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Bom até a casca

A infusão preparada com a casca do café cereja desponta como novo sucesso em cafeterias

Em geral, quando alguém fala em “chá de café”, é porque está se referindo, de maneira até um pouco pejorativa, ao café mais diluído em água. No entanto, acredite: chá de café existe, sim – e é muito saboroso.

O chá de café é conhecido no exterior como “cascara tea” ou “coffee cherry tea”. Ele é preparado a partir das cascas e da polpa das cerejas do café, devidamente desidratadas ao sol e processadas. Essa matéria-prima, em geral descartada durante o processo de produção do café, rende uma infusão adocicada e frutada.

“O sabor não parece depender da variedade de café, mas sim da secagem e do preparo”, explica James Hoffmann, da torrefação inglesa Square Mile Coffee Roasters, uma das primeiras empresas a trabalhar com o chá de cáscara na Europa. “O gosto tem notas de frutas cozidas, rosa-mosqueta, morangos e figos, entre outras”.

Na Square Mile, as cáscaras são de El Salvador, graças ao empenho da produtora local Aida Batlle, que começou a trabalhar com o produto em 2008. “Ele tem sido popular na loja desde quando começamos a vendê-lo”, diz James. “As pessoas têm preparado a bebida como se fosse chá, mas também utilizam as cáscaras para produzir cerveja ou fazer comida. Alguns chefs têm testado a bebida em pratos nos últimos anos”, conta ele.

Pouca cafeína, muito sabor
Comparado com o café, o chá de cáscara tem pouca cafeína. Pesquisas encomendadas pela Square Mile mostram que a infusão mais longa do chá rendeu 111.4 mg de cafeína por litro, contra os cerca de 800 mg por litro encontrados em um café coado.

Por causa de seu sabor, o chá de cáscara tem seus fãs mundo afora. Na Bolívia, o chamado “té de sultana” tem um apelido infame – “café de pobre” ou “café do Exército” –, devido à origem pretensamente inferior do produto. Apesar do nome, a bebida é muito apreciada.

Já no Iêmen, a bebida atende pelo nome de qishr. A casca do café cereja é misturada com grandes quantidades de açúcar e gengibre, às vezes com adição de canela. Por sua vez, na Etiópia, o exterior das cerejas é levemente tostado e misturado com água, o que rende um chá de tom escuro e sabor mais profundo.

De todo jeito
A bebida é preparada como um chá comum: em infusão com água fervente. As quantidades de chá e de água para produzir uma xícara ficam ao gosto do freguês. A Square Mile, por exemplo, sugere utilizar uma colher de chá das cascas para um copo de 235 ml de água fervida. Usar uma cafeteira francesa ou filtros de chá também pode ajudar na hora da infusão.

O chá pode ser servido ainda gelado ou preparado como “cold brew”, como no caso da cafeteria e torrefação norte-americana Verve, que também comercializa o produto. Por lá, o preparo leva seis colheres de sopa de cáscara para 295 ml de água fria. A receita sugere deixar a mistura na geladeira por 24 horas, filtrar e servir.

Embora a cáscara já seja naturalmente doce, quem preferir pode adoçar a bebida com açúcar ou mel. O chá também aceita especiarias muito bem, como no tradicional qishr iemenita (ver o quadro ao lado). O importante é, como no café, experimentar aos poucos, para encontrar o equilíbrio de sabor que mais agrada.

Qishr
Rende: 
3 porções

Ingredientes
– 1 xícara (chá) de cascas de café desidratadas
– 3 xícaras (chá) de água
– 2 colheres (chá) de gengibre picado
– 1/2 colher (chá) de canela em pó
– 1/2 colher (chá) de kummel
– Açúcar a gosto

Preparo
Em uma chaleira, aqueça a água. Adicione os ingredientes e deixe ferver por cerca de 10 minutos, ou até a bebida ficar com uma coloração marrom-escura. Retire do fogo, filtre e sirva quente.

(Texto originalmente publicado em 2015 na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Anna Fagundes • FOTO Roberto Seba

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Kombucha

O polêmico chá que se transforma por meio de um processo de fermentação conquista fãs

Nas geladeiras de lojas antenadas nos Estados Unidos, um nome diferente surge entre as garrafas de chá gelado: kombucha. A bebida traz consigo algumas polêmicas e um jeito diferente de encarar o modo como preparamos aquilo que bebemos com tanta frequência.

Levemente efervescente, azedinho e com gosto doce, mas sem perder o sabor do chá utilizado, o kombucha é preparado a partir da fermentação de diferentes ervas com a ajuda de probióticos (bactérias e fungos) e açúcar. Originalmente criada na China, a bebida ganhou o mundo e atualmente é vendida como um drinque com propriedades saudáveis nos mercados ocidentais.

Ao contrário do que pode parecer, o kombucha é um tipo de infusão relativamente recente: seus primeiros registros são da década de 1910, quando ele foi importado da China para a Rússia, onde a bebida tem o nome de chainyy grib. Nos anos de 1950 e 1960, ele era considerado parte importante de uma dieta saudável na China – mais ou menos como é visto hoje por alguns norte-americanos.

A bebida em geral é consumida fria – acredita-se que, ao aquecer demais o líquido, algumas das características probióticas são eliminadas. No entanto, não há problema em beber a infusão morna. Seus fãs acreditam que ela pode ajudar a melhorar o sistema imunológico e até retardar o envelhecimento, mas não há comprovação científica para tanto.

Nos Estados Unidos, onde o kombucha ganhou popularidade, a Federal Drug Administration (FDA), Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, em português, alertou sobre as “versões caseiras desse chá que, fabricadas em condições não estéreis, podem ser propensas a contaminação microbiana”, podendo comprometer a saúde. Entretanto, estudos que se seguiram, feitos pelo órgão, não apontaram evidência de contaminação.

Bicho de estimação
O produto final pode ser saboroso, mas é preciso ser honesto: a produção de kombucha é qualquer coisa, menos bonita. Afinal, a base da infusão é uma esponja de bactérias e fungos, conhecida como cultivo-mãe, de aparência emborrachada, que promove a fermentação do chá misturado com açúcar.

O chá adoçado que vai alimentar essa esponja necessariamente precisa ser de Camellia sinensis, podendo ser verde, preto, branco ou pu-erh. Muitas pessoas relatam bons resultados sem o uso de chá, apenas utilizando infusões de ervas ou sucos de fruta. No entanto, no livro A Arte da Fermentação, o autor Sandor Ellix Katz adverte: “Fique longe do Earl Grey e de outros chás condimentados ou fortemente aromatizados, já que óleos essenciais adicionados podem inibir a fermentação”. Segundo Katz, produtores de kombucha também acrescentam, para uma fermentação secundária, toques especiais, como ervas, frutas ou condimentos vegetais para dar mais sabor. Essa adição se dá seguida da fermentação primária que, de acordo com Katz, consiste apenas no chá com açúcar e o cultivo-mãe.

O Kombucha não vem em saquinhos: quem faz a bebida em casa precisa “alimentar” a base, chamada de scoby*, constantemente com líquido açucarado, como se fosse um bicho de estimação.

A outra função da colônia é servir de “rolha” para impedir que a bebida seja invadida por outros tipos de bactéria, que podem alterar o sabor ou causar problemas. Os fungos também não podem ser armazenados em geladeira – do contrário, o frio acaba retardando o processo de fermentação.

O único impedimento para a preparação de kombucha em casa é justamente adquirir a colônia de fungos. Há quem produza a partir de bebida industrializada – hoje, dezenas de empresas no exterior fabricam e vendem kombucha –, ou ainda quem compre pela internet ou receba a colônia como doação de quem já produz a infusão em casa. Um ponto de encontro dos produtores caseiros é o fórum do site Kombucha Brasil.

Seja como for, é preciso comprometimento para cuidar da produção, mas quem bebe garante que o esforço vale a pena.

*A MÃE DA MATÉRIA
O uso de fungos exige cuidados
A massa de fungos que produz o kombucha, chamada de scoby (sigla para “colônia simbiótica de fungos e fermentos”, em inglês) ou de “mãe”, é um
organismo que demanda cuidados. A colônia é adicionada ao chá adoçado e já resfriado, em um recipiente de vidro, de boca larga, não completamente
cheio, para o desenvolvimento do processo de fermentação, que ocorre na superfície, em contato com o oxigênio. É preciso monitorar a quantidade de líquido, a temperatura e o tempo de fermentação. Se a mistura ficar sem chá, a colônia pode secar e morrer.

A fermentação deve ocorrer entre sete e trinta dias, podendo variar de acordo com a temperatura do ambiente. Os sinais de uma produção saudável
são a formação de uma “nuvem” branca gelatinosa acima do scoby (é uma nova colônia de fungos) e a alteração do sabor, de doce para um pouco mais ácido. A coloração ideal, no caso do chá-preto, lembra o guaraná.

(Texto originalmente publicado em 2015 na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Anna Fagundes • FOTO Roberto Seba

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SIC marca presença em feira internacional de cafés especiais

A SIC (Semana Internacional do Café) estará presente no maior evento de cafés especiais do mundo, a Global Specialty Coffee Expo, que acontecerá nos dias 20 e 23 de abril em Seattle, Estados Unidos.

Organizada pela Specialty Coffee Association (SCA), entidade que é resultado da união entre Specialty Coffee Association of America e Specialty Coffee Association of Europe, a feira é um grande ponto de encontro internacional. Com o conceito “Your coffee journey begins in Brazil”, a equipe da SIC pretende potencializar a divulgação do maior evento brasileiro do setor, apresentando ao público externo e aos potenciais compradores de cafés brasileiros a importância de estar na cidade de Belo Horizonte (MG) entre os dias 25 e 27 de outubro de 2017.

O objetivo é apresentar aos visitantes a oportunidade de se conectarem com a nova safra brasileira, tendo como destaque o patrocínio na principal mídia de comunicação do evento: o Daily Edition, publicação diária divulgada no The Specialty Coffee Chronicle e acessada na feira de Seattle pelos visitantes de todo o mundo.

Este conceito será apresentado pela equipe da SIC em reuniões estratégicas com parceiros durante a feira global, sendo realizados os convites aos palestrantes internacionais e trazendo as principais tendências para o evento brasileiro. “Estar na SCA traz importantes contatos para a SIC e incentiva marcas brasileiras e internacionais a fazerem conexão com o evento”, diz Caio Alonso Fontes, diretor de planejamento da Café Editora.

SEMANA INTERNACIONAL DO CAFÉ
Com o objetivo de fazer a promoção das regiões produtoras de café de Minas Gerais e do Brasil, o evento conta com mesas de prova e concursos que reúnem amostras dos melhores grãos colhidos na nova safra.

A feira envolve cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores. Durante os três dias, serão realizados mais de 25 eventos simultâneos focados nas áreas de Mercado & Consumo, Conhecimento & Inovação e Negócios & Empreendedorismo.

Sua quinta edição acontecerá no Expominas, em Belo Horizonte, nos dias 25 a 27 de outubro, o que possibilita aos cafeicultores a apresentação do melhor de suas colheitas aos compradores, torrefadores e exportadores nacionais e internacionais.

A SIC é um iniciativa do Sistema FAEMG, Café Editora, Sebrae e Governo de Minas, por meio da Secretaria  de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa) e tem como patrocínio diamante o Sistema Ocemg, Sescoop e OCB.

TEXTO Redação • FOTO Vitor Macedo, Bruno Lavorato/SIC

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Prepare-se para a Páscoa!

A Páscoa está chegando e com ela vem as novidades no mundo do chocolate. Para te deixar a par do assunto, selecionamos não apenas ovos e doces, mas também dicas de acessórios e oficinas para você se divertir nessa época do ano. Confira!

Nutella Crocante, por Genoveva Doçaria

A doçaria preparou novidades para a páscoa, dentre elas está o ovo de nutella crocante, com recheio de creme de avelã e crocantes de wafer. Preço: R$ 75 (500g) Onde encontrar: Alameda Itu, 1306, Cerqueira César – São Paulo (SP). Mais informações: www.genovevadoces.com.br

Caixa Clássicos, por Ofner

Da famosa marca Ofner, a caixa vem com três tipos de bombom: amêndoas coberto com chocolate meio amargo e meia amêndoa, nozes coberto com chocolate meio amargo e meia noz e praline de avelã coberto com chocolate ao leite e meia avelã. Preço: R$ 89,50 (250g) Mais informações: www.ofner.com.br

Gato Fino, por ASSEAMA

Esses lindos gatinhos possuem dois sabores a sua escolha: chocolate belga meio amargo ou chocolate ao leite de soja com blend belga exclusivo da chocolateria. Preço: R$ 21 (100g) Onde encontrar: Rua França Pinto, 78, Vila Mariana – São Paulo (SP) Mais informações: www.asseama.org.br

Kit de páscoa, por Starbucks

A cafeteria está com uma novidade para os fãs da marca. O kit de páscoa vem com uma caneca de 355 ml da Starbucks e um ovo de chocolate ao leite belga recheado com bolinhas de chocolate branco e ao leite. Preço: R$ 59,90 (250g) Mais informações: www.starbucks.com.br

Ovo de páscoa, por Água de Coco

A grife cearense está com lançamentos que contam com embalagens especiais e desenvolvidas com tema praiano, dentre eles o branco velvet com pistache, feito com chocolate belga. Preço: R$ 119 (350g) Onde encontrar: A linha está disponível em apenas 3 cidades brasileiras: Fortaleza (Rio Mar e Iguatemi), João Pessoa (Manaíra Shopping) e São Paulo (Oscar Freire). Mais informações: www.aguadecoco.com.br

Ovo de chocolate com café, por Café Épico

Misturando o clima da páscoa e a matéria-prima da casa, a cafeteria criou um ovo de páscoa feito com chocolate amargo e café. Além disso, o ovo vem recheado com quatro pastilhas de chocolate que formam a palavra “café”. Preço: R$ 45 (250g) Onde encontrar: Av. Mem de Sá, 144, Lapa – Rio de Janeiro (RJ) Mais informações: www.cafeepico.com.br

Saquinho de coelhinho, por Le Délice

O saquinho acompanha sete ovinhos sortidos nos sabores chocolate ao leite, crocante e branco. Todos são feitos com chocolate belga. Preço: R$ 38 (100g) Mais informações: www.ledelice.com.br

Ovo de colher, por KKO Gourmet

Para fugir do tradicional ovo de chocolate, a confeitaria está com 14 sabores diferentes de ovos de colher, como cenoura trufado, brownie, palha italiana, pão de mel, entre outros. Preço: De R$ 28 a R$ 80, dependendo do sabor (150g, 250g e 500g) Mais informações: www.facebook.com/kkogourmet

Ovo de páscoa Hello Kitty, por Ofner e Sanrio

Para a criançada e os fãs da Hello Kitty, o ovo de chocolate ao leite recheado de língua de gato acompanha uma pelúcia da personagem de 25x30cm. Preço: R$ 85 (150g) Mais informações: www.ofner.com.br

Ovos de colher, por Padaria Brasileira

Para esta páscoa a Padaria Brasileira está trazendo uma novidade nos ovos de colher: o ovo recheado com brigadeiro de oreo. Com casca de chocolate ao leite, o ovo é todo decorado com biscoitos oreo. Preço: R$ 12,90 (80g) e R$ 53 (560g) Mais informações: www.padariabrasileira.com.br

Make Capricho, por Cacau Show

Para quem ama maquiagem, a caixa Make Capricho é ótima. Com ovinhos de chocolate ao leite com recheio sabor iogurte de morango, o kit conta também com um jogo de pincéis para make. Preço: 39,90 Mais informações: www.cacaushow.com.br

Ovo Dulce Encanto, por Havanna e Pandora

Em parceria, a Havanna e a joalheria Pandora lançaram a coleção exclusiva e limitada de páscoa: o ovo Dulce Encanto. São quatro mini ovos de chocolate de 50g recheados com doce de leite que acompanham um bracelete de couro preto com fecho de prata. Preço: R$ 215 Mais informações: www.pandorajoias.com.br

Mochila com coelho de pelúcia, por Le Délice

A bolsa de rodinha com coelhinho de pelúcia conta com um ovo de chocolate belga de 200g, kit de bolinha de sabão e massinha de modelar. Preço: R$ 105 Mais informações: www.ledelice.com.br

Prato com tampa, por Tok&Stok

A linha de páscoa da Tok&Stok mistura atualidade e tradição, abusando do amarelo, preto e grafismo. Feito de cerâmica, o prato com tampa é perfeito para decorar e servir a mesa da festa. Preço: R$ 69,90 Mais informações: www.tokstok.com.br

Oficina especial de Páscoa, Shopping Penha
Do dia 30 de março a 30 de abril, o Shopping Penha contará com uma oficina de páscoa para as crianças rechearem e confeitarem cupcakes e minipizzas ou preparar e confeitar brigadeiros.  Preço: gratuito Endereço: Espaço Kids – Piso Térreo – Rua Dr. João Ribeiro, 304, Penha – São Paulo (SP) Mais informações: de quinta a sábado, das 12h às 20h; domingos, das 14h às 20h. Duração de 30 min.

DICA: Truck Ofner

Para quem está na cidade de São Paulo, o Truck Ofner volta para a páscoa desse ano. Até o dia 15 de abril, o serviço passará por diversos pontos da cidade, disponibilizando as delícias da loja a preço de fábrica. Com toda a linha de ovos de páscoa, incluindo os lançamentos, o Truck Ofner ficará em áreas comerciais durante a semana e em condomínios residenciais nos fins de semana, oferecendo produtos a partir de R$ 19,90. Mais informações: www.facebook.com/LojasOfnerSP

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Café com preço fixo? É a ideia dessa cafeteria

Já pensou em pagar um preço fixo por qualquer produto em um estabelecimento? Essa é a ideia da cafeteria israelense Cofix. Lá, cada item que está a venda custa 5 NIS, aproximadamente US$ 1,65 (R$ 5,14) e isso vale não apenas para os cafés mas também para sucos, sobremesas e até comidinhas.

Segundo o fundador da rede, Avi Katz, a ideia surgiu quando ele estava cruzando o país e decidiu parar em uma loja de conveniência com apenas alguns trocados no bolso. Após fazer seu pedido pensou: porque uma pessoa que está na estrada gasta tanto em apenas um café e um sanduíche?

Daí surgiu a Cofix. No começo, muitos não acreditavam no potencial da ideia, principalmente os concorrentes, que chegaram a dizer que o café servido era de má qualidade. Mas, como o logo da rede diz “fresh coffee, fixed price” que significa “café fresco, preço fixo”, os israelenses viram que não passavam de boatos, já que a cafeteria serve café de boa qualidade e moído na hora.

Para eliminar os custos nas lojas, a rede optou pela qualidade dos produtos ao invés do conforto. É difícil achar um lugar para se sentar ou algum garçom para te servir, porém, isso não foi um impedimento para os consumidores da cafeteria.

Sendo a primeira rede de cafés israelenses a ter ações na Bolsa de Valores de Tel Aviv, a Cofix conta com mais de 100 cafeterias espalhadas por Israel e mais outras dezenas que irão abrir em breve. A rede também abriu recentemente o primeiro supermercado Cofix, onde quase tudo custa 5 NIS. São 29 supermercados que ainda dão prejuízo à empresa, mas a expectativa é que chegue a 35 lojas e saia do vermelho.

Mas eles não param por aí, o grande objetivo da empresa é conquistar o mercado internacional com suas cafeterias.

As primeiras lojas fora do país estão na Rússia, onde a gigante norte-americana Starbucks predomina. Mesmo assim a rede israelense não se abala e acredita que seu modo de venda irá ganhar o mercado russo, já que o cappuccino oferecido por eles custa em média um dólar, enquanto o da Starbucks custa cinco vezes mais.

A meta da Cofix é abrir cem lojas na Rússia até 2018 e mil até 2022 e, pensando mais além, a rede já está mirando países europeus como a Inglaterra e cidades grandes como Nova York, onde o preço do café é alto. Segundo o CEO da empresa, Haim Aharon, “onde quer que nos instalemos, todos ao redor têm de baratear o cafezinho, e os clientes gostam muito disso”.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

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Serviço on-line oferece moagem customizada

O café adquire sabores e aromas diferentes dependendo de alguns fatores como tipo de grão, moagem e método de preparo, podendo agradar diferentes paladares.

Independente do tipo de processo é muito importante combinar o tipo de moagem com o método que será utilizado para obter o melhor do café. Mas, para um leigo no assunto, muitos processos são desconhecidos, o que torna esse universo de sensações muito mais reduzido.

Para não limitar os horizontes do café, algumas marcas como Martins Café, Academia do Café, Coffee Lab entre outras trabalham com a moagem customizada.

O Orfeu Cafés Especiais entrou nessa onda também e disponibilizou o serviço em sua loja virtual. Por enquanto, o blend oferecido é o Orfeu Clássico, porém outros cafés da linha permanente serão comercializados em breve.

O objetivo da customização é incentivar o consumidor a conhecer outros métodos de preparar um café, podendo escolher a moagem específica para a prensa francesa, aeropress, hario v60 e chemex.

Conheça alguns métodos e o tipo de moagem adequada para cada um:

Prensa francesa – Popular na Europa, todo o processo é feito no próprio utensílio. Com uma grossa malha de metal, permite uma fusão mais densa entre a água e o pó, o que resulta em uma bebida equilibrada, porém mais densa, já que seu filtro permite a passagem de mais óleos presentes no grão. Moagem: grossa.

Aeropress – Nesse método você pode escolher o tempo de fusão no preparo e também a proporção de pó na quantidade de água utilizada, podendo deixar a bebida mais encorpada ou mais suave. Extrai as propriedades do pó por pressão de ar, mantendo os óleos essenciais do café. Moagem: média.

Hario v60 – Possui formato similar aos suportes para filtros de papel tradicionais. Fabricada em cerâmica, possui frisos laterais, também conhecidos por vórtex, que ajudam a água a rodar em uma velocidade maior que a de um coador comum.  Usa-se um filtro de papel fino e poroso que faz com que a bebida fique bastante limpa. Moagem: média-fina.

Chemex – Dispõe de formato afunilado que conserva a temperatura do café. O filtro é feito de um papel mais grosso que o convencional, com formato circular para ser dobrado. Com a parede tripla de filtragem que se forma através do coador, é impedida a passagem de resíduos sólidos para a xícara, deixando a bebida mais leve. Moagem: média-grossa.

Sites em que você pode comprar cafés com moagem customizada:

Orfeu Cafés Especiais

Martins Café

Academia do Café

Coffee Lab

Café Store

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy/Café Editora

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Embalagem premiada

A nossa dica desta edição é o produto da dinamarquesa Growers Cup. O inventor, Ulrik Skovgaard Rasmussen, teve a ideia de desenvolver um “coador de café” que pode ser usado apenas acrescentando água quente dentro de uma embalagem de papel com pó de café. Depois de alguns minutos, o café passa por um filtro e é servido para até duas pessoas (300 ml). O produto ganhou diversos prêmios de inovação, como o da Sial 2015. O grão oferecido pela marca é 100% arábica e de qualidade e o café já vem moído dentro da embalagem. O que provamos, por exemplo, era um café da Tanzânia, da região de Ngorongoro. Um pacote com doze unidades sai a uma média de € 15. A cooperativa brasileira Ascarive, de produtores Fairtrade, tem um café que abastece uma das embalagens.

Mais informações: www.growerscup.coffee

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

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Recife Coffee 2017 tem data marcada e mais de 20 cafeterias participantes

Este ano, a capital pernambucana receberá mais uma edição do Recife Coffee, circuito de cafés especiais, que acontecerá do dia 2 a 31 de maio, com o objetivo de incentivar o consumo de café especial na região, valorizar a profissão do barista, fortalecer o pequeno negócio e promover a concorrência parceira entre as cafeterias.

A novidade deste ano é a ampliação do alcance geográfico, que agora chega até Olinda e Porto de Galinhas. Com isso o evento contará com 25 cafeterias participantes, superando o ano passado com 16 casas. O critério para participar é trabalhar com café especial, ter barista no preparo de bebidas e ter um conceito mais intimista.

Confira abaixo as cafeterias participantes:

Recife (PE)

A Vida é Bela – Rua Francisco Lacerda, 394, Várzea

Apolo Beer Café – Rua do Apolo, 164, Recife Antigo

Bogart Café – Rua Afonso Pena, 96, Boa Vista

Café com Dengo – Rua Teles Júnior, 489, Aflitos

Café do Brejo – Rua Capitão Lima, 20, Santo Amaro

Clandestino Café – Avenida Rui Barbosa, 960, Graças

Cordel Cafés Especiais – Rua do Marquês, 43, Parnamirim

Ernesto Café – Rua Abelardo, 58, Graças

Fervo Coffee Shop – Rua Sá e Souza, 878, Setúbal

Johnnie Brownie – Avenida Santos Dumont, 490, Aflitos

Kaffe Torrefação e Treinamento – Avenida Conselheiro Aguiar, 2178, Boa Viagem

Kafka Coffee Shop – Rua Xavier Marques, 237, Graças

Lalá Café – Rua Barão de Itamaracá, 284, Espinheiro

Madalena Café – Rua Prof. Benedito Monteiro, 224, Madalena

Malakoff Café – Avenida Abdias de Carvalho, 1142, Prado

Malakoff Café – Praça do Arsenal, s/n, Paço do Frevo, Recife Antigo

Mon Cher Patisserie – Rua Regueira Costa, 276, Rosarinho

Na Venda Chocolates e Cafés – Rua Amélia, 373, Graças

O Pátio – Avenida Rui Barbosa, 141, Graças

Orgânico 22 – Rua 12 de Outubro, 15, Graças

Tokyo’s Café – Avenida Doutor Malaquias, 79, Espinheiro

Olinda (PE)

Bike Fit Café – Rua 13 de Maio, 99, Olinda

Olinda Café – Rua Tertuliano Francisco Feitosa, 45, Casa Caiada, Olinda

Zoco Café – Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, 1828, Casa Caiada, Olinda

Porto de Galinhas (PE)

Café da Moeda – Rua das Piscinas Naturais, Galeria Htur, Porto de Galinhas

Cada cafeteria terá uma “sugestão do barista” para oferecer aos clientes. Essa sugestão é uma harmonização de um salgado e um doce, acompanhados de café, com preço único de R$ 19,90. O festival celebra o Dia Nacional do Café, comemorado no dia 24 de maio, onde se inicia a colheita do grão no Brasil.

Para o lançamento do evento, um grande café na rua gratuito será servido pelos baristas das cafeterias participantes. Essa inauguração acontecerá no dia 30 de abril, na Avenida Rio Branco, Antigo Recife, das 9h às 16h.

Mais informações: www.instagram.com/recifecoffeeoficial

TEXTO Da Redação • FOTO Divulgação

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Já pensou em tomar um espresso com a sua cara?

O que acha de tomar um café com a imagem do seu rosto estampado na espuma? Sim, essa é a novidade entre muitas cafeterias internacionais e está deixando os apaixonados por café curiosos para conhecer e experimentar.

Ao que tudo indica, a moda começou em Taiwan. Para atrair mais clientes, a Let’s Cafe inovou e começou a adotar a novidade nos espressos da casa. O cliente faz o upload da imagem através de um smartphone para uma impressora especial e, com de um pó comestível, a imagem se forma na espuma da bebida.

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TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

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Produtores mineiros dominam o pódio no 26º Prêmio Ernesto Illy

Se em 2016 Minas Gerais conquistou o 1º e o 3º lugar na categoria Nacional do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, neste ano o estado abocanhou os três lugares do pódio. Mas não houve distinção entre as colocações dos produtores campeões. Isso porque os vencedores brasileiros irão representar nosso país na competição internacional, criada no ano passado, o Prêmio Internacional Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso.

Os campeões deste ano no Brasil foram produtores CBI Agropecuária, da Chapada de Minas; Juliana Armelin, do Cerrado Mineiro e Rafael Marques de Araújo, das Matas de Minas. Armelin, da fazenda Terra Alta, em Ibiá, foi a grande campeão do último prêmio nacional da illy, quando estreou na competição. A produtora sagrou-se, ainda, como campeã da região do Cerrado Mineiro.

Já Rafael, da fazenda Córrego da Serra, em Manhuaçu e CBI Agropecuária, da Fazenda Tecad, em Minas Novas, figuraram entre os vencedores logo na primeira vez como participantes do concurso. Veja, abaixo, o vídeo do emocionante momento da revelação dos vencedores:

O 2º Prêmio Internacional Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso ocorrerá em outubro, em Nova Iorque (Estados Unidos). A premiação internacional reunirá 27 representantes do que há de melhor na alta qualidade dos grãos para espresso de nove países produtores, em uma iniciativa estimulada pelo sucesso e a tradição do Prêmio Ernesto Illy, que revolucionou a cafeicultura brasileira.

A cerimônia de premiação, realizada em São Paulo, contou com a presença de Andrea Illy, presidente da illycaffè, e outros representantes da companhia. Das mãos deles, os cafeicultores receberam os diplomas da premiação e um cheque de R$ 10 mil cada um. A torrefadora italiana ofereceu, ao todo, mais de R$ 100 mil em prêmios. “O Brasil explora muito bem suas regiões e, hoje, já é líder também em qualidade”, destacou Andrea durante o Seminário que participou ainda na manhã de ontem.

A illycaffè revelou, também, os produtores campeões de oito regiões, que subiram ao palco para receber seus prêmios. Também foram entregues os méritos de Fornecedor Sustentável do Ano a Elias Koji Okuyama (Cerrado Mineiro) e o de Classificadores do Ano a João de Medeiros Neto (1º lugar, Sul de Minas), Marcos Ribeiro Vasconcelos (2º lugar, Cerrado Mineiro) e Jandir Castro Filho (3º lugar, São Paulo).

Confira os nomes dos vencedores de cada região:

Centro-Oeste
Campeão: Álvaro Luiz Orioli (Goiás)
Vice-campeão: Gelci Zancanaro (Goiás)

Cerrado Mineiro
Campeão: Juliana Tytko Armelin
Vice-campeão: Marcos Cezar Miaki

Chapada de Minas
Campeão: CBI Agropecuária
Vice-campeão: Luiz Augusto Monguilod

Matas de Minas
Campeão: Rafael Marques de Araujo
Vice-campeão: Ney José Alves Filho

Norte/Nordeste
Campeão: Glauber de Castro (Bahia)

Rio de Janeiro
Campeão: Francisco Nioac de Salles

São Paulo
Campeão: Daniella Romano Pelosini
Vice-campeão: Marco Antonio Guardabaxo

Sul de Minas
Campeão: Carlos H. Ribeiro do Valle
Vice-campeão: Carlos Alberto Pellicer

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Thais Fernandes • FOTO Mariana Proença