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5ª edição do Fuel leva 20 participantes para lavoura capixaba

No último sábado, 16/6, aconteceu a 5ª edição do Fuel. O projeto, criado pela Kaffa Cafeteria juntamente com produtores da região do Espírito Santo, tem como objetivo apresentar aos amantes do café o dia a dia da produção de grãos nas montanhas capixabas.

Os 20 participantes tiveram a oportunidade de visitar a fazenda do cafeicultor Carlos Alberto Altoé, no município de Castelo (ES). Na propriedade, é desenvolvido todo o beneficiamento pós-colheita, incluindo reuso da água e terreiro suspenso.

Com clima propício, os visitantes puderam realizar a cata dos grãos que, segundo os organizadores do evento, estão apresentando maturação bem uniforme. Os frutos foram despolpados e separados no terreiro, onde serão entregues aos participantes em 30 dias.

Para Vagner Benezath, sócio da Kaffa, este processo é de extrema importância para o consumidor final: “Este tipo de atividade é fundamental para nós que servimos café especial, pois o cliente tem a vivência, mesmo que por apenas um dia, de como o produtor se esforça para que dê tudo certo e o resultado apareça na xícara”.

Ainda nesta safra, o Fuel tem em sua programação uma viagem marcada em setembro. Pela primeira vez, a próxima fazenda a ser visitada será o Sítio Santa Rita, na cidade de Espera Feliz (MG).

TEXTO Redação • FOTO Roberto Barros

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Abertas inscrições para Prêmio Colaborativo de Inovação Daterra

Estão abertas as inscrições para o 1º Prêmio Colaborativo de Inovação Daterra. Podem participar pequenos produtores de café arábica que pretendem melhorar a qualidade de seus produtos.  Os candidatos devem fazer inscrição, enviar dados pessoais e apresentar proposta do projeto, no link até 2 de junho.

Os quinze primeiros produtores inscritos ganharão uma consultoria personalizada para desenvolver o projeto. Os cafés dos três melhores projetos serão expostos na Semana Internacional do Café, em novembro, em Belo Horizonte. Os responsáveis pelos três melhores projetos também ganharão visita técnica à Fazenda Daterra, em Patrocínio (MG), e assessoria completa e individualizada da equipe Daterra. Os custos da viagem para a capital mineira e as despesas são por conta do concurso.

TEXTO Redação • FOTO Alexia Santi/Agencia Ophelia

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Dia Nacional do Café: população poderá colher café em cafezal urbano

Para marcar o início da colheita, no Dia Nacional do Café, o Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizará nesta quinta-feira (24), às 10 horas, o tradicional Sabor da Colheita. O evento marca o início da safra de café no Estado de São Paulo. A população terá uma oportunidade única: será possível se paramentar com chapéu, peneira, balaio e realizar a colheita de grãos de café, prontinhos para serem preparados e levados à xícara.

O IB-APTAO mantém um dos maiores cafezais urbano do País, com 2.000 pés, no coração da cidade de São Paulo, a cinco minutos do parque Ibirapuera e da Avenida Paulista. O cafezal é composto pelas variedades Mundo Novo e Catuaí, desenvolvidas pelo IAC-APTA, presentes em 90% do parque cafeeiro brasileiro.

Orientada por instrutores experientes, a população poderá vivenciar uma atividade realizada por muitos agricultores brasileiros e que já foi rotina de muitos paulistanos, no final do século XIX e início do século XX. “O público terá a oportunidade de vivenciar uma experiência única do trabalho que há décadas movimenta e economia paulista. Todo o processo será orientado por especialistas para que seja feita a colheita seletiva, com a retirada dos grãos bem maduros”, explica Antonio Batista Filho, diretor-geral do IB.

Parte dos grãos colhidos será beneficiada, torrada e encaminhada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp), que distribuirá a entidades assistenciais do Estado. Em 2017, o IB doou 214 quilos de café arábica, divididos em 856 pacotes de 250 gramas.

Além do tradicional cafezinho, o público também poderá se deliciar com broa de milho, canjica e comidas típicas caipiras. “Tudo para resgatar a importância do campo e do produtor rural para a população da cidade. O Sabor da Colheita recebe sempre muitas crianças acompanhadas de seus pais ou avós, que querem apresentar o trabalho que realizavam no campo”, afirma Batista Filho.

Serviço
Sabor da Colheita
Data: 24 de maio de 2018
Horário: 10h
Local: Instituto Biológico – Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, São Paulo – SP

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

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Baristas do mundo participam de evento na Colômbia

De 1º a 10 de junho acontece, na Colômbia, a 4ª edição do Barista & Farmer. Em plantações confiscadas por tráfico de drogas na Finca La Cabaña, em San Augustin, Finca el Paraiso Vereda Cristo Rey, Finca Bellavista Finca Santana El Bolson e Finca el Mirador, no município de Pitalito, será sediado o evento dedicado à promoção e a cultura de café de alta qualidade.

As terras que eram usadas para o plantio de cocaína foram confiscadas pelo governo colombiano e doadas para pequenos produtores de café. Dez dos melhores baristas do mundo vão participar de ações com os agricultores. Estão previstas competições, aulas teóricas, aulas de dança, pintura e esportes.

O evento foi criado pelo barista italiano Francesco Sanapo, várias vezes premiado campeão, com patrocínio da Specialty Coffee Association (SCA). Barista & Farmer pretende não só treinar embaixadores do café especial, mas também ser uma ponte cultural entre a Colômbia, o terceiro maior produtor de café do mundo, e a Itália. O envolvimento de parceiros institucionais fortalece os vínculos entre os países de origem e toda a cadeia cafeeira.

Os finalistas selecionados entre os mais de 250 profissionais por um grupo de juízes formado por especialistas do setor são: Sara Ricci, 28, italiana, de Pozzuoli; Diego Campos, 27, da Colômbia; Iuliia Dziadevych, 25, da Ucrânia; Matija Matijaško, 26, da Croácia; Daniel Munari, 32 anos, do Brasil; Victoria Rovenskaya, 26, da Rússia; Vala Stefansdottir, 30, da Islândia; David Lau -Cong Yuan, 23, da China; Rie Hasuda Moore, 36, do Japão; Glenn Bailey, 34, da Austrália .

Os competidores terão a oportunidade de descobrir o ciclo de processamento do café, desde o grão até a xícara, passando pelo uso de diferentes tecnologias, até a experiência de degustação e várias maneiras de consumo.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Piatã: com os pés no céu

A cidade baiana mais alta do estado abriga pequenos produtores que cultivam cafés premiadíssimos em meio a paisagens exuberantes e colheita selecionada.

Quando adentrei a pista do aeroporto e o avião apresentou o registro do nome da pioneira aviadora brasileira Ada Rogato, tive o sinal de que precisava: seria uma ótima viagem. Há anos a Espresso quer trazer uma nova reportagem sobre a famosa região de Piatã, na Chapada Diamantina, a terra baiana de prêmios nacionais conquistados em sequência desde 2009. Exatamente neste ano fizemos nossa primeira matéria, antes dos impressionantes resultados.

O sonho pessoal da repórter que escreve estas linhas começou nas conversas com o classificador Silvio Leite, anos antes, que tem uma relação muito próxima com os produtores da região. Ele foi um dos primeiros a acreditar no potencial dos cafés ali cultivados. Pioneirismo e muito trabalho levaram a região a ser especialista em produzir ótimos cerejas descascados – os cafés que passam por maquinários próprios para a separação dos frutos entre verdes, maduros, etc, e que vão para o terreiro de secagem sem a casca. Um esmero que resultou em muitas vitórias. A descoberta de que esse seria o melhor caminho para os cafés locais fez com que produtores investissem em qualidade.

Quem nos recebeu e nos guiou pelas andanças de quatro dias na região foi o produtor e empresário Cândido Rosa, que hoje reside com parte da família em Vitória da Conquista.

Orgulhoso do trabalho que é realizado na região, Cândido nos explica — durante a viagem de mais de quatro horas pelas estradas baianas — que a Chapada Diamantina recebe milhares de turistas o ano todo em busca das belezas naturais do Parque Nacional. E aos poucos essas paisagens vão se revelando no percurso de montanhas rochosas, cachoeiras e serras. São 24 municípios que integram o entorno de um dos maiores parques do País.

A cidade de Piatã, reduto de cafés especiais, é a localidade mais alta da Bahia, e também a mais fria. Microclima perfeito para o café: durante o dia as temperaturas são amenas e à noite chegam a impressionantes 9 graus.

A colheita ocorre principalmente nos meses de junho e julho. Neste ano a safra foi menor na região e muitos produtores já estavam finalizando a panha. A colheita seletiva precisou ser bem rigorosa para não desperdiçar os muitos verdes que ainda insistiam em não maturar.

A demora fez com que produtores como Salvador Souza, com 2 hectares, ainda tivessem muitos frutos chumbinho (verdes) nos pés plantados entre muitas árvores, as grevíleas, que servem de quebra-vento e protegem os cafezais. Salvador, da Fazenda Tanque, demonstrou paciência ao aguardar o melhor momento para a retirada dos cafés. Ali eles precisam manter o foco na qualidade para compensar a baixa produção. Em 2014, o produtor conquistou o 19º lugar no concurso Cup of Excellence.

Grandes campeões
O primeiro lugar da visita: Chácara São Judas Tadeu e Fazenda Ouro Verde. A família detém o tricampeonato do Cup of Excellence nos anos 2009, 2014 e 2015. Intento muito difícil de alcançar. A maior pontuação foi 94,05, com o impressionante valor de comercialização no leilão da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) de US$ 106.223 por dezesseis sacas de café, em 2014. Os cafés vencedores do concurso, criado em 1999 no Brasil, passam por rigorosas provas de qualidade e por isso Antonio Rigno, da São Judas, é tão orgulhoso: “São 35 anos produzindo café e precisamos ter cuidado para não estragar o que a natureza nos dá”. Com a sua voz rouca característica, Rigno é grande referência na região: “Pequenos e miniprodutores é o que mais temos aqui”, ele explica. Quando conquistou os prêmios, ele presenteou cada um dos dez funcionários que trabalham diariamente na sua fazenda com motocicletas.

O produtor Antonio Rigno, pioneiro na qualidade, é tricampeão no concurso Cup of Excellence com cafés cereja descascado

Sua esposa, Teresinha de Oliveira, é quem recebe as visitas quase que diárias de todas as partes do mundo e do Brasil dentro do seu Recanto do Café, na própria fazenda: “Japonês, dinamarquês, coreano…”. Enquanto mostra a coleção de bules, Teresinha serve uma mesa farta de bolos e outros quitutes típicos baianos que ela aquece no fogão a lenha, usando folhas de planta típica da região, o candombá. E é ela quem explica as características da bebida: “O sabor do café de Piatã é único no mundo. Quando ele se junta a um blend, torna-se perfeito”.

Neste ano, a família testou pela primeira vez a seca em terreiros suspensos. Durante a colheita, são 200 pessoas para ajudar em todas as etapas do processo. As estufas e os secadores a lenha mostram uma estrutura bem organizada. Lá, 100% do café é cereja descascado, benefício que deu ótimos resultados para a fazenda. Alguns lotes chegam a ficar doze horas em tanques. Mas, segundo Rigno, são “as mãos que fazem o café”. E sempre com o auxílio das bênçãos de São Judas Tadeu, que há três anos ganhou uma capelinha em sua homenagem na propriedade.

Aprendizes de sucesso
Rigno fez escola em Piatã. Ao circular pelas propriedades da região, encontramos produtores que sempre citam a importância de investir na qualidade e fazer lotes especiais. Conterrâneo de Rigno nessa busca pelas altas pontuações, Michael Alcântara, da Fazenda Divino Espírito Santo, conta que, nos seus 10 hectares plantados, produziu 420 sacas em 2016. Investiu no primeiro despolpador da região, em 2000, quando começou a enviar cafés para concursos: “Sonhava que um dia Piatã ia ser campeã, pelos atributos do café que são muito diferentes”.

Ele e a esposa, Patrícia, tocam a microtorrefação da família na própria fazenda e comercializam o Café Gourmet Piatã na capital, Salvador. Uma produção bem familiar, que é vista de perto pelas filhas, que estão estudando para dar continuidade ao negócio.

Michael, a filha Cecília e a esposa, Patrícia Ancântara. A família, que foca em café de qualidade, mora na região há mais de vinte anos

A plantação familiar e em poucos hectares é regra por ali. Seguindo um pouco mais pelas estradas de terra, encontra-se a área do Cafundó. Na Fazenda Santa Bárbara fomos recebidos por toda a família de José Joaquim Oliveira, campeão do Cup of Excellence 2016 na categoria cereja descascado e sexto lugar com o lote do Sítio Cafundó. Em seu 1,5 hectare trabalham oito pessoas na época da colheita, sendo a maioria da própria família: a esposa, Marlene, filhos e noras. A colheita seletiva passa retirando os frutos pelos cafezais até quatro vezes. Com os R$ 19 mil que eles conseguiram em cada saca fizeram melhorias na propriedade: construíram mais uma estufa e também compraram outro terreno para ampliar a área. O sorriso no rosto de todos corre solto ao comentarem sobre a conquista. Somente dois filhos viajaram até Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, para acompanhar o resultado. Giliardi Torres de Oliveira conta que a emoção foi muito grande. Assim como o orgulho dos vizinhos, entre eles Pedrinho Santana, que, depois de viver vinte anos em São Paulo, voltou para a roça e também produz café. Nessa localidade eles dividem o despolpador e todos têm hortas para consumo próprio. O excedente de frutas e legumes é vendido na tradicional feira de Piatã.

O campeão do Cup of Excellence, José Joaquim Oliveira, faz a colheita seletiva no seu 1,5 hectare

Cooperativismo e microlotes
O potencial dos cafés da região fez com que, no ano passado, dos 24 finalistas do Cup of Excellence – Cereja Descascado, impressionantes dezenove fossem de Piatã. Tal feito incentivou ainda mais os produtores a se organizar em uma nova cooperativa: a Coopiatã, que hoje conta com 41 membros. Rodolfo Moreno, presidente da organização e proprietário da Fazenda Ponte, explica que ele e Renato Rodrigues (Chácara Vista Alegri) estiveram, em 2015, na Semana Internacional do Café e perceberam haver no mercado uma oportunidade para a produção de microlotes. Em reunião realizada durante a nossa visita, os produtores debatiam sobre a importância de participar de novos concursos e também de capacitações que serão oferecidas na cooperativa.

Integrantes da nova Coopiatã reúnem-se para focar a capacitação e a governança

Nosso roteiro foi finalizado na localidade das Gerais, onde produtores ainda menores cultivam café há mais de cem anos. São famílias que vivem em casas de pau a pique e chegam a colher trinta sacas. É o caso de Vilson Araújo Oliveira, que nasceu ali e que, aos 52 anos, não tem dúvida quando diz: “Eu gosto da roça”. Ele e a família do irmão, Wilson, produzem café natural por falta de condição de investir em um despolpador. A agricultura de subsistência encontra dificuldade no acesso à água – outro desafio local. Mas as alternativas existem e os produtores aproveitam o espaço que têm para fazer plantações consorciadas com a produção de maracujá e outras frutas.

Novos projetos por vir
Com o intuito de contar essas histórias, a Coopiatã está unindo forças com outros profissionais da região. Segundo Glayco Barbosa, o Gau, Secretário de Agricultura de Piatã e engenheiro agrônomo, “são cinquenta produtores que vivem do café de qualidade. Estamos colhendo os resultados nesses últimos cinco anos”. Como a produção da maioria é em pequena quantidade, a saída é o especial, para que consigam bons preços, apesar da pouca quantidade de café: “Essa também é a realidade do meu pai”, exemplifica.

Uma grata surpresa foi encontrar no mercado municipal da cidade o barista Lucas Campos, que, junto ao boxe da família de Euvaldo José Costa Jones (Café Taperinha), prepara quinzenalmente drinques de café em diversos métodos para a população local. O trabalho ganhou também um braço; um passeio que começará a ser feito com turistas que visitam a região, o CaféTur.

Entre as atrações do roteiro, um pôr do sol para finalizar, na localidade das Gerais, com uma vista incrível das montanhas da Chapada Diamantina, acompanhado de preparos de café sem o uso de eletricidade.

O sol começa a desaparecer entre as formas diversas que ganham contornos dourados na paisagem inesquecível. Um término e tanto para uma viagem que começou lembrando a pioneira da aviação que voou longe para conquistar seus objetivos. Então, finalizamos o roteiro com os pés no chão entre campos de sempre-vivas e cafés incríveis de uma das regiões mais premiadas do Brasil. Há sempre espaço para mais, para a pluralidade e para a qualidade.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Ravena Maia

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3Corações lança café fruto de iniciativa de produtoras

Fruto do Projeto Florada, o Café 3Corações Florada foi produzido por Jane Muniz, cafeicultora da região do Sul de Minas. O conceito foi inspirado em uma das fases da produção cafeeira, a florada, período em que as lavouras ficam cobertas com a beleza e o perfume das flores, além de ser quando a natureza dá sua primeira dica sobre a colheita: quanto maior a quantidade de flores, mais café.

Com grãos da Fazenda Santa Tereza, o produto tem certificado da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Rainforest Alliance, que garantem qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. O blend da bebida possui aroma floral, doçura intensa e notas de caramelo.

Disponível na versão torrado e moído, o produto será distribuído nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Já na versão cápsula, será comercializado no e-commerce da marca.

Concurso 3Corações Florada Premiada
A marca 3Corações anunciou nesta quinta-feira (8/3) a 1ª edição do concurso 3Corações Florada Premiada. Em breve, todas as mulheres produtoras de cafés arábica do Brasil poderão apresentar seus cafés da safra 2018, tendo seus grãos valorizados e adquiridos pelo grupo 3Corações. O anúncio das seis vencedoras será entre os dias 7 e 9 de novembro, na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

O Projeto Florada é uma plataforma exclusiva de apoio e fomento às conquistas das mulheres no campo. Lançado no Dia Internacional da Mulher, em Varginha (MG), a iniciativa une e empodera as mulheres produtoras, trazendo melhores práticas de cultivo de cafés especiais e gerando valor para toda a cadeia, da produção ao consumo.

Mais informações: http://bit.ly/2Frqrw3

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Encontro une mulheres e cafeicultura esta semana, em MG

No dia 8 de março, na cidade de Patos de Minas (MG), acontecerá o encontro “Elas no Café”. O evento, realizado em comemoração ao Dia das Mulheres, é uma grande oportunidade para empresárias e empreendedoras da região do Cerrado Mineiro conhecerem e experimentarem o mundo da cafeicultura.

Com início às 9h, a programação especial conta com caminhada, almoço, painéis e palestras, que tratarão de temas como os caminhos encontrados por mulheres para fazer do café seu negócio e revolução feminina. Nomes como Caprice Cerchi Borges, mestre de torra e sócia-proprietária da Ísole Cafés Especiais; Eliane Cardoso, superintendente da Coocacer Araguari; e Mariana Proença, jornalista e Diretora de Conteúdo da Café Editora e Revista Espresso, entre outros, estarão presentes.

Realizado na Fazenda Chácara Agrícola Colônia, localizada no Distrito Industrial, em Patrocínio, o “Elas no Café” é gratuito, porém conta com vagas limitadas. Para participar, basta realizar a inscrição através do telefone (34) 3839-9300.

Mais informações: http://bit.ly/2Fl4meq

TEXTO Redação • FOTO Lucas Albin / Agência Ophelia

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Brasileiro campeão de concurso bate recorde mundial em leilão

O campeão do concurso Cup of Excellence – Brazil 2017 na categoria Pulped Naturals, Gabriel Alves Nunes, bateu o recorde mundial no leilão dos vencedores. Seu café com Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, produzido na Fazenda Bom Jardim, em Patrocínio (MG), recebeu o lance de US$ 130,20 por libra peso, o que equivale a mais de US$ 17,2 mil por saca de 60 kg, ou aproximadamente R$ 55,5 mil por saca.

Segundo informações da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), instituição responsável pela realização do concurso, o café campeão foi divido em dois lotes: o primeiro recebeu o lance de US$ 130,20 por libra pesa, valor que corresponde a aproximadamente R$ 55.457,60 por saca de 60 kg, e o segundo foi negociado por US$ 120 por libra peso, ou R$ 51.116,17 por saca. As empresas que adquiriram o produto foram Maruyama Coffee e Sarutahiko Coffee, ambas do Japão, e Campos Coffee, da Austrália.

Para Nunes, o resultado do leilão é motivo de extrema satisfação e orgulho, já que seu café bourbon é cultivado a 935 metros de altitude, enquanto outros países produzem a uma altura muito mais elevada, o que propiciava, até então, uma certa vantagem na obtenção da qualidade: “nosso café mostrou que se pode buscar excelência dentro dessas características. Pela primeira vez a região do Cerrado Mineiro vence o concurso e bate recorde mundial”.

Ele tem total consciência de que investir em qualidade é recompensador: “meu pai mexe com café há 30 anos e passei a mexer há quatro. Desde que voltei à fazenda procurei investir em estrutura e melhoramentos, sempre buscando qualidade, pois sabemos que o café está no mesmo caminho do vinho, com os consumidores cada vez mais exigentes”.

Com vistas na mudança de cenário por parte dos consumidores, o cafeicultor investiu em capacitação da equipe da propriedade para modificar a forma de produzir os cafés, almejando agradar aos compradores finais. Nunes destaca que o prêmio do leilão será quase que integralmente investido na fazenda, buscando preservar cada vez mais o meio ambiente e visando qualificar ainda mais os funcionários.

“Estamos em constante busca de termos sustentabilidade ambiental e social para alcançarmos nosso reconhecimento econômico na comercialização. Temos funcionários dedicados, que tratam com carinho cada lote na fazenda.  Há três anos estamos evoluindo e chegamos ao resultado, evidenciando todo o cuidado desde a produção até a pós-colheita. Obtivemos valores superiores aos cafés de altitudes mais elevadas, que possuem qualidade excepcional pelas questões fisiológicas envolvidas”, analisou o campeão.

Para conferir os resultados do leilão, clique aqui.

Concursos de Qualidade de Café
Responsáveis por premiar os cafeicultores que investem nas lavouras e se dedicam para oferecer aos compradores uma bebida considerada superior, os Concursos de Qualidade de Café têm papel indispensável na educação dos produtores que, para conseguirem uma boa colocação na disputa, precisam obedecer a uma série de procedimentos, conhecerem sobre a bebida e desenvolverem classificadores que provem do café, para indicar se está bom ou se precisa ser melhorado.

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Camila Cechinel • FOTO Divulgação/Lucas Albin Agencia Ophelia/Aislan Henrique da Silva

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Confira os finalistas do 27º Prêmio Ernesto Illy

Com um número recorde de amostras enviadas, a illycaffè, marca global de cafés de alta qualidade, definiu os 40 cafeicultores finalistas do 27º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso.

Este ano, 683 produtores brasileiros de café arábica enviaram seus grãos da safra 2017/2018 na expectativa de ganharem o prêmio em dinheiro e obterem reconhecimento nacional e internacional. A seleção dos cafés foi realizada por especialistas da illycaffè, que vieram da Itália para o Brasil com a intenção de integrar a Comissão Julgadora.

Dentre as mais de 600 amostras, Minas Gerais, maior produtor nacional, predominou na lista, com 36 finalistas provenientes de todas as regiões cafeeiras do estado. São 14 participantes do Sul de Minas, 12 do Cerrado Mineiro, oito das Matas de Minas e dois da Chapada de Minas. São Paulo conta com três classificados e a região Centro-Oeste com um. Confira os nomes:

Amanda Ribeiro Miaki (MG)
Andreia Oliveira da Silveira (MG)
Ângelo Nascimento e outros (s) (MG)
Antonio Ismael de Paula (MG)
Cândido de Sordi Machado (MG)
Carlos André Dognani (SP)
Carolina B. Lerro B. Henning (SP)
Catarina Mie Takahashi Myaki (MG)
CBI Madeiras LTDA (MG)
Claudio Esteves Gutierrez e outros (s) (MG)
Dagmar Resende Pimenta (MG)
Daniella Romano Pelosini (SP)
Décio Bruxel (MG)
Diogo Jose Myaki (MG)
Ecoagrícola Cafe LTDA (MG)
Édio Anacleto Miranda (MG)
Edna Yumi Okuyama Souza (MG)
Ednilson Alves Dutra (MG)
Felippe Nery Monteiro da Silva (MG)
Gaiola – Empreendimentos Agropecuários (MG)
Gelci Zancanaro (GO)
Gio Batta Bragagnolo (MG)
Hugo Vilas Boas (MG)
Jorge Barakat (MG)
Ludgero Pimenta de Avila (MG)
Mabel Lima de Sousa (MG)
Maria D´Aparecida Vilela Brito (MG)
Maria Nascimer da Silva (MG)
Mário Ferraz de Araujo (MG)
Matheus Ribeiro Miaki (MG)
Oscar Gabriel Contreras (MG)
Raimundo Dimas Santana (MG)
Raimundo Dimas Santana Filho (MG)
Reinaldo Olini Rocha (MG)
Renato de Souza (MG)
Renato Lima de Souza (MG)
Ronalt Marques de Araújo e outro(s) (MG)
Sebastião de Carvalho Montans e outro(s) (MG)
Simone Aparecida Dias Sampaio Silva (MG)
Takayuki Tamekuni e outro(s) (MG)

Além dos campeões da categoria nacional, foram definidos também os vencedores regionais, que estão divididos em: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Chapada de Minas, Matas de Minas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e regiões Sul, Norte/Nordeste e Centro-Oeste do país. O Prêmio Ernesto Illy – Regional terá até dois cafeicultores premiados por estado.

Dos 40, os seis melhores cafés do país serão revelados na cerimônia de premiação, em abril de 2018. Os três primeiros ganharão uma viagem ao exterior para participar do 3º Prêmio Ernesto Illy Internacional, quando será revelada a ordem de classificação entre eles. Todos os vencedores e finalistas receberão prêmios em dinheiro e diplomas.

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Redação • FOTO Gui Gomes

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Matas de Minas leva a melhor no Coffee of The Year 2017

Quem foi para Belo Horizonte visitar a Semana Internacional do Café, feira do setor cafeeiro que aconteceu entre os dias 25 e 27/10, teve a oportunidade de degustar as amostras finalistas do Coffee of The Year e votar em sua favorita.

Os resultados das votações foram divulgados no último dia, no Grande Auditório. Sandra Lelis, da cidade de Araponga, região das Matas de Minas (MG), foi a primeira colocada da categoria arábica, seguida de Carlos Sanglard, também de Araponga, e Patrícia Borges, de São Gonçalo do Sapucaí.

Sandra Lelis, vencedora do COY 2017 na categoria arábica.

Vinda de família de produtores, Sandra compartilha a emoção de ter conquistado este título: “ganhar o concurso representa muito para mim e para minha família, nos dá mais incentivo para continuar neste ramo.” Participando da competição desde 2015, a produtora diz que esta vitória é uma grande oportunidade para sua cidade: “o Coffee of The Year se mostrou um concurso muito sério, e com esse primeiro lugar, eu e toda a minha região teremos a chance de divulgar nosso café. Todo mundo conhecerá Araponga”.

Na categoria conilon, o primeiro lugar também foi para a região de Matas de Minas, só que desta vez para o município de Manhuaçu. Osvaldina Alves Dutra, representada por seus filhos Walter e Ednilson Dutra, levou a melhor este ano. Para a família, que participa do concurso desde a sua primeira edição, em 2012, a premiação funciona como uma motivação: “ganhar o Coffee of The Year é um estimulo para nós continuarmos a fazer café de qualidade. Nossa região está sempre buscando o melhor”, disse Walter.

Walter e Ednilson Dutra, ganhadores do COY 2017 na categoria conilon.

Segundo Ednilson, a divulgação que o prêmio oferece motiva os parceiros e qualifica a região: “ficar nas primeiras posições é resultado de muito trabalho e dedicação. Nós sempre acreditamos na qualidade do café de Matas de Minas”.

As outras duas colocações do pódio foram para a cidade de Cacoal, em Rondônia. Os produtores Tiago Novais Duarte e André Kalk ficaram com o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.

O Coffee of The Year avalia itens como aspecto, seca, cor, porcentagem de peneiras, tipo, teor de umidade e torra, buscando capacitar as regiões produtoras e gerar interesse pelos cafés especiais.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Bruno Lavorato