Mercado

Specialty Coffee Expo começa amanhã em Boston

Martha Grill, representante do Brasil no Campeonato Mundial de Barista.

De 11 a 14 de abril acontece a Specialty Coffee Expo (SCA), na cidade de Boston, Massachusetts (EUA). A feira conta com centenas de expositores que exibem produtos inovadores, além de troca de experiências entre torrefadores, pesquisadores, baristas, entre outros especialistas do ramo.

O evento conta também com dezenas de palestras e cursos do Programa de Competências do Café da SCA, com tópicos de interesse para os profissionais do café. As palestras começam no dia 12 e são categorizadas por setor, como Ciências Humanas e Sociais, Sustentabilidade, Ciência e Inovação, Cultivo e Processamento de Café, Torrefação e Varejo e Comércio.

Na sexta-feira (12), o Engenheiro Agrônomo – Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Gerson Silva Giomo, dará uma palestra com o tema: Restrição Genética na Qualidade do Café no Brasil e a Contribuição do Instituto Agronômico para Melhorar a Competitividade. Será discutido sobre a qualidade do café e seus vários fatores, que envolvem desde a semente até a xícara, incluindo a constituição ambiental e genética das variedades e os procedimentos tecnológicos na produção de café. As programações completas das palestras gratuitas e de workshops pagos estão no site da SCA.

Arthur Malaspina, representante do Brasil no Campeonato Mundial de Brewers Cup.

Durante a feira ocorrerá o Campeonao Mundial de Barista e o de Brewers Cup. Os brasileiros Martha Grill (Campeã Brasileira de Barista) e Arthur Malaspina (Campeão Brasileiro de Brewers Cup), ambos da Octávio Café, já estão em Boston para a competição. É possível acompanhar a apresentação através do livestream do World Coffee Events. A apresentação da Martha será no dia 11, às 10h06, e do Arthur no dia 12, às 11h48 (horário de Brasília).  Confira a cobertura no nosso Instagram @revistaespresso!

TEXTO Redação • FOTO BSCA

Mercado

Pela 1ª vez Região Centro-Oeste fica entre as vencedoras do 28º Prêmio Ernesto Illy

A noite da última quinta-feira (04/04) foi de muita festa e emoção na Casa Petra, em São Paulo, com o 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. O presidente da illycaffè, Andrea Illy, esteve no evento e afirmou todo o seu orgulho desse prêmio.

“Os 40 finalistas já são considerados vencedores e claro um sinal que a ideia do nosso pai, Ernesto Illy, de promover qualidade e sustentabilidade no Brasil ainda é muito viva e evolui ano após ano. O modelo que ele lançou 28 anos atrás trabalhando de mãos dadas com os melhores produtores brasileiros, compartilhando conhecimento e diferença em toda a indústria, segue firme”, contou Andrea.

Produtores enviaram 1200 amostras e segundo Andrea bem difícil de escolher os 40 finalistas. Durante a premiação foram anunciados os melhores de cada região e três deles irão para Nova York e lá será divulgado o campeão do Prêmio Ernesto Illy.

Além disso, o evento, prestou uma homenagem a todas as mulheres que participam da cadeia, Priscylla Shimada de Assis ganhou uma bolsa de estudos seis meses para o curso na Università del Cafè, em Trieste, na Itália.

Os mineiros Elmiro Alves do Nascimento, de Presidente Olegário (Cerrado Mineiro), José Pedro Marques de Araujo, de Manhuaçu (Matas de Minas) e Carlos Alberto Leite Coutinho, de Sobradinho – DF , o primeiro a representar a região Centro-Oeste, foram os grandes vencedores da noite, que receberam seus diplomas e cheques no valor de R$ 10 mil cada um. No mês de outubro, eles viajarão a Nova York para participar do 4º Prêmio Ernesto Illy Internacional, ocasião em que será revelada a ordem de classificação entre eles (primeiro, segundo e terceiro colocados). A premiação internacional reunirá 27 cafeicultores selecionados de 9 países que fornecem grãos para a illycaffè, celebrando os melhores cafés do mundo.
Os produtores Luis Manuel Martins da Silva (Chapada de Minas), Maria Lucia Andrade Taramelli (São Paulo) e Rovilson dos Santos Andrade (Sul de Minas) ficaram em 4ª, 5º e 6º lugar, respectivamente.

Foram apresentados, ainda, os vencedores nas categorias Regional, Fornecedor Sustentável do Ano e Classificador do Ano. Confira a lista completa.

Prêmio Ernesto Illy – Regional
Centro-Oeste
Campeão: Carlos Alberto Leite Coutinho (Sobradinho-DF)
Vice-campeã: Cristiane Zancanaro Simões (Cristalina-GO)

Cerrado Mineiro
Campeão: Elmiro Alves do Nascimento (Presidente Olegário-MG)
Vice-campeão: Nilton Toshio Yamaguchi (Rio Paranaíba-MG)

Chapada de Minas
Campeão: Luis Manuel Martins da Silva (Angelândia-MG)
Vice-campeão: Mansur e Pimenta Agronegócios (Água Boa-MG)

Matas de Minas
Campeão: José Pedro Marques de Araujo (Manhuaçu-MG)
Vice-campeão: Luiza Araujo Miranda (Araponga-MG)

São Paulo
Campeão: Maria Lucia Andrade Taramelli (São Sebastião da Grama-SP)
Vice-campeão: Daniella Romano Pelosini (Pardinho-SP)

Sul
Campeão: Orlando von der Osten (Cornélio Procópio-PR)

Sul de Minas
Campeão: Rovilson dos Santos Andrade (Botelhos-MG)
Vice-campeão: Katia Cristina Melo Reis (Cabo Verde-MG)

Fornecedor Sustentável do Ano
Gláucio de Castro (Patrocínio – Cerrado Mineiro)

Classificador do Ano
1º lugar nacional – Hugo Passos Swerts Junior (Sul de Minas)
2º lugar nacional – Augusto Cesar Freitas de Souza (São Paulo)
3º lugar nacional – Ronaldo Cypreste (Cerrado Mineiro)

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Café Editora

Mercado

Café vencedor do Cup of Excellence 2018 é vendido em cápsulas

A IL Barista Cafés Especiais ainda está vendendo a latinha com dez cápsulas feitas com o café vencedor do Cup of Excellence 2018. No leilão da competição, a saca dos grãos bateu recorde e foi vendida por US$ 18 mil (aproximadamente R$ 73 mil).

Cultivados na Fazenda Primavera, no município de Angelândia, região da Chapada de Minas, os cafés ganharam na categoria Pulped Naturals – cafés produzidos por via úmida (cerejas descascados e/ou despolpados). Alguns dos compradores são de países como Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Estados Unidos, Grécia, Taiwan e do próprio Brasil.

A Espresso degustou e achou:
Aroma: intenso
Sabor: doce, macadâmia, limão
Acidez: média
Corpo: leve
Finalização: agradável, com notas de amêndoas

Aos interessados em adquirir as cápsulas, a latinha está à venda por R$ 84 na unidade IL Barista Escola do Café, que fica na Rua do Consórcio, 191 – Vila Nova Conceição – São Paulo (SP).

Mais informações: www.ilbarista.com.br

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Nestlé assina protocolo com Governo de São Paulo

Ontem (01), a Nestlé assinou um Protocolo de Intenções com o Governo do Estado de São Paulo cujo objetivo é apoiar e realizar projetos de inovação no setor agroindustrial. Por meio de convênios com o Instituto Agronômico (IAC) e com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), a companhia investirá em novas soluções para embalagens, projetos ligados ao cultivo de café e desenvolvimento de produtos orgânicos, principalmente leite. Até 2020 deverão ser investidos R$ 680 milhões em tecnologia e inovação.

“O investimento todo é da Nestlé. No fundo o que a gente está fazendo é unindo os institutos de pesquisa da Secretaria da Agricultura para que nós tenhamos pautas”, afirmou Gustavo Junqueira, secretário da pasta.

Segundo o presidente-executivo da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, o acordo possibilitará trabalhar em várias frentes, desde o desenvolvimento de ingredientes funcionais e aditivos nacionais para os alimentos, pesquisas de aromas naturais do Brasil, até o desenvolvimento de materiais de embalagem de fonte renovável.

A companhia também inaugurou sua nova sede, localizada na Avenida Das Nações Unidas, em São Paulo, e anunciou um programa para contratações de até 26 mil trabalhadores em 2019. Segundo Melchior, para as Américas, do total de postos, 20 mil serão destinados a pessoas com até 30 anos e 6 mil para primeiro emprego.​

Canudos biodegradáveis
Segundo reportagem publicada na Folha de São Paulo, a Nestlé viabilizará soluções para a realização de projetos de inovação relacionados a alternativas de soluções biodegradáveis. “A Nestlé sempre foi inovadora em fazer embalagens sustentáveis e canudos biodegradáveis, respeitando regras ambientais e fazendo do Brasil um País inovador”, afirmou o governador João Doria.

TEXTO Redação • FOTO Governo do Estado de São Paulo

Mercado

Lavazza é considerada uma das marcas mais conceituadas do mundo

De acordo com o Global RepTrak 100 – 2019, do Reputation Institute, o Grupo Lavazza ficou em 38º lugar entre as 100 melhores marcas conceituadas do mundo. Em comparação com os resultados de 2018, a Lavazza conquistou onze posições, devido à sua inovação em processos de produtos, ambiente de trabalho e manutenção da responsabilidade social e ambiental.

O Reputation Institute monitora a comunidade empresarial de acordo com seu Global RepTrak 100, uma ferramenta que utiliza a reputação corporativa para fornecer às empresas dados que identificam o que está sendo impulsionado positivamente, o que é referência e tendência no mercado.

Quarta maior empresa do mundo em termos de reputação no setor de alimentos e bebidas, a Lavazza foi fundada em 1895, em Turim, na Itália. Tendo pertencido a quatro gerações da família Lavazza, o Grupo foi reconhecido pelos valores que dissemina para a cultura do café, tornando-se importante em todo o mundo.

As informações são do http://gcrmag.com / Tradução Juliana Santin

FOTO Café Editora

Mercado

Burger King lança serviço de assinatura de café nos EUA

A rede de fast food Burger King lançou, nos Estados Unidos, um serviço de assinatura de café. Ao se inscrever no programa do BK Café, por meio do aplicativo da empresa, os usuários podem desfrutar de uma xícara diária de café quente por um total de US$ 5 por mês.

Para comprovar que a novidade vale a pena, a empresa fez as contas e mostrou que se o cliente optar por ir ao Burger King todos os dias durante um mês de 30 dias, ele pagaria menos de 17 centavos por xícara de café por dia.

“Continuamos aproveitando a tecnologia para melhorar a experiência de nossos clientes em nossos restaurantes”, disse Chris Finazzo, presidente da rede na América do Norte, em um comunicado. “Estamos orgulhosos de lançar o nosso próprio serviço de assinatura”, completou. O programa não está disponível nas regiões do Alasca, Havaí e Porto Rico.

As informações são do USA Today / Tradução Juliana Santin

FOTO Julian Lopes

Mercado

Evento busca conectar mulheres do setor de produção de alimentos

Aproveitando que estamos no mês da mulher, o Food Female – mulheres que se conectam busca engrandecer aquelas que produzem, cozinham, servem, criam e cooperam para alimentar o mundo.

Realizado no dia 19/3, das 10h às 21h30, na cidade de São Paulo (SP), o evento pretende unir diversas frentes da cadeia de produção do alimento para entender as lacunas existentes, falar com a indústria e conectar os participantes.

A programação contará com entrevistas e palestras, com mulheres especialistas; rodadas de negócios, para quem quer ser empreendedor no setor; loja colaborativa, com marcas feitas por mulheres; e um happy hour, momento para trocar cartões e fechar negócios. Confira os horários abaixo:

Palestras e conversas:
10h00 Regerando a terra e o homem | Keila Malvezzi, Comida Da Floresta
Convidadas: Sandra Maria (Pesquisadora) e Valéria Paschoal (Nutricionista)
11h00 Cozinha Social Ambiental | Daniela Leite, Comida Invisível
Convidadas: Lis Cereja (Enoteca San VinSaint) e Cláudia Visoni (Jornalista e ambientalista)
12h00 Precisamos falar sobre nossa relação com a comida | Manoela Figueiredo
Convidadas: Marle Alvarenga (Nutricionista) e Helena Jacob (Jornalista e professora)
13h às 14h30 Almoço
14h35 Educação: Rosa Moraes (Laureate International Universities)
Convidadas: Janaína Rueda (Bar da Dona Onça), Adélia Rodrigues (Gastronomia Periférica) e Aline Cardoso (Secretaria Municipal do Desenvolvimento – SP)
15h35 Indústria | Convidada em confirmação*
16h15 Coffee break
16h30 Novos negócios na era digital – Thaís Azevedo, UBER EATS
17h15 Repense seu formato| Patrícia Abbondanza Food Lab
Convidadas: Helena Mattar (Assessora de comunicação gastronômica) e Camila Dutra (Feito com Amor)
16h30 Do serviço | Gabriela Monteleone (D.O.M)
Convidadas: Patrícia Durães (Clandestino Restaurante) e Valéria Gonçalves (Giulietta)

Rodadas de negócios:
10h às 11h30 Turma I
14h30 às 16h Turma II

Happy hour: 19h às 21h30

Serviço
Food Female – Mulheres que se conectam
Quando: 19/3
Horário: das 10h às 21h30
Onde: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500 – São Paulo (SP)
Mais informações: www.foodpass.com.br/evento/talks-food-famale-2019

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Mercado

Dia Internacional da Mulher: 6 ações para comemorar

Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Essa data especial, comemorada em muitas partes do mundo, serve para marcar e relembrar as lutas e conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, que buscam espaço e reconhecimento até os dias atuais.

Para promover e celebrar todos os avanços conquistados até hoje, muitas ações estão sendo realizadas pelo Brasil. Separamos seis programações para você aproveitar o dia e dar muito valor às mulheres que fazem deste mundo um lugar melhor e mais justo. Girl power!

1- Octavio Café

Foto: Daniel Ozana/Studio Oz

Chamada de “Presenteie uma mulher com um café especial”, a ação tem como objetivo estimular a troca de gentilezas e fortalecer o sentimento de conexão.  A ideia é que os clientes que estiverem em qualquer unidade da rede no dia 8/3 tenham a opção de pagar R$ 10 e escrever um bilhete para presentear qualquer mulher que for à loja no dia.

As mulheres que entrarem na loja serão abordadas pelo barista, que explicará que há um café pago esperando por elas. Recebendo o bilhete, as presenteadas podem escolher qual método deseja tomar.

Serviço
Presenteie uma mulher com um café especial
Quando: 8/3
Onde: – Avenida Brg. Faria Lima, 2996 – Jardim Paulistano – São Paulo (SP)
– Avenida Magalhães de Castro, 1200 – Morumbi – São Paulo (SP)
– Avenida Rebouças, 3970 – Pinheiros – São Paulo (SP)
– Rodovia Santos Dumont, km 66 – Parque Viracopos – Campinas (SP)
Mais informações: www.octaviocafe.com.br

2- Museu do Café

Foto: Ian Lopes

Buscando difundir a história das catadeiras, mulheres que desempenharam um papel essencial na cadeia produtiva do café, a curadoria do Museu do Café apresenta a exposição temporária “Pianistas de armazém: trabalho feminino na catação de café”.

Inaugurada em 2018, a mostra ficará disponível até o mês de abril. Os visitantes podem conhecer as memórias do ofício e das personagens através de recursos audiovisuais que incluem imagens, depoimentos, trechos de notícias e vídeos, tudo isso em um ambiente temático. Gratuita aos sábados, o ingresso custa R$ 10.

Serviço
Pianistas de armazém: trabalho feminino na catação de café
Quando: até o mês de abril
Onde: Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos (SP)
Mais informações: www.museudocafe.org.br

3- Sterna Café

Foto: Daniel Ozana/Studio Oz

Para homenagear o Dia Internacional do Café, a rede de cafeterias Sterna Café organizou um café da manhã especial que acontece amanhã, dia 9 de março, na unidade Sumaré. Na ocasião também serão realizados uma degustação dos métodos de extração da casa e um bate-papo com Cristiane Zancanaro, empreendedora do ramo de cafés especiais. Não é necessário fazer reservas.

Serviço
Café da manhã e bate-papo
Quando: 9/3, às 10h
Onde: Rua Dr. Cândido Espinheira, 338 – loja 3 – Sumaré/Perdizes – São Paulo (SP)
Mais informações: www.sternacafe.com.br

4- Futuro Refeitório

Foto: Lucas Albin/Agência Ophelia

Quer aprender ou aperfeiçoar seu café feito em casa? Conduzido pela barista e torradora Natália Braga, o curso “Coando café em casa”, realizado pela cafeteria Futuro Refeitório, apresenta os grãos da casa e dois métodos coados: Melitta e Hario v60.

A oficina abordará assuntos como diferenças técnicas entre os filtros, importância dos tipos de moagem e processo de extração. Também será realizado um cupping às cegas com quatro lotes da safra 2018/2019.

Serviço
Coando café em casa
Quando: 16/3, às 10h
Onde: Rua Cônego Eugenio Leite, 808 – Pinheiros – São Paulo (SP)
Mais informações: www.futurorefeitorio.com.br

5- Zel Café

Foto: Divulgação

Em parceria com a Livraria do Comendador, a cafeteria paulistana Zel Café está com uma exposição composta por obras do arquiteto, ilustrador, gravurista e fotógrafo Rogerio Bessa Gonçalves. Com o foco da produção sendo a figura feminina, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, os desenhos são feitos com aquarela, carvão e café. Todas as artes estarão à venda.

Serviço
Arte com café
Quando: de 8 de março a 8 de abril
Onde: Rua Pamplona, 145 – Jardim Paulista – São Paulo (SP)
Mais informações: www.zelcafe.com.br

6- 3corações

Foto: Vitor Barão

Fruto do Projeto Florada, que engaja toda a cadeia produtiva do café em prol da valorização do trabalho de mulheres cafeicultoras do Brasil, a campanha “Junte-se a elas” oferece a oportunidade de ter uma experiência diferenciada com cafés especiais produzidos por elas, além de conhecer histórias reais de mulheres do setor. Os cafés estão à venda por meio da loja Online Florada. O lucro será revertido igualmente para as 50 produtoras mais bem colocadas na 2ª edição do Concurso Florada Premiada.

Serviço
Junte-se a elas
Onde comprar: www.loja.projetoflorada.com.br

TEXTO Redação

Mercado

Morre empresário do café Américo Sato

Américo Sato, fundador do Café do Ponto e ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), faleceu na manhã do último domingo (03), aos 88 anos, após um infarto. O empresário, que lutou pela qualidade e aumento do consumo de café no Brasil, era uma das lideranças mais importantes do setor. Confira abaixo uma entrevista exclusiva dada por Américo à equipe da Revista Espresso, em março de 2007.

Quando Américo Sato assumiu a diretoria comercial da pequena torrefadora Café do Ponto, em 1957, o café vivia uma época de supersafras, armazéns lotados e concorrência baseada apenas nos preços, sem diferenciação. Apesar do cenário pouco favorável e da falta de experiência como industrial, Américo conhecia os mecanismos da lavoura e soube apostar na qualidade para construir um negócio de sucesso. Ao lado do irmão mais velho, deu início a uma das primeiras redes de cafeterias do Brasil, que chegou a ter 200 lojas licenciadas e a vender, na loja paulistana do Shopping Ibirapuera, quase 2 mil xícaras de café em um dia.

Mas o empresário foi além do sucesso pessoal. Ajudou a divulgar pelo País a importância da qualidade, transformando a visão de toda a cadeia cafeeira, de produtores a consumidores. “Existe um desafio muito grande para todos aqueles que trabalham com café. É uma bebida que exige atenção constante”. Nos anos 90, assumiu a presidência da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e foi um dos idealizadores do Selo de Pureza Abic, criado em 1989 para auto regulamentar o setor. A partir do programa, foi possível identificar marcas fraudadoras – que adicionavam ao café produtos como milho, palha e cevada –, na época, um total de 30%.

A ligação com o café começou cedo na vida de Américo – nome que adotou para facilitar os negócios, já que a pronúncia de Takamitsu, como foi registrado, dificultava o entendimento dos clientes. Vinda do Japão, a família Sato desembarcou no Brasil em 1926, em busca de “terras dadivosas, que dariam muito dinheiro”. Ao contrário disso, encontrou trabalho demais e salário de menos, em fazendas na cidade de Cafelândia, interior de São Paulo. De lá, seguiu para o norte do Paraná, que despontava no cultivo de café, mas acabou se fixando em Suzano, município paulista onde se dedicou ao plantio de hortaliças.

O ouro verde, porém, despertou o verdadeiro interesse de Américo. Durante os 41 anos em que esteve à frente do Café do Ponto, inovou com produtos diversos, como a embalagem tipo almofada e os cafés descafeinado e aromático. Em 1998, vendeu a empresa para a norte-americana Sara Lee e, depois de seis anos fora do mercado, voltou como sócio do Café Floresta. A marca santista lançou há pouco o Café Gourmet de Origem Controlada (das regiões de Mogiana, Sul de Minas e Cerrado Mineiro), inaugurando nova fase no ciclo da qualidade. Américo Sato recebeu a Espresso no seu escritório, em São Paulo, onde contou sobre sua trajetória pessoal e traçou um panorama do mercado nacional de café.

Como surgiu a ideia de montar uma rede de cafeterias com a marca Café do Ponto?
Meu irmão mais velho, Kiyoshi Sato, deu início a uma indústria de torrefação na cidade de Cafelândia, e quando decidiu transferi-la para São Paulo, me chamou para ajudar. Nós desenvolvemos a marca e vimos que era necessário fazer um café de melhor qualidade e vendê-lo em um lugar exclusivo. Na época [década de 70], os cafés eram consumidos basicamente em restaurantes e lanchonetes como um produto secundário, que perdia para os sanduíches e refrigerantes. Decidimos então montar uma cafeteria, um lugar especial para se beber café. No começo, as lojas serviam o espresso e também o tradicional, de coador. Mas o espresso pegou mais.

A primeira loja foi inaugurada dentro de um shopping center?
Nós implantamos a primeira cafeteria no Shopping Ibirapuera, em 1976, época em que estava começando a surgir shopping centers em São Paulo. Todos me chamaram de louco. Perguntavam como eu ia vender café dentro de um shopping, lugar onde só se vendia coisa cara, com valor agregado alto. Mas eu estava decidido a apostar nesse novo empreendimento e, no final, foi um sucesso. Essa loja do Shopping Ibirapuera chegou a vender quase 2 mil xícaras num único dia, enquanto uma boa cafeteria vende, em média, 500 xícaras. Hoje, os pontos de café são os mais disputados nos shoppings e nós ajudamos a criar esse conceito.

E a partir daí a rede se expandiu rapidamente…
O Café do Ponto teve tanto sucesso que chegou a ter cerca de 200 lojas licenciadas. Decidimos pelo licenciamento em vez do sistema de franquias, já que a empresa não teria condições de fornecer a infraestrutura necessária ao franqueado. Nós dávamos o layout da loja e deixávamos a pessoa fazer por conta própria. Passamos a ter procura até de outros estados, principalmente para lojas dentro de shoppings, pois as regiões seguiam o modelo dos empreendimentos de São Paulo.

Você também foi um dos primeiros a apostar na venda de cafés em supermercados.
No início, ninguém queria vender para o autosserviço, com medo de fazer negócio a prazo. O comércio só funcionava à vista, inclusive o de café. Mas eu sentia que os supermercados tinham futuro. Mesmo que fosse a prazo e no começo acontecessem alguns desfalques, eu sabia que precisava entrar nesse ramo para crescer. Comecei a vender para o Pão de Açúcar e para o Peg&Pag, duas das primeiras redes inauguradas na cidade de São Paulo.

Como funcionou o programa Selo de Pureza Abic?
Em 1988, a Abic [Associação Brasileira da Indústria de Café] realizou uma pesquisa sobre o consumo no Brasil, para descobrir por que estava caindo. O estudo revelou que 67% dos brasileiros acreditavam que o café puro era exportado e que o consumido internamente era sempre fraudado. Decidiu-se, então, criar o Selo de Pureza Abic, um programa de autofiscalização das indústrias, que controlasse a pureza dos grãos. A indústria que escolhesse participar era monitorada. Os cafés eram recolhidos nos pontos-de-venda e enviados para análise – aqueles que tinham o café puro recebiam o selo. No começo, houve certa resistência, a maioria dos associados achava que não ia funcionar e que teria que gastar muito dinheiro para o consumidor brasileiro saber da existência do selo. Mas um dos segredos do bom marketing é comunicar uma verdade que favoreça o próprio usuário, e foi isso que fizemos. Produzimos alguns comerciais com o Tarcísio Meira, astro da época, em que ele aconselhava o consumidor a exigir o selo da Abic. Foi uma das campanhas com maior índice de aprovação e contribuiu bastante para o sucesso do programa.

Que outros aspectos foram trabalhados para resgatar a confiança do consumidor?
Decidimos acabar com o mito de que café faz mal à saúde. Primeiro, investimos em pesquisas e divulgação no Brasil, depois levamos a ideia à OIC [Organização Internacional do Café] e passamos a fazer estudos em universidades de diversos países. Hoje, muitos médicos e consumidores em geral reconhecem os efeitos benéficos do café. Tivemos ainda dois outros aspectos. O primeiro foi lembrar que o café traz prazer, isto é, cria um ambiente favorável à união das pessoas e melhora a qualidade de vida. O outro consistiu em reaproximar o café do jovem, que se identificava mais com o achocolatado e o refrigerante, enquanto o café era tido como coisa de velho. Em países como Japão e Inglaterra, onde o chá é bebida tradicional, acontece o contrário: o café é a bebida dos jovens, enquanto o chá é relacionado aos mais velhos. Quando eu estava no Café do Ponto, lançamos os aromatizados exatamente para sair da mesmice e atrair o público jovem.

Em relação ao café gourmet, pode-se dizer que a pureza e a qualidade já foram alcançadas. Qual seria o próximo passo?
Eu acho que ainda há espaço para os cafés finos. Apesar do surgimento de muitas cafeterias e do “oba-oba” em cima dos gourmets, o consumo ainda é pequeno. É preciso estimular o consumidor a apreciar o sabor do café, caso contrário, parece tudo igual. E não basta os grãos serem de qualidade. Tem que saber preparar a bebida e ter o equipamento adequado.

O papel da indústria é ajudar na elucidação e educação do consumidor, oferecendo produtos adequados e informações fidedignas. Não se pode dizer que é gourmet quando não é. Deve-se informar sobre as diferenças de paladar, que variam de acordo com a região produtora, da forma como foi cultivado, da variedade, da terra etc. – comunicação que pode ser melhorada pela embalagem. Por último, e não menos importante, tornar o preço mais acessível.

Como foi retornar ao mercado e assumir o Café Floresta?
Depois da venda do Café do Ponto, fiquei parado durante seis anos por causa do contrato de não-concorrência. Nesse tempo, recebi vários convites para ser produtor de café em fazendas do Cerrado e Sul de Minas Gerais. Mas busquei uma empresa onde pudesse realizar as coisas que deixei de fazer no Café do Ponto e acabei acertando com o Café Floresta. Agora, estamos lançando cafés de três regiões: Mogiana, Sul de Minas e Cerrado Mineiro. Colocamos no rótulo informações sobre o lugar onde é produzido e as suas características. Isto é, estamos tentando levar o máximo de informação ao consumidor.

Como a chegada da Starbucks irá afetar o mercado brasileiro?
Eu acho que será muito positivo, pois as cafeterias serão obrigadas a se mexer. Foi o que aconteceu nos anos 80 com a entrada do McDonald’s. O nível de algumas lanchonetes subiu, o de outras caiu, mas graças a isso hoje temos sanduicherias de primeira linha. A Starbucks vai mudar o mercado de cafés, não tenho dúvida. A empresa tem um marketing muito apurado. Daqui a pouco, vocês verão na novela jovens tomando café em uma Starbucks, e todos vão querer experimentar. Mas acho que o sucesso não será tão grande como nos Estados Unidos, onde tem uma loja em cada esquina. O preço vai elitizar o consumo e limitar as vendas.

Cada vez mais produtores têm lançado sua marca própria de café. No seu ponto de vista, essa verticalização é benéfica?
A minha filosofia é “cada macaco no seu galho”. Eu acho que essa questão de produtor montar indústria de café só serve para pequenos nichos. Tem que pensar na bianualidade e em todos os fatores climáticos a que a lavoura está sujeita. A falta de constância é o grande problema. No meu caso, como industrial, posso comprar de várias regiões, não fico preso a uma única propriedade. Verifico se a qualidade está adequada ao nosso padrão e se não estiver compro do vizinho. Não sou contra a verticalização, mas acho que dá mais resultado especializando e investindo em qualidade e produtividade na fazenda.

Fazendo uma projeção, como estará o mercado de café no Brasil daqui a dez anos?
Acho que o consumo de café gourmet vai crescer e espero que o nível de qualidade continue melhorando. Mas o poder aquisitivo da população brasileira é um atravancador para esse crescimento e irá limitá-lo futuramente. Por essa razão, não vejo o consumo de cafés finos atingindo 20% dentro de dez anos. Sem dúvida que o Brasil está caminhando, mas é preciso diminuir essa diferença social. Afinal de contas, o café gourmet é um luxo barato, que faz as pessoas se sentirem bem e cria um momento especial – todos deveriam ter acesso a ele.

TEXTO Bianca Pinto Lima e Mariana Proença • FOTO Carol Fontes

Mercado

Café impulsiona o crescimento da Nestlé em 2018

A Nestlé registrou um crescimento orgânico de 3% em 2018, apoiado por uma dinâmica mais forte nos Estados Unidos e na China. O total de vendas reportadas aumentou 2,1% em relação a 2017, de CHF 89,6 bilhões (US$ 89 bilhões) para CHF 91,4 bilhões (US$ 90,8 bilhões). A empresa afirma que sua carteira de café continuou a contribuir significativamente com um crescimento sustentado.

A Nespresso manteve um crescimento orgânico de um dígito e meio, bem forte na América do Norte. Já a Nestlé teve um impulso apoiado pela forte demanda da recém-lançada linha Master Origin e pelos cafés de edição limitada mais recentes inspirados nos cafés parisienses.

O Vertuo, um sistema de café versátil com cinco tamanhos de cápsula, ganhou mais força globalmente e agora está disponível em catorze mercados em todo o mundo. A Nespresso continuou a expandir sua distribuição e presença global ao longo do ano, alcançando 792 boutiques.

“Estamos satisfeitos com nosso progresso em 2018. Todas as métricas de desempenho financeiro melhoraram significativamente e vimos um crescimento revigorado em nossos dois maiores mercados, os Estados Unidos e a China, bem como em nosso negócio de nutrição infantil. A Nestlé continua investindo no crescimento futuro e ao mesmo tempo aumentou a quantidade de dinheiro devolvido aos acionistas por meio de nosso programa de dividendos e recompra de ações”, disse Mark Schneider, CEO da Nestlé. “Fizemos um progresso significativo na transformação de nosso portfólio e aprimoramos o foco estratégico do nosso Grupo, fortalecendo as principais categorias de crescimento e geografias no processo”, completou.

Na América do Norte, a Nestlé disse que seu negócio licenciado da Starbucks foi integrado sem problemas e viu uma forte demanda por seus produtos de café. O Nescafé registrou um crescimento positivo na Europa, Oriente Médio e Norte da África, apesar dos menores preços das commodities de café e de um ambiente competitivo desafiador.

A Nestlé afirma que o crescimento robusto no sul da Ásia foi baseado no forte momento do Nescafé e outras marcas, com vários lançamentos de novos produtos. O Japão e a Oceania registraram crescimento positivo com lançamentos bem-sucedidos do Nescafé Gold e KitKat Gold na Austrália.

Foto: Carol Da Riva

“Em 2018, atualizamos nosso mecanismo de inovação, principalmente para garantir a continuidade da liderança em tecnologia e um tempo de comercialização mais curto. No espaço de comidas e bebidas que muda rapidamente, a Nestlé tem o que é preciso para realmente estimular os consumidores com inovações significativas e produtos imprescindíveis”, disse Schneider.

Segundo ele a Nestlé reafirma a liderança em sustentabilidade em um momento onde os consumidores e os reguladores em todo o mundo estão procurando cada vez mais soluções para os problemas ambientais e sociais. “Nossa ação decisiva e compromissos fortes para lidar com o problema global de resíduos de embalagens são um exemplo disso. Estamos a caminho de atingir nossas metas para 2020 e posicionar a Nestlé para um crescimento sustentado e sustentável nos próximos anos”, concluiu.

As informações são do http://gcrmag.com / Tradução Juliana Santin