Café & Preparos

Bota pra ferver!

É comum as pessoas se perguntarem se vale a pena ou não comprar mais um objeto para casa, seja ele um utensílio ou um pequeno eletrodoméstico. A chaleira elétrica vale. Também conhecida como kettle (tradução para o inglês), é prática e eficaz, tem modelos com design bacana e é útil, muito útil. Principalmente se você prepara café e chá muitas vezes ao dia. Produto novo no mercado brasileiro, ganhou popularidade apenas em 2012, apesar de existir há muitos anos e ser muito utilizada na Europa e nos Estados Unidos. Ao comprar uma chaleira elétrica é importante avaliar itens como tempo de fervura, potência, consumo de energia, segurança (pois atinge altas temperaturas) e, por que não, design. Para ajudar, a Espresso analisa a seguir o desempenho de algumas marcas. Veja a seguir os detalhes de cada uma:

Cadence Supreme

PESO – 722 g
CAPACIDADE MÁXIMA – 1,7 litros
VOLTAGEM – 127 V
POTÊNCIA – 1.200 W
CONSUMO DE ENERGIA/MÊS –1,2 kWh (127 V) e 1,85 kWh (220 V)
TEMPO DE FERVURA DA ÁGUA: em 60º ela aqueceu em 4’09” e atingiu a fervura (100°) em 8’46”
VARIEDADE DE TEMPERATURAS: Sim (varia entre 60°; 70°; 80°; 90° C)
MANTÉM TEMPERATURA – Sim
SINALIZA QUE FERVEU: Sim
DESLIGAMENTO AUTOMÁTICO: Sim
JARRA SEM FIO: Sim
ALÇA ANTITÉRMICA: Sim
TAMPA ARTICULADA E COM BOTÃO AUTOMÁTICO PARA ABRIR: Sim
BASE GIRATÓRIA E COM PORTA-FIOS: Sim
FILTRO COADOR E REMOVÍVEL – Não
EXTENSÃO DO FIO – 76 cm
FORMATO DO BICO – pequeno
DESIGN – básico, mas com uma tampa bem desenhada. Apenas na cor cinza
MATERIAL – Inox
AVALIAÇÃO GERAL – É ideal para o preparo de bebidas delicadas, pois permite a programação em diferentes temperaturas, com diferentes cores no visor.

Kenwood

PESO – 1.041 g
CAPACIDADE – 1,6 litros
VOLTAGEM – 127 V
POTÊNCIA – 3.000 W
CONSUMO DE ENERGIA/MÊS – 1,6 kWh (124 V) e 1,85 kWh (220 V)
TEMPO DE FERVURA DA ÁGUA – 4’45’’
VARIEDADE DE TEMPERATURAS – Não
SINALIZA QUE A ÁGUA FERVEU – Sim
DESLIGAMENTO AUTOMÁTICO – Sim
TAMPA ARTICULADA E COM BOTÃO AUTOMÁTICO PARA ABRIR – Sim
BASE GIRATÓRIA COM PORTA- FIOS – Sim
FILTRO COADOR E REMOVÍVEL – Sim
EXTENSÃO DO FIO – 81 cm
FORMATO DO BICO – moderno
DESIGN – moderno, disponível nas cores rosa, amarelo, azul, verde, vermelho e preto
MATERIAL – aço inoxidável
AVALIAÇÃO GERAL – De design muito bonito e muito potente foi a chaleira que ferveu a água mais rapidamente. Pena ser um pouco pesada e ter um bico arredondado que não promove tanto controle sobre o fluxo.

Electrolux EKC 10

PESO – 924 g
CAPACIDADE MÁXIMA – 1,5 litros
VOLTAGEM – 127 V
POTÊNCIA – 1.250/2.000 W
CONSUMO DE ENERGIA/MÊS –1,25 kWh (127 V) e 2,4 kWh (220 V)
TEMPO DE FERVURA DA ÁGUA – 7’20”
VARIEDADE DE TEMPERATURAS – Não
MANTÉM TEMPERATURA – Sim
SINALIZA QUE FERVEU: Sim
DESLIGAMENTO AUTOMÁTICO: Sim
TAMPA ARTICULADA E COM BOTÃO AUTOMÁTICO PARA ABRIR: Sim
BASE GIRATÓRIA E COM PORTA-FIOS: Sim
FILTRO COADOR E REMOVÍVEL – Sim
EXTENSÃO DO FIO – 75 cm
FORMATO DO BICO – pequeno
DESIGN – básico. Apenas na cor cinza
MATERIAL – aço escovado
AVALIAÇÃO GERAL – A chaleira atingiu a fervura em uma velocidade boa, porém sua boca é estreita não permitindo colocar a mão dentro do recipiente para lavá-lo.

Mondial Smart Hot

PESO – 623 g
CAPACIDADE – 1,7 litros
VOLTAGEM – 127 V
POTÊNCIA – 1.500 W
CONSUMO DE ENERGIA/MÊS – 1,7 kWh (127 V e 200 V)
TEMPO DE FERVURA DA ÁGUA – 8’40”
VARIEDADE DE TEMPERATURAS – Não
SINALIZA QUE A ÁGUA FERVEU – Sim
DESLIGAMENTO AUTOMÁTICO – Sim
TAMPA ARTICULADA E COM BOTÃO AUTOMÁTICO PARA ABRIR – Sim
BASE GIRATÓRIA E COM PORTA – FIOS – Sim
FILTRO COADOR E REMOVÍVEL – Sim, mas difícil de retirar
EXTENSÃO DO FIO – 76,5 cm
FORMATO DO BICO – pequeno
DESIGN – básico, apenas na cor preta
MATERIAL – aço inox
AVALIAÇÃO GERAL – Uma chaleira com um design básico, mas que vale a pena por atingir fervura em um tempo curto e por seu preço, o mais acessível de todos.

Arno Collection

PESO – 777 g
CAPACIDADE MÁXIMA – 1,5 litros
VOLTAGEM – 127 V
POTÊNCIA – 1.500 W (110 V) e 2.000 W (220 V)
CONSUMO DE ENERGIA/MÊS – 0,6 kWh (127 V) e de 0,8 kWh (220 V)
TEMPO DE FERVURA DA ÁGUA – 16’33”
VARIEDADE DE TEMPERATURAS – Não
MANTÉM TEMPERATURA – Sim
SINALIZA QUE FERVEU – Sim
DESLIGAMENTO AUTOMÁTICO – Sim
JARRA SEM FIO – Sim, não possui visor de água
ALÇA ANTITÉRMICA – Sim
TAMPA ARTICULADA E COM BOTÃO AUTOMÁTICO PARA ABRIR – Sim
BASE GIRATÓRIA E COM PORTA-FIOS – Sim
FILTRO COADOR E REMOVÍVEL – Sim
EXTENSÃO DO FIO – 72,5 cm
FORMATO DO BICO – Pequeno e delicado
DESIGN – Moderno, apenas na cor rubi e branca
MATERIAL – Aço inoxidável
AVALIAÇÃO GERAL – É uma chaleira moderna que chama atenção por sua cor. O tempo para ferver a água foi o mais longo de todos.

Dicas para manter uma chaleira em bom funcionamento
– Nunca ligue a chaleira elétrica sem água ou com a tampa aberta, para não danificá-la;
– Não ligue em tomadas ou extensões sobrecarregadas, pois isso pode provocar acidentes;
– Antes de usar pela primeira vez, ferva a água e jogue-a fora, para eliminar possíveis resíduos do interior da chaleira;
– Nunca prepare o chá diretamente dentro dela para não deixar resíduos de sabor e aroma;
– Para limpar: encha até a metade com água da torneira e acrescente suco de um limão ou vinagre; ferva esta mistura e deixe descansar durante 15 minutos; repita o processo de 2 a 3 vezes; após a limpeza, deixe o aparelho funcionar mais duas vezes apenas com água para enxaguar.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Cafezal

Boa qualidade do conilon e robusta brasileiros abrem portas

No País, o conilon e o robusta são as duas variedades mais cultivadas da espécie Coffea Canephora, sendo o Espírito Santo, a Bahia e Rondônia os principais estados produtores. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), neste ano, os dois grãos representarão aproximadamente 24% da produção nacional, tendo uma colheita estimada em 13,7 milhões de sacas de 60 kg.

Por conta do trabalho que os produtores de robusta e conilon vêm fazendo no Brasil, buscando uma melhor qualidade da variedade, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) informou que os empresários nacionais que trabalham com esses grãos poderão se filiar à entidade.

“O trabalho da BSCA sempre se norteou por evidenciar a excelência de todos os cafés do Brasil e esta é a hora do conilon e robusta nacionais, haja vista a maturidade em qualidade alcançada, a aceitação e o crescente interesse do mercado por esses novos atributos do produto”, disse Vanusia Nogueira, diretora da associação.

Para ela, a iniciativa visa potencializar os negócios relacionados aos cafés conilon e robusta, apresentando ao mundo a qualidade do produto. “Nosso País tem excelência na produção de todos os tipos e variedades. Vamos mostrar ao mundo que a qualidade dos nossos cafés está dentro de cada grão cultivado, independente da espécie”.

As candidaturas são abertas para as categorias armazéns, associação de cooperativas, associação de produtores, cafeterias, cooperativas, corretor(as), exportadores, implementos e equipamentos, membros internacionais, núcleo de degustadores, derivados do café, profissionais, produtores e torrefadores.

A adesão ao quadro de associados da BSCA segue critérios, como ser indicado por algum membro dos Conselhos Diretor, Fiscal ou Permanente e passar pela aprovação do Conselho Diretor da entidade. Os interessados devem entrar em contato com Vanusia Nogueira ou Marina Figueiredo através dos telefones (35) 3212-4705 / 3212-6302 / 99824-9845 / 99879-8943 ou dos e-mails exec@bsca.com.br e marina@bsca.com.br.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Barista

Doni dos Santos é o vencedor do 2° Campeonato Brasileiro de Torra

Eduardo Scorsin (2° lugar), Doni dos Santos (1° lugar) e Fabio Nakasato (3° lugar)

O grande campeão do 2º Campeonato Brasileiro de Torra foi Donieverson dos Santos, da Bourbon Specialty Coffee, de Poços de Caldas (MG), o mais fiel à curva de torra planejada e obteve maiores notas. Em 2° lugar Eduardo Scorsin (Independente em Curitiba) e em 3° lugar Fábio Nakasato (Isso é Café em São Paulo). Os outros três finalistas foram de Curitiba: Leo Moço (Café do Moço), Hugo Rocco (Moka Clube) e Luiz Eduardo Melo (Supernova Coffee Roasters). Ao todo foram 22 competidores brasileiros.

“O Campeonato é uma forma de valorizar cada vez mais a cafeicultura de qualidade e não só a quantidade. Gostaria de agradecer o Professor Leandro (que também estava competindo) pela oportunidade de estágio em que pude aprender tudo sobre o café especial e pelo apoio do Núcleo de Estudo em Qualidade do Café”, afirma Doni.

Foram três dias intensos, em Curitiba (PR), de muito frio, ansiedade e concentração dos competidores do 2º Campeonato Brasileiro de Torra, que aconteceu no Mercado Municipal paranaense e na cafeteria e torrefação Lucca Cafés Especiais.

Uma competição bem técnica e complexa que começou na última quarta-feira (1°/8). Neste primeiro momento, os competidores puderam testar os torradores da empresa anfitriã Probat Leogap e os cafés paranaenses das Fazendas Pilar e Harmonia. No segundo dia, eles provaram no cupping o próprio café torrado para avaliar as características sensoriais.

Após a degustação, os competidores criaram o seu plano de torra, entregaram aos organizadores e, de acordo com as regras, não ficam com nenhuma cópia. Na tão esperada final da competição, eles tiveram trinta minutos para torrar o café em um Probatone 5 conforme o seu plano criado. O competidor pode fazer até duas torras e deve entregar 1,5 kg do café para avaliação dos juízes.

O júri do campeonato foi presidido pelo polonês Lukasz Jura, representante da World Coffee Events (WCE), que acompanhou de pertinho todas as etapas do campeonato. Os juízes sensoriais foram Georgia Franco (Lucca Cafés Especiais), Paulo Cesar Figueiredo (CarmoCoffees), Paula Dulgheroff (Mundo Café) e André Luís Ribeiro (Campeão Regional de Cup Tasters da Alta Mogiana).



Os juízes avaliaram o desempenho dos torradores com base em critérios como comparação da torra executada com o plano de torra traçado, avaliação sensorial do café torrado e classificação física correta.

O evento é uma ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).  A Revista Espresso é mídia oficial dos Campeonatos Brasileiros de Barista.

Confira a colocação dos competidores:

1° lugar – Donieverson dos Santos
2° – Eduardo Afonso Scorsin
3° – Fábio Nakasato
4° – Hugo Souza Rocco
5° – Leo Moço
6° – Luiz Eduardo Melo
7° – Arthur Malaspina
8° – Fabiola Jungles
9° – Jonathan de Campos Piazarolo Pereira
10° – Orlando Luis Salvatti
11° – Sidinei Moura da Silva
12° – Juliana Ganan
13° – Jéssica Maciel
14° – Daniel Munari
15° – Amandha Locatelli
16° – Jack Robson Silva
17° – Acauã Auler Rolim
18° – Leandro Carlos Paiva
19° – Reginaldo Cesar Durigão
20° – Thiago de Oliveira Sidney
21° – Saimithon Souza
22° – Thiago Ximenes Naves

TEXTO Natalia Camoleze e Mariana Proença • FOTO Raíssa Castor

Café & Preparos

Projeto social em cafeteria muda a vida de jovens

De dentro pra fora. É mais ou menos assim que funciona a ideia do projeto Fazedores de Café, organizado pela cafeteria paulistana Sofá Café. Criado em 2014, a iniciativa visa não apenas disseminar a cultura do café especial na cidade de São Paulo, mas também abraçar a causa social, incluindo e dando oportunidade a jovens carentes através do barismo.

“Eu não queria ser alguém que só vendesse café”
Foi com esse desejo na cabeça que Diego Gonzales, engenheiro florestal e proprietário da casa, começou a realizar diversas pesquisas, buscando alguma ideia que abrangesse o café, o ambiente e a sociedade.

Segundo ele, a ideia de criar algo que desse um retorno para as pessoas era fundamental para que seu negócio atingisse o objetivo certo. “Depois que abri o Sofá, senti a necessidade de ter alguma coisa que trabalhasse o social e o ambiental, mas sem deixar o café de lado. Eu não queria ser alguém que só vendesse café, sabendo que eu podia fazer mais”.

Diego Gonzales, proprietário do Sofá Café e idealizador do projeto Fazedores de Café. Foto: Roberto Seba

Partindo disso, foi só questão de tempo para que a iniciativa saísse do papel. Reunindo os três pilares desejados por Diego – e cabendo dentro do orçamento – o Fazedores de Café busca dar um novo rumo para jovens de baixa renda, ensinando, demonstrando e inserindo estes aprendizes no grande universo do café.

Hoje, a iniciativa conta com vários apoiadores, sendo a Revista Espresso um deles. Mariana Proença, diretora de conteúdo do veículo, já conferiu de perto o trabalho realizado e diz que a ideia é positiva para o cenário atual do café. “É uma iniciativa muito importante porque no mercado cafeeiro faltam profissionais qualificados, principalmente baristas”, comenta.

Como tudo acontece…
De 2014 até os dias atuais, o Fazedores de Café já fez parte da vida de mais de 20 jovens. Selecionados por ONGs parceiras, muitos deles cumpriam medidas socioeducativas e hoje enxergam novas oportunidades e fazem suas próprias carreiras.

Paulo Gabriel foi um deles. Formado na primeira turma do projeto, o barista diz que ter tido a oportunidade de participar dessa experiência foi algo positivo. “Foi através do Fazedores que consegui arranjar meu primeiro emprego e começar a pagar minha faculdade”.

Na época com 18 anos, Paulo conseguiu conciliar o café com seus estudos, melhorando o desempenho na escola e concluindo o ensino médio. “As aulas com café me ajudaram a ter uma relação melhor com os meus professores”, relata.

Aluno da primeira turma do Fazedores de Café, Paulo Gabriel atualmente é barista e professor do projeto. Foto: Felipe Gombossy

Desde lá o projeto não parou. Com turmas pequenas de até seis alunos, as aulas teóricas e práticas acontecem no próprio espaço da cafeteria, na unidade de Pinheiros, e são totalmente gratuitas. “Nós servimos café da manhã para os alunos das 8h às 8h30. Depois, das 8h30 às 12h, eles têm aulas com professores do próprio Sofá Café ou voluntários, todos os dias”, conta Diego.

Nessa rotina que dura por quase três meses, os alunos aprendem não só a extrair a bebida, mas também a harmonizar, criar receitas e lidar com temas como gestão do ambiente e normas de vigilância sanitária. Além das aulas no período da manhã, eles também podem praticar os ensinamentos durante a tarde.

“Esses jovens podiam estar entrando em um universo no qual é muito difícil de sair, podiam não ter nenhuma chance de mudança de vida”, diz Diego. “Quando a gente consegue converter o jovem e acompanhar de perto sua vontade de aprender e de fazer, se espelhando muitas vezes em ex-alunos que já se formaram e estão trabalhando no ramo, nós vemos que estamos fazendo a coisa certa”.

Para concluir o processo de aprendizagem, o Fazedores de Café proporciona um mês de estágio aos participantes, onde eles trabalham em diversas cafeterias parceiras, criam responsabilidade com o cliente e o produto, colocam o estudo em prática e podem conseguir uma vaga fixa.

Após o curso, grande parte dos estudantes continua no café, como o Paulo, que hoje além de barista dá aulas no projeto e tem a oportunidade de ver mais uma leva indo no caminho do café.

Uma xícara e muito sucesso!
Depois de quatro anos de caminhada, ensinamentos e vidas mudadas, o Fazedores de Café está formando sua 5ª turma amanhã, dia 4/8. Neste dia, todo o funcionamento da cafeteria, das 10h às 18h30, será comandado pelos alunos. O serviço será interrompido as 16h30 para a realização da formatura.

Com o mesmo intuito e dedicação para inserção na sociedade, a próxima classe será uma novidade: alunos refugiados! Com previsão para este ano, será um novo desafio para todos os colaboradores e organizadores do Fazedores.

Para Diego, é muito gratificante ver que sua ideia se tornou a oportunidade para muitos jovens terem um caminho digno e seguro. “Quando a gente vê a mudança na vida de um deles, todo o esforço vale a pena”.

Serviço
Formatura da 5ª turma do Fazedores de Café
Onde: Rua Bianchi Bertoldi, 130 – Pinheiros – São Paulo (SP)
Quando: 4/8
Horário: 16h30

TEXTO Gabriela Kaneto

Mercado

Cola-Cola com café, será que pega?

Desenvolvida para agradar o paladar brasileiro, a Coca-Cola lançou mais uma edição com café: a Coca-cola Plus Café Espresso. A novidade chegou ao mercado nesta última quarta-feira, dia 1/8, em latinhas de 220 ml.

Já comercializada em países como Japão, Austrália e Vietnã, a bebida é fruto de diversas pesquisas realizadas pela marca, com objetivo de alcançar o sabor equilibrado do cotidiano das pessoas, em especial os jovens.

“Queremos oferecer um aliado para quem vive em movimento e precisa de um gás, uma inspiração, para continuar seguindo em frente”, diz Selman Careaga, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil.

Possuindo 50% menos açúcar e 40% mais cafeína em relação à versão original, a Coca-Cola Plus Café Espresso fará parte do portfólio fixo da empresa no País, com preço sugerido de R$ 2 a R$ 2,50. E aí, será que a novidade vai pegar?

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

3corações lança microlote premiado no Concurso de Qualidade da ABIC

Ontem, dia 31/7, a 3corações lançou o microlote campeão do 14° Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, da Associação Brasileira da Indústria do Café. O evento aconteceu no BIO, restaurante do chef Alex Atala, localizado no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

Os cafés premiados são da variedade catuaí e foram cultivados pela jovem Letícia Conceição, de 19 anos, a 1.350 metros de altitude, na Fazenda Divino Espírito Santo, em Piatã (BA). A empresa adquiriu duas sacas no leilão dos lotes finalistas do concurso, pagando R$ 9 mil em cada uma.

No evento, Letícia enfatizou a importância da produção feminina no País. “Nós temos que ter força para lutar contra este preconceito e assumir a igualdade de gênero que todas as mulheres do café são capazes de conquistar”.

Para a 3corações, é importante que o brasileiro redescubra o café e se interesse cada vez mais pelas linhas especiais. “O lançamento deste microlote é uma grande oportunidade para que os consumidores possam viver a experiência de conhecer os cafés de alta qualidade que o Brasil produz”, disse Aline Germano, gerente de marketing da marca.

O café faz parte da linha de cafés especiais da empresa chamada “Rituais” e recebe a assinatura “Rituais Microlotes”. Para degusta-lo, é possível pedir o preparo nos métodos espresso, french press e hario v60 no BIO, no valor de R$ 7 a xícara. Aos interessados em comprar o pacote, o mesmo está à venda no restaurante de Alex Atala no valor de R$ 26 (250 g).

Mais informações: www.3coracoes.com.br

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Cafezal

3ª Corrida e Caminhada do Café acontece em agosto

No dia 5 de agosto acontece a 3ª Corrida e Caminhada do Café. Realizada na Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a atividade dispõe de três categorias diferentes: corrida de 6 km, caminhada de 6 km e corrida kids.

Pelo trajeto, os atletas e participantes poderão contemplar os aspectos históricos da fazenda Santa Elisa, principal centro experimental do IAC, localizado na área urbana de Campinas. O percurso passará por trechos com plantações de café e corredor de bambuzal histórico.

Segundo os organizadores, o evento vai muito além da competição esportiva. Os participantes vão conhecer um pouco mais da história e da importância da cultura cafeeira na região de Campinas e no Brasil, como o Centro de Café Alcides Carvalho, plantações experimentais de café e o trabalho do IAC.

A Corrida é realizada pelo Instituto Jerusalém do Brasil e Campinas Café Festival e conta com a participação do IAC, Unicamp e Prefeitura de Campinas – Secretaria de Esportes e Lazer. Para participar, é necessário se inscrever no site até o dia 3/8. Os valores são R$ 95 (corrida e caminhada de 6 km) e R$ 48 (corrida kids).

Serviço
3ª Corrida e Caminhada do Café
Quando: 5/8
Onde: Fazenda Santa Elisa – Avenida Doutor Theodureto de Almeida Camargo, 1500 – Jardim Nossa Senhora Auxiliadora – Campinas (SP)
Mais informações: www.corridadocafe.org.br

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Mercado

Vale Music Festival reúne música, gastronomia e café em MG

No dia 4 de agosto, a cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí receberá a 6ª edição do Vale Music Festival, que busca fomentar, desenvolver e divulgar os cafés especiais na região do Sul de Minas Gerais de forma gratuita para o público.

Com muito Jazz, Blues, cultura, arte, gastronomia e café, o evento será realizado na praça da cidade. A programação reserva cinco shows diferentes, comidas locais, feira de vinil, teatro infantil e bebidas especiais e artesanais, como cervejas, chops e vinhos.

Aos amantes do café, a edição conta com uma novidade: o Coffee Lounge. O espaço, que terá quatro cafés especiais da cidade, irá dispor de ambiente para torra, venda e degustação da bebida!

Além do evento musical, também será realizada a 2ª Feira do Café da CooperRita no mesmo local. A Cooperativa irá proporcionar aos participantes experiências sensoriais com cafés selecionados entre seus cooperados, valorizando o cultivo do grão e enaltecendo os produtores regionais.

Serviço
6° Vale Music Festival e 2ª Feira do Café da CooperRita
Quando: 4/8
Onde: Praça Central – Santa Rita do Sapucaí (MG)
Mais informações: www.facebook.com/ValeMusicFestival

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Que papelada!

Além dos métodos de preparo, os filtros de papel possuem diferentes características que influenciam o resultado final do seu café. Conheça seis opções e veja qual se encaixa melhor no seu perfil!

Kalita

O método utiliza filtro de papel branqueado, em formato ondulado, que lembra uma forminha de muffin. Tem fundo plano e fino que possibilita uma drenagem por igual da bebida e as ondas do papel ajudam a promover uma extração mais consistente. Para alguns baristas, isso ressalta a doçura do café e resulta em uma bebida mais equilibrada. Também evita acúmulo de água e extração em excesso.

Melitta

Segundo o barista Lucas Salomão, é preciso atentar para a moagem e o tempo de extração da bebida, quando preparada nesse filtro. Por ser poroso, retém o líquido por mais tempo e, se a granulometria do café for fina em excesso e o tempo de extração muito longo, isso pode resultar em uma bebida com um pouco de amargor. Ele tem a forma de um V e algumas ranhuras, que ajudam na percolação. É um filtro muito prático, de baixo custo e disponível em diversos estabelecimentos.

Aeropress

Criado em 2005, esse método é composto de base, porta-filtro, êmbolo, funil, armazenador de filtro extra, dosador e mexedor. Extrai as propriedades do pó durante infusão e por pressão de ar, quebrando sólidos e mantendo os óleos essenciais do café. É possível utilizar moagens variadas para obter diferentes resultados da bebida. O filtro de papel utilizado para a aeropress é circular, pequeno, e de material semelhante ao dos demais filtros.

Hario V60

O método desenvolvido pela empresa japonesa Hario foi feito em espiral pensando no fluxo contínuo e homogêneo da extração. O filtro usado é de papel fino e poroso, cônico, podendo ser branqueado ou cru. O resultado na xícara, sobretudo, depende do café utilizado, mas o filtro, se escaldado, pode resultar em uma bebida limpa, que dá destaque para as notas mais delicadas do grão. Os filtros convencionais não se encaixam corretamente nesse porta-filtro.

Clever

Lembra um porta-filtro tradicional Melitta. Feito de acrílico, a outra diferença é quanto à extração do café, já que possui um tipo de engrenagem na base que permite o controle da infusão e libera a bebida direto na xícara no tempo desejado, ou seja, é possível manter o pó em contato com a água quente por mais tempo. Segundo a Abid, fabricante do produto, o método não possui filtro de papel próprio. Normalmente, para o preparo do café nesse método, os baristas utilizam o filtro 103 da marca Melitta, que se encaixa com facilidade no equipamento.

Chemex

Criada em 1941, utiliza um filtro de papel de textura mais grossa, circular, para ser dobrado como um cone e encaixado na garrafa. A parede tripla formada pela dobra em um dos lados do papel impede a passagem de sólidos para a xícara, resultando em uma bebida mais limpa e leve. Para o método, há também um filtro de papel em forma de meia-lua, que serve três xícaras, e o pré-dobrado, para quatro a oito xícaras, além do papel cru, sem branqueamento e pré-dobrado.

E O COADOR DE PANO?
Um dos preparos mais antigos – e mais comuns no Brasil –, o coador de pano, como o próprio nome diz, utiliza um tecido, a flanela, para fazer a extração da bebida. Ela permite a passagem de um pouco mais de óleo para a bebida, o que não a deixa livre de resíduos. Quando o filtro não é tratado adequadamente, o resultado pode ser um café amargo. Ele deve ser lavado só com água e sua duração é de, no máximo, três meses. A bebida leva, em média, de quatro a oito minutos para ser filtrada nesse coador, dependendo da quantidade de pó.

VOCÊ SABIA?
O filtro de papel foi criado em 1908 por Amalie Auguste Melitta Bentz. Segundo João Michaliszyn, gerente de Marketing da Melitta no Brasil, Amalie queria melhorar a qualidade do café que preparava para sua família e produziu artesanalmente o primeiro filtro de papel – feito com uma lata de estanho e papel mata-borrão –, que mudou para melhor o sabor do café. Foi a partir daí que os negócios da família se iniciaram, tornando a marca reconhecida mundialmente.

QUALIDADE
O filtro deve ser resistente a rupturas e ao calor. A ideia é que ele possa reter as partículas sólidas de acordo com o diâmetro de seus furos e “limpar” a bebida, ou seja, não deve deixar que passem resíduos do pó.

POROS
Quanto maiores os poros, mais substâncias sólidas passam junto com a água. Por exemplo, em uma peneira, quanto menor o tamanho dos furos, maior a sua retenção. Alguns filtros possuem uma tecnologia de microfuros, que permitem a passagem dos óleos essenciais, obstruindo a passagem do pó, o que mantém as características sensoriais da bebida.

PAPEL
Atualmente, estão disponíveis no mercado os filtros de papel branqueado, feitos com papel virgem – derivado diretamente da celulose –, e os de papel cru, sem branqueamento, também conhecido como ecológico, feito com cerca de 50% de papel branco (virgem) e 50% de papel reciclado (que já foi usado), o que torna a sua coloração diferente. Por ser reciclado, é necessário colocar um pouco mais de fibra no filtro para que ele seja resistente. Para perceber a influência de cada tipo de filtro de papel no sabor da bebida final, o barista Lucas Salomão indica escaldá-lo várias vezes e separar essa água que passou pelo filtro para usar depois, analisando se a intensidade do gosto varia. A marca Hario possui dois tipos de filtro para o seu coador. Um ecológico, feito de papel reciclado, e um branco, de papel virgem. Segundo a barista Carolina Franco, escaldar bem o filtro, seja ele qual for, diminui o impacto do gosto do papel no café.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Coffee Week conta com promoções em casas de São Paulo e Curitiba

Visando proporcionar experiências únicas com o café e apresentar diferentes estabelecimentos aos consumidores, neste ano, a 7ª edição do Coffee Week Brasil irá acontecer nas cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR), de 10 a 26/8.

Desta vez, está previsto a participação de cerca de 50 casas na capital paulista e 15 na cidade paranaense, todas com promoções de combos que podem englobar cafés de diversas regiões feitos em diferentes métodos, drinques variados e comidinhas. Os preços estão entre R$ 9,90 e R$ 14,90.

Para a barista Flavia Pogliani, criadora e curadora do evento, o café está em toda parte e é o elo para diferentes motivos de encontro, sejam profissionais ou de lazer. “A ideia do Coffee Week Brasil é ressaltar os lugares em que os consumidores encontram a bebida”.

Para esta edição, os organizadores esperam impactar mais de 50 mil apreciadores de café durante os 16 dias. A lista com as casas participantes estará  no site até segunda-feira, dia 30/7.

Mais informações: www.coffeeweekbrasil.com.br

TEXTO Redação • FOTO Roberto Seba