante a moagem, por isso, é ideal realizar pequenas pausas durante o processo.

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz e Olga

Mercado

Brasileira Wine.com.br entra no mercado de café em cápsulas

Máquina_Mocoffee 2 A empresa brasileira Wine.com.br anunciou, neste mês de março, sua entrada no mercado de cafés com a aquisição de empresas Monodor Patents S.A., empresa de patentes, pesquisas e desenvolvimento de café em cápsula e da MocoffeeTM, empresa de café monodose para o consumidor final. Ambas as empresas foram lançadas pelo engenheiro suíço Eric Favre, criador de patentes e inventor do sistema de cafés em cápsulas. Maior e-commerce de vinhos e cerveja da América Latina e terceiro do mundo, a Wine.com.br elegeu a Mocoffee para ser a marca que operará mundialmente no segmento de café em cápsula. A operação já está presente em 17 países é uma das líderes de mercado na Suíça, França e Austrália. A previsão da empresa é de que a mesma operação seja lançada e comercializada este ano no Brasil e na Holanda, e entre nos EUA em 2016. O investimento no segmento de fabricação e comercialização de café em cápsula de alta tecnologia tipo “espresso” é mais um passo importante na expansão no mercado de consumo de bebidas, depois da entrada no setor de cervejas em outubro de 2013. De acordo com a assessoria da Wine.com.br, os produtos e equipamentos da Mocoffee e Monodor são fabricados na Itália, Suíça e Hong Kong, com escritório localizado na Suíça em Zurich. Entre os parceiros e clientes das empresas, estão Oswald Nahrungsmittel GmbH (Unilever), Cafés Richard (Paris) e Vittoria Coffee (Australia). A Wine.com.br ainda não tem planejamento completo de suas ações no setor de café, e não definiu se os produtos estarão disponíveis também no próprio site da Wine, mas afirma que as operações no Brasil serão realizadas na sede da empresa, no município de Serra, no Espírito Santo. Origens do blend O CEO da Wine.com.br, Rogério Salume, aponta para o caminho de imprimir a nacionalidade brasileira na marca. “Acho que podemos contribuir de alguma maneira levando produtos que tenham a essência do nosso país e continuar a trajetória de inovação e empreendedorismo, lançando novidades e antecipando tendências de mercado, características marcantes da Wine.com.br em seus modelos de comercialização por e-commerce. E, mais importante, esperamos agora transmitir a todos que a Mocoffee será uma marca com o blend e a essência do talento dos brasileiros com a precisão e tecnologia dos suíços”. A empresa brasileira, que tem como sócio principal a e.Bricks Digital (empresa de investimento no setor digital do Grupo RBS), no entanto, ainda não informa quais serão os rumos tomados com relação às origens produtores dos cafés que irão compor os blends. Criador da monodose Eric Favre, fundador da Monodor Patents e inventor do sistema de café em cápsulas acrescenta: “estou muito feliz que a nossa tecnologia de encapsulamento, que mantém toda a qualidade e integridade do produto até o seu consumo, tenha sido adquirida por um grupo empresarial do Brasil, um país que produz mais de um terço do café em todo o mundo”. Com a conclusão do negócio, o seu fundador Eric Favre, 69 anos, deixará as duas companhias que serão dirigidas a partir de agora por Pascal M. Schlittler, co-fundador da Mocoffee e Ricardo Flores, diretor de marketing e novos negócios da Wine.com.br.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Wine.com.br

Café & Preparos

Mestre Queijeiro terá nova harmonização de cafés especiais e queijos artesanais

Harmonizacao Donostia A Mercearia Mestre Queijeiro, em parceria com a True Coffee Brasil, realizará novas aulas de degustação de cafés especiais e queijos artesanais no dia 4 de abril, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Uma harmonização entre cafés e queijos já foi realizada no último mês e, devido ao sucesso de público, uma nova turma foi aberta. No evento, serão degustados três cafés diferentes, preparados no método filtrado Hario V60 pelo barista Ton Rodrigues, e três tipos de queijos, selecionados pelo especialista Bruno Cabral que, ao lado de Ton, orientará a prova. Serão abertas duas turmas (10h e 18h), compostas por até 10 participantes. As aulas são acompanhadas de explicação teórica, com um comparativo entre os cafés e queijos nacionais. Serviço Onde: Mercearia Mestre Queijeiro Endereço: Rua Simão Álvares, 112, Pinheiros Investimento: R$ 40 Contato: (11) 2369-1087; (11) 9-8531-8698 ou truecoffeebrasil@gmail.com

TEXTO Da redação • FOTO Felipe Gombossy

Mercado

Heloisa Bacellar lança linha de bolos e pão de queijo para fazer em casa

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Nesta semana, a chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, lançou a sua linha de produtos de bolos e pão de queijo. As misturas foram criadas pela chef para serem feitas em casa, sem complicação, mas também sem perder o sabor e o apreço por ingredientes de qualidade, marca de sua cozinha.

São cinco produtos: bolo de chocolate com pedacinhos de chocolate, bolo de limão, bolo de banana, pão de fubá e o seu famoso pão de queijo. Todas as misturas não contêm conservantes, corantes e aromatizantes. Os bolos e o pão de fubá são orgânicos, certificados pela Ecocert – que garante que o produto não passou por nenhum processo químico ou tenha tido contato com agrotóxicos de qualquer natureza durante sua fabricação.

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“Eu sou fã das coisas artesanais e eu queria trazer isso para os meus produtos, além de praticidade”, diz Heloisa que viajou para diversos países e fez vários testes e pesquisas até chegar na receita ideal para as misturas. “A ideia era fazer um produto diferenciado, porque misturas de bolos têm várias por aí. Eu queria comida de verdade, com bons ingredientes”, conta. Para o preparo de qualquer uma das misturas, são necessários apenas mais dois ingredientes e todas as massas podem ser feitas com leite ou água – opção para intolerantes a lactose. Além disso, os bolos e o pão de fubá acompanham uma forminha de madeira e outra de papel. Assim, não é preciso assadeira, pois a forma vai direto ao forno.

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O trabalho de três anos chega agora ao público. A princípio, as misturas, que vão bem no café da manhã ou no chá da tarde, estão sendo comercializadas nas lojas Lá da Venda e nos supermercados da rede St Marche, pelo preço de R$ 19 a R$ 27.

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TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Lá da Venda; Café Editora

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais

e43_IMG_0609 A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Nas próximas semanas você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais. Como começou o seu trabalho de torrefação no Lucca Cafés Especiais? A torra veio em primeiro lugar no Lucca. Eu viajei pela Europa e pelos Estados Unidos há uns 12 anos e este movimento de microtorrefações estava começando. Eu vi tudo isso e achei que seria uma experiência diferente. A cafeteria Lucca já começou com esse conceito de microtorrefação. Naquela época, ainda era a granel e depois nós padronizamos para comercialização em embalagens de 250g. O objetivo era mostrar diversidade. Quando nós começamos tínhamos 5 tipos de café, quatro só de origem e um blend, de regiões diferentes no Brasil. Naquela época já podíamos falar em single origin, mas esbarrávamos com uma falta de informação grande por parte dos consumidores. Tudo ainda era muito novo. Nós só passávamos essas informações para os clientes se eles pedissem, pois era muita informação. Então, fomos puxando pelo sabor na xícara, sem aprofundar muito. Aqui em Curitiba nossos clientes logo entenderam a proposta, nossos clientes já tinham um pouco dessa cultura e buscavam bons cafés e mais informação. Tínhamos muitos clientes estrangeiros. Aos poucos fomos introduzindo as informações e em 2005 passamos a ter outras origens, fomos conhecer as fazendas, ter proximidade com os produtores e frequentar as grandes feiras do setor. Os produtores sempre estão nessas feiras. É uma maneira de conhecer novos cafés. Eu estava sempre em contato com eles, com a chance de conhecer cafés por meio de resultados de concursos. Hoje, eu e a Carol [Carolina Franco, campeã brasileira de Preparo de Cafés e filha de Georgia] realizamos esse trabalho. Nós sempre vamos atrás de lotes diferentes. Como é o seu processo de torra? Quando nós decidimos que vamos comprar um café, nós o compramos porque ele tem potencial. Nós temos duas espaços onde fazemos a torrefação dos grãos Lucca e para clientes, uma na loja, no Batel, e uma no laboratório. Todos os microlotes são torrados na loja e torrados por mim. Chegando a safra nova, levamos para o laboratório para amostra e fazemos a curva de torra que vou reproduzir. Eventualmente, nós fazemos outros testes, porque o café muda, muda com a umidade e vários outros fatores. Eu recebo os cafés em embalagens grainpro [embalagem de café verde] ou a vácuo e os cafés que não uso ficam conservados. Eu compro cerca de três sacas de café de microlote. Isso faz com que eu faça poucos ajustes – ou nenhum ajuste – até que o lote acabe. Tem microlote que vende muito rápido. Nós torramos 120 quilos por semana na loja e no laboratório fazemos cerca de mil por semana, ou 4 mil por mês. Existem alguns microtorrefadores que deixam o café mais cru para acentuar a acidez. Meu processo é diferente. Não costumo fazer isso para acentuar a acidez. Eu compro um café que tem essa característica que eu consigo manter mesmo que eu tenha uma torra mais desenvolvida. Nos nossos cafés a acidez é própria do fruto. No Lucca, os perfis de torra são orientados para preparos específicos? No caso dos microlotes, nós orientamos para o filtrado, mas eles têm funcionado bem para o espresso. Na loja, nós temos vários tipos de preparo e também nós temos três moinhos para outros cafés, além do café do Lucca, que é o blend da casa. Nós colocamos cafés bem diferentes, com perfis bem diferentes, porque tem gente que tem máquina de espresso em casa. Quando eu faço uma torra, eu me preocupo com a caramelização de açúcares, em manter as características de sabor, mas ainda fazer um café tanto para espresso quanto para coado. Nós estamos ensinando os nossos clientes a apreciar a acidez do café e a acidez vai ser mais intensa no espresso. Poderia nos contar uma experiência com algum outro profissional que acrescentou ao seu trabalho? Em 2007, nós trouxemos para Curitiba o Mané Alves, da Specialty Coffee Association of America (SCAA). Ele já tinha sido meu professor e o reencontrei na Guatemala. Ele ficou uma semana com a gente e ministrou o mesmo curso que ele dá de torra para os meus funcionários. Ele trouxe 50 amostras de cafés para aprendermos a torrar. Para nós foi uma grande surpresa. Nosso objetivo era saber se o que nós estávamos fazendo estava coerente e a primeira coisa que o Mané nos ensinou foi calcular a densidade do café. A análise do grão é primordial. Verificar, dentro do lote, se as peneiras estão compatíveis, que não tenha vazamento de peneira para grãos menores não queimarem. Isso tudo tem a ver com processo de compra. Quais as variáveis na hora do torra que o profissional deve se atentar? Quando nós estamos no torrador de amostra nós não temos todos os controles, mas o cheiro é fundamental. É como dar ponto no brigadeiro. E não tem computador que vai dizer quando eu tenho que tirar meu café. Na loja, nós torramos em uma condição bem legal, porque no inverno é mais fresco, não precisamos usar ar condicionado, no verão eu tenho ar condicionado com condição boa. Ou seja, é preciso se atentar ao aroma, a temperatura e também ao tempo. A máquina faz a leitura do que acontece no ambiente. Eu uso um torrador Probat, e com ele eu não preciso me preocupar com isso. Esse ajuste é automático. Existem cafés cujo o próprio crack [barulho que que ocorre em dois momentos da torra, por reações físico-químicas no grão ao longo do processo de aquecimento] é tão sutil que você pode não ouvir, mas, normalmente, os cafés de pouca densidade tem estalos pequenos e você tem que ficar mais atento. Não tem um número que vai determinar como chegar lá. Você acentua certas características quando você faz uma curva mais íngreme e você vai acentuar outras características em uma torra mais longa. Os conceitos de torra mudam completamente dependendo do equipamento. Não tem receita de bolo. Cada um tem o seu equipamento e deve fazer o que melhor conseguir com ele. Quais equipamentos utiliza em sua torrefação? A máquina Leogap T5 (5 quilos) fica no laboratório, esse foi o primeiro. O da loja é um Probatone de 5 quilos. Ele foi o primeiro feito no Brasil. É o 001. Também temos um de amostra de três bocas de 100 gramas e um Probatone (12 quilos) para os cafés de cápsulas. Que conselhos você daria para uma pessoa que está planejando a compra de uma máquina de torra? Compre o melhor que o seu dinheiro pode pagar. Várias pessoas vieram fazer curso de torra conosco depois que já tinham comprado o equipamento e às vezes as pessoas compram a máquina e ela acaba ficando ociosa, porque a pessoa não vai torrar muito no início. Se a pessoa esta pensando em qualidade, primeiro ela deve pensar em como ela vai atingir esse mercado e crescer gradualmente. A primeira torra, independente de quanto você deixa a máquina estabilizada, é a mais difícil. Então, a chance de você errar em uma máquina menor é menos. O diferencial é o seu equipamento. Invista nos equipamentos. Os mais caros vão acabar lhe oferecendo mais recursos. Estude, pesquise equipamentos com menos chance de ter problema. Considerar confiabilidade no produto, compromisso de entrega e manutenção, não só performance da máquina na hora da torra mas também confiabilidade do produto. Converse com quem já tem um equipamento. Poderia dar um conselho para quem está começando a montar uma torrefação própria? Escolha a sua própria identidade. Não comece a imitar o que o outro já fez. É difícil você chegar ao nível de outro profissional que já esta fazendo isso há muito tempo. O produto tem que acompanhar o que você tem a oferecer. O cliente vai perceber o que você esta oferecendo. Você não pode dizer que ele vai perceber uma coisa e não entregar essa característica sensorial para o cliente, porque se ele não perceber o que você falou ele não volta.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

BaristaMercado

Semana do Café de Lorena promove encontro entre profissionais do setor

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A 4ª edição da Semana do Café de Lorena já tem data marcada. O evento organizado por Marcelo Malerba, proprietário do Malerba Café, acontecerá entre os dias 21 e 24 de maio na cidade de Lorena, interior de São Paulo.

Segundo Marcelo, o evento que reúne apreciadores de café, profissionais e interessados para discutir temas sobre o universo do grão, vem agora com a intenção única de promover um grande encontro. “Nesta edição, não vamos trazer um tema específico. O evento vem para ser um divisor de águas, um encontro informal. A decisão foi tomada a partir da resposta positiva que tive dos participantes e palestrantes nas edições anteriores”.

O evento, que surgiu da troca de experiências entre os profissionais Isabela Raposeiras (Coffee Lab), Caio de Andrade (dramaturgo especialista na história do café) e Marcelo Malerba, contará com 20 palestrantes neste ano. Entre os que já confirmaram presença estão, Isabela Raposeiras (barista, proprietária do Coffee Lab), Mariano Martins (Martins Café), Andreson Ramos (barista), Luis Vilela (produtor), Giuliana Bastos (jornalista), Kelly Stein (jornalista), Lucas Salomão (barista, campeão brasileiro de Preparo de Cafés; Libermac), Luciano Salomão (barista; Wolff Café) e Mariana Proença (diretora de redação da revista Espresso), além de outros especialistas e interessados. O Sofá Café levará o projeto “Fazedores de Café” ao evento, promovendo uma oficina de barista para pessoas de baixa renda.

A participação na Semana do Café de Lorena é gratuita, sem restrições e não há necessidade de inscrição. Como diz Marcelo: “É só chegar!”.

Mais informações: www.facebook.com/semanadocafelorena

TEXTO Stephanie Schmiegelow • FOTO Café Editora

Cafezal

Vídeo: imagens aéreas incríveis nos cafezais de Cristina (MG)

fazenda_pinhal Visitar uma fazenda de café é uma das experiências mais gratificantes para quem gosta da bebida. Aprender sobre o grão, conhecer o produtor, entender os processos que levam sabor para a sua xícara são apenas alguns dos fatores que vão fazer a sua passagem inesquecível. Agora, sobrevoar os cafezais e ver toda a beleza da produção do alto é algo de tirar fôlego, para dizer o mínimo. Nossa equipe foi até Cristina, em Minas Gerais, para conhecer e registrar as fazendas do produtor Sebastião Afonso da Silva, campeão do Cup of Excellence Naturals 2014, concurso que premia o melhor café natural do país. A repórter Thais Fernandes e os fotógrafos Guilherme Gomes e Vitor Barão, da Tipuana Imagens Aéreas, produziram, além da matéria sobre o produtor e seu café vencedor que você pode ler na nova Espresso, imagens aéreas incríveis de um sobrevoo de drone [veículo aéreo remotamente pilotado] nos cafezais da cidade. Assista ao vídeo abaixo e embarque nessa viagem. FICHA TÉCNICA FAZENDAS Sítio Baixadão, Fazenda Pinhal, Sítio Nossa Senhora da Mata, Fazenda Santa Teresinha, Sítio Pasto da Pedra LOCALIZAÇÃO Cristina – MG REGIÃO Mantiqueira de Minas ALTITUDE MÉDIA 1.200 metros PRODUÇÃO ANUAL 2.900 sacas ÁREA TOTAL 329 hectares ÁREA PLANTADA COM CAFÉ 85 hectares NÚMERO DE CAFEEIROS 280 mil pés COLHEITA manual, de junho a novembro PROCESSAMENTO cereja descascado e natural SECAGEM terreiro pavimentado e secador mecânico VARIEDADES catucaí, bourbon, acaiá, catuaí amarelo e vermelho SELO Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas *Dados atualizados em 26 de março

IMAGENS AÉREAS Tipuana
O material jornalístico produzido pela Revista Espresso é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize as redes sociais abaixo, creditando a fonte.

TEXTO Da redação • PRODUÇÃO Guilherme Gomes, Vitor Barão (Tipuana Imagens Aéreas); Thais Fernandes (Revista Espresso)

Mercado

Delta Q lança novo blend Cartagena

A Delta Q, marca portuguesa de cafés em cápsulas, chegou ao Brasil com a linha de máquinas e cafés em 2012. Recentemente lançou uma novidade, o café de origem única Cartagena, proveniente da Colômbia, grãos 100% arábica e de processo lavado, muito comum no país, onde os cafés vão para tanques de fermentação por horas para a retirada da mucilagem. A Espresso provou a cápsula, que apresentou sabor intenso, leve doçura e um pouco de amargor na finalização. O Cartagena terá vendas limitadas e pode ser encontrado no valor de R$ 16,30 (com 10 cápsulas) na loja online (www.mydeltaq.com),varejo ou na loja da marca, em Vitória (ES). Além do Cartagena, a marca também lançou a máquina compacta Qosy que permite a extração automática do café, programação da temperatura da bebida e o uso de garrafa de água ao invés do recipiente tradicional. Disponível nas cores preto e vermelho, a máquina pode ser encontrada no valor de R$ 399, junto com um kit cortesia de 50 cápsulas na loja online da marca. image003 A Delta Cafés inaugurou recentemente no Aeroporto de Congonhas a primeira loja em São Paulo. Operada pela GRSA e com localização na área de embarque do aeroporto – o quiosque Delta Q PerfeQtly Espresso serve espresso para os viajantes.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Delta Q

BaristaCafeteria & Afins

La Marzocco lança Linea Mini, versão de máquina de espresso para casa

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Nesta terça-feira (24/3) a famosa marca de máquinas de espresso La Marzocco anunciou o lançamento do mais novo equipamento da linha La Marzocco Home: a Linea Mini.

Com design baseado no modelo icônico Linea Classic, que ganhou fama nas cafeterias mundo afora no começo dos anos de 1990 e inspirou baristas profissionais, a Linea Mini, versão pequena da máquina, de apenas um grupo, promete espressos de qualidade na cozinha de casa. “Com a Linea Mini nós esperamos ajudar entusiastas a criar uma revolução do espresso em suas próprias cozinhas”, diz a empresa em seu site.

O item já virou objeto de desejo dos amantes de café, mas o público brasileiro vai ter que aguardar um pouco para ter essa belezinha em casa. Por enquanto, a máquina só está disponível para pré-venda e entrega nos Estados Unidos a partir de maio deste ano. Em aço inoxidável e também nas cores preto, branco e vermelho, terá o custo de US$ 4,495. “Temos um número limitado dessas primeiras máquinas e esperamos uma demanda alta”, afirma a La Marzocco. O representante da marca no Brasil, Paul Elmar Germscheid, afirma que o equipamento vai ser disponibilizado em breve no Brasil. A empresa só aguarda a certificação do Inmetro para liberar a máquina para o País.

Algumas das funcionalidades do novo equipamento:
Reservatório: capacidade para 3,5 litros de água
Energia: 120V para fácil instalação em casa
Sistema de luz: “luzes do barista” se acendem no momento da extração, iluminando a bandeja coletora (compartimento de dispersão) e permitindo a visualização das cores e do fluxo do espresso no momento da extração
Ajuste de temperatura: ao lado da máquina para ajuste correto da temperatura da bebida extraída
Dimensões: com cerca de 35 centímetros de largura, ocupa pouco espaço na bancada da cozinha

Em novembro do ano passado, quando a linha La Marzocco Home foi lançada, a marca anunciou também a La Marzocco GS3, máquina personalizada para uso doméstico. Saiba mais aqui.

Vídeo: conheça a Linea Mini

Mais informações: home.lamarzoccousa.com (em inglês)

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/La Marzocco