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Evento celebra culinária e cultura japonesa em Santos

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Começa amanhã, 15/12 (quinta-feira), a 13ª edição do MarCafé. Neste ano, o evento traz a mostra “No Tempo do Dashicô”, que apresenta uma tradição dos imigrantes japoneses no litoral brasileiro. O Instituto Maramar acredita na mistura entre arte, gastronomia e assuntos ambientais para realizar esse evento que tem atrações diversificadas: exposição de fotos, exibição do documentário “No Tempo do Dashicô”, mesas redondas e por fim, a degustação do tradicional dashicô. A história começa ainda nos primeiros anos do século XX, quando os imigrantes japoneses aportaram em Santos e, ao longo dos anos, espalharam-se em outras cidades do Brasil, entre elas, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Foi nessa região, mais especificamente em Ilha Grande, que os japoneses destacaram-se na indústria pesqueira e na gastronomia. O destaque era a produção de uma especiaria desconhecida até então pelos brasileiros: o dashicô, também conhecido como niboshi ou iriko. Um prato feito de peixe seco e defumado utilizado como

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tempero, sobretudo para compor caldos e sopas como o missoshiro. A preparação desse prato não é nada simples, são dias de processo, e foi a partir dessa dedicação ao preparo, e com o intuito de valorizar essa cultura que a mostra foi idealizada pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Prefeitura de Angra dos Reis. O MarCafé acontece das 20h30 às 23h30 no Clube Estrela de Ouro que fica Avenida Almirante Saldanha da Gama, 163, Ponta da Praia, em Santos. A entrada é gratuita. Serviço Clube Estrela de Ouro Avenida Almirante Saldanha da Gama, 163 – Ponta da Praia Santos (SP) Entrada franca Mais informações: www.maramar.org.br

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

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[Roteiro] 11 cafeterias que você precisa visitar no interior de São Paulo

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O interior de São Paulo tem ganhado cada vez mais cafeterias. Preparamos uma lista com 11 opções para colocar no roteiro quando for a cidades como Amparo, Franca, Piracicaba, Campinas, Guaratinguetá, São José do Rio Preto, São do José do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Jaú e Lorena.

Day Off Café – São José do Rio Preto (SP)

Nossa Casa Café – Amparo (SP)

Olinto Café – Franca (SP)

Metrópolis Café – Piracicaba (SP)

Tudo da Roça – Guaratinguetá (SP)

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Café Container – Campinas (SP)

Hasbadana Café – Campinas (SP)

Malerba Café – Lorena (SP)

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Senhor Espresso – São José do Rio Pardo (SP)

Grassy Spazio Caffè – Ribeirão Preto (SP)

Espaço União Livraria & Café – Jaú (SP)

 

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

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Isso é Café promove degustação de novos microlotes

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É hoje, dia 1º/12, que a equipe da Isso é Café realiza uma celebração do fim da colheita e o lançamento de cafés e microlotes da safra 2016/2017.

Com novas parcerias, um dos grandes destaques é a Fazenda Fjordland, na região de Pedra Azul, no Espírito Santo. Também estão na lista os microlotes Catucaí Amarelo Natural, Catucaí Amarelo Cereja Descascado, Iapar 59 Natural e o Orgânico.
Os já conhecidos Cartola, Espresso 22, Bob-O-Link, Café da Sombra, Carmen Miranda e Reserva da Fazenda continuam no portfólio.

Para Felipe Croce, proprietário da marca: “A variação dos aromas e sabores dos cafés vêm em parte por conta das distintas regiões, terroirs e altitudes onde foram plantados, e logo, é claro, por conta do cuidado que cada produtor tem com a sua produção e o carinho que os profissionais de torra e baristas tiveram para extrair o melhor de cada grão.”

Entrada para o Mirante

Entrada para o Mirante

O microlote superespecial da Fiordland, de Vagner Uliana, é o grande destaque do evento, assim como o produtor Clayton Barrossa Monteiro, da Fazenda Ninho da Águia, de Serra do Caparaó.

Felipe fará uma palestra sobre o processo de seleção dos cafés, o mestre de torra da marca, Fafa, explicará sobre o perfil dos microlotes e, ao final, a banda Manu Fagundes fará um som de jazz, blues e música brasileira.

Serviço
1º/12, a partir das 17h
Isso é Café – Mirante 9 de Julho
Rua Carlos Comenale, s/nº – São Paulo (SP)
Entrada gratuita

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação

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Fazenda Mantissa lança seu 6º microlote com blend do Sul de Minas

Localizada no município de Campestre, no Sul de Minas, a Fazenda Mantissa traça um caminho bem além do campo. Em seu 6º microlote que chega ao mercado, foram utilizados três talhões de diferentes variedades para formar o café que teve lançamento em São Paulo, nesta quinta-feira (24/11). No centro da capital paulistana, a Cafezal Cafés Especiais foi escolhida para a degustação que trouxe a equipe da Fazenda para a cidade.

Fazenda Mantissa lança seu 6º microlote com blend do Sul de Minas

Foto: Lucas Albin/Agencia Ophelia / Café Editora

O microlote Percepção é formado por grãos da safra 2016 de três variedades: catuaí vermelho, catucaí amarelo, mundo novo. “A ideia foi unir as características exóticas destes cafés que estavam em pequenos talhões, para, assim formar o blend de apenas cinco sacas”, conta Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa.

Os talhões ficam a 1.245 metros de altitude, os grãos foram colhidos seletivamente e o processo adotado foi o natural. “Descobrimos que ele conseguiu unir notas de um café rigoroso, vinhoso com acidez média alta, que puxa notas de frutado”, pontua Leonardo.

Essa foi a primeira vez que a marca realizou degustação para lançar um microlote

Essa foi a primeira vez que a marca realizou degustação para lançar um microlote

Os microlotes começaram a ser lançados em 2014 e cada um recebeu um nome. “O nome Percepção veio justamente das possibilidades que esse café desperta para cada um. Não existe errado na hora de degusta-lo. Cada um encontra uma característica que é mais presente em sua memória”, revela Nassime Raydan, gerente comercial da marca.

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Hoje, a marca Mantissa Café trabalha com os grãos da Fazenda Café Mantissa, carro-chefe, e pretende prosseguir com outras edições especiais como a lançada nesta semana. Os pacotes microlote Percepção de 250g podem ser encontrados, hoje, na Cafezal Cafés Especiais, além do site da Fazenda na internet, por R$26. “Vamos levar este microlote para outros pontos interessados, como cafeterias espalhadas pelo Brasil”, lembra Nassime.

Embora este seja o 6º microlote comercializado pela Fazenda, é a primeira vez que uma degustação marca o lançamento. “Essa experiência é para ter mais contato com o público e para as pessoas terem acesso a história por trás do grão”, afirma Nassime. “O setor dos microlotes costuma ser muito fechado. Aqui, com o próprio nome queremos brincar e tornar mais descontraído o processo do consumidor adquirir o café não apenas no supermercado e sim aprender a fazer um bom café também ele próprio”, completo.

Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa e Nassime Raydan, gerente comercial da marca apresentaram o novo microlote

Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa e Nassime Raydan, gerente comercial da marca apresentaram o novo microlote

A abertura do consumidor com a ponta produtora, explicam, pode se tornar mais profunda se o contato for direto. “Você conversando está levando um conhecimento muito mais amplo, de saber como o café foi desenvolvido, cria uma ligação. Dificilmente você vai ter essa experiência completa de outra forma”, pontua ela.

A Fazenda Mantissa adquiriu recentemente um armazém no município onde produz e a ideia é trabalhar com novos cafés de diferentes regiões futuramente. “Lá vamos beneficiar grãos de outros produtores e isso traz uma novas possibilidades, pois leva a tecnologia e processos aos grãos”, pontua Nassime, lembrando que o projeto ainda está sendo trabalhado pela empresa.

TEXTO Thais Fernandes

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Recife recebe seminário e evento que premia clientes infiéis

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Cafeterias da capital de Pernambuco realizam a segunda edição do Cartão Infidelidade. São 14 casas participantes que fazem parte do circuito, que incentiva os clientes a irem a diferentes estabelecimentos pela cidade. A ação começou em 1º/11 e irá até 30 de dezembro. O objetivo é que os clientes façam um intercâmbio entre as cafeterias e movimentem os espaços neste fim de ano. As 14 primeiras pessoas a entregarem o cartão preenchido ganham ainda um voucher de R$ 40, a ser consumido em uma das cafeterias do circuito.

As cafeterias participantes são Café do Brejo (Santo Amaro), Ernesto Café (Graças), Madalena Café (antigo Miró da Madalena), Malakoff Café (Prado e Recife Antigo), Na Venda Chocolates e Café (Graças) e Pequeno Expediente Café (Boa Vista); além das novatas A Vida é Bela (Várzea), Apolo Beer Cafe (Recife Antigo e Casa Forte), Bogart Café (Boa Vista), Café com Dengo (Aflitos), Fervo Coffee Shop (Setúbal), Lalá Café (Espinheiro), O Pátio Café (Espinheiro) e Tokyo’s Café (Aflitos).

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Para participar, o cliente que for a uma das cafeterias pode solicitar o seu Cartão Infidelidade. Para que ele seja carimbado no estabelecimento é preciso consumir ao menos um café na casa. Cada cartão preenchido vale um espresso na cafeteria em que ele for entregue.

“Observamos que o movimento nesse período tende a cair um pouco nas cafeterias de rua, porque as pessoas passam a frequentar muitos centros de compras em busca dos presentes. Além disso, as confraternizações ficam mais concentradas nos bares e restaurantes com capacidade maiores para atendimento. Essa é uma forma de atrairmos os clientes e conquistá-los”, reforça Tallita Marques, organizadora da ação e proprietária do Malakoff Café.

Os demais que completarem o cartão concorrem a um kit do Recife Coffee, composto por uma coador de pano artesanal do artista plástico Cleiton Mendes, uma caneca do grupo, uma pacote de 250g de café especial torrado pela Espaço Sensorial do Café e uma caixa personalizada doada pelo perfil Rota Cafés (@rotacafes). O sorteio será feito no dia 7 de janeiro e o vencedor terá o nome divulgado nas redes sociais do Recife Coffee.

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Seminário Café e Cafeterias
No dia 28/11, das 9h às 12h, também em Recife, será realizado o 1º Seminário Café e Cafeterias, organizado pelo Senac Pernambuco e promovido pela Sebrae, no Auditório do Senac da João de Barros.

O evento tem como tema o incentivo a quem quer empreender no setor, com informações sobre o mercado de café especial e de cafeterias. É voltado para empresários do ramo e estudantes da área de gastronomia, como cozinheiro, auxiliar de cozinha, bartender e aprendizes em garçom.

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A programação inclui a palestra de abertura da Diretora de Redação da Revista Espresso, Mariana Proença, que fará uma análise dos últimos 10 anos do mercado e as tendências.

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Na sequência a barista Lidiane Santos, da Espaço Sensorial do Café, falará sobre o Cenário de Café e das Cafeterias de Pernambuco e o barista Lucas Salomão, consultor da Libermac, tratará do tema O Café – Do Plantio à Colheita – Tipos e Aromas. Os três palestrantes ainda promoverão um debate final com perguntas do público.

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Para se inscrever, entre em contato no (81) 2101-8464 ou 0800-570-0800 ou diretamente no local Avenida João de Barros, 1.593 – Espinheiro, Recife (PE).

Serviço
1º Seminário Café e Cafeterias
Inscrições: (81) 2101-8464 ou 0800-570-0800. Ingresso: R$ 30

TEXTO Da Redação • FOTO Leo Motta e Divulgação/Café Editora

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Café colombiano Juan Valdez chega ao mercado brasileiro

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A marca de café da Colômbia, Juan Valdez, entra formalmente este mês no mercado brasileiro how long has viagra been out para continuar sua estratégia de expansão internacional. A cafeicultura colombiana ganhou destaque mundial com a figura do senhor de chapéu e seu bigode bem aparado que, sem perder a pose, puxa seu burrico carregado de sacas de café. O personagem Juan Valdez há mais de 50 anos é um dos grandes responsáveis pela popularização do Café de Colômbia e está realmente em toda a parte do país e hoje em mais 16 outros. A partir deste mês de novembro de 2016, os produtos Juan Valdez podem ser encontrados nas lojas Pão de Açúcar, no Brasil. Inicialmente, estarão disponíveis em 108 pontos de venda, com um potencial de mais de 2.100 estabelecimentos. O Grupo Pão de Açúcar (GPA), de propriedade do francês, Casino Guichard-Perrachon, com presença no mercado brasileiro desde 1945, é a companhia que se encarregará de comercializar os produtos da marca colombiana. O Grupo Pão de Açúcar é o maior varejista do Brasil, com buy viagra usa 2.181 lojas em todas as regiões, além do comércio eletrônico. juan-valdez-huila-500g-beans (1)

O portfólio de produtos oferecidos serão cafés de origem 100% colombianos das regiões de Huila (balanceado), Tolima (suave) e Sierra Nevada (forte), com diferentes perfis de xícara. Todos serão vendidos torrado e moído em pacotes de 125 gramas nas versões lata (R$ 19,90) e pacote com válvula aromática (R$ 15,90). “O Brasil é um mercado dinâmico e diverso. Por ser um país produtor, faz com que sua população se interesse pela variedade do produto e em aprender sobre ele. Acreditamos que nossa chegada ao generic cialis online pharmacy país será um êxito, pois os brasileiros se interessam cada vez mais pelos cafés especiais”, informa María Paula Moreno, vice-presidente internacional da Procafecol, empresa que opera a marca e a cadeia de lojas, Juan Valdez Café.

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Panorama da Colômbia
Em reportagem de 2011, da Revista Espresso, estive na Colômbia para visitar propriedades locais. Foi preciso se embrenhar por diferentes fincas, as fazendas, para conhecer as peculiaridades dos cafeicultores colombianos. A maior parte das propriedades tem de 3 a 40 hectares de extensão, sendo as menores, em maior quantidade, 70%. A colheita na Colômbia é seletiva, quando viagra goes generic os apanhadores passam pelos pés de café retirando apenas os frutos maduros da planta. Essa técnica garante uma seleção inicial dos melhores cafés, porém é antes de tudo algo necessário numa maturação desuniforme. Na Colômbia, num mesmo cafeeiro, é possível ver flor, chumbinho, verde, maduro e passa. Como a quantidade não é o destaque da maioria das fazendas, a colheita seletiva é uma questão de sobrevivência para o cafeicultor local. O beneficiamento do grão é feito exclusivamente no método lavado, em que os frutos são colocados dentro de um tanque cheio de água. O processo é todo ele artesanal, o fruto bom que fica no viagra china fundo do tanque é levado a uma tolva (grande funil), que direciona os frutos a um despolpador. Novamente no tanque cheio, os grãos maduros fermentam por até 18 horas. Sem a mucilagem eles vão ao terreiro secar. No Brasil esse processo é pouco utilizado, por ter gasto elevado de água e necessidade de uma estrutura de muitos tanques. Mas na Colômbia ele funciona muito bem e dá ao café o perfil de corpo leve, destaca a acidez do grão e é uma seleção precisa, em que poucos grãos com defeito chegam à fase final de beneficiamento. Em 2011 o parque cafeeiro do país passou por uma renovação de variedade. A caturra, que estava em quase toda parte das zonas produtoras, foi sendo substituída pela castillo, que é resistente à ferrugem, praga do cafeeiro que foi responsável pela grande queda na produção do país em 2010.

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Investimento planejado
Durante os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, a marca Juan Valdez esteve presente na Casa Colômbia, servindo cerca de 6.000 bebidas diárias. A estratégia teve grande aceitação, o que foi importante para a familiarização dos brasileiros com os produtos Juan Valdez. “O Brasil é o segundo país onde mais se consome café no mundo, superado pelos Estados Unidos, e se encontra entre os países com maior consumo per capita, alcançando 5,1 quilos de café por ano, o que o torna um país muito atrativo para o negócio”, destacou María Paula Moreno. O plano de crescimento internacional da marca, atualmente com 118 lojas Juan Valdez Café fora canadian pharmacy vyvanse da Colômbia, localizadas em 16 países: Equador, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai, Panamá, El Salvador, Costa Rica, México, Aruba, Estados Unidos, Espanha, Kuwait, Malásia, Curaçao e Bahrein. Na Colômbia, há 244 lojas em operação e o consumo vem aumentando no país, com 1,85 kg de consumo per capita/ano.

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Os produtos Juan Valdez são distribuídos em 23 países além da Colômbia, sendo o Brasil o país mais importante para a chegada da marca em 2016. A Federação de Cafeicultores da Colômbia representa mais de 500 mil famílias de pequenos produtores de café do país. O Café de Colômbia tem a Denominação de Origem e há menos de dez anos vem investindo em mostrar também as regiões e seus diferentes perfis de bebida. E o início dessa história data de 1730, quando as primeiras sementes chegaram à Colômbia. A Colômbia é dividida em 32 desses departamentos, como os nossos Estados. Desses, 20 são produtores de café, que produzem 13,5 milhões de sacas de café, contra 43,2 milhões do Brasil. Por isso, a economia local gira muito em torno do produto, que internacionalmente é conhecido como Café de Colômbia e ocupa o terceiro lugar na produção mundial, atrás de Brasil e Vietnã.
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TEXTO Mariana Proença • FOTO Café Editora/Divulgação

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A italiana illycaffè realiza hoje seu Oscar em Nova York

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Desde a sua criação em 1933, a torrefação italiana Illycaffè tornou-se uma referência mundial no café espresso. Há 25 anos a empresa deu início ao Prêmio Illy de Qualidade do Café para Espresso, no Brasil, concurso que premia os melhores cafeicultores do país que fornecem os grãos para o blend da marca.

Nesses 25 anos, o filho do fundador Francesco, doutor Ernesto Illy, visitou o Brasil e manteve uma relação direta com os produtores do País. Desse contato foram desenvolvidas diversas pesquisas e ocorreu a pioneira aproximação entre a torrefação e os produtores, relação esta que hoje já é mais natural e presente nas empresas de café pelo mundo.

O investimento da marca italiana é forte no mercado de alimentação fora do lar, como restaurantes, hotéis e bares, que somam hoje mais de 100 mil pontos pelo mundo, depois passando também para o mercado de consumo em casa, com cápsulas e grãos e lojas próprias físicas e na internet, totalizando 7 milhões de cafés consumidos por dia mundialmente. Para formar seus blends, a illycaffè trabalha com nove tipos de café arábica e compra grãos de diferentes países, produtores e regiões.

Para incentivar os cafeicultores, este ano a marca lançou o Ernesto Illy International Coffee Award, concurso que irá premiar os nove melhores cafés do mundo em cerimônia a ser realizada nesta noite, 1º/11, (terça-feira), no prédio das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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Produtoras brasileiras que concorrem ao Ernesto Illy International Coffee Award: Daniella, Juliana e Arabela, com os provadores da illycaffè Aldir e Regina Teixeira.

São 27 finalistas de nove países: Brasil, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Honduras, Índia e Nicarágua, que concorrem cada um com três produtores representantes.

O Brasil está participando com três mulheres produtoras, que ganharam os três primeiros lugares do concurso nacional: Juliana Armelin (Fazenda Terra Alta, de Ibiá, MG, Região do Cerrado Mineiro); Daniella Pelosini (Sítio Daniella, de Pardinho, SP, Região de São Paulo) e Arabela Lima (Fazenda Nova Esperança, de Monte Santo de Minas, MG, Região do Sul de Minas).

Albert Scalla, Massimiliano Pogliani e Andrea Illy

Além da premiação, os produtores finalistas têm a oportunidade de participar do Seminário: O Mercado de Café e seus Desafios, com Andrea Illy (presidente da illycaffè), Massimiliano Pogliani (novo CEO da illycaffè) e Albert Scalla (vice-presidente da INTL FCStone).

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A seleção dos nove melhores cafés está sendo realizada por uma equipe multidisciplinar formada por nove jurados e coordenada por dois juízes: Mark Pendergrast e David Brussa. O objetivo do prêmio é encontrar os melhores cafés na opinião de chefs internacionais, coffee lovers e consumidores. O júri formado por Peter Giuliano (diretor da SCAA, nos Estados Unidos), Kerri Goodman (publisher da Coffee Talk, nos Estados Unidos), Corby Kummer (jornalista), Grace Hightower (filantropista), Adolfo Henrique Vieira Ferreira (presidente da BSCA, no Brasil), Suvir Saran (chef Michelin, de Nova Déli, na Índia), Viki Geunes (chef Michelin no tZelti, Antuérpia, na Bélgica), Luigi Taglienti (chef Michelin no Lume, Milão, na Itália) e Maria Loi (chef do Loi, em Nova York, e embaixadora da culinária grega) irá escolher os melhores cafés.

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As provas foram realizadas nesta tarde, no hotel One United Nations, com três tipos de preparo para cada café: cold brew, espresso e infusão. Os cafés que apresentarem notas mais altas para espresso levam vantagem no resultado.

Os Best of Bests serão anunciados hoje em cerimônia no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, EUA. A Revista Espresso está em Nova York, a convite da illycaffè, acompanhando a comitiva internacional para cobrir o evento.

Acompanhe o resultado também nas nossas mídias oficiais no Facebook, Instagram e Twitter.

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Café Editora

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Eu vivo de café

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Emerson Nascimento escolheu o caminho do café há oito anos e, desde então, no Rio de Janeiro, realiza diversos projetos focados na bebida

Natural de Santa Luzia, na Paraíba, o barista Emerson Nascimento sempre gostou de café. Em 2008, ao participar de um projeto social no Senac para a formação de jovens carentes na profissão de bartender, conheceu o barista Emilio Rodrigues, professor do módulo de café. Emilio selecionou catorze alunos para um curso na sua escola, Casa do Barista. Emerson foi um dos escolhidos e, a partir disso, o café não saiu mais da sua vida. “Sou muito grato por tudo o que o Emilio me ensinou e por me dar a oportunidade de fazer parte da equipe Casa do Barista.” Atualmente, o barista trabalha na Curto Café (também é um dos sócios), além de ser sócio da Grã Barista e ministrar cursos na Casa do Barista.

Quando decidiu se tornar barista? Vi o café como uma forma de ganhar dinheiro, pois vinha de uma infância muito difícil. Trabalhava de manhã como barista e à noite como bartender. Fiquei empolgado e achei que poderia ficar rico. Depois de um ano nas duas jornadas, continuava na mesma condição financeira de quando comecei e o máximo que consegui foi ficar cansado. Vi que tinha que fazer uma escolha, pois não conseguia me dedicar nem a uma profissão nem a outra. Duas coisas pesaram para eu escolher o barismo: o meu amor pelo café e a falta de profissionais qualificados naquela época.

Qual foi o seu primeiro trabalho como barista? Quando estava no projeto social da Casa do Barista, um amigo viu um anúncio de emprego. Inicialmente, fiquei inseguro pois ainda não havia terminado o curso. Mas resolvi arriscar e consegui a vaga numa distribuidora de café, onde comecei como barista e, hoje, depois de oito anos, sou um dos sócios.

Você faz muitos latte arts. Como surgiu essa vontade? Quando comecei a trabalhar na distribuidora, tinha de visitar cafeterias para dar treinamento. Na grande maioria das vezes pegava equipes que já faziam café havia muito tempo. Eu iniciava explicando sobre a limpeza da máquina e a extração de espresso. Percebia que as pessoas não estavam nem aí para o que eu falava. Quando chegava ao cappuccino, assim que fazia o primeiro latte art, as pessoas piravam. Percebi que com o latte art teria a atenção dos funcionários e ficaria mais fácil falar e ensinar sobre café. Por isso eu me tornei viciado nessa técnica.

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Qual método você considera mais interessante para o preparo de café? Adoro espresso, mas prefiro os filtrados. Meu método favorito é o Kalita Wave. É impressionante como ele ressalta a doçura do café na extração.

Quais as qualidades que um barista deve ter? Hoje em dia costumo dizer que saio de casa para brincar de fazer café, pois sou muito feliz na minha profissão, amo trabalhar e beber café. Para ser barista, eu precisei ter força de vontade, ser estudioso, educado e gostar de café.

Como vê o mercado de baristas hoje? Desde quando comecei até hoje, vi que o mercado brasileiro teve uma boa evolução: há muito mais baristas atuando e conseguindo viver somente do café e capacitar-se com os cursos que são oferecidos no Brasil. Infelizmente, em relação a alguns países, ainda estamos bem atrasados. Vejo muito equipamento de ponta que nem sabemos se um dia chegará ao Brasil. Temos uma política de proteção do café brasileiro que, na minha opinião, é uma burrice, pois não permite a entrada dos cafés de outros países produtores e os baristas não têm acesso a novos sabores e aromas.

Qual profissional você admira no mundo do café? Há um barista em especial que admiro muito, pela dedicação, pelo conhecimento e por estar sempre se renovando: Léo Moço.

Qual seu próximo passo dentro da profissão? Venho sempre estudando e buscando informações sobre café; aos poucos venho me preparando para abrir outra cafeteria junto com minha esposa, que também é barista, e que há pouco tempo resolveu se especializar em chá. Pretendemos abrir uma casa de chá e café.

Qual seu maior sonho? Representar o Brasil no campeonato mundial e ser campeão. Hoje em dia vivo de café e é dele que tiro o sustento da minha família. Sou casado e temos um lindo filho, que também vive no mundo do café. Diariamente vivo essa experiência de fazer e explicar café. Sonho em poder continuar vivendo isso e poder realizar outros sonhos a partir desse trabalho.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Dhani Borges

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Para Tomar de Caneca

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A Nadir Figueiredo também se rendeu ao café e lançou diferentes modelos do copo americano, que agora ganhou alça e tem versões em caneca e xícara, com 270 ml e 90 ml, respectivamente. A marca vai trabalhar a mensagem “I love copo americano” nas suas comunicações, embalagens e pontos de venda e está realizando parcerias com cafeterias e padarias de São Paulo e Rio de Janeiro. O novo posicionamento da Nadir, líder de utensílios domésticos de vidro no Brasil, tem o intuito de promover o copo americano em outros usos, além do que é feito com o tradicional pingado.

MAIS INFORMAÇÕES www.nadirfigueiredo.com.br
(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

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Rede de hotéis foca no café especial como diferencial de atendimento e qualidade

 

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Recentemente a rede de hotéis Marriott ampliou sua atuação e abriu uma nova unidade em Kigali, capital de Ruanda, na África. Com o objetivo de integrar a comunidade local, o hotel realizou uma parceria com a Bloomberg Philanthropies, que apoia o projeto Relationship Coffee Institute, por meio da Sustainable Harvest, para oferecer aos clientes do hotel o café produzido por mulheres em cooperativas locais, com marca própria, o Q Café.

A iniciativa poderia ser comum se o projeto Relationship Coffee Institute não tivesse realizado, desde 2013, uma verdadeira mudança na vida de mais de 4.000 mulheres na região da África Subsaariana. Com o objetivo de ministrar treinamentos focados na produção e conhecimento do café de qualidade, o programa graduou produtoras de café, antes marginalizadas nas suas regiões, para aprenderem a importância de colher corretamente o café e, como resultado, passarem a vender o produto com maior valor agregado e passarem a ser autossuficientes economicamente.

ruanda bloomberg

De acordo com a agrônoma Christine Condo, da Sustainable Harvest Ruanda, a importância do trabalho com essas mulheres mostrou que elas não sabiam a correlação de colher o fruto maduro com a qualidade, da qualidade com o maior valor por saca. “Depois de dois anos é incrível ver como essas mulheres estão focadas nos seus negócios, o programa mostra hoje que elas entendem a linguagem dos compradores, podem dizer e explicar o perfil dos cafés que produzem, sabem negociar, exportar e fazer esse comércio direto”.

A oportunidade de servirem os cafés no recém-inaugurado Marriott Hotel também deu a chance de algumas delas trabalharem no próprio hotel no serviço de café. Para Patricia E. Harris, CEO da Bloomberg Philanthropies, “A abertura deste Marriott Hotel está oferecendo uma oportunidade de mercado muito aguardada pelas mulheres de Ruanda. O café delas no hotel será um perfeito exemplo para a comunidade global de como podem trabalhar juntos: negócio, filantropia e governo para melhorar a vida das pessoas”. De acordo com dados da Bloomberg, a receita de venda do café no projeto em Ruanda movimentou US$ 100 mil, em 2015.

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Café nacional e orgânico
No Brasil ainda há poucas iniciativas de hotéis em servir bons cafés, um foco a ser trabalhado e que tem grande potencial. Um exemplo de sucesso ocorre no Grand Hyatt São Paulo, o primeiro hotel da rede Hyatt no Brasil. A escolha de fornecedores e ingredientes de origem sustentável, inclusive orgânicos e artesanais, faz parte da filosofia de alimentos e bebidas do Grupo. “Além de fortalecer a

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cadeia de produção, essa abordagem nos permite oferecer produtos cada vez melhores aos nossos clientes. Podemos criar experiências memoráveis, ao mesmo tempo em que ajudamos a preservar o meio ambiente para as futuras gerações”, destaca o chef Thierry Buffeteau.

O hotel opera com os cafés orgânicos da Fazenda Ambiental Fortaleza, de Mococa (SP) no Restaurante Eau. A FAF é reconhecida pela parceria que realiza com pequenos produtores da região da Mogiana, além de ter fazenda própria, torrefação, cafeteria e exportação de café.

 

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Bloomberg